3.2. SON SORUŞTURMA SAFHASI
3.2.2. Yetkili ve Görevli Mahkeme
Dimensão Biológica
Estrutura Residencial Serviço de Apoio Domiciliário
• Grupo constituído por os idosos mais velhos
• Grupo constituído por os idosos mais novos
• Idosos bastante dependentes, nomeadamente para a realização das atividades de vida diária
• Idosos mais independentes na realização das atividades de vida diária
• Forte sinalização dos problemas de saúde
• Maior preocupação com tratamentos de saúde
• Menor consciência dos cuidados a ter com a suas doenças,
nomeadamente a toma de medicação (muito dependentes das funcionárias)
• Maior responsabilidade pelos medicamentos que tomam
• Atribuição de pouca importância a estratégias que permitam melhorar os seus sinais de envelhecimento, nomeadamente a nível motor
• Grupo interessado por estratégias que permitam melhorar os seus sinais de envelhecimento
Neste primeiro ponto de comparação comprovou-se que os idosos do apoio domiciliário correspondem ao grupo mais consciente do seu estado de saúde e por isso também apresentam uma maior preocupação em fazer tratamentos que melhorem o seu envelhecimento. Os clientes do serviço de apoio domiciliário fazem parte do grupo dos idosos mais novos e talvez por isso o seu estado de consciência sobre a importância de tratamentos adequados ao seu estado de velhice seja maior. É um grupo mais independente que assume a responsabilidade pela toma das suas próprias medicações diárias.
Relativamente aos idosos da estrutura residencial, são mais dependentes fisicamente e apresentam uma forte necessidade de acompanhamento diário para a realização das suas atividades de vida diárias. No que corresponde ao estado de saúde fazem bastante sinalização aos problemas que detêm, em contrapartida não apresentam tanta consciência e coerência na
sua exposição, fazendo uma referência vaga e não tão clara. São um grupo acomodado e visivelmente menos interessado na procura de soluções para o seu bem-estar físico.
Dimensão Psicológica
Estrutura Residencial Serviço de Apoio Domiciliário
• Grupo de idosos mais deprimido e desanimado perante a vida futura
• Grupo de idosos menos deprimido e mais interessado perante a vida
• Dificuldade na sinalização de possíveis aspetos positivos do envelhecimento
• Dificuldade na sinalização de possíveis aspetos positivos do envelhecimento
• Forte referência à perda cognitiva dos outros idosos da instituição
• Utilização de estratégias coping no dia-a-dia
• Fraco investimento nas atividades da estrutura residencial e de interesse pessoal
• Interesse em atividades lúdicas e pessoais
• Referência à morte associada ao sofrimento
• Referência à morte associada ao estado de solidão (ficar a viver sozinho)
• Reflexão nostálgica do passado • Reflexão nostálgica do passado
Neste 2 ponto de comparação a diferenciação de opiniões entre os 2 grupos não foi muito distinta, existindo bastantes semelhanças nas suas declarações, todavia ressaltaram algumas dissemelhanças. No âmbito cognitivo os idosos de ambas as amostras apresentaram a preocupação em querer manter as suas faculdades plenas até ao fim da vida, contudo o grupo de idosos do serviço de apoio domiciliário apresenta uma maior consciência que, para ser possível, é necessário da sua parte um investimento nesse plano e dai alguns elementos deste grupo adotarem estratégias coping e atividades ocupacionais para se sentirem realizados. Contrariando a postura dos idosos institucionalizados que assumem um papel mais conformista perante as eventualidades do seu processo de velhice.
O outro pronto onde se evidenciou uma maior diferença nas opiniões dos participantes foi relativamente à referência da morte. No caso dos idosos da estrutura de residência, estes tendem a associar a morte com sofrimento e a fazer uma espécie de
“premeditação” desse momento. Já para os elementos do serviço de apoio domiciliário a
morte foi relacionada ao sentimento de solidão, nomeadamente com a perda dos seus companheiros assumem a morte como o momento em que tomaram a consciência de que estão efetivamente sós e idosos.
Dimensão social
Estrutura Residencial Serviço de Apoio Domiciliário
• Fraca importância atribuída ao momento da reforma
• Fraca importância atribuída à reforma por ter a oportunidade de desenvolver outras
ocupações/atividades
• Forte referência à desvalorização social do idoso
• Forte referência à desvalorização social do idoso
• Forte referência ao
relacionamento com familiares
• Menor referência ao
relacionamento com familiares
• Fraco relacionamento com os outros idosos da instituição
• Relacionamento favorável com vizinhos e outros idosos
• Preocupação na manutenção de relações harmoniosas com os funcionários
• Menor preocupação na manutenção de relações
harmoniosas com os funcionários
Nesta dimensão foi possível verificar algumas distinções entre os idosos dos dois serviços. Relativamente ao momento em que deixaram o mundo do trabalho, a desvalorização da etapa da reforma foi quase unanima entre todos os idosos de ambas os serviços. Contudo no caso de 2 elementos do apoio domiciliário, pelo facto dos mesmos ainda estarem independentes, houve a aposta em novos gostos e novas atividades ocupacionais.
No plano relacional os idosos da estrutura residencial fizeram bastante sinalização ao relacionamento familiar, alegando que após a sua institucionalização a relação com a sua família não se distanciou. Em contrapartida, correspondem a um grupo que evita relações próximas com os outros idosos clientes, optando por adotar uma postura mais reservada. Estes idosos assumem ainda a preocupação em manter relações harmoniosas com os
funcionários, pois consideram que com isso poderão ter um tratamento melhor dentro da instituição.
Relativamente ao grupo dos idosos do serviço de apoio domiciliário, apesar de fazerem referência à família e à importância que esta tem assumido em prestar ajuda em tudo o que necessitam, a sinalização do plano familiar não foi tão imediata quanto nos idosos da estrutura residencial. Todavia correspondem a um grupo que gosta de estabelecer relações próximas com a vizinhança sob a perspetiva de solidariedade, por isso, mostram-nos ser mais comunicativos que os idosos institucionalizados.