• Sonuç bulunamadı

Yerel ağ yapılandırmasıyla

Belgede ESET SMART SECURITY 8 (sayfa 50-55)

E- posta dosyaları - Program aşağıdaki uzantıları destekler: DBX (Outlook Express) ve EML

2) Yerel ağ yapılandırmasıyla

Mario Costeja González, um advogado espanhol, requereu a supressão da exposição de dados relacionados ao seu apartamento, situado em Barcelona, levado à hasta pública para pagamento de dívidas já que, em 1998, seu nome fora exposto nos anúncios do jornal La Vanguardia. Já quitada a dívida e sendo desnecessário o leilão, González procurou o jornal para que seu nome não mais fosse vinculado às dívidas. Seu pedido, no entanto, foi negado, sendo a justificativa no sentido de que o jornal foi apenas um meio de visualização advinda da função do órgão responsável pela cobrança da dívida.

35 No original: "The right of privacy has been defined as the right to live one's life in seclusion, without

being subjected to unwarranted and undesired publicity. In short it is the right to be let alone. [...] It does not exist in the dissemination of news and news events, nor in the discussion of events of the life of a person in whom the public has a rightful interest, nor where the information would be of public benefit as in the case of a candidate for public office. [...] Any person living a life of rectitude has that right to happiness which includes a freedom from unnecessary attacks on his character, social standing or reputation”. Melvin v. Reid, 112.Cal. App. 285, 286 (Cal. Ct. App. 1931).

Em 2010, junto ao Google Espanha, González requereu a exclusão ou a alteração de páginas que contivessem a informação. Novamente, seu pedido foi negado. No mesmo ano, o advogado reclamou junto à Agência Espanhola de Proteção de Dados (AEPD) contra o jornal La Vanguardia, o Google Espanha e o Google Inc. A AEPD rejeitou o pedido em face do jornal, pelo fundamento de que ele agiu em cumprimento à ordem pública. Porém, quanto ao Google Espanha e ao Google Inc., o entendimento foi no sentido de que a legislação protetiva de dados pessoais regeria os motores de busca, já que é o motor a ligação entre o dado informado e o público (RODRIGUES, 2014).

Justificou-se a resolução pela necessidade de proteção ao direito fundamental relativo à proteção de dados, diretamente relacionada à dignidade humana. Posteriormente aos recursos advindos do Google Espanha e do Google Inc., a matéria foi examinada pelo Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), em 2014, tendo como base a Diretiva 95/46 CE, de 24 de outubro de 1995 (RODRIGUES, 2014).36

A referência ao esquecimento online inclui a exposição de fatos e dados pessoais em motores de busca. No caso Google Spain, SL, Google Inc. versus AEPD e Mario Costeja González (2014), o TJUE37 decidiu pelo direito ao esquecimento acerca de dados pessoais:

[...] na medida em que a atividade de um motor de busca é suscetível de afetar, significativamente e por acréscimo à dos editores de sítios web, os direitos fundamentais à vida privada e à proteção dos dados pessoais, o operador desse motor, como pessoa que determina as finalidades e os meios dessa atividade, deve assegurar, no âmbito das suas responsabilidades, das suas competências e das suas possibilidades, que essa atividade satisfaça as exigências da Diretiva 95/46, para que as garantias nesta previstas possam produzir pleno efeito e possa efetivamente realizar-se uma proteção eficaz e completa das pessoas em causa, designadamente do seu direito ao respeito pela sua vida privada.38

O direito fundamental à vida privada e o respeito ao ser humano são, pois, constantes na decisão. Realizado o tratamento do espaço digital, a essencialidade da conservação da vida privada é considerada como justificativa expressa para a efetivação do direito ao esquecimento na União Europeia. Questiona-se, em distinção, a limitação do direito ao controle em relação à colisão do direito individual em apagar dados próprios a partir de dois elementos: a) o direito do editor da página onde estão situadas

36Disponível em: <http://www.conjur.com.br/2014-mai-21/direito-apagar-dados-decisao-tribunal-

europeu-google-espanh> Acesso em 10 de março de 2016.

37 Court of Justice of the European Union (CJUE).

as informações e b) o direito dos leitores e usuários da rede em acessar o conteúdo da página.

Jonathan Zittrain (2014) entende o caráter amplo e, ao mesmo tempo, limitado da decisão do TJUE. Para ele, é extenso quando existe a permissão do impedimento do acesso a fatos próprios de um indivíduo, os quais poderiam ser encontrados em documentos públicos, de modo a enquadrar tal hipótese em um tipo de censura. Ademais, os resultados gerados no motor de busca descritos como “[…]

inadequados, irrelevantes ou não mais relevantes” (ZITTRAIN, 2014) seriam excluídos.

A insegurança existe quando, sendo expressões vagas, haveria uma maior facilidade de aceitar uma generalidade de requerimentos, de modo a conservar uma suposta segurança, mesmo que ainda existente a dúvida do grau de inadequação (ZITTRAIN, 2014).39

Por outro lado, a decisão teria sido estreita quando não exigiu a remoção da informação da Internet, ou seja, as páginas que mencionam o nome de Mario Costeja González não foram obrigadas a excluir suas publicações. Há, no entanto, um problema diretamente ligado aos motores de busca que listam as páginas em resultados da consulta pelo nome da pessoa. Isso significa que não existe um verdadeiro desaparecimento da rede, embora tenha o Tribunal protegido o esquecimento em si (ZITTRAIN, 2014).40

O julgamento da Corte Europeia não situou o “right to be forgottten” numa posição hierárquica superior aos demais direitos fundamentais pois inexistente referência a um direito absoluto, com claros limites para a aplicação. A necessidade e a relevância das informações são os critérios aduzidos pela Corte e, por tal viés, a avaliação do caso percorre a natureza da questão e a influência do interesse público em acessar determinada informação. O esquecimento não significaria “tornar um criminoso

39No original: “The court’s decision is both too broad and curiously narrow. It is too broad in that it

allows individuals to impede access to facts about themselves found in public documents. This is a form of censorship, one that would most likely be unconstitutional if attempted in the United States. Moreover, the test for removal that search engines are expected to use is so vague — search results are to be excluded if they are “inadequate, irrelevant or no longer relevant” — that search engines are likely to err on the safe side and accede to most requests”. Disponível em: <http://www.nytimes.com/2014/05/15/opinion/dont-force-google-to-forget.html?_r=0>. Acesso em 21 de março de 2016.

40No original: “But the decision is oddly narrow in that it doesn’t require that unwanted information be

removed from the web. The court doesn’t have a problem with web pages that mention the name of the plaintiff in this case (Mario Costeja González) and the thing he regrets (a property foreclosure); it has a problem only with search engines that list those pages — including this article and possibly the court’s own ruling — as results to a query on the basis of Mr. González’s name. So nothing is being ‘forgotten’ despite the court’s stated attempt to protect such a right”.

menos criminoso”, ou seja, o objetivo não corresponderia a apagar o crime passado em

sentido genérico, mas tão somente na sua visualização digital (COMISSÃO EUROPEIA, C-131/12, p. 4).41

Belgede ESET SMART SECURITY 8 (sayfa 50-55)