• Sonuç bulunamadı

Komut Satırı

Belgede ESET SMART SECURITY 8 (sayfa 114-119)

4.3.3.4.1.3 Şifrelenmiş SSL iletişimi

E- posta istemcisi antispam koruması - Son başlatmadan itibaren antispam istatistiklerinin geçmişini görüntüler

09) Kritik dosyalar

5.8 Komut Satırı

Existe uma forte crítica à aplicação do “esquecimento” no ordenamento jurídico brasileiro, visto que, para ele, tornar-se-ia um meio jurídico para “[...]

autoridades públicas e poderosos de todo tipo ‘limparem a sua ficha’, apagando

registros de episódios pouco edificantes ou impondo mordarças aos críticos e meios de

comunicação” (SARMENTO, 2015, p. 5).

Através da reflexão de que as informações pessoais estão, de modo mais amplo, sujeitas à visualizações dispersas, acentua-se a percepção da sensação de vigilância constante. Anteriormente compreendida como informação pessoal descrita em papéis ou outros meios físicos de comunicação, hoje é analisada como propícia a múltiplas publicações do conteúdo em meio digital. Há, nesse horizonte, um obstáculo ao conceito de reserva pessoal, visto que conservar a personalidade permanece à deriva, ou seja, à dependência de possíveis conceitos repetidos e republicados pelos usuários das redes.

À primeira vista, existe o desejo de eliminar resquícios de atos passados porventura geradores de situações constrangedoras. No entanto, Sarmento (2015) considera que não seria possível transformar ou converter todo sentimento ou aspiração em direito fundamental. A ideia é esclarecida pela comparação entre desejo de esquecimento e emoções não correspondidas. Assim, o fato de querer ser correspondido no amor, por exemplo, tornaria as pessoas mais realizadas, porém “[...] nem por isso se

pode afirmar a existência de um direito fundamental à ‘reciprocidade no amor’”

(SARMENTO, 2015, p. 6).

Embora a divergência quanto à utilização negativa do esquecimento seja observada, é importante enumerar os limites da privacidade nas demais áreas de estudo, a exemplo do mercado consumidor e do uso digital de dados.

Atividades de consumo são exemplos claros de que os dados pessoais estão cada vez mais inseridos em bancos de armazenamento criados para definir objetos de

desejo de cada consumidor a partir do seu histórico de consumo ou de estatísticas que demonstrem a relação entre os itens comprados em dias ou meses anteriores e correspondentes às compras futuras.

O jornalista Charles Duhigg (2012) explica a situação de como determinada empresa americana utiliza dados e o estudo estatístico para a descoberta dos hábitos de consumo de cada indivíduo. A percepção dos objetos desejados por uma mulher grávida, por exemplo, é o resultado da análise de todos os produtos por ela consumidos nos últimos meses que porventura indicariam a certeza do fato eventual, qual seja, a gravidez. Assim, quando da análise do histórico de compras de determinados produto para bebê, para certificar-se de que a pessoa estava grávida, observavam-se as compras passadas, a idade e o sexo do consumidor e, de modo equânime, eram os mesmos produtos consumidos pelas clientes grávidas anteriormente (DUHIGG, 2012).

O objetivo da empresa seria atrair mulheres grávidas, pois as novas famílias em início de desenvolvimento têm alto potencial de consumo. O surgimento de outras necessidades provenientes da vinda de um novo filho ou de uma nova casa, como materiais de construção, decoração e itens para cuidados pessoais é a causa para atrair determinado tipo de consumidor, pela consequente venda concomitante de outros produtos da empresa (DUHIGG, 2012).

A partir do momento em que certos produtos infantis são comprados, os dados daquele consumidor são armazenados e, posteriormente, são enviados panfletos com produtos como publicidade ao cliente específico. O estudo estatístico dos dados de consumo é o instrumento da empresa para conquistar a fidelidade dos consumidores, mesmo que de modo indireto e imperceptível, tendo em vista que aquela loja traduziria, naquele contexto, a melhor opção às futuras compras de uma família. A propaganda foi suficiente para mostrar os principais objetos de desejo e demonstrou ser a empresa detentora de todos os produtos úteis para a satisfação do consumidor (DUHIGG, 2012). Os dados pessoais armazenados no meio de consumo, pela análise de

bancos de dados, pelo conceito de “Big Data”, evocam o contexto da privacidade nas relações sociais. Entende-se que “[...] a atual crise da privacidade está inextricavelmente conectada à fragilização e decadência de todo e qualquer vínculo inter-humano” (BAUMAN, 2013, p. 116). A separação entre o público e o privado torna-se cada vez mais complexa, já que as informações mencionadas ou veiculadas compreendem uma inequívoca homogeneidade de dados ou fatos expostos. O que em outro momento

pertenceria a uma só pessoa é, em outro, publicado em vertiginoso alcance. A privacidade é explicada:

Em nossos dias, o que nos assusta não é tanto a possibilidade de traição ou violação da privacidade, mas o oposto: o fechamento das saídas. A área da privacidade está se transformando num local de encarceramento, o proprietário do espaço público é condenado e destinado a arcar com as consequências de suas ações; forçado a uma condição caracterizada pela ausência de ouvintes ávidos por extrair nossos segredos e tirá-los de trás das trincheiras da privacidade, colocá-los em exposição pública, torná-los propriedade comum de todos, e uma privacidade que todos desejam compartilhar (BAUMAN, 2013, p. 114)

As características pessoais de consumo são armazenadas pelas empresas e um gosto individual é conhecido pelo sistema de estímulo ao consumidor. Do ponto de vista econômico, é a utilização e a análise de dados para a conservação de um ciclo de consumo. A simples observação de tais características já enseja, de forma automática, a visualização das possíveis compras e do incentivo à manutenção de um hábito, desde que exista preferência à empresa detentora de seus caracteres de consumo.

Nesse horizonte, o armazenamento dos dados é, então, a situação real de como o uso e o aproveitamento de características individuais podem formar novos conceitos de publicidade e, como efeito, ocasionar a concretização de objetivos diversos, dentre eles, o de incentivo à prática do consumo. Esse é apenas um exemplo de como os dados de um indivíduo, na sua singular existência, podem ser relevantes à manipulação e à configuração de ideias.

Há de se compreender que a Internet e demais meios tecnológicos detêm uma quantidade imensurável de capacidade de armazenamento e que tal característica tende ao crescimento, uma vez que é a Ciência o campo infinito de contínua busca pela melhor velocidade do uso de dados, da troca de informações com maior eficiência e praticidade. É essa busca pela facilidade de encontrar informações que incentiva a publicação e a conservação dos dados em espaço digital.

À primeira vista, a facilidade de encontrar dados é a representação de uma sensação de autossuficiência, visto que a informação posta é disponível para visualização a qualquer tempo. No entanto, a se contrapõe quando a vida de um indivíduo, por acaso, tem determinado fato constrangedor facilmente observado. Nesse sentido, Sarmento (2015, p. 44) considera:

Esta realidade- que tende a se intensificar, com a continuidade dos progressos científicos-, torna possível o acesso generalizado, no presente, a dados ou

informações sobre fatos da vida privada de pessoas comuns, por vezes embaraçosos, ocorridos há muitos anos. Postagens em blogs, atualizações de Facebook, tweets, fotos, vídeos etc, mesmo quando tratem de questões estritamente particulares, podem ficar eternamente armazenados em nuvens cibernéticas, sendo facilmente acessados por meios de sítios de busca. Nas palavras de Simón Castellano, ‘nossos dados são gravados na rede como se fossem uma tatuagem, que nos seguirá pela vida toda’.

Existem efeitos reais de que a inserção de dados do âmbito de intimidade do indivíduo ocasiona sérias dificuldades à entrada e à manutenção no mercado de trabalho. Encontradas informações que enquadram o candidato ao emprego, seja do ponto de vista criminal, da imagem ou da reputação, vistas aqui a partir do comportamento esperado pela moral social, há uma determinação de que o candidato seja avaliado com base no conjunto de informações adquiridas, sejam elas obtidas por testes, entrevistas orais e pela pesquisa de informações do candidato em sites de busca. Um exemplo é quando a “[...] foto de adolescente embriagado, postada numa rede social pelo próprio ou por terceiros, por exemplo, pode se tornar a razão para que ele seja descartado numa entrevista de emprego realizada quando já adulto” (SARMENTO, 2015, P. 45).

Importa reconhecer a necessária construção de meios jurídicos que possibilitem controlar dados pessoais sem interesse público. Nesse aspecto, existiria ao direito ao esquecimento um espaço para desenvolvimento, desde que com base em critérios morais. A questão problematizada e que precisaria ser tratada com mais cautela seria, especificamente quanto ao meio virtual, como controlá-lo em face das mudanças e da amplitude espacial dos dados, devido ao aspecto de internacionalização das informações via Internet.

É nesse parâmetro que transparecem os critérios para análise do esquecimento. Luciano Floridi (2015) considera difícil estabelecer uma definição do que seja público em relação ao propósito do interesse por informações pessoais. Para ele, tais situações são mutáveis e não há uma previsão exata acerca das mudanças circunstanciais. Isso significa que uma informação que, em determinado momento, é pública, pode, em outro, deixar de ser e, posteriormente, tornar-se pública novamente.

Essa flexível descaracterização do caráter público, entretanto, representa certa instabilidade do conceito (FLORIDI, 2015, p. 14)82. Determinar a relevância de

82No original: “[...] It seems very difficult to identify the public nature and interest of some personal

information without referring to the context within, and the purpose for which that information is being sought. Yet these two variables easily change through time and circumstances and cannot be easily forecast. Personal information that was of public interest may no longer be so for some time, and then

uma informação através de um único critério é inseguro, já que resumiria a diferença entre informações por uma simples questão cronológica. Ao, por exemplo, situar uma informação antiga como menos importante que uma nova informação, é possível visualizar uma incerteza no que seria, na verdade, definido como relevante. Ou seja, o decurso temporal não significaria, necessariamente, causa suficiente para significar uma definição do que seja ou não relevante (FLORIDI, 2015, P. 14).

Por conseguinte, o critério histórico delimita que o direito à informação importará independentemente do tempo transcorrido. Mesmo com o passar de determinado lapso de tempo, fatos relevantes à história ou relacionados ao exercício de atividade e notoriedade não poderão ser esquecidos. Predomina, aqui, o interesse público da informação.

Belgede ESET SMART SECURITY 8 (sayfa 114-119)