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Yeni-Haraççı Bir İlişki Biçimi Olarak Çin-Afrika İlişkileri

Harita 10. Çin’in Afrika’daki Finansal Projelerinin Coğrafî Dağılımı

5.2. Yeni-Haraççı Bir İlişki Biçimi Olarak Çin-Afrika İlişkileri

De acordo com Vieira (2008), a análise do fluxo de caixa gerado pelas operações é uma das etapas mais importantes para o estudo do fluxo de caixa da empresa. Isto ocorre porque a falta de consistência na geração de caixa a partir da sua atividade-fim obriga a organização a se financiar através da captação de recursos próprios e de terceiros. Sem recursos para fazer frente aos compromissos assumidos, torna-se necessária a rolagem da dívida e dos encargos, que, geralmente, culmina de maneira trágica. Deve ser considerado na análise do fluxo de caixa um conjunto de variáveis mais importantes.

Dentre estas, destacam-se o lucro bruto operacional, o fluxo de caixa operacional, a distribuição dos resultados ou de dividendos, a geração de caixa, o autofinanciamento, o fluxo de caixa livre, o fluxo de caixa do acionista, o fluxo de caixa líquido e a depreciação.

A primeira variável a ser estudada, quando o foco de atenção se volta para o fluxo de caixa, é o lucro bruto operacional (LBO). Vieira (2008) declara que o LBO representa uma avaliação da geração de caixa a partir das operações e possui fórmula de

cálculo idêntica a uma medida de desempenho muito divulgada, que é o EBITDA (earning before interest, taxes, depreciation and amortization), também conhecido como LAJIDA (lucro antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações), exceto em situações particulares no cálculo deste, principalmente em empresas com registros e operações contábeis mais complexos e sofisticados.

A segunda variável a ser avaliada é o fluxo de caixa operacional (FCO). O fluxo de caixa operacional de uma empresa, em conformidade com Gitman (2010), é o fluxo de caixa que ela gera a partir de suas operações regulares (produção e venda de bens e serviços).

As operações da empresa despendem recursos através da NCG, como esclarece Vieira (2008). Isto significa que para possuirmos uma visão mais realista do fluxo de caixa produzido pelas operações, precisamos deduzir do LBO (ou do EBITDA) a variação da NCG do período. Esta nova medida é interessante porque consente incorporar na avaliação o volume de recursos utilizados para suportar o crescimento do volume de negócios. É interessante observar que o fluxo de caixa operacional é uma medida muito conveniente para o analista, pois contempla as transformações que as alterações na política de vendas ou no gerenciamento do ciclo financeiro provocarão na posição do caixa.

Para Ross, Westerfield e Jordan (2000), para calcular o FCO, calcula-se a diferença entre receita e custos, mas não se inclui a depreciação, pois não representa uma saída de caixa, e também não se insere juros pagos, porque são despesas financeiras. Introduzem-se impostos, pois, infelizmente, são pagos com caixa. O FCO é um valor importante, pois ele apresenta, em um nível bastante básico, se as entradas de caixa das operações são suficientes para cobrir as saídas de caixa do dia-a-dia.

A terceira variável a ser analisada é a distribuição dos resultados ou de dividendos. Vieira (2008) explica que os resultados da organização avaliados pelo lucro operacional antes das despesas financeiras são distribuídos entres as instituições financeiras, o governo, que cobra impostos sobre o lucro, e os acionistas. Quanto maior a carga de juros decorrentes do tamanho e da taxa de juros incidentes sobre a dívida, menor a proporção dos resultados que será colocada à disposição dos proprietários.

A quarta variável a ser observada é a geração de caixa (GCX). Em conformidade com Vieira (2008), o EBITDA (LBO) é uma medida do fluxo de caixa gerado pelas operações. De maneira semelhante ao lucro operacional, este resultado é distribuído entre os

bancos, o governo e os acionistas. A GCX representa uma avaliação da parcela que coube aos proprietários. Ela é obtida através da diferença entre o EBITDA e o valor das despesas financeiras e dos impostos. O valor da GCX à disposição dos acionistas também sofrerá o impacto do peso dos juros provenientes do volume da dívida da empresa e do nível das taxas de juros incidentes sobre ela.

A quinta variável a ser averiguada é o autofinanciamento (AUTOF). É fundamental que a empresa disponha de recursos gerados internamente que possam ser direcionados para o reinvestimento na manutenção e crescimento dos seus negócios. Vieira (2008) ainda amestra que o AUTOF tem por objetivo avaliar este potencial. É determinado através da diminuição da GCX do valor dos dividendos distribuídos. O AUTOF é muito importante para o financiamento das atividades da empresa, especialmente se ela possui planos de crescer. É o AUTOF que alavanca o crescimento do capital de giro (CDG), que é um fator essencial para se alcançar uma posição de liquidez satisfatória.

A sexta variável a ser indagada é o fluxo de caixa livre (FDCL). O FDCL de uma empresa representa, de acordo com Gitman (2010), o montante de fluxo de caixa disponível para os investidores (os fornecedores de capital de terceiros, ou seja, credores, e de capital próprio, isto é, proprietários) depois da organização ter satisfeito todas as suas necessidades operacionais e coberto os investimentos em ativo fixo líquido e m ativo circulante líquido. Representa o montante líquido de fluxo de caixa disponível no período para credores e proprietários.

A sétima variável a ser examinada é o fluxo de caixa do acionista (FCA). A totalidade da GCX poderá não estar disponível, pois parte dela se encontra comprometida com o financiamento das atividades por meio do crescimento da NCG. Uma avaliação do FDCL para o pagamento em espécie à remuneração ao acionista poderá ser conseguida deduzindo-se da GCX o valor da variação da NCG no período. Em certas ocasiões nas quais as operações se expandiram muito ou o ciclo financeiro tenha mostrado crescimento expressivo, a variação da NCG poderá consumir a maior parte ou mesmo a totalidade da GCX do período. (VIEIRA, 2008).

Segundo Ross, Westerfield e Jordan (2000), o FCA corresponde aos dividendos pagos menos o novo ingresso de capital. Para a obtenção do ingresso de novo capital,

precisam-se analisar as contas de capital e reservas. Essas contas mostram o quanto a empresa obteve com a venda de novas ações.

A oitava variável a ser explorada é o fluxo de caixa líquido (FCL). Conforme Vieira (2008), a parcela da GCX que não foi usada para financiar o crescimento da NCG nem distribuída aos acionistas na forma de dividendos forma o FCL. Representa uma avaliação do fluxo de caixa disponível para investimentos no ativo permanente ou para o aumento no saldo da tesouraria (T), melhorando a liquidez da empresa. Pode ser obtido também a partir do AUTOF, isto é, do volume de recursos disponíveis para reinvestimento que aumenta o CDG, deduzido do montante utilizado para financiar o aumento da NCG.

Por fim, a nona variável a ser investigada é a depreciação. Gitman (2010) afirma que, para fins fiscais e de relatórios financeiros, as empresas podem lançar, contra as receitas anuais, uma parte dos custos do ativo imobilizado. Essa alocação de custos históricos ao longo do tempo é conhecida como depreciação. Para fins fiscais, a depreciação dos ativos da organização é regulada pela legislação tributária. Como os objetivos dos relatórios financeiros, às vezes, diferem dos encontrados na legislação tributária, as empresas muitas vezes utilizam métodos de depreciação diferentes para os dois fins.

Na Figura 10 a seguir, segundo Vieira (2008), podem-se identificar como as decisões tomadas afetam o fluxo de caixa da corporação e a forma pela qual os recursos são gerados e fluem, provocando modificações no valor do ativo econômico, na NCG, no CDG e em T. Enfim, também na liquidez da organização.

Figura 10 – A natureza das decisões empresariais e o fluxo de caixa

Da Rosa (2008) aborda que o fluxo de caixa deve ser utilizado como forma, além de planejamento, de controle nas MPE. É a forma mais eficaz de ver as movimentações financeiras, pois, às vezes, a empresa dá lucro, porém acaba se endividando mais e mais. Deve ser utilizado o livro-caixa, pois nele contém tudo de maneira histórica e cronológica (as informações financeiras da empresa). Muitas MPE não controlam seu fluxo de dinheiro devido aos seus recursos gerenciais serem muito escassos. Assim, apelam para bancos, antecipações de créditos, como refugo para repor seu capital de giro, pagando, dessa forma, juros exorbitantes no mês.

Conforme Santos (2009, p. 67), “a atividade de controle de caixa lida com as questões referentes à sobra ou insuficiência de caixa, além de buscar a distribuição adequada dos saldos de caixa dentro do prazo de cobertura”. Esse controle não é uma atividade desvinculada do planejamento de caixa. De fato, as duas atividades são complementares e interagem continuamente.