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Harita 10. Çin’in Afrika’daki Finansal Projelerinin Coğrafî Dağılımı

4.1. Dönemsel Dinamiklerin Etkisi

Conforme Santos (2009), para adequado entendimento do capital de giro da empresa, é recomendável entender a estrutura do balanço patrimonial. O balanço reflete a situação patrimonial da organização em determinado instante e constitui-se do ativo, passivo e patrimônio líquido.

Gitman (2010) esclarece que o balanço patrimonial da empresa fornece informações, de um lado, sobre a estrutura de seus investimentos e, de outro, sobre a estrutura de suas fontes de financiamento. As estruturas escolhidas devem levar, consistentemente, à maximização do valor do investimento dos proprietários na empresa. Entre os principais componentes da estrutura financeira de uma organização estão o nível do investimento em ativo circulante e o de financiamento com passivo circulante.

De acordo com Santos (2009), no ativo, estão incluídos os bens (dinheiro em caixa, depósitos bancários, imóveis, instalações e equipamentos) e os direitos da empresa, representados pelos valores que ela tem a receber de terceiros. O passivo compreende as obrigações da organização para com terceiros, representadas por fornecedores, salários, impostos e financiamentos. O patrimônio líquido representa os recursos financeiros dos sócios ou acionistas aplicados na empresa sob a forma de capital inicial e reinvestimento de lucros.

A estrutura do balanço é composta de duas colunas. A coluna da esquerda corresponde ao ativo. O passivo e o patrimônio líquido ficam na coluna da direita. A escrituração contábil é realizada pelo sistema de partidas dobradas e, devido a isso, os valores dos ativos originam-se do passivo e do patrimônio líquido. (SANTOS, 2009).

Conforme Abreu Filho et al. (2008), através da análise das demonstrações financeiras e do fluxo de caixa, identificam-se a “saúde”, a capacidade de sobrevivência, o crescimento ou a insolvência de uma organização. São diversas as metodologias existentes para analisar a situação financeira da empresa. Basicamente, pode-se dividi-las em análise estática e análise dinâmica.

A análise financeira estática ou tradicional retrata a situação da empresa num determinado instante, mostrando sua condição e capacidade de pagamentos. O instrumento principal dessa maneira de análise é o balanço patrimonial da empresa, do qual se extraem indicadores de liquidez e de estrutura de liquidez. Essa análise, como amestra Abreu Filho et

al. (2008), tem por objetivo básico diminuir o risco nos processos de tomada de decisões de

investimentos em títulos da organização. Podem-se focalizar o nível de risco da empresa e o valor econômico que está vinculado à geração de caixa da organização.

A análise financeira dinâmica ou moderna deriva de uma crítica ao outro tipo de análise financeira, baseada em índices de rentabilidade e de liquidez, pois estes pressupõem que as obrigações de curto prazo serão resolvidas com a realização de todo o ativo circulante. Essa análise considera a empresa funcionando normalmente, sendo sua capacidade financeira função de diversos fatores de ordem operacional e das decisões estratégicas tomadas pela administração. Trata-se de um modelo integrado de análise que procura interpretar as causas das modificações sucedidas na situação financeira de uma companhia. (ABREU FILHO et al., 2008).

Agora, em se tratando dos índices de liquidez, de acordo com Santos (2009), estes possibilitam prever a capacidade financeira da organização para liquidar seus compromissos financeiros no vencimento, fornecendo uma indicação de sua capacidade de manter seu capital de giro no volume necessário à realização de suas operações. Esses índices estão relacionados com a análise financeira estática ou tradicional.

Embora sejam bastante usados nas empresas para avaliações externas (principalmente para clientes e fornecedores), esses índices também podem ser aplicados na avaliação da própria empresa, permitindo fazer um monitoramento de seu capital de giro. Santos (2009) ainda doutrina que a interpretação deles pode ser realizada comparando-os com os de outras empresas, ou analisando sua evolução ao longo do tempo na própria empresa.

Gitman (2010) corrobora que a liquidez de uma empresa é medida através de sua capacidade de saldar suas obrigações de curto prazo à medida que se tornam devidas. A liquidez diz respeito à solvência da posição financeira geral da empresa, ou seja, a facilidade com que consegue pagar suas contas em dia.

Como um precursor comum de dificuldades financeiras é uma liquidez baixa ou em declínio, ainda conforme Gitman (2010), esses índices podem fornecer sinais antecipados

de problemas de fluxo de caixa e insolvência iminente do negócio. As duas medidas fundamentais de liquidez são o índice de liquidez corrente e o índice de liquidez seca.

O índice de liquidez corrente, um dos índices financeiros mais comumente abordados, indica a capacidade da empresa de liquidar seus compromissos financeiros de curto prazo. Ainda segundo Gitman (2010), de forma geral, quanto maior o índice de liquidez corrente, mais líquida é a empresa.

Vieira (2008) complementa que o índice de liquidez corrente é a relação calculada pela divisão do valor dos recursos que se prevê que estarão disponíveis (ativo circulante) pelo valor das obrigações vencíveis em curto prazo (passivo circulante). A Equação 11 expressa esse índice.

(11)

Em conformidade com Gitman (2010, p. 52), “o índice de liquidez seca assemelha-se ao de liquidez corrente, mas exclui do cálculo o estoque, que costuma ser o mais líquido dos ativos circulantes”. A liquidez normalmente baixa do estoque é proveniente de dois fatores principais:

 Vários tipos de estoque não podem ser facilmente vendidos porque são itens semiacabados, itens de propósito especial e assemelhados;

 O estoque costuma ser vendido a prazo, o que significa que se torna uma conta a receber antes de se converter em caixa.

Vieira (2008) corrobora que o índice de liquidez seca pode ser descrito como a relação calculada pela divisão do valor dos recursos que se prevê que estarão disponíveis, do qual é diminuído o valor dos estoques, pelo valor das obrigações vencíveis a curto prazo. A Equação12 sintetiza esse índice.

Vieira (2008) ainda destaca a existência do índice de liquidez imediata, sendo este a relação calculada através da divisão do valor dos recursos imediatamente disponíveis (recursos existentes no caixa, bancos e aplicações financeiras de liquidez imediata) pelo valor das obrigações vencíveis a curto prazo. A Equação 13 esclarece esse índice.

(13)

Complementando-se o que já fora abordado anteriormente sobre índices de atividade, para Gitman (2010), no que esses índices se referem às contas do circulante, as medidas de liquidez costumam ser inadequadas, pois as diferenças entre a composição dos ativos circulantes e os passivos circulantes podem afetar significativamente sua verdadeira liquidez. Dessa forma, é fundamental ir além das medidas de liquidez geral e avaliar a atividade (liquidez) de contas específicas do circulante.

Referindo-se agora aos índices de estrutura de capital de giro, conforme Santos (2009), estes indicam a posição relativa de cada um dos elementos constituintes do capital de giro em relação ao valor total dele. A interpretação desses índices pode ser realizada através de sua evolução temporal na empresa ou pela análise comparativa com outras empresas. Os principais índices de estrutura de capital de giro são:

Índice de participação das disponibilidades: indica a representatividade das disponibilidades financeiras (principalmente aplicações financeiras de liquidez imediata) na estrutura de capital de giro;

Índice de participação dos estoques: representa o peso dos estoques em relação ao capital de giro;

Índice de participação de contas a receber: apresenta a participação da carteira de duplicatas da organização sobre o total de capital de giro;

Índice de financiamento: informa qual o percentual do capital de giro que está suportado por empréstimos bancários.