• Sonuç bulunamadı

Alternatif Denge Arayışlarının Etkisi

Harita 10. Çin’in Afrika’daki Finansal Projelerinin Coğrafî Dağılımı

4.2. Alternatif Denge Arayışlarının Etkisi

Segundo Santos (2009), o correto dimensionamento da necessidade de capital de giro (NCG) é um dos maiores desafios do gestor financeiro. Essa tarefa necessita de visão

abrangente do processo de operação da organização, de suas práticas comerciais e financeiras, além de dados sobre prazos de cobrança e recebimento.

Elevado volume de capital de giro irá desviar recursos financeiros que poderiam ser aplicados nos ativos permanentes da empresa,se, mais adiante, não houver a possibilidade de estes criarem dificuldades de giro. Entretanto, capital de giro muito reduzido limitará a capacidade de operação e de vendas da organização. Santos (2009) explica que ao dimensionar seu capital de giro, a empresa deve observar os seguintes princípios:

 O capital de giro deve ser minimizado até o momento em que não traga restrições às vendas e à lucratividade da empresa;

 A parcela permanente do capital de giro deve ser financiada com recursos financeiros permanentes (passivo exigível de longo prazo e patrimônio líquido) e a sua parcela flutuante pode ser financiada com recursos financeiros de curto prazo (passivo circulante);

 O dimensionamento do capital de giro também depende de projeções de resultado. Em geral, a geração de lucro fornece recursos para financiá-lo;  Quando a organização está em fase de expansão acelerada, o adequado

dimensionamento do capital de giro tem sido um dos fatores-chaves para o sucesso de seu crescimento.

A NCG pode ser estimada através de dois métodos: com base no ciclo financeiro ou usando os demonstrativos contábeis. O primeiro método é aplicável a uma empresa em fase de implantação, por ainda não dispor de demonstrativos contábeis. Além disso, a projeção da NCG utilizando esse método não produz resultados satisfatórios para empresas que possuem forte sazonalidade em suas vendas. Isso ocorre devido o método pressupor que as despesas projetadas anuais são distribuídas uniformemente ao longo do ano. (SANTOS, 2009).

De acordo com Vieira (2008), a NCG aparece quando, no ciclo financeiro, as saídas operacionais ocorrem antes das entradas de caixa, ou seja, quando o ciclo financeiro é positivo. Dessa forma, a NCG será o saldo líquido das aplicações operacionais de recursos, principalmente originárias dos investimentos nas contas de clientes e estoques (ativo cíclico), e das fontes operacionais de recursos evidenciadas principalmente pelas contas de fornecedores, salários e encargos sociais a pagar e impostos operacionais (passivo cíclico).

Considerando que a NCG é calculada como um saldo líquido de aplicações e fontes operacionais, seu valor pode ser tanto positivo quanto negativo, em conformidade com Vieira (2008), evidenciando que a organização necessita obter recursos para financiar o giro das suas operações ou que, ao contrário, suas operações são geradoras de recursos disponíveis para aplicação. A Figura 4 sintetiza essa situação.

Figura 4 – A NCG no balanço patrimonial gerencial

Fonte: Vieira (2008)

A NCG é proveniente da defasagem entre as entradas e as saídas de caixa. Para Vieira (2008), quando as saídas ocorrem antes das entradas de caixa, o valor do ativo cíclico (aplicações) é superior ao valor do passivo cíclico (fontes) e a NCG é positiva, representando uma aplicação operacional líquida de recursos. Quando, por outro lado, as saídas acontecem depois das entradas de caixa, o passivo cíclico torna-se maior que o ativo cíclico e passa a representar uma fonte operacional líquida para a empresa. A Figura 5 aborda essa

circunstância.

Figura 5 – A NCG como aplicação ou fonte de recursos

Existe uma relação direta entre o volume de vendas, os prazos operacionais do ciclo financeiro e o montante de recursos que precisam ser investidos no giro dos negócios através da NCG. Quanto maiores forem as vendas ou o ciclo financeiro, maior será o investimento operacional na NCG, bem como o consequente esforço da organização para financiá-la. A adequada gestão da evolução da NCG é muito importante para a manutenção do equilíbrio e da estabilidade financeira da empresa. (VIEIRA, 2008).

Em conformidade com Assaf Neto (2008), a necessidade de investimento em capital de giro reflete o volume líquido e recursos demandado pelo ciclo operacional da empresa, determinado em função de suas políticas de compras, vendas e estocagem. É essencialmente uma necessidade de capital de longo prazo, que deve lastrear financeiramente os investimentos cíclicos em cada capital de giro.

Para que uma empresa alcance o equilíbrio financeiro, Assaf Neto (2008) informa que o investimento em giro a ser mantido deve se equiparar, no mínimo, ao montante do ativo circulante caracterizado como permanente, e esses recursos, visando à manutenção do equilíbrio financeiro da empresa, devem ser lastreados por fundos de longo prazo.

Utilizando-se de fundos de curto prazo para financiar suas necessidades cíclicas (ou permanentes) de capital circulante, a empresa, para manter sua posição de liquidez, assume maior dependência pela renovação desses passivos, aumentando seu risco financeiro. (ASSAF NETO, 2008).

Dessa forma, Vieira (2008) sintetiza que o CDG representa uma fonte de recursos de longo prazo que pode ser usada para financiar a NCG da empresa. É interessante observar que o CDG possui o mesmo valor que o CCL, definido, no sentido clássico, como a diferença entre o ativo circulante e o passivo circulante, conforme já explicado na equação 1. A Equação 14 esclarece esse CDG.

Capital de Giro (CDG) = (Exigível a Longo Prazo + Patrimônio Líquido) – (Realizável a Longo Prazo + Permanente)

No entanto, sua base de interpretação é muito diferente. Vieira (2008) ensina que enquanto o CCL retrata um excedente de bens e direitos disponíveis a curto prazo (ativo circulante) em relação às obrigações de curto prazo (passivo circulante), o CDG significa um excedente de fontes de longo prazo (passivo permanente ou de longo prazo = exigível a longo prazo + patrimônio líquido) em relação às aplicações de longo prazo (ativo permanente ou de longo prazo = realizável a longo prazo + permanente). A Figura 6 demonstra essa condição.

Figura 6 – O CDG e o CCL no balanço patrimonial

Fonte: Vieira (2008)

Vieira (2008) esclarece que as contas permanentes apresentam comportamento fortemente influenciado pelas decisões estratégicas da empresa relativas aos investimentos no permanente, à contratação de fontes de financiamento de longo prazo próprias e de terceiros, e à retenção de lucros para reinvestimento. O reconhecimento da existência de grupos de contas contendo origens e aplicações de recursos de naturezas distintas dá origem a uma reclassificação do balanço patrimonial tradicional, principalmente nas contas do circulante.

Pelo fato de ser composto a partir de contas permanentes ou de longo prazo do ativo e passivo reclassificado, o CDG mantém-se relativamente estável ao longo do tempo e apresenta movimentação lenta e comportamento decorrente dos resultados e dessas decisões estratégicas. A Figura 7 explana essa situação.

Fonte: Vieira (2008)

Deve ser observado também que o CDG pode assumir tanto valores positivos quanto negativos, segundo Vieira (2008), em função do volume de fontes de longo prazo disponíveis e das aplicações também de longo prazo realizadas pela empresa. A Figura 8 elucida essa circunstância.

Figura 8 – O CDG no balanço patrimonial gerencial

Fonte: Vieira (2008)

Conforme Santos (2009), o capital de giro é fortemente influenciado pelas incertezas referentes a todo tipo de atividade empresarial. Devido a isso, a organização deveria manter uma reserva financeira para enfrentar os eventuais problemas que podem surgir. Quanto maior a reserva financeira destinada à manutenção do capital de giro, menores seriam as possibilidades de crises financeiras. É importante destacar que a rentabilidade da empresa pode esperar por uma recuperação de lucros. Porém, o capital de giro não. Ele é prioritário. Sem o lucro, a empresa estagna ou encolhe. Sem capital de giro, e se não houver possibilidade de captação de recursos de terceiros, ela desaparece.

Uma opção para a insuficiência de capital na fase de implantação ou de operação da empresa seria conseguir a redução de seu ciclo financeiro, pois essa diminuição permite maior giro de caixa, que, por sua vez, implica menor necessidade de caixa operacional ou capital de giro. (SANTOS, 2009).