1.4. Bir Eğitmen Olarak Yazarın Görüntüleri
1.4.1. Romanlardaki Görüntüsü
1.4.1.2. Yazarın Okura Müdahalesi
Há diferentes olhares sobre o texto narrativo e sua estrutura. Para tratar do assunto, apresentaremos e discutiremos três dos modelos mais citados na literatura. Reportaremos-nos, assim, aos trabalhos de Labov e Waletzky (1967), Van Dijk (1977, 1980) e Adam (1985, 1987, 2008).
A partir de algumas narrativas orais, coletadas junto a adultos e entre crianças de diferentes culturas, Labov e Waletzky (1967) definem a narrativa como um método de retomada de experiências passadas, comparando sequências verbais de proposições com sequências de eventos anteriores. A narrativa, nessa perspectiva, apresenta duas funções: a de referência e a de avaliação. A primeira refere-se às informações encontradas na própria narrativa, as quais se expressam por meio do lugar, tempo, personagens, eventos (o que, como e onde os fatos ocorrem); enquanto a segunda transmite o motivo pelo qual a narrativa foi contada, isto é, exprime de forma explícita a importância da história para o narrador, bem como o juízo de valores feito por ele.
Os autores Labov e Waletzky (1967), por entenderem a narrativa dentro de uma visão sociolinguística, centram-se mais na função de avaliação do que de referência, pois, para eles, é a avaliação que precisa o ponto central da narrativa e coloca o acento sobre os seus eventos principais; secundariamente eles tratam a organização temporal e os eventos objetivos.
A narrativa, de acordo com Labov e Waletzky (1967), é dividida em cinco proposições:
a) Orientação: momento em que se definem as situações de espaço, tempo e características das personagens.
b) Complicação: ocorre após a orientação, por meio de uma ação que visa a modificar o estado inicial da narrativa propriamente dita.
c) Avaliação ou ação: ação: culmina no momento em que transforma a nova situação provocada pela complicação; avaliação: momento que indica as reações das personagens.
d) Resolução: estabelecimento de um novo estado, diferente do inicial da história.
e) Conclusão ou moral: conclusão: fechamento da história; moral: consequência da história, envolvendo abstração e produção de inferências.
Ao proporem a organização da narrativa, Labov e Waletzky (1967) parecem estar mais empenhados em construir uma estrutura que dê conta de reduzi-la a sua forma mais simples e elementar, propondo, desse modo, uma estrutura básica que revela sua forma geral.
Segundo Van Dijk (1977, 1980), o ponto central da narrativa não é a avaliação, sendo essa uma categoria não obrigatória no esquema narrativo. Para o autor, a narrativa é formada a partir de três itens elementares: cenário, complicação e resolução, tendo foco principal na complicação. O cenário traz informações do local do episódio, informações das personagens e tempo, podendo igualmente trazer informações do contexto social ou histórico dos eventos. É nesse ponto que se estabelece a situação inicial da narrativa. A complicação é a parte da narrativa que é responsável pelo conteúdo que contraria as normas, expectativas, planos, objetivos e rotinas das personagens. Por fim, a resolução traz o desfecho da história. É importante observar que a resolução não está à parte dos demais componentes da sequência narrativa, pois se o evento complicador for contrário aos objetivos das personagens, o desfecho deve conter ações que busquem o reestabelecimento da situação inicial.
A avaliação, para Van Dijk, se enquadra numa espécie de metacategoria da superestrutura narrativa (VAN DIJK, 1977), pois é na avaliação que consequências e resultados dos atos e emoções das personagens são discutidos e avaliados pelo narrador. A avaliação, com frequência, quando presente na história, aparece na conclusão, podendo aparecer ainda como uma forma de moral da história.
Conforme exposto, a narrativa de acordo com Van Dijk (1977, 1980) é dividida em três itens fundamentais:
a) Cenário: momento em que se definem as situações de espaço, tempo e características das personagens.
b) Complicação: ocorre após a orientação, por meio de uma ação que visa a modificar o estado inicial da narrativa propriamente dita.
c) Resolução: categoria que apresenta o desfecho da história.
A superestrutura narrativa é o nível mais amplo do discurso, o qual garante o gênero discursivo (VAN DIJK, 1977, 1980). A história é um discurso que expressa uma macroestrutura encaixada em uma superestrutura narrativa. Superestrutura, assim, não é o mesmo que macroestrutura, um nível importante, que trata do conteúdo global da história.
Diferentemente do que propõem Labov e Waletzky (1967) e Van Dijk (1977, 1980), para Adam (1985, 2008) o mais importante na sequência narrativa mínima não é a avaliação, nem a complicação, mas sim a passagem e a transformação do estado inicial para o final, em que reside o núcleo do processo, isto é, as proposições narrativas (Pns) ou macroproposições narrativas intermediárias (nó desencadeador - Pn2, re-ação, avaliação - Pn3 e desenlace, resolução - Pn4). Como, na visão de Adam (1985, 2008), não há um foco específico no estado inicial, parece não haver uma necessidade de um estado inicial de equilíbrio. Assim, esse estado pode ser de equilíbrio ou não.
A sequência narrativa elementar em Adam (2008) é bastante semelhante à de Labov e Waletzky (1967) e pode ser representada conforme o seguinte esquema, o qual também divide a narrativa em cinco proposições (Pn):
a) Situação inicial (Pn1): momento em que se definem as situações de espaço, tempo e características das personagens (antes do processo).
b) Nó desencadeador (Pn2): ocorre após a situação inicial, por meio de uma ação que visa a modificar o estado inicial da narrativa propriamente dita (começo do processo).
c) Re-ação ou Avaliação (Pn3): re-ação: culmina no momento que transforma a nova situação provocada pela complicação; avaliação: momento que indica as reações das personagens (durante).
d) Resolução ou Desenlace (Pn4): estabelecimento de um novo estado,
diferente do inicial da história (fim do processo).
e) Situação final (Pn5): fechamento da história (depois do processo).
Na narrativa os acontecimentos não devem obedecer somente a uma cronologia, na qual há meramente uma descrição de fatos. Tais acontecimentos devem ser significativos para atingir a moral, que deve emergir da história, de forma explícita ou implícita, como característica da superestrutura, evitando que o leitor fique se questionando quanto ao objetivo do texto, isto é, quanto à consequência da história (ADAM, 1987).
Uma narrativa não pode ser constituída por uma sequência de atos orientados, visto que lhe falta o sentido configuracional pragmático, que se dá a partir da passagem da sequencialidade narrativa cronológica dos acontecimentos ao todo nas suas dimensões argumentativa e semântica. Assim, a sequência narrativa é inseparável de uma ordem configuracional (ADAM, 1987).
No presente estudo, optamos por abordar o esquema de sequência narrativa postulado por Labov e Waletzky (1967), Van Dijk (1977, 1980) e Adam (1984, 1987, 2008), pois tais modelos se valem de estruturas semelhantes, apesar de apresentarem um número menor ou maior de subclassificações e de enfatizarem pontos diferentes. Essa diferença de perspectiva confere grande riqueza ao texto narrativo. Por propor cinco divisões da sequência narrativa, enfatizar a relação entre as partes e o todo, bem como enfatizar a importância de se atingir o sentido configuracional do texto, é o modelo de Adam (1987, 2008) que oferece elementos mais ricos para nossa posterior análise de dados.
Abaixo, abordaremos alguns aspectos cognitivos, relativos às memórias e às funções executivas, envolvidos na tarefa de produção narrativa.