BÖLÜM 2: KUVVETLER AYRILIĞI VE TÜRKİYE’DE YARGI
3.2. Araştırma Bulguları
3.2.2. Yargı Seçkinlerinin Türk Yargı Sistemi ve Yargı Seçkinlerine İlişkin
Os recursos da região são conhecidos de longa data e estão associados à fundação da cidade.
Na área urbana, existem numerosas ocorrências de água na forma de fontes, sendo classificadas como fontes frias e fontes termais.
As fontes frias, com temperaturas inferiores a 25ºC, são águas sulfurosas e bicarbonatadas, sódicas, ligeiramente radioativas. São fontes de pequena vazão e estão relacionadas com uma zona aqüífera rasa e/ou uma zona aqüífera intermediária da ordem de 150 a 200 m de profundidade.
Em COMIG (2001), apresenta-se os estudos hidrogeológicos realizados com o objetivo de se estabelecer uma área de proteção ambiental para a Estância Hidromineral de Poços de Caldas. Faz-se um diagnóstico ambiental integrado da área de abrangência do estudo, considerando a importância do conhecimento do cenário atual,
dos principais e mais relevantes impactos ambientais. A metodologia utilizada para alcançar os resultados constou de:
• interpretação de imagens dos satélites LANDSAT 5 e 7, dos anos 1988 e 2000, respectivamente, à escala 1:50.000 e fotografias aéreas do vôo AST – 10, na escala 1:60.000;
• levantamento de campo, com inventário hidrogeológico e identificação de atividades poluidoras na área central da zona urbana; • mapeamento hidrogeológico, com apoio de imagens aéreas e de
sensores remotos, abrangendo todo o complexo geológico- geomorfológico da chaminé alcalina;
• mapeamento hidroquímico, comparando análises químicas de vários estudos anteriores com as coletadas neste trabalho, buscando acompanhar a evolução hidroquímica das águas minerais, dando ênfase ao comportamento do elemento químico flúor, que, naquela região, apresenta uma ampla dispersão nas rochas da chaminé.
Define-se ainda, em COMIG (2001), a forma de recarga dos aqüíferos do Planalto de Poços de Caldas, concluindo-se a relação da origem das fontes termais com a interseção de fraturamentos profundos. Na área urbana de Poços de Caldas e adjacências, foram cadastradas as principais fontes com água a temperatura normal e as fontes termais da cidade. O trabalho apresenta também um modelo hidrogeológico conceitual, elaborado para a região do Planalto de Poços de Caldas, que teve por base os dados geológicos, geotectônicos, geotermais, a composição química e o tempo de residência das águas subterrâneas, além dos dados climatológicos. Conclui-se neste trabalho, que os conflitos causados pela ocupação do solo estão ligados à grande densidade urbana junto das fontes e às atividade da indústria, das minerações e de outros empreendimentos poluidores, localizados nas proximidades da zona urbana.
As fontes termais, com temperaturas da ordem de 40 a 44ºC, são águas alcalinas bicarbonatadas, sódicas e sulfurosas.
Diferenciam-se das outras águas mais superficiais pelo aumento do total de sólidos dissolvidos e um pH alto, da ordem de 9 a 10.
A origem destas fontes termais está ligada a uma zona aqüífera profunda, relacionada a um extenso sistema de fraturas.
6.8 – Hidrografia
O planalto de Poços de Caldas está situado geograficamente entre os contrafortes da Serra da Mantiqueira e a bacia sedimentar do Paraná. É uma área de rochas vulcânicas, intensamente fraturadas, que controlam o sistema hídrico. Esse sistema é recarregado principalmente pelas águas de chuvas que caem sobre o planalto.
O abastecimento de água do Município é feito hoje, exclusivamente, por captação superficial. A maior parte das águas que caem no Município é escoada através do Rio das Antas, o qual se lança no Rio Pardo.
A bacia do ribeirão dos Antas pertence ao domínio morfoestrutural do Planalto de Poços de Caldas, definido por CHISTOFOLETTI, citado por COMIG (2001), como um “modelado estrutural dômico com diques anelares”. Esses diques, que formam um anel quase completo delimitando as bordas do Planalto, têm expressão topográfica bem proeminente e constituem os limites da bacia do Antas na parte Sul (serra do Caracol) e na parte Norte (serras do Selado, de São Domingos e de Poços de Caldas).
No divisor norte, o ponto de maior altitude é de aproximadamente, 1.300m; a topografia é, em geral, pouco movimentada, com vertentes suaves e topos aplainados e os rios têm declividade média de 4m/km, no Antas e 5,5 m/km, no Cipó. Estas características de relevo são particularmente suavizadas na área de confluência dos ribeirões do Cipó e das Vargens com o ribeirão das Antas, na região do aeroporto e da fábrica da empresa ALCOA, onde se observam várzeas bem desenvolvidas e traçados dos rios acentuadamente sinuosos.
Contrastando com esse relevo mais suavizado, vê-se, no extremo oriental da bacia, uma área onde a topografia é intensamente movimentada. A abrangência desta área extrapola o divisor leste da bacia do Antas, englobando, praticamente, toda a região drenada pelos rios Taquaril e Verde e pelos ribeirões das Campinas e Curimbaba.
Conforme observações de CHISTOFOLETTI, citado por COMIG (2001), verificam-se, nesta parte da bacia, níveis altimétricos mais elevados, em torno de 1.400m, que culminam no morro do Ferro que se eleva a 1.491m; a drenagem mostra vales encaixados, com ruptura de declive, várzeas estreitas e pouco alongadas e vertentes que podem atingir declividades superiores a 20º.
O Rio das Antas é aproveitado atualmente para irrigação de terras situadas nas proximidades de suas margens, bem como para obtenção de uma parte da energia elétrica necessária ao consumo da cidade. No seu trajeto, o Rio das Antas é marcado por várias quedas d’água que constituem pontos turísticos tradicionais do Município.
O Ribeirão Ponte Alta é parcialmente regularizado pela Represa Saturnino de Brito que originalmente construída para a contenção de cheias na cidade, destina-se hoje também ao abastecimento de água.
Existe ainda, a bacia do Ribeirão da Serra, cujos pequenos afluentes descem a Serra de São Domingos, sendo alguns captados para abastecimento, a bacia do Córrego Vai-e-Volta e Ribeirão das Vargens.