• Sonuç bulunamadı

B. Toplu Sözle mesine Taraf çi Sendikas Üyelerinin Sözle meden

1. Yararlanma artlar

O advento da tecnologia de portais corporativos representa um novo elemento para a arquitetura dos sistemas de informação. Rosenfeld e Morville (1998, p. 11) preferem definir arquitetura da informação através do detalhamento de suas atividades principais que são as seguintes:

- Identificação da missão dos sistemas de informação, balanceando as necessidades da empresa e as dos usuários (clientes, funcionários, fornecedores e parceiros);

- Determinação do conteúdo e funcionalidade dos sistemas de informação;

- Detalhamento da forma de organização da informação e dos métodos de busca, indexação e navegação;

- Planejamento da manutenção e evolução dos sistemas.

A abordagem arquitetural enfatiza a identificação dos componentes dos sistemas de informação e das relações existentes entre os mesmos. Na teoria, a adoção de portais corporativos pode contribuir para uma melhor arquitetura de sistemas, pois um dos grandes trunfos da tecnologia de portal consiste justamente na integração de soluções heterogêneas.

Ilhas de informação, sistemas isolados, informações redundantes e inconsistentes são sintomas de falta de organização do ambiente informacional.

A proposta do portal não é ser mais um software a ser instalado no computador pessoal dos usuários que já convivem diariamente com os problemas da sobrecarga informacional (information overload) e se sentem perdidos no meio de uma parafernália tecnológica. O portal corporativo em momento algum pretende substituir os sistemas de informação já existentes na empresa, também chamados de sistemas legados (legacy systems). Tal substituição representaria um retrocesso, pois seria perdido todo um investimento feito na infra-estrutura informacional vigente e na cultura da comunidade de usuários.

É importante destacar que a implantação de um portal é radicalmente distinta da implantação de um sistema de gestão empresarial ERP (Enterprise Resource Planning) como o SAP, Baan, Datasul dentre outros. A adoção de um pacote ERP usualmente exige a desativação da infra-estrutura existente para que aconteça a substituição pelo ERP. A abordagem padrão do ERP é destruir o que existe para então implantar uma solução pré- moldada. Já a abordagem do portal corporativo busca preservar o que já existe, facilitando a integração entre os sistemas. Para Marcus e Watters (2002), a maximização dos benefícios de uso do portal ocorre quando o portal é moldado às necessidades particulares da organização.

De acordo com Shilakes e Tylman (1998, p.10), as características essenciais de um portal são:

- Tecnologias push e pull que permitam respectivamente a transmissão e recuperação de informação pelo usuário através de uma interface baseada em padrões Web;

- Interatividade que permita aos usuários formular questões e compartilhar informação; - Verticalização suficiente para possibilitar a integração do portal com sistemas de conteúdo

específico, tais como pacotes de software e sistemas ERP;

- Capacidade de integração dos mais diversos tipos de aplicações, permitindo a manutenção, o compartilhamento e o gerenciamento de informações a partir de uma interface central única para o usuário. Um portal deve ser capaz de acessar fontes internas e externas de informação e de suportar um intercâmbio bidirecional de informações entre essas fontes.

A necessidade de integração de informações estruturadas e não-estruturadas é destacada na arquitetura do portal corporativo proposta por Terra e Gordon (2002) (FIG. 5).

FIGURA 5 – Arquitetura do portal corporativo Fonte: TERRA e GORDON, 2002, p.96

De acordo com Terra e Gordon (2002, p. 99), o tipo de informação digital acessível através do portal varia de altamente estruturada até altamente não-estruturada. Entende-se por informação estruturada a informação disponível em tabelas de bancos de dados relacionais utilizados por sistemas transacionais, armazéns de dados (data warehouse) e sistemas de gestão empresarial (ERP-Enterprise Resource Planning). Já as informações não-estruturadas compreendem páginas Web, documentos, e-mails e o conteúdo das intranets.

Os componentes de um portal corporativo podem ser interpretados como elementos que agregam benefícios funcionais distintos para o usuário. Na literatura, podem ser encontradas diversas relações de funcionalidades apresentadas pelos portais. O QUADRO 16 apresenta uma comparação entre essas propostas.

QUADRO 16

Comparação entre listas de funcionalidades de portais corporativos Delphi Group

(2000) Terra e Gordon (2002) Firestone (2003) Hazra (2002) Marcus e Watters (2002) Community Portals (2003) Integração Acesso às informações estruturadas e não- estruturadas Integração, gerência de dados estruturados e não- estruturados Repositórios de dados estruturados e não- estruturados Acesso às informações de negócio, integração Fontes de informação internas e externas, estruturadas ou não

Categorização Taxonomia Classificação Categorização Categorização Taxonomia, diretórios Mecanismo de

busca

Busca Recursos de busca (mecanismos, agentes)

Recursos de busca

Busca e navegação Busca Publicação e

distribuição Sistemas gerenciamento do de conteúdo Gestão do conteúdo não- estruturado Gestão de conteúdo, controle de versões Gestão de documentos, controle de versões Gestão de conteúdo Suporte aos processos Integração com aplicações internas e externas Apoio à tomada de decisões, workflow Business intelligence Acesso às informações de negócio Business intelligence, workflow, integração com aplicações Colaboração Ferramentas de

colaboração Processamento colaborativo Colaboração Colaboração Colaboração Apresentação e

Personalização Camada apresentação de / personalização Personalização, apresentação e usabilidade Personalização Customização para o usuário final, personalização Aprendizado

dinâmico Notificação Publicação distribuição de e conteúdo

Notificação de

eventos Assinaturas conteúdos, de broadcast de fontes externas de informação Alertas, assinatura de conteúdos especializados Segurança Segurança,

login unificado Segurança Segurança, login unificado Ferramentas de

medição Logs acessos de Auditoria Ambiente de

desenvolvimento Ambiente desenvolvimento de Organização e

gerenciamento Administração de contas e privilégios de usuários Serviços de administração do portal Arquitetura do sistema e desempenho Desempenho, confiabilidade, escalibilidade, disponibilidade Localização de especialistas

Ao se analisar as propostas de avaliação de características de portais relacionadas no QUADRO 16, constata-se uma ênfase nos aspectos técnicos em detrimento dos aspectos

organizacionais associados à implantação do portal. Além disso, as propostas analisadas não se baseiam diretamente em estudos tradicionais desenvolvidos sobre sistemas de informação. Perceber o portal através da perspectiva dos sistemas de informação é importante, pois as organizações envolvidas com a implantação de intranets e portais podem se beneficiar de estudos desenvolvidos no campo da Ciência da Informação.

De acordo com Allen (1996, p. 5), um sistema de informação é uma coleção de entidades relacionadas que provê acesso a um ou mais grupos de conhecimento e atua como um mecanismo através do qual os indivíduos podem se informar ou informar outros indivíduos. Araújo (1994, p.84) define os sistemas de informação como aqueles que objetivam a realização de processos de comunicação e caracteriza o sistema de recuperação da informação (SRI) como um tipo específico de sistema de informação. Para a autora, um SRI visa dar acesso às informações nele registradas, sendo que essas informações são estruturas de conhecimento partilhadas pelos membros de um grupo social.

O portal corporativo apresenta características comuns com os sistemas de recuperação da informação, pois as questões e problemas relacionados à organização e ao uso da informação estão também presentes no contexto dos projetos de portais corporativos. Em um portal corporativo, assim como em um SRI, um dos objetivos principais é o acesso e não o processamento da informação. Portanto, os portais corporativos diferem dos sistemas de processamento de dados, tais como sistema de contabilidade, de folha de pagamento e de controle de estoque. Esses sistemas, também chamados de sistemas transacionais, executam tarefas pré-programadas (ex: calcular o balancete mensal, processar a folha de pagamento), que muitas vezes não exigem a intervenção do usuário final. Já no caso dos portais corporativos, o foco é a recuperação da informação e a necessidade de informação do usuário é um aspecto central no projeto do sistema.

Para caracterizar melhor as semelhanças entre o portal e o SRI, será analisado como os subsistemas de um SRI se comportam no caso particular de um portal corporativo. Araújo (1994, p.90) divide um SRI nos subsistemas de entrada, de saída e de avaliação. O subsistema de entrada enfatiza os aspectos de organização de informação e é composto pelas funções de seleção, representação, organização de arquivos e armazenamento. Já o subsistema de saída é composto pelos módulos de análise das necessidades do usuário, recuperação da informação e disseminação.

O QUADRO 17 relaciona algumas funcionalidades técnica do portal descritas no QUADRO 16 com as funções dos módulos de um sistema de recuperação da informação, conforme propostos por Araújo (1994).

QUADRO 17

Comparação das funcionalidades de um portal com um SRI Aspecto Técnico do Portal Função do SRI Categorização Representação (subsistema de entrada)

Mecanismo de Recuperação Recuperação da Informação (subsistema de saída)

Gestão de Conteúdos Seleção, Organização de Arquivos e Armazenamento (subsistema de entrada)

Apresentação / Personalização Análise das Necessidades do Usuário (subsistema de saída) Disseminação Seletiva Disseminação (subsistema de saída)

Avaliação Subsistema de Avaliação

Por outro lado, percebe-se que algumas funcionalidades presentes nos portais extrapolam o escopo do SRI, já que a recuperação da informação é um objetivo importante para o portal, mas não é o único. Serão encontradas no portal funcionalidades que não existem no SRI, principalmente aquelas mais associadas à gestão do conhecimento tais como apoio à colaboração, aprendizagem, mapa do conhecimento e outras.

4.4 Contribuição para o Modelo de Pesquisa

A revisão de literatura contribuiu para um melhor entendimento do processo de evolução das intranets para os portais corporativos. Por exemplo, a redação dos enunciados das variáveis tecnológicas do questionário empregado nessa pesquisa foi feita de forma a averiguar a disponibilidade de um recurso em seu estágio mais avançado. Assim sendo, quando o participante respondesse 10 em uma escala tipo Likert de 11 pontos, isso implicaria que o sistema em avaliação se aproximava das categorias mais avançadas das classificações analisadas no QUADRO 15 (ex: portal avançado, portal do conhecimento, portal de 3ª.geração).

Ficou evidente que o aspecto da integração, presente na maioria das definições de portais, precisaria ser detalhado em um número maior de variáveis. Foi importante também poder comparar as funcionalidades das intranets como os recursos usualmente presentes em um sistema de recuperação da informação. Tal comparação serviu de inspiração para a definição de variáveis associadas ao construto “características técnicas”. Entretanto, fez-se

necessário um maior entendimento dos aspectos técnicos dos portais para definir mais precisamente as variáveis de cunho tecnológico. Esse detalhamento das funcionalidades técnicas constitui o principal tema do próximo capítulo.