D. Yaşam Hakkı (AİHS m. 2) Kapsamında Pozitif Yükümlülükler
3. Yaşam Hakkının İhlali Durumunda Devletin Etkili Araştırma ve
nomeou as pedras com sentimentos que lhe traziam uma série de dificuldade, como: “insegurança” e “dependência do outro”. As outras pedras, ela não coseguiu definir e afirma que essas deveriam estar mais à frente do caminho, porque elas ainda existem e ainda precisam ser trabalhadas e resolvidas.
Seu caminho seguiu se estreitando e mudando de cores. Ela relacionou isso às mudanças que foram ocorrendo em sua vida a partir de várias experiências vivenciadas, até que uma árvore nasceu e trouxe cores para sua história. A semente que germinou no meio do seu caminho foi a Arte. Ela afirma que cada folhinha representa os frutos e as conquistas que brotaram dentro do seu espírito e que crescem cada dia mais, dentro dela. Essas folhinhas ganham o mundo e são conduzidas para lugares que nem ela mesma sabe, até encontrarem um ponto onde possam ganhar raízes e germinar. Ela se encontra, nesse momento, cultivando essa nova árvore que está nascendo dentro dela, uma árvore que está revelando “uma nova Aline”. Quando pensou no futuro, a imagem que lhe veio à mente, foi uma montanha, porém, ela não soube dizer o que aquilo significava. Indicamos que talvez fosse uma questão interessante e importante para ela refletir, não só para o trabalho, mas para sua vida. Sabemos que esses processos de redescoberta e construção do caminho não são tarefas simples, muitas vezes, são necessários anos para se compreender e traçar metas, objetivos e trajetos, por isso, não pressionamos a Aline nessa busca. Acreditamos que a dúvida gerada, já é uma experiência que ela levará por muito tempo, até encontrar seu caminho.
Antes do Arte em Cena
A arte surgiu na vida da Aline, também, para combater a timidez que tomava conta da sua infância e início da adolescência. Nesses casos, sempre surge alguém para servir de modelo, de inspiração, de exemplo. No caso da Aline foi um professor da escola. Mesmo travando uma batalha entre o medo e o nervosismo, o professor identificou nela uma vontade de ser diferente. O teatro veio então como uma oportunidade de mudança e transformação.
Eu também sempre fui muito tímida, inclusive minha trajetória na arte começou por causa de um professor meu, Paulo Augusto, que um pouquinho depois foi meu diretor. [...] Então, eu gravei... Morrendo de tremer a voz, horrível o tra balho, mas terminei. No fim ele me abraçou
e disse: “faça teatro”. Disse que ele era louco; a pessoa não consegue gravar um vídeo e vai fazer teatro? “Não, mas faça, você vai se dar muito bem”, ele disse. Foi assim que eu entrei
no teatro da escola.
Durante o Arte em Cena
Mais uma vez, as relações estabelecidas dentro do grupo foram destacadas como fundamentais para aprendizados experienciais. A presença do outro, o carinho, o amparo, o companheirismo são sentimentos que contribuem com os processos formativos dos indivíduos, que são, ao mesmo tempo, coletivos e singulares. Segundo Josso (2010, p. 197),
é sobre esse fio que se efetua o itinerário do caminhar para si com os outros e do caminhar consigo para com os outros. A alternância de atividades individuais e em grupo que parece-me ser uma garantia desse duplo enfoque necessário tanto ao trabalho biográfico como a qualquer outra atividade de cooperação.
A Aline expressa essa concepção do seguinte modo;
Acredito que o mais importante para mim enquanto arte foi a minha formação humana, que eu tive em vários cantos. E no GEPE eu tive demais, porque, na época que eu fui da mocidade, tudo foi muito rápido e muito intenso. A minha vida era aqui e era muito forte a forma como a gente se gostava. Fiz grandes amigos. Existem pessoas com quem eu converso até hoje. E é tão forte isso que, apesar da distância, independente de onde a gente se encontre, a emoção é a mesma, a energia é a mesma, o carinho é o mesmo.
É claro que nem sempre a gente se entendia, nem sempre eram só flores, tinha momentos difíceis, momentos que cobravam da gente.
Como toda família possui conflitos, no Arte em Cena não era diferente. Apesar das dificuldades, foi durante os piores momentos que descobrimos a força e a maturidade que tínhamos em grupo. As superações acabavam por nos unir ainda mais e nos davam um senso de responsabilidade, pois éramos nós que tínhamos de conduzir não só as atividades do grupo, mas também as relações que lá surgiam, desde namoros a brigas e desentendimentos. Nós éramos protagonistas não só na nossa vida, mas da história do Arte em Cena.
Depois do Arte em Cena
Após sua saída do Arte em Cena, a Aline terminou a faculdade de teatro e continuou trabalhando com ensino da arte até os dias de hoje. Para ela, a arte educa, transmite mensagens e expressa sentimentos (DUARTE Jr., 2001). Essa visão, provavelmente é consequência não só das suas vivências na faculdade, mas também, e principalmente, das experiências do Arte em Cena.
Quando essas experiências extrapolam os muros do centro espírita e envolvem as outras práticas do cotidiano, observamos o quando foi significativo vivenciar tudo aquilo, o quanto a arte pode se configurar como uma experiência realmente educadora. (DEWEY, 2010)
No encerramento da sua biografia, ela revela a importância das pessoas que considera mestres. Essas pessoas, de alguma forma, possibilitaram seu encontro com a arte e, de forma decisiva, fazem parte de quem ela é hoje. No processo de biografização, as várias dimensões, fases, épocas e pessoas que permeiam nossas histórias necessitam de atenção especial, pois
é no decurso dessa situação, em que o presente é articulado com o passado e com o futuro, que começa, de fato, a elaborar-se um projeto de si por um sujeito que orienta a continuação da sua história com uma consciência dos seus recursos e fragilidades, das valorizações e representações, das suas expectativas, dos seus desejos e projetos (JOSSO, 2010, p. 86 e 87)
Na vida da Aline, não foi diferente:
Eu tive muitas histórias marcantes no Arte em Cena e eu acho que o que vivi durante aquele tempo tem muito a ver com a minha formação [...] Hoje eu sou atriz, não sei se posso dizer profissional, mas continuei trabalhando profissionalmente com o teatro, atualmente, mais como arte-educadora do que como atriz. Dou aula para jovens em situação de risco ou não, mas de uma classe desfavorecida, e eu sempre tento me lembrar desses mestres. Sempre vêm à minha cabeça o Allan, a tia Nora, o Paulo Augusto, a Socorro Machado... Eu tive muita sorte na minha formação artística por conta disso, foram pessoas que trouxeram pra mim, não só a arte, mas também o humano. Pois com eles aprendi que a arte não é pra você se mostra r, a arte é pra você levar uma mensagem, seja ela qual for, tendo sempre cuidado com o que se diz, já que ela é também uma ferramenta de sensibilização e formação.
4.1.7. Arte em Cena e em minha vida - Larissa Bezerra50
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Mais uma vez peço licença ao leitor para modificar a voz para a primeira pessoa do singular, a fim de desenvolver a análise da minha biografia educativa.