3.3. Dar Mükellef Kurumlarda Vergilendirme Yöntemleri
3.3.1. Beyana Dayalı Vergilendirme
3.3.1.1. Yıllık Beyan
O serviço público é regido por princípios específicos que delineiam seu regime jurídico. As “Leis de Rolland” indicam os três princípios dos serviços públicos tradicionalmente desenvolvidos pela doutrina francesa: princípio da continuidade (continuité), princípio da igualdade (égalité) e princípio da mutabilidade (mutabilité). 23
De acordo com o princípio da continuidade, a prestação do serviço público não deve ser interrompida. O serviço público deve ser oferecido com regularidade à população, seja prestado diretamente pelo Estado, seja por meio das concessionárias ou permissionárias de serviço público. O artigo 175, parágrafo único, IV, da Constituição Federal diz que a lei disporá sobre a obrigação de manter serviço adequado, consagrando constitucionalmente o princípio da continuidade.24 Esse princípio, contudo, não é absoluto.
A Lei 8.987/96 permite a interrupção do serviço público em situações de emergência ou após prévio aviso por razões de ordem técnica ou de segurança das instalações e por inadimplemento do usuário, considerado o interesse da coletividade (artigo 6º, §3º). 25
A Lei 7.783/89, que dispõe sobre o exercício do direito de greve, considera serviços ou atividades essenciais: tratamento e abastecimento de água; produção e distribuição de energia elétrica, gás e combustíveis; assistência médica e hospitalar; distribuição e comercialização de medicamentos e alimentos; funerários; transporte coletivo; captação e tratamento de esgoto e lixo; telecomunicações; guarda, uso e controle de substâncias radioativas, equipamentos e materiais nucleares; processamento de dados ligados a serviços essenciais; controle de tráfego aéreo; e compensação bancária.
Durante a realização de greve, os serviços indispensáveis para o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade devem ser garantidos pelos
23 OLIVEIRA, Rafael Carvalho Rezende. Administração Pública, Concessões e Terceiro Setor. Rio de
Janeiro: Lumen Juris Editora, 2009, p.180.
24 Dispõe o §1º do artigo 6º da Lei 8.987/95: “serviço adequado é o que satisfaz as condições de
regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade, cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas”.
25 Com base no artigo 6º, §3º, II da Lei 8.987/95, o Superior Tribunal de Justiça tem admitido o corte
de serviços essenciais, como água e energia elétrica, nos casos de inadimplemento de conta regular, relativa ao mês do consumo, sendo inviável, pois, a suspensão do abastecimento em razão de débitos antigos, questionados em juízo. AgRg no Ag 1397093 / PB, Relator Ministro Mauro Campbell Marques.
sindicatos, empregados e trabalhadores. Necessidades inadiáveis são aquelas que, se não atendidas, colocarão em perigo iminente a sobrevivência, a saúde ou a segurança da população.26 Em todo o caso, se a iniciativa privada não observar a manutenção dos serviços essenciais, o Poder Público assegurará a prestação dos serviços indispensáveis. O princípio da igualdade, uniformidade ou neutralidade significa que o serviço público deve ser prestado a todos os particulares, sem distinções. Os beneficiários não podem ser discriminados e devem receber o mesmo tratamento legal, quando estiverem nas mesmas condições técnico-jurídicas para a fruição do serviço público. Os que se encontrarem em situação desigual, contudo, devem receber tratamento jurídico próprio: as tarifas podem ser diferenciadas em função das características técnicas e dos custos específicos provenientes do atendimento aos distintos segmentos de usuários (artigo 13 da Lei 8.987/95). Nesse sentido, por exemplo, a lei prevê a reserva de vagas gratuitas para idosos no transporte coletivo interestadual (artigo 40 da Lei 10.741/03).
Pelo princípio da mutabilidade ou atualidade os serviços públicos devem se adaptar às inovações tecnológicas para que a execução do serviço mantenha- se eficiente, alcançando-se melhores resultados com menores custos para a população. A atualidade compreende a modernidade das técnicas, do equipamento e das instalações e sua conservação, bem como a melhoria e expansão do serviço (artigo 6º, §2º, da Lei 8.987/95). Para manter os serviços sempre atualizados e eficientes, a lei disporá sobre a realização de avaliação periódica, externa e interna, da qualidade dos serviços (artigo 37, §3º, I, da CF/88).
Além desses três princípios clássicos, há outros que merecem destaque.
O princípio da modicidade reza que as tarifas sejam fixadas de forma proporcional ao custo com o escopo de possibilitar que os cidadãos com menor potencial aquisitivo não sejam alijados do universo de beneficiários do serviço público.
O princípio da transparência impõe a divulgação pelo Estado, concessionárias e permissionárias das informações referentes ao serviço público. Nesse sentido, a lei disporá sobre o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo (artigo 37, §3º, II, da CF/88).
O principio da participação significa que o usuário tem o direito de participar na constituição e gestão dos serviços públicos, independentemente da efetiva
fruição do serviço. A Constituição Federal determina que a lei discipline as formas de participação do usuário na administração direta e indireta (artigo 37, §3º, caput, da Constituição Federal).
O princípio do controle submete a prestação dos serviços públicos ao controle interno, externo e social. Daí a previsão constitucional de disciplina legal das reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral e da representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo, emprego ou função na administração pública (artigo 37, §3º, I e III da CF/88).
Celso Antônio Bandeira de Mello destaca o princípio do dever inescusável do Estado promover a prestação dos serviços públicos, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão.27 Caso haja omissão estatal, o usuário possui direito subjetivo de compelir judicialmente o Estado a prestar o serviço público ou, se for o caso, direito à reparação pelos danos causados pela omissão estatal.
O direito fundamental do usuário, acionável judicialmente, é o direito ao recebimento do serviço. Além desse direito, o usuário possui também direito à indenização se o serviço for mal prestado ou interrompido arbitrariamente sua prestação, causando-lhe prejuízos. 28
A Lei 8.987/95, que dispõe sobre o regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos, estabelece os seguintes direitos e obrigações dos usuários, sem prejuízo do CDC (artigo 7º): receber serviço adequado; receber do poder concedente e das concessionárias informações para a defesa de interesses individuais ou coletivos; obter e utilizar o serviço, com liberdade de escolha entre vários prestadores de serviços, quando for o caso, observadas as normas do poder concedente (na redação dada pela Lei 9.648/98); levar ao conhecimento do poder público e da concessionária as irregularidades de que tenham conhecimento, referentes ao serviço prestado; comunicar às autoridades competentes os atos ilícitos praticados pela concessionária na prestação do serviço; e contribuir para a permanência das boas condições dos bens públicos através dos quais lhes são prestados os serviços. Os usuários possuem também o direito de escolher, dentre pelo menos seis datas diferentes, os dias de vencimento de seus débitos (artigo 7º-A, incluído pela Lei 9.791/99).
Por fim, o artigo 22 do CDC estabelece que os órgãos públicos, por si
27 BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Curso de Direito Administrativo, 29ª edição. São Paulo:
Malheiros, 2012, p.694.
28 CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de direito administrativo. 10ª ed. Rio de Janeiro:
ou suas empresas, concessionárias, permissionárias ou sob qualquer outra forma de empreendimento, são obrigados a fornecer serviços adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos.
3.3 Posições doutrinárias sobre a aplicação do CDC aos serviços