1.2. Yerellik ve Kişisellik İlkelerinin Kurumlar Vergisine Yansıması ve Kurumlar
1.2.3. Dar Mükellef Kurumların Hukuki Niteliği
1.2.3.5. İş Ortaklıkları
A publicidade, como princípio normativo previsto no artigo 37 da Constituição Federal, é o imperativo geral de transparência e divulgação dos atos administrativos lato sensu praticados no exercício da função administrativa pela administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
São preciosas as lições de Carlos Ari Sundfeld sobre o princípio da publicidade: 46
A razão de ser do Estado é toda externa. Tudo que nele se passa, tudo que faz, tudo que possui, tem uma direção exterior. A finalidade de sua ação não reside jamais em algum benefício íntimo: está sempre voltado ao interesse público. E o que é interesse público? O que o ordenamento entende
45 LOPES, Licínio. As Instituições Particulares de Solidariedade Social. Coimbra: Livraria Almedina,
2009, p. 457.
valioso para a coletividade (não para a pessoa estatal) e que, por isso, protege e prestigia. Assim, os beneficiários de sua atividade são sempre os particulares. Os recursos que manipula não são seus: vêm dos particulares individualmente considerados e passam a pertencer à coletividade deles. Os atos que produz estão sempre voltados aos particulares: mesmo os atos internos são mero estágio intermediário para que, a final, algo se produza em relação a eles. Em uma figura: falta ao Estado vida interior, faltam-lhe interesses pessoas íntimos.
Com os indivíduos é o inverso que ocorre. Sua atividade diz com a liberdade, com a realização de valores íntimos. Por isso, protege-se sua privacidade, sua correspondência é sigilosa, sua casa é inviolável (CF, art. 5o,
incs. X, XI e XII). Como o Estado jamais maneja interesses, poderes ou direitos íntimos, tem o dever da mais absoluta transparência. “Todo o poder emana do povo” (CF, art. 1o, § 1o). É óbvio, então, que o povo, titular do
poder, tem o direito de conhecer tudo o que concerne ao Estado, de controlar passo a passo o exercício do poder. À margem disso, qualquer pessoa atingida pelo Poder Público – isto é, que de qualquer modo seja destinatária, prejudicada ou atendida por ato estatal – tem o direito individual de conhecer esse ato, suas razões, sua base fática e jurídica. Em consequência, seja em nome da limpidez da atividade estatal, seja para garantia de direitos individuais, o Estado tem o dever da publicidade.
A publicidade é princípio reitor da atividade administrativa de fomento que impõe ao Poder Público o dever de conferir ampla transparência a todas as etapas do estabelecimento de parcerias com as entidades do Terceiro Setor. Por outro lado, as entidades civis que recebem recursos públicos também devem respeito ao referido princípio.
No Acórdão 2066/2006 – Plenário, o TCU determinou ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão que apresentasse estudo técnico para implementação de sistema de informática para acompanhamento pela internet de todos os convênios e outros instrumentos jurídicos utilizados para transferir recursos federais a outros órgãos públicos e entidades do setor privado. Outrossim, determinou ao Conselho Nacional de Assistência Social do Ministério do Desenvolvimento Social e ao Ministério da Justiça a disponibilização na internet das informações relativas aos títulos jurídicos sob responsabilidade de cada órgão, com a finalidade de viabilizar a transparência necessária ao controle social. A partir da ação da Corte de Contas, foram desenvolvidos mecanismos para transparência e controle do repasse de recursos públicos para as entidades do Terceiro Setor.
O Ministério da Justiça criou, em 2007, o Cadastro Nacional de Entidades de Utilidade Pública – CNEs/MJ, administrado pelo Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação da Secretaria Nacional de Justiça DEJUS/SNJ, para a inscrição das entidades sociais qualificadas e tituladas no âmbito do Ministério da Justiça: as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, as entidades de utilidade pública e as organizações civis estrangeiras que possuem autorização para
funcionamento no país.
Essas entidades são obrigadas a fornecer informações relevantes para cadastro no CNEs, tais como as fontes de recursos públicos e privados, as linhas de ação e atividades desenvolvidas, o modo de utilização de seus recursos e nomes e a qualificação de seus dirigentes e representantes.
O CNEs/MJ é regulamentado pela Portaria 24, de 11 de outubro de 2007, do Secretário Nacional de Justiça. Qualquer cidadão pode acessar as informações do CNEs no portal do Ministério da Justiça. 47
Em relação ao processo administrativo de certificação das entidades beneficentes de assistência social, a transparência será plenamente observada por meio da publicidade de sua tramitação em cada Ministério envolvido, permitindo-se à sociedade o acompanhamento pela internet de todo o processo. Os Ministérios responsáveis pela certificação deverão manter, nos respectivos sítios na internet, lista atualizada com os dados relativos aos certificados emitidos e seu período de vigência, bem como informações sobre as entidades certificadas, incluindo os serviços por elas prestados no âmbito certificado e os recursos financeiros a elas destinados (artigo 21, §§ 5º e 6º da Lei 12.101/09).
As entidades beneficentes de assistência social que gozarem de imunidade fiscal deverão manter, em local visível ao público, placa indicativa contendo informações sobre a sua condição de beneficente e sobre sua área de atuação, conforme o artigo 41 da Lei 12.101/09.
A publicidade do processo de seleção da entidade parceira do Poder Público é fundamental para a escolha da mais eficiente e para o controle da impessoalidade no exercício da atividade de fomento.
Assim, será dada ampla publicidade ao chamamento público para celebração de convênios e contratos de repasse com entidades sem fins lucrativos, pelo prazo mínimo de quinze dias, especialmente por intermédio da divulgação na primeira página do sítio oficial do órgão ou entidade concedente, bem como no Portal dos Convênios (artigo 4º, § 1º, do Decreto 6.170/07, na redação dada pelo Decreto 7.568/11). Para seleção da OSICP que celebrará termo de parceria com o Poder Público, o edital do concurso de projetos será publicado com ampla divulgação (artigo 23 do Decreto 3.100/99).
Depois de estabelecida a parceria, a publicidade dos atos praticados
tanto pelo Poder Público quanto pela entidade beneficiada permitirá o acompanhamento e fiscalização da correta aplicação dos recursos públicos repassados às entidades do Terceiro Setor.
As disposições da Lei 12.527, de 18 de novembro de 2011, que regula o acesso a informações públicas, aplicam-se, no que couber, às entidades privadas sem fins lucrativos que recebam, para realização de ações de interesse público, recursos públicos diretamente do orçamento ou mediante subvenções sociais, contrato de gestão, termo de parceria, convênios, acordo, ajustes ou outros instrumentos congêneres.
Nesse sentido, os dados referentes à celebração, liberação de recursos, acompanhamento da execução e prestação de contas de convênios, contratos de repasse e termos de parceria serão registrados no Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (SINCONV), aberto ao público, via rede mundial de computadores - Internet, por meio de página específica denominada Portal dos Convênios. 48
Os convenentes ou contratados deverão disponibilizar, por meio da internet ou, na sua falta, em sua sede, em local de fácil visibilidade, consulta ao extrato do convênio ou outro instrumento utilizado, contendo, pelo menos, objeto, a finalidade, os valores e as datas de liberação e detalhamento da aplicação dos recursos, bem como as contratações realizadas para a execução do objeto pactuado. 49
Por sua vez, as OSCIPs deverão dar publicidade, no encerramento do exercício fiscal, por qualquer meio eficaz, ao relatório de atividades e das demonstrações financeiras da entidade, incluindo-se as certidões negativas de débitos junto ao INSS e ao FGTS, colocando-os à disposição para exame de qualquer cidadão (artigo 4º, VII, “b” da Lei 9.790/99), bem como publicar o extrato da execução física e financeira do termo de parceria, referido no art. 10, § 2o, VI, da Lei no 9.790, de 1999, na imprensa oficial da área de abrangência do projeto, no prazo máximo de sessenta dias após o término de cada exercício financeiro (artigo 18 do Decreto 3.100/99).
Toda entidade privada sem fins lucrativos, beneficiada com recursos públicos, deve firmar compromisso de disponibilizar ao cidadão, por meio da internet ou, na sua falta, em sua sede, consulta ao extrato do convênio ou outro instrumento
48 É o que determina o artigo 13 do Decreto 6.170/07. O site é o www.convenios.gov.br. Ressalte-se
que todas as funcionalidades do SINCOV ainda não foram implantadas. Contudo, o Decreto 7.641, de 12 de dezembro de 2011, inseriu no Decreto 6.170/2007 o artigo 18-B, estabelecendo o prazo de 16 de janeiro de 2012 para que todos os órgãos e entidades que realizem transferências de recursos oriundos dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da União por meio de convênios, contratos de repasse ou termos passem a utilizar o sistema.
49 É o que dispõe o artigo 53 da Portaria Interministerial MP/MF/CGU nº 507, de 24 de novembro de
utilizado, contendo, pelo menos, o objeto, a finalidade e o detalhamento da aplicação dos recursos (artigo 34, IV, Lei 12.465/11).
Observa-se que a transparência da atividade administrativa de fomento das entidades de utilidade pública federal, OSCIPs e entidades beneficentes de assistência social vem ocorrendo principalmente pela internet, por meio da divulgação de informações que podem ser acessadas por qualquer cidadão. Ainda não se chegou ao nível ideal de detalhamento das informações disponibilizadas virtualmente, mas já se observa esforços do Poder Público em criar uma nova cultura da transparência administrativa, utilizando-se da internet como importante ferramenta para divulgação de informações públicas. 50
Em relação às Organizações Sociais, até o momento não houve regulamentação da Lei 9.637/98, por meio do “Programa Nacional de Publicização – PNP”, talvez devido à insegurança jurídica decorrente das inconstitucionalidades da Lei 9.637/98. O modelo das OS ainda não foi adotado com intensidade no âmbito federal, provavelmente aguardando-se a decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal sobre a compatibilidade da Lei 9.637/98 com a Constituição Federal. De qualquer forma, o dever de ampla publicidade da atividade de fomento das OS decorre dos princípios constitucionais administrativos e da publicidade que deve nortear a elaboração e execução do contrato de gestão (artigo 7º da Lei 9.637/98).