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Türkiye’de İşyeri ve Daimi Temsilci

1.3. Çifte Vergilendirme Sorunu ve Uluslararası Çifte Vergilendirmeyi Önleme

2.1.2. Ticari Kazancın Elde Edilmesi

2.1.2.1 Türkiye’de İşyeri ve Daimi Temsilci

As entidades civis do Terceiro Setor parceiras do Poder Público recebem e administram dinheiros, bens e valores públicos e possuem, por tal motivo, o dever constitucional de prestação de contas, nos termos do artigo 70, parágrafo único, da Constituição Federal.

Em paralelo com o controle dos resultados obtidos, as entidades do Terceiro Setor devem realizar rigoroso controle da aplicação dos recursos e bens públicos recebidos pela parceria realizada com o Poder Público. Com efeito, a liberdade gerencial para o atingimento dos resultados convencionados não implica o desprezo pelo controle dos meios de aplicação dos recursos públicos. A proteção do patrimônio público exige o controle estrito da utilização dos recursos públicos pelas instituições privadas. Esse controle objetiva proteger o patrimônio público, bem como evitar desvios de finalidade, enriquecimento ilícito e corrupção.

Assim, as entidades privadas beneficiadas com recursos públicos, a qualquer título, submetem-se à fiscalização do Poder Público, com a finalidade de verificar o cumprimento de metas e objetivos para os quais receberam os recursos (artigo 109 da Lei 12.465/11).

Se por um lado o recebimento de recursos públicos amplia a esfera jurídica das entidades do Terceiro Setor, por outro lado impõe-lhes restrições de ordem pública tais como a prestação de contas ao órgão repassador. Sempre que as entidades privadas sem fins lucrativos estiverem na posição de “gestoras privadas de recursos públicos para fins públicos”, na precisa lição de Gustavo Justino de Oliveira, deverão cumprir integralmente os procedimentos previstos na legislação para proteção do patrimônio público, sob pena de responsabilização civil, penal e administrativa. 86

Em outros termos: as normas de direito público incidem sobre os parceiros privados no que diz com o regime jurídico aplicável ao controle das verbas públicas transferidas por meio da atividade administrativa de fomento. Cite-se, mais

86 OLIVEIRA, Gustavo Henrique Justino de. OSCIPs e licitação: ilegalidades do Decreto nº 5.504, de

05.08.05. Revista Eletrônica sobre a Reforma do Estado, Salvador, n. 12, dezembro/janeiro/fevereiro, 2008. Disponível na Internet: <http://www.direitodoestado.com.br>. Acesso em: 09 jul. 2011.

uma vez, a lição de Gustavo Justino de Oliveira: 87

Parece-nos estreme de dúvidas a afirmação segundo a qual o repasse de verbas públicas para entidades sem fins lucrativos, efetivada pela via do convênio, termo de parceria, contrato de gestão, contrato de repasse ou qualquer outro instrumento jurídico, não tem o condão de transformar a natureza do repasse financeiro, de público para privado.

A Lei Orçamentária de 2012 (Lei 12.465/11) impõe a observância, pelas entidades do Terceiro Setor, de algumas regras específicas para o devido controle do patrimônio público.

Assim, para assegurar a transparência no emprego dos recursos públicos, as entidades privadas possuem o dever de ampla divulgação na internet ou na sede da entidade do extrato do convênio ou instrumento congênere com o detalhamento da aplicação dos recursos públicos (artigo 34, IV).

Os pagamentos realizados com dinheiro público devem sempre identificar, com pelo menos o nome, CPF ou CNPJ, os fornecedores contratados pelo Terceiro Setor (artigo 109, §2º, da Lei 12.465/11). Ou seja: os pagamentos realizados com dinheiro público estão sujeitos à identificação do beneficiário final. 88

Há também obrigação de manutenção regular da escrituração contábil (artigo 34, X, da Lei 12.465/11). Nesse sentido, vale lembrar também que as OSCIPs devem observar os princípios fundamentais de contabilidade e das Normas Brasileiras de Contabilidade (artigo 4º, VII, “a” da Lei 9.790/99).

Outra condição para a realização de transferências voluntárias nos termos da Lei 4.320/64 é que o Poder Público deve constar do instrumento do ajuste cláusula de reversão patrimonial, válida até a depreciação integral do bem ou a amortização do investimento, constituindo garantia real em favor do concedente em montante equivalente aos recursos de capital destinados à entidade, cuja execução ocorrerá caso se verifique desvio de finalidade ou aplicação irregular dos recursos (artigo 34, VIII, da Lei 12.465/11).

Além disso, os recursos devem ser movimentados mediante conta bancária específica para cada instrumento de transferência (convênio, contrato de repasse, termo de parceria ou contrato de gestão), conforme dispõem o artigo 10 do Decreto 6.170/07 e o artigo 14 do Decreto 3.100/99. Enquanto os recursos públicos

87 OLIVEIRA, Gustavo Henrique Justino de. OSCIPs e licitação: ilegalidades do Decreto nº 5.504, de

05.08.05. Revista Eletrônica sobre a Reforma do Estado, Salvador, n. 12, dezembro/janeiro/fevereiro, 2008. Disponível na Internet: <http://www.direitodoestado.com.br>. Acesso em: 09 jul. 2011.

disponibilizados não forem movimentados pelas entidades privadas, deverão ser aplicados em caderneta de poupança ou outra operação financeira que lhes preserve o valor, nos termos do artigo 116 da Lei 8.666/93.

As entidades do Terceiro Setor devem ainda observar algumas normas para a proteção dos bens públicos ou adquiridos com dinheiro público.

É obrigatória a estipulação do destino a ser dado aos bens remanescentes do convênio ou contrato de repasse. Por isso, deve haver a elaboração de cláusula convenial com a definição, se for o caso, do direito de propriedade dos bens remanescentes na data da conclusão ou extinção do instrumento, que, em razão deste, tenham sido adquiridos, produzidos, transformados ou construídos, respeitado o

disposto na legislação pertinente. 89

As Organizações Sociais poderão permutar os bens móveis públicos cedidos por outros de igual ou maior valor, desde que haja prévia avaliação e expressa autorização do Poder Público, mas os novos bens integrarão o patrimônio da União (artigo 13 da Lei 9.637/99). Caso a entidade seja desqualificada, os bens permitidos e os valores entregues à Organização Social serão revertidos ao Poder Público, sem prejuízo de outras sanções cabíveis (artigo 16, §2º da Lei 9.637/99).

O estatuto jurídico das OSCIPs deve prever, em caso de dissolução da entidade, a transferência do patrimônio líquido da entidade para outra pessoa jurídica qualificada também como OSCIP, preferencialmente que tenha o mesmo objeto social da entidade extinta. Em caso de perda da qualificação de OSCIP, o acervo patrimonial disponível, adquirido com recursos públicos, será transferido a outra OSCIP, que preferencialmente tenha o mesmo objeto social. É o que dispõem os incisos IV e V do artigo 4º da Lei 9.790/99.

Extinta a fundação por ilícita, impossível ou inútil a sua finalidade ou vencido o prazo de sua validade, seu patrimônio será incorporado a outra fundação com finalidade igual ou semelhante, salvo disposição em contrário em seu ato constitutivo (artigo 69 do Código Civil).

Devido à natureza convenial dos contratos de gestão e dos termos de parceria, aplicam-se subsidiariamente às OS e OSCIPs as normas do Decreto 6.170/07 e da Portaria Interministerial MP/MF/CGU nº 507, de 24 de novembro de 2011, no que se refere ao controle da utilização de recursos públicos.90

89 Artigos 43, XIV, da Portaria Interministerial MP/MF/CGU nº 507, de 24 de novembro de 2011. 90 No Acórdão 1777/2005 – Plenário/TCU a Corte de Contas decidiu que não se aplica às OSCIPs as

Os recursos e bens públicos transferidos às entidades privadas sem fins lucrativos são vinculados à realização do interesse público materializado no objeto do instrumento negocial. Juntos, em mútua colaboração, Poder Público e Terceiro Setor almejam o interesse público. Tais recursos e bens não se prestam precipuamente ao financiamento de organizações privadas: devem ser utilizados para a prestação de atividades de relevância pública por tais entidades. Em síntese: devem ser utilizados em benefício da sociedade, não em prol dos interesses próprios das entidades privadas.