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C. Terörle Mücadelede Koruyucu İşlemler

1. Terörden Korunmak İçin Güvenlik Dışındaki İşlemler

E

nquanto o então finalizado capítulo modelo - que serviria de base para que os colaboradores pudessem elaborar os capítulos da obra - recebia o tratamento formativo de um projeto gráfico que estava sendo arquitetado, cabia ao editor de conteúdo e ao organizador começar a preparar o sequenciamento didático da obra. Este sequenciamento, chamado no jargão editorial do segmento de scope and sequence, é o fio condutor que determina a presença de determinados conteúdos e o seu sequenciamento na coleção, conferindo-lhe uma coesão didática de acordo com seus princípios pedagógicos e objetivos linguísticos

e educacionais.

O scope and sequence começou a ser elaborado após a conclusão do capítulo modelo, porque só então a dupla de criadores tinha noção exata dos nomes das seções, das personalidades e atribuições dessas seções, e do tipo de atividade que deveria ser alocada em cada uma delas. Esses conceitos só foram adquiridos e formalizados durante o processo de criação do capítulo modelo. Fazer este trabalho foi algo bastante enriquecedor e que demandou mais de seis encontros presenciais, apenas para o volume 1. Pode-se dizer que este é realmente o trabalho de criação da alma do livro, pois tudo

o que nele iria se materializar precisaria estar antevisto aí.

Nesses encontros dialogados o organizador, Péricles Arruda, trazia à baila todos os seus planos pregressos, suas pesquisas anteriores acerca dos temas da obra, e o editor tentava completá-los com base em suas experiências,

De: Péricles Arruda

27 de fevereiro de 2014 10:36

Para: João Buendia

Assunto: Scope Best Seller Book 1

João,

Só para a gente comparar, aí vai o scope de gramática do Best Seller. Mais simples impossível. Mas acho que não está adequado para os tempos atuais.

Book 1:

Unit 1 – What is / What’s [...]

Unit 8 – Can – cannot/can’t Review de Wh- questions

É muito pouca coisa. Parece o “Bolsa Gramática”. O suficiente para não morrer de fome. Talvez, daí o sucesso da coleção ao longo das últimas 3 décadas.

Abs

layers

cybernetics

creation

experience

Figur a 48 - e-mail

layers

negotiation

learning

88

seção a seção, capítulo a capítulo. Cada ideia do organizador era alocada em uma seção de determinado capítulo, e o trabalho ia se fazendo em camadas. Digo em camadas porque era difícil para o editor de conteúdo e o colaborador conseguirem chegar a uma versão satisfatória de cada capítulo em uma primeira rodada de negociações, porque este é um tipo de trabalho criativo em que é necessário um posicionamento valorativo distanciado entre uma pincelada e outra, para que os conceitos se assentem, para que se possa visualizar mexidas nos conteúdos, negociar sentidos, com o objetivo de fazer com que os capítulos tenham um sequenciamento de ideias que denote coerência e coesão. Como já dito anteriormente, esta obra tem como base os eixos temático, textual e estrutural, então estes 3 pilares precisam estar concatenados de forma coesa, sendo este o objetivo do sequenciamento didático.

Sendo a questão dos gêneros textuais central à obra, o editor de conteúdo e o organizador precisavam contemplar uma gama de diferentes gêneros, procurando repeti-los com a menor frequência possível. A dupla precisava pensar, abstrata e antecipadamente, quais gêneros se adequavam mais a cada tema, para poder sugeri- los à equipe de elaboradores. Foi ainda neste momento que, nas conversas entre a dupla, ficou mais claro o peso da presença do componente gramatical na obra; pelo tom das conversas que formatavam o sequenciamento didático, observa-se que a gramática está presente em função do gênero, e não o contrário. Por isso é dada tanta

De: João Buendia

27 de fevereiro de 2014 11:59

Para: Péricles Arruda Cc: Beatriz Dumondt,

Vivian;

Re: Scope Previous Book 1

Pois é, Péricles, eu já tinha observado isso. Bolsa gramática, kkkkkkkk, adorei! Sim, estou certo de que esse é um dos elementos do sucesso. O que aumenta nosso thrill, não é mesmo? Creio que a lição que devemos tirar é que apesar de imprimirmos uma certa “sofisticação” por propor gêneros, gramática indutiva e valoriar as diferenças, devemos, como você disse ontem, pegar leve na carga estrutural. É melhor o aluno ir sendo exposto a “chunks of useful language” do que ter que estudar past perfect, passive voice and the works.

Bem, estou te enviando versão nova do scope, agora com as divisões corretas, pois são 6 spreads (mais o workbook) e tinha deixado de fora (SÓ) o XXX. Ato falho? Agora ficou com a correspondência aos spreads. Fica bem claro, creio eu. Já fiz o do capítulo 1, livro 1, baseado no realizado.

Claro que não conseguiremos chegar a esse nível de detalhe, mas creio que alguns insights podem surgir de sua leitura sobre como devemos trabalhar daqui para a frente.

Ainda estou com uma dúvida, e já copio Isaura e Vivian aqui para que elas também opinem, se desejarem: Temos um pequeno espaço sobrando ao lado do workbook onde poderíamos inserir o digital. Fazemos isso? Talvez seja um espaço muito reduzido tendo em vista a importância que parece que o digital vai ter. Por outro lado, seria interessante que os autores já tivessem bem claro que também são esperadas deles sugestões, mesmo que superficiais, de atividades digitais. E os pontos de inserção, com certeza. Colocar o digital no scope reforça essa ideia.

Abraço.

Figur

89

importância, mesmo nas seções específicas de gramática, à presença de textos de diferentes gêneros. O texto não é, em BOOK, um mero pretexto para ensinar gramática. Ele é realmente central.

Muitas vezes as rodadas de criação do scope eram permeadas por pesquisas na Internet e em bibliotecas, e desta forma alguns textos importantes da obra já foram alocados nos capítulos desde este primeiro momento, e sugeriu- se aos elaboradores para que os utilizassem em determinados lugares. Por exemplo, é possível destacar a indicação de fotogramas da sequência inicial de 2001 - A Space Odissey para o capítulo cujo tema é tecnologia, ou fotos do livro Material World de Peter Menzel para o capítulo sobre consumerismo. Diversas indicações bem específicas contribuíram bastante para a personalidade final que a obra acabou adquirindo, intencionalmente calcada nas visões de mundo compartilhadas pelo organizador e pelo editor de conteúdo. Sempre que tínham certeza de que um texto se encaixaria em determinada seção ou capítulo já o indicavam no sequenciamento de conteúdos, tentando assegurar que os elaboradores os incluiriam quando escrevessem os capítulos. Era também, de certa forma, uma tentativa de imprimir um caráter mais autoral a uma obra coletiva. Mesmo que inconscientemente.

Frequentemente, a dupla chegava a situações que os faziam refletir e reconsiderar os caminhos percorridos. Por exemplo, após vários dias trabalhando com Péricles no Scope and Sequence do livro 1, sem que o trabalho conseguisse alcançar a consistência desejada, o editor chegou à conclusão de que estavam muito dependentes dos temas sem conseguir focar nos graus de terminalidade, isto é, nos objetivos linguísticos que se pretendia alcançar. Tendo isso em vista, os dois chegaram a um consenso que não deveriam, para satisfazer a necessidade de embasar filosoficamente a obra, perder de vista quais eram os objetivos linguísticos, pois, afinal, o objetivo principal do uso do material é que o aluno aprenda inglês. Assim, imprimiram modificações para atender aos objetivos linguísticos.

ideology

research

experience

authorship

collaboration

impermanence

impermanence