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Manufatura Controle de Produção

Logística Interna Expedição Inventário

Prevenção de Perdas Rastreabilidade

Logística Agilização dos Processos de Conferência e Expedição Diminuição do Seguro

Aumento da Confiabilidade Prevenção de Perdas Rastreabilidade Centro de Distribuição Recebimento

Movimentação Separação Localização de Produtos Prevenção de Perdas Expedição Inventário Rastreabilidade de produtos Loja Recebimento Separação Localização de Produtos Expedição Planograma Merchandising

Entretenimento / Varejo Social Informação Automação de Checkout Prevenção de Perdas Inventário Ressuprimento Redução de Quebras Aumento de Vendas Autenticidade Devolução/Pós Vendas Rastreabilidade de produtos Consumidor Final Agilidade

Informação Entretenimento Redução de Filas

Melhoria na experiência de compras Garantia de autenticidade de produtos Fidelização

Quadro 118 – Uso do RFID no varejo.

O foco da primeira etapa do trabalho foi entender os processos empresariais e testar os conceitos de quais TIs e AIDC poderiam ser usadas na loja piloto. Para tanto, além dos processos empresariais, foram pesquisados os seguintes aspectos:

(1) Hardware (2) Insumos

(3) Integração dos Sistemas Legados (4) Software

(1) HARDWARE

Foram testados os principais fabricantes de hardware, homologados pela Anatel, que pudessem atender aos requisitos do sistema. Conforme já detalhado nos capítulos anteriores, RFID é a abreviação de Radio Frequency Identification ou Identificação por Radiofrequência, que possibilita a captura dos dados por meio de ondas de rádio, sem a necessidade da visada direta, como é o caso da tecnologia de código de barras.

Foram testados, no ambiente da Billabong, os seguintes fabricantes: Intermec, Motorola, Caen, Think Magic e Impinj. O selecionado foi o Impinj por ter tido a melhor perfomance de leitura, no ambiente da Billabong Alphaville.

Ficou decidido que para a área de logística, assim que a tecnología for adotada em todas as lojas, serão utilizados túneis e portais de rádiofrequência, além de impressoras que imprimem as etiquetas de preços e gravam as tags de RFID. Porém, como o foco do trabalho é a área de loja, esta parte não será detalhada.

(2) INSUMOS

Constatou-se pelo piloto que a definição do tipo de etiqueta a ser adotada em um projeto de RFID é um dos pontos mais críticos de sucesso. Para tanto, foram feitas várias reuniões com fabricantes para se definir quais seriam as mais indicadas para fazerem parte dos testes. Além das visitas, foram realizadas pesquisas em sites internacionais especializados em RFID, como o caso do RFID Journal e a Universidade de Arkansas, referências no assunto, para se conhecer o que os varejistas mundiais estão utilizando. Após as pesquisas e os diversos testes envolvendo distância de leitura, posicionamento de etiquetas, embalagem dos produtos, quantidade de produtos/embalagem e a medição da quantidade de sinal captados pelas antenas das tags, pode-se desenvolver este relatório que resume quais seriam as mais indicadas para o projeto BILLABONG.

Foram consultados os maiores fabricantes nacionais e internacionais. Dentre eles: Abnote, Alien, Avery Dennison, Invengo e UPM. Além dos fabricantes, foram realizadas reuniões com os principais convertedores do Brasil que enviaram diversas amostras e acompanharam os testes das tags, uma vez que até o momento, são pouquíssimas as iniciativas brasileiras que visam implementar o RFID no item (apesar de saber que este panorama está mudando rapidamente). São eles: RR Etiquetas, Torres Etiquetas, além dos próprios fabricantes já citados.

Vários modelos foram testados (mais de 600 tipos), em vários lotes diferentes para testar a qualidade das etiquetas e dos fornecedores. Este processo levou cerca de 8 meses para ser realizado e envolveu o desenvolvimento de planilhas e gráficos para ajudar na análise dos resultados, a um metro, dois metros e três metros. Após os testes preliminares, foram solicitadas novas amostras de produtos aos fabricantes e foram repetidos todos os testes, respeitando-se as distâncias de 1, 2 e 3 metros, até se chegar a 2 modelos com melhor performance.

Porém, na época ficou decidido que os testes deveriam ser repetidos, utilizando-se um número maior de etiquetas. Para tanto, foram destinadas algumas peças de roupas para que as etiquetas pudessem ser afixadas e armazenadas em caixas para que fossem testadas simulando o ambiente real.

Os testes foram efetuados com 82 etiquetas Modelo-1, e com 96 etiquetas Modelo-2. As etiquetas foram afixadas em roupas de diversos tipos (blusas, camisetas, calças, camisas, saias, etc..) e distribuídos em duas caixas (A e B). A primeira caixa recebeu as mesmas 42 peças de roupas em todos os testes efetuados, enquanto a segunda caixa recebeu as roupas adjacentes (40 para testes com Modelo-1 e 54 para testes com Modelo-2).

Foram efetuadas leituras em três distâncias diferentes (1, 2 e 3 metros). Cada série de leitura teve entre 49 e 54 tentativas de leitura. Este procedimento foi feito duas vezes, para cada modelo de etiqueta.

Os produtos foram lidos em sacolas, soltos e em caixas, com antenas posicionadas em diferentes alturas e locais. Os testes foram realizados com diversos leitores e vários posicionamentos de antenas, sendo colocadas no chão, no teto, nas araras, no piso, enfim testadas nas situações reais de uso em uma loja.

Cabe destacar que na CAIXA A havia uma peça de roupa com partes metálicas que acabou impactando no resultado final dos testes.

Para os itens que apresentaram poucas falhas, não foram identificados visualmente nada que pudesse prejudicar sua leitura, sendo uma possibilidade a proximidade deles com itens que apresentam detalhes prejudiciais à leitura. Outra fato que pode ser observado nos testes, foi que a combinação das duas caixas gerou um maior número de erros, o que mostra que o número de etiquetas sendo lidas simultaneamente influencia no desempenho da captura.

Referente às falhas de leitura ocorridas com o modelo de etiqueta Modelo-2, é notável como o número de falhas aumentou em relação à distância e à combinação das duas caixas. A caixa B, que apresentou um desempenho excelente em qualquer distância com o modelo de etiqueta anterior, mostrou o mesmo desempenho com o modelo Modelo-2 apenas até os 2 metros, sendo que a leitura a 3 metros apresentou 10 etiquetas com pequenas falhas de leitura (a maioria falhou apenas uma vez, sendo que outras falharam um pouco mais). Quando as duas caixas foram combinadas, o número de falhas também se elevou, o que mostra uma maior sensibilidade ao ambiente por parte do modelo Modelo-2.

O Quadro 19 ilustra os resultados gerais dos testes com as etiquetas:

TAG Quantidades Descrição Aproveitamento

MODELO-1 1 m 2 m 3 m 97.29% 95.14% 94.55% 40 CAIXA B 1 m 2 m 3 m 100.00% 100.00% 100.00% 82 CAIXA A + B 1 m 2 m 3 m 98.57% 96.34% 94.96% 82 CAIXA B + A 1 m 2 m 3 m 98.37% 97.51% 96.75% MODELO-2 42 CAIXA A 1 m 2 m 3 m 97.57% 95.29% 92.62% 54 CAIXA B 1 m 2 m 3 m 100.00% 100.00% 99.00% 96 CAIXA A + B 1 m 2 m 3 m 97.96% 96.96% 89.15% 96 CAIXA B + A 1 m 2 m 3 m 98.96% 97.22% 89.47%

Quadro 19 – Resultados dos testes de etiquetas de RFID, 1 metro, 2 metros e 3 metros. Fonte: Desenvolvido pela Autora com base no Estudo de Caso Uso do RFID no varejo.

Em vista dos testes efetuados, foi concluído que o modelo MODELO-1 apresentou um desempenho superior ao MODELO-2. Além disso, o seu desempenho é aceitável para a aplicação com ressalvas.

Particularmente, produtos que apresentam detalhes produzidos em metal, como é o caso da blusa que possuía fios brilhantes, podem interferir drasticamente no desempenho das leituras. Por exemplo, as leituras efetuadas com a CAIXA A com ambos os modelos de etiqueta, tiveram seu aproveitamento prejudicados em mais de 2% devido a este item

particular, que não foi lido. Todavia, as leituras efetuadas apenas com a CAIXA B, que não possuía itens problemáticos como este, tiveram aproveitamento excelente, chegando a registrar 100% de aproveitamento em todas as distâncias praticadas com o modelo MODELO-1. Baseando-se neste ponto, não é recomendado o uso desta etiqueta para produtos que apresentem características que possam interferir no campo de leitura das etiquetas.

Outro item que não pode deixar de ser destacado é que, apesar das falhas de leitura terem sido mínimas com a etiqueta de melhor desempenho, elas ainda sim existiram e não podem ser ignoradas. Por isso, em um ambiente de produção, é necessário que haja algum controle para privilegiar a leitura, como esteira, maior quantidade de antenas, um limitador para a quantidade de roupas, etc.. Não obstante, é válido ressaltar que em um ambiente de produção como uma loja de roupas, por exemplo, a quantidade de produtos por metro cúbico seria bem menor do que a praticada em nossos testes, fator este que já privilegia o sucesso das leituras.