1.2 MĐLLĐ MÜCADELE DÖNEMĐ .1 Mütareke’den Millî Mücadele’ye .1 Mütareke’den Millî Mücadele’ye
1.2.6 Millî Mücadele’de Ekonomik Durum
1.2.6.1 Tekalif-i Millîye
O estágio em contexto de UCIP permitiu-me uma apropriação das vivências não só da criança ou adolescente mas também a sua família, que envolvem uma hospitalização nesta unidade, associadas a uma situação crítica que necessita de uma vigilância intensa e muitas vezes tradutora de grande ansiedade, tristeza, nomeadamente stress emocional (Aldridge, 2005; Hockenberry et al., 2006) e o medo, como foco enquadrado no resumo mínimo de dados no hospital, área de assistência às crianças (OE, 2007). Neste sentido, propus como objetivos neste estágio:
− Prestar cuidados de crescente complexidade à criança e adolescente hospitalizado numa UCIP;
− Identificar as necessidades emocionais do adolescente e pais ou cuidadores em contexto de Cuidados Intensivos Pediátricos.
− Desenvolver estratégias e intervenções terapêuticas promotoras de experiências emocionais positivas no cliente, criança ou adolescente e cuidadores em contexto de Cuidados Intensivos Pediátricos;
− Sensibilizar a equipa de enfermagem para a importância do trabalho emocional em enfermagem, em ambiente de Cuidados Intensivos Pediátricos.
À semelhança dos restantes estágios, a reunião com a enfermeira orientadora permitiu discutir os objetivos e as atividades propostas, e a partir desta o diagnóstico de situação estabelecido foi elaborado o Guia Orientador de Atividades (Apêndice II). A descrição do serviço encontra-se em Apêndice I.
Ao estar desperta para os eventos emocionalmente intensos que envolvem a admissão e hospitalização de um cliente numa UCIP (Aldridge, 2005; Hockenberry
et al., 2006), o contexto e os cuidados prestados durante o estágio levaram-me a
refletir sobre os cuidados e as necessidades dos clientes, bem como a sua complexidade, nas quais o enfermeiro poderá dar um contributo na minimização do impacto da hospitalização num ambiente que tem o potencial de gerar emoções de tonalidade negativa (Aldridge, 2005; Diogo, 2012). Desta forma, os Diários de
Campo IX, X e XI (Apêndice IV), onde é analisado o desempenho do trabalho
emocional neste contexto de cuidados pediátricos, revela que os enfermeiros estão atentos às necessidades emocionais quer da criança ou adolescente, quer dos seus pais ou cuidadores. Esta consideração do cliente nos cuidados, como único (Lopes, 2001), concorre para que os clientes encontrem significado nesta experiência, para que mesmo quando existe um desequilibro na harmonia entre o corpo, mente e alma, o enfermeiro procura restabelecer o mais possível um estado de bem-estar e recuperação, inserido no conceito de healing. (Watson, 2002).
A permanência dos pais ou pessoas significativas junto da criança ou adolescente corrobora a filosofia dos cuidados centrados na família, sendo a família uma constante na vida da criança e esta como elemento único e que influencia a unidade familiar (Harrison, 2010). Na perspetiva da teórica Watson (2002), inserida no
paradigma da transformação, a reciprocidade entre estes elementos é determinante, pois são influenciados e influenciáveis. O enfermeiro encontra sentido nesta relação, ao proporcionar a inclusão da família nos cuidados à criança ou adolescente (Harrison, 2010), como também se encontra patente nos diários de campo já citados. Importa também definir a parceria de cuidados, expressa como fundamentais para o enfermeiro na relação terapêutica (OE, 2011). A parceria que o enfermeiro estabelece com o cliente e/ou seus familiares inscreve-se na evidência com parâmetros essenciais para o seu sucesso, entre eles a apresentação de uma atitude positiva e aberta à comunicação, especialmente à negociação dos cuidados entre os familiares ou mesmo com os adolescentes (Lee, 2007). Esta comunicação deve ser esclarecedora, para que possibilitar o envolvimento dos pais nos cuidados, mantendo um nível de negociação que proporcione bem-estar não só à criança e família mas à equipa que envolve os familiares nos cuidados, concorrendo para a satisfação de todos os intervenientes (Lee, 2007). Os fatores do cuidar, explicitados por Watson (2002, p.130), procuram integrar processos que “afirmam a subjetividade das pessoas e leva a mudanças positivas de bem-estar dos outros, (…) [permitindo também] que o enfermeiro beneficie e cresça”, concorrendo para que se estabeleça a harmonia e bem-estar desejados, enquadrados no processo de decisão que envolve os cuidados (Basto, 2005; OE, 2011). Esta interação com tonalidade positiva está patente nos Diários de Campo IX, X e XI (Apêndice IV), em diferentes perspetivas, bem como no Jornal de Aprendizagem IV (Apêndice V).
A temática dos cuidados centrados na família encontra expressão nos Diários de
Campo que foram elaborados (Apêndice IV), bem como no Jornal de Aprendizagem IV (Apêndice V), o qual é direcionado para uma situação que foca o
adolescente com doença crónica e os cuidados ao adolescente e sua família, hospitalizado numa UCIP, ainda que com características peculiares, na qual importa a perspetiva do cliente e sua família como únicos. A empatia emocional (Diogo 2012) que me tornou sensível às emoções dos pais e à importância também de cuidar destes, como enquadrado no conceito de cuidados centrados na família, complementa os cuidados nutridos com afeto, procurando estar sensível às necessidades dos pais (Aldridge, 2005; Diogo, 2012).
As atividades desenvolvidas neste estágio procuraram também sensibilizar a equipa para o trabalho emocional e a sua importância nos cuidados. Como já havia sido verificado, à semelhança da equipa do SU, também a dimensão emocional dos cuidados se enquadra numa prática “inconsciente ou semi-consciente” (Smith, 2012, p. 12). Por este motivo foi também desenvolvida uma Ação de Formação sobre o
trabalho emocional nos cuidados à criança e adolescente (Apêndice XIII). A
abrangência da população pediátrica fez-me sentido uma vez que a UCIP recebe crianças e adolescentes de todas as idades, desde o primeiro mês de vida. Foi utilizada a apresentação elaborada para a formação em serviço no SU, com base no estudo de Diogo (2012). Porém, a Grelha de Observação construída (Apêndice XIII) foi um instrumento que permitiu individualizar a sessão com situações observadas e experimentadas no quotidiano de cuidados. Essencialmente situações que já foram descritas em diário de campo e outras que foram contempladas no decorrer do estágio.
A aplicação do Algoritmo de Atuação sobre o Trabalho Emocional com o
Adolescente na UCIP (Apêndice XIV), enquadra-se também na utilidade deste junto
dos enfermeiros que cuidam de adolescentes, fazendo sentido a sua aplicação neste contexto, procurando promover no cliente um “controlo e auto-restabelecimento no qual um sentimento de harmonia interior é restituído, apesar das circunstâncias externas” (Watson, 2002, p. 96), como seja a hospitalização numa UCIP. A apresentação do algoritmo à equipa foi realizada durante a formação em serviço.