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Millî Mücadele’de Eğitim

1.2 MĐLLĐ MÜCADELE DÖNEMĐ .1 Mütareke’den Millî Mücadele’ye .1 Mütareke’den Millî Mücadele’ye

1.2.5 Millî Mücadele’de Eğitim

A admissão no serviço de urgência é uma experiência emocional pautada, habitualmente, por uma tonalidade negativa, na qual concorre a exposição a um “ambiente estranho e ameaçador e a experiências que podem causar medo e dor” (Hockenberry et al., 2006). Para o adolescente que recorre à urgência, a capacidade de compreender o seu organismo, e a doença como processo fisiológico (Barros, 2003), leva a que este tenha uma visão particular de uma admissão na urgência, compreendendo o motivo que o levou a esta e a importância de uma intervenção direcionada às suas necessidades. No entanto, é parte importante do enfermeiro conhecer as particularidades do adolescente, como um “ser único que as múltiplas dimensões formam uma unidade” (Lopes, 2001, p. 45). A descrição da unidade encontra-se em Apêndice I. Também a reunião com a enfermeira especialista que orientou o estágio permitiu estabelecer o diagnóstico de situação e desenvolvido o

Guia Orientador de Atividades (Apêndice II). Os objetivos estabelecidos para este

estágio foram:

− Identificar as necessidades emocionais do adolescente em contexto de SUP.

− Prestar cuidados de crescente complexidade à criança e adolescente em situação de urgência.

− Desenvolver estratégias e intervenções terapêuticas promotoras de experiências emocionais positivas no adolescente em contexto de SUP.

− Sensibilizar a equipa de enfermagem para a importância do trabalho emocional em enfermagem, em ambiente de SUP.

O ambiente de Urgência é tendencialmente agitado e com uma rapidez caraterística, onde a importância de atender às necessidades que trazem o cliente ao serviço são da maior importância. No entanto, importa não desvincular o todo que o cliente representa e como este influencia e é influenciado pelo ambiente (Lopes, 2001). Esta visão abarca a pertinência dos cuidados globais em que tive oportunidade de observar e colaborar, incluindo também a família e/ou cuidadores nos cuidados, tendo em conta a complexidade do contexto.

De facto, o enfermeiro, como elemento representado em todas as valências do SU (Apêndice I), encontra-se numa posição essencial para que as suas intervenções minimizem o impacto da experiência potencialmente intensa de tonalidade negativa para o adolescente ao ser admitido num SU. Foi elaborada uma reflexão em Jornal

de Aprendizagem III (Apêndice V) sobre uma intervenção concreta junto de uma

adolescente que se encontrava no internamento de curta duração. Esta análise fundamentada baseia-se na importância do trabalho emocional nos cuidados e na importância da expressão de emoções (Benner, 2001), ou de sentimentos positivos ou negativos (Watson, 2002), também suportando por Diogo (2012), que motiva a cliente a acreditar no seu potencial e na equipa. A gestão das emoções dos clientes concorre para que as vivências emocionais potencialmente intensas de tonalidade negativa a que o adolescente pode estar sujeito durante a hospitalização, neste caso no internamento de curta duração, sejam reduzidas, encontrando na disponibilidade, nas explicações dadas, na promoção da expressão de sentimentos, na empatia emocional, também associada à sensibilidade vigilante e ao cuidados nutridos com afeto, que lhe transmite confiança, segurança e bem-estar, e potencia o autocontrolo (Morse et al., 2006; Woodgate, 2006; Diogo, 2012).

A importância de enquadrar o trabalho emocional nos cuidados, especificamente com a população adolescente, levou-me a considerar a pertinência de desenvolver um Algoritmo de Atuação (Apêndice XIV). Este instrumento permite enquadrar a

experiência do cliente na relação de cuidados, sendo esta privilegiada como um “momento de aproximação (…) [que] oferece às duas pessoas a oportunidade de decidir como estar na relação [e] o que fazer com esse momento (…) no qual ambas as pessoas estão envolvidas” (Watson, 2002, p. 105-106). Desta forma, a par da relação terapêutica que procura ajudar o cliente e promover “o auto-controle, a escolha e a autodeterminação nas decisões de saúde/doença” (Watson, 2002, p.87), considero que o Algoritmo elaborado promoveu na prática de cuidados uma inovadora forma de cuidar dos adolescentes, ao direcionar as suas ações/interações para as reais necessidades do adolescente, conforme a apreciação do seu estado emocional, mas também traz à esfera científica uma perspetiva nova e diferente sobre o trabalho emocional na população adolescente. Por este motivo, foi elaborado um artigo científico, com o objetivo de divulgar o instrumento elaborado, na expectativa de enriquecer o panorama científico e despertar o interesse e a importância do trabalho emocional nos cuidados de enfermagem.

Importa também destacar a gestão das emoções dos clientes, como componente da dimensão emocional dos cuidados (Diogo, 2012). As vivências emocionais potencialmente intensas, poderão desencadear situações tradutoras de picos emocionais, que se poderão expressar devido à fragilidade do momento, conflitos pontuais que gera um ambiente de hostilidade (Diogo, 2012), como é descrito em

Diário de Campo VIII (Apêndice IV). Este ambiente torna-se também

emocionalmente esgotante para o enfermeiro, tornando difícil a gestão das suas emoções e as dos outros. Deste modo, procurei fortalecer a equipa de enfermagem através da sua sensibilização para a importância do trabalho emocional nos cuidados. Sou apologista do que Smith (2012, p. 12) revelou no seu estudo ao afirmar que o trabalho emocional desenvolvido “é muitas vezes inconsciente ou semi-consciente”.

Desenvolvi uma Formação em Serviço (Apêndice XIII) onde salientei a importância e desempenho do trabalho emocional nos cuidados. Mobilizei nesta formação o estudo de Diogo (2012), por apresentar uma conotação atual e direcionada para os cuidados de enfermagem à população pediátrica, encontrando neste uma forte relação com a prática de cuidados diária, na qual se inscreve muito do que

caracteriza o trabalho emocional e corrobora o estudo de Smith (2012), pela dimensão emocional inconsciente mas, no entanto, muito vincada nos cuidados. Foi desenvolvido uma Grelha de Observação (Apêndice XIII) adaptada também da evidência científica emergente do estudo de Diogo (2012), e que permitiu individualizar a formação à prática observada durante o estágio e enquadrar a equipa nos cuidados que já são familiares, valorizando a dimensão emocional dos mesmos. Importa salientar que procurei focar toda a população pediátrica, uma vez que o SUP abrange esta na sua totalidade ainda que mantendo um diapositivo exclusivamente para individualizar algumas estratégias direcionadas para ao adolescente. Não só a vertente emocional dos cuidados foi explorada, mas também a disponibilidade emocional dos enfermeiros para cuidar (Diogo, 2012), procurando reforçar a equipa para a valorização profissional dos cuidados prestados à luz do uso terapêutico das suas emoções e a forma como estas são geridas (Diogo, 2006). Foi também facultado um Dossier de Artigos (Apêndice XV), o qual inclui nove artigos que procuram focar a importância da dimensão emocional nos cuidados, bem como conceitos essenciais e estratégias que estão ligados ao trabalho emocional, despertando o leitor para o seu enquadramento nos cuidados, na promoção de uma experiência emocional positiva junto dos clientes.