• Sonuç bulunamadı

1. XVII YÜZYILIN İLK YARISINDA TÜRK MİNYATÜR SANATINDA ÖNE

2.2. Eserde Yer Alan Minyatürlerin Renk ve Kompozisyon Açısından

2.2.30 Tasvir 29 Molla Kazasker Ali Çelebi b Fenâri

O que é necessário para se definir uma cidade? Muitos autores trilharam o caminho no sentido de chegar a uma definição do que seja cidade. No entanto, para muitos é um esforço difícil de se realizar. Souza (2011, p. 24), por exemplo, afirma que “a cidade é um objeto muito complexo e, por isso mesmo muito difícil de se definir”.

Sposito (2008, p. 12) afirma, por sua vez, que “tentar explicar o que é uma cidade, no mundo contemporâneo, é tarefa que a consideração de vários elementos que se relacionam historicamente em diferentes parcelas dos territórios, com intensidades e dinâmicas específicas em cada caso”.

Entendemos que esse esforço de definir o significado de uma cidade é, certamente, uma questão que pode contemplar uma grande gama de aspectos e, ao mesmo tempo, ser uma das tarefas mais difíceis de realizar, principalmente se levarmos em consideração a complexidade do período atual. Ainda assim, apresentamos uma rápida discussão a respeito.

As cidades podem ser entendidas como um espaço de concentração, principalmente de pessoas, e um espaço voltado para o desenvolvimento de atividades ligadas ao comércio e a indústria. Essas são características presentes na maioria dos aglomerados populacionais chamados de urbanos. Trata-se de uma visão mais tradicional, que coloca a cidade em oposição ao campo, onde se desenvolvem as atividades de agricultura e pecuária.

É possível também se definir a cidade a partir da sua adjetivação como “cidade grande”, “cidade média” e “cidade pequena”. Ao se fazer referência a uma “cidade pequena”, estaríamos falando de um aglomerado que se contrapõe à “cidade grande”, enquanto que, numa posição intermediária estaria a “cidade média”. Trata-se de uma forma de classificação que abrange o aspecto relacionado ao tamanho populacional e que é variável de país para país “de acordo com sua realidade e, principalmente, a partir de seus pré-requisitos administrativos” (GONÇALVES, 2005, p. 33).

Souza (2011) questiona a existência de um tamanho mínimo para que uma cidade possa ser considerada como tal e considera que essa definição não é simples,

51 | P á g i n a visto que cada país prática critérios diferenciados. No Brasil, o Decreto-Lei nº 311, de 2 de Março de 1938, define o que é cidade. Assim, no contexto da realidade político- administrativa brasileira toda sede do município tem a categoria de cidade e lhe dá o nome (BRASIL, 2013).

Trata-se de conceito ainda utilizado como referência para os levantamentos estatísticos, ações administrativas do poder público e na busca de informações geográficas (SPOSITO, 2008). Assim, pelo critério adotado no Brasil, Natal, com mais de 800 mil habitantes e Lajes Pintadas, com 2.390 habitantes, são igualmente consideradas como cidades, independente das atividades que são exercidas por elas.

Gonçalves (2005) afirma que a adoção de critérios rígidos pode levar a uma generalização indevida, visto que “o urbano no Brasil é bastante diversificado, a exemplo do que corre no mundo” (2005, p. 34). Sendo assim, é preciso levar em consideração que, ao tomar como referência exclusivamente o critério populacional ou exclusivamente o critério político-administrativo, não se leva em consideração outros elementos que caracteriza – e diferencia – o processo de urbanização das diferentes regiões do Brasil.

A cidade é mais do que um dado quantitativo e um território político- administrativo. A cidade deve ser entendida como um espaço cuja produção e organização refletem as diversas características (sociais, econômicas, culturais e políticas), ao mesmo em que se apresenta como o espaço onde se estrutura todos os tipos de relações. Onde há a interação entre grupos sociais, criação de uma identidade cultural local, onde se multiplica conhecimento, capital, e várias outras coisas presentes no contexto social em que se encaixa cada cidade. (SILVA; GOMES; SILVA, 2009).

Trata-se de um espaço que é constantemente produzido em função dos diversos interesses dos grupos sociais, isto é, seu sentido de existência dá-se em função da dinâmica da sociedade. Carlos (2004, p. 19), afirmar que a cidade deve ser vista “enquanto construção humana, produto histórico e social, contexto no qual a cidade aparece como trabalho materializado, acumulado ao longo de uma série de gerações, a partir da relação da sociedade com a natureza”.

Uma das características do o processo de urbanização no Brasil foi o forte crescimento das áreas metropolitanas e da expansão do número e o crescimento da importância das cidades médias. Mesmo assim, não se pode deixar de considerar a grande participação das pequenas cidades no contexto da realidade urbana nacional. Esses centros urbanos apresentam características as mais diversas “ora como centros de importância local, [...] como localidades sem centralidade e cuja infraestrutura é precária, ou ainda muitas outras que surgiram possibilitadas pela legislação que rege a criação de municípios e cidades no país (SOARES; MELO, 2010, p. 236).

Os referidos autores afirmam ainda que “esses espaços não estão dissociados dos processos gerais que marcam a sociedade e representam a maior parte do que é oficialmente reconhecido como cidade no país” (SOARES; MELO, 2010, p. 237).

52 | P á g i n a As pequenas cidades apresentam dinâmicas particulares em função da realidade em que se inserem e seu estudo deve levar em consideração não apenas o seu tamanho populacional, mas, também, os processos históricos responsáveis pela sua formação, a sua inserção no contexto do sistema urbano regional, sua relação com as cidades vizinhas.

Para Gonçalves (2005) esses núcleos urbanos se constituem como uma dimensão socioespacial concreta caracterizando-se por um “aglomerado de pessoas que reflete as condições de vida da sociedade organizada, onde há uma relativa concentração de estabelecimentos e uma base institucional, apresentando, portanto, funções urbanas” (2005, p. 73).

Ainda de acordo o autor, as pequenas cidades têm sua origem ligada ao processo histórico do espaço urbano e regional e apresentam como característica “as dimensões espaciais, o número de habitantes, a pouca diversidade de funções urbanas, a dependência de um centro maior, a temporalidade lenta, a relação com a vida rural e a proximidade entre as pessoas” (GONÇALVES, 2005, p. 20).

Para Medeiros (2005, p. 26), o estudo da produção do espaço urbano das pequenas cidades “passa pela compreensão dos processos que as levaram a sua consolidação como cidades, bem como dos elementos que contribuíram para a sua configuração espacial, mediante as modificações feitas pelo homem em relação à natureza”.

Silva, Gomes e Silva (2009, p. 51), observam que a análise e a compreensão da pequena cidade devem levar em consideração “os laços de sociabilidade que são construídos ao longo da história de vida cotidiana do povo e do lugar”. Os autores afirmam ainda que “por meio da compreensão do cotidiano, podemos então chegar a uma análise crítica da sociedade que se constrói sob as bases capitalistas. E, nesse processo de construção, buscar as marcas espaciais significativas que vêm sendo deixadas” (2005, p. 51).

A partir dos elementos até aqui expostos, entendemos que a compreensão de Lajes Pintadas como pequena cidade passa pelo fato desta se constituir, não apenas, como um centro com uma população urbana de 2.390 habitantes, mas como uma realidade socioespacial que possui uma história própria, que se articula com a história do processo de produção do espaço urbano e regional e que em função de cada período teve seu conteúdo e suas funções redefinidas.