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1.3. Türk Ticaret Kanunu’nda Tasfiye

1.3.2. Anonim Şirketlerin Tasfiyesi

1.3.2.8. Tasfiye İşlemleri

A rede urbana do atual estado de Minas Gerais, no período colonial, distribuiu-se pelo imenso território do chamado “sertão” da América Portuguesa a partir de final do século XVII

com a descoberta das riquezas minerais no centro da, então, Capitania do Rio de Janeiro8

quando vão surgindo os primeiros arraiais e vilas. A antiga Vila de Nossa Senhora do Carmo, atual Mariana, elevada à cidade em 1745 (IGLÉSIAS, 1960, p.372) é o único assentamento urbano da Capitania de Minas Gerais que recebeu a categoria de cidade ao longo de todo o período de dependência portuguesa. Mesmo com a existência de diversos núcleos urbanos, até 1808, a Capitania possuía apenas quinze vilas, além da antiga Vila de Nossa Senhora do Carmo: Ouro Preto, Sabará, São João Del-Rei, Serro, Caeté, Pitangui, São José Del-Rei, Minas Novas, Itapecerica, Barbacena, Queluz, Campanha, Paracatu, São Sebastião do Paraíso e Baependi. A atual Mariana, juntamente com Vila Rica (hoje Ouro

Preto), localiza-se no centro da Capitania determinado, então,pela confluência do Ribeirão

do Carmo, Sabará e Vila Rica. Estas vilas formavam um pólo articulador dos grandes eixos

e caminhos que vinham de São Paulo e Rio de Janeiro e que seguiam para o Serro e Diamantina, para a Bahia no traçado do rio São Francisco ou para Minas Novas, na Bacia Hidrográfica do Rio Doce, assim como para Goiás e Mato Grosso estendendo-se para o norte do Brasil (MORAES, 2005, p.167 e mapa p.309).

Muito próximo de Ouro Preto e Mariana, localiza-se o município de Piranga, no sudeste do Estado de Minas Gerais, na região da Zona da Mata Mineira, com os quais limita-se e, também, com Catas Altas da Noruega, Lamim, Senhora de Oliveira, Presidente Bernardes,

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O sertão ou desertão refere-se ao interior do território brasileiro ainda não desbravado, considerado na época colonial o contraponto ao litoral onde aportaram os portugueses e fundaram as primeiras vilas e povoados. O termo é utilizado até os dias de hoje para indicar o interior de Minas Gerais.

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A Capitania, no caso de Minas Gerais, foi nomeada segundo um período determinado e de acordo com o desbravamento do território: Capitania do Rio de Janeiro (de 1693 a 1710); Capitania de São Paulo e Minas (de 1710 a 1721); Capitania de Minas Gerais (de 1721 a 1814).

Porto Firme, Guaraciaba e Diogo de Vasconcelos9. Fica perto também de Itaverava, da antiga Queluz (atual Conselheiro Lafaiete) e da serra do Itatiaia atual Ouro Branco (ver mapas abaixo: figuras 1 e 2).

Piranga aproxima-se pelas suas origens e características históricas da, então, Vila de Nossa Senhora do Carmo e de Vila Rica, pois os territórios destes municípios são adjacentes e suas ocupações são contemporâneas, remontam ao final do século XVII, resultado da busca de ouro pelos bandeirantes na época colonial. A antiga Guarapiranga recebeu toda a influência do aparato administrativo-burocrático, judiciário, fiscal e militar implantado desde as primeiras décadas do século XVIII na, então Vila Rica, e do poder religioso de Mariana, onde é instalada, em 1775, a sede do bispado (MORAES, 2005, p.301).

A atual Piranga dista da capital do Estado, Belo Horizonte, 169 km, do Rio de Janeiro, 410 km e de São Paulo, 660 km. As principais rodovias de acesso ao município são asfaltadas, enquanto que somente estradas de terra ligam os distritos, povoados, fazendas e algumas cidades vizinhas. Como o asfalto só chegou à sede de Piranga a pouco menos de dez anos, o município ficou um pouco isolado pela própria dificuldade de acesso pelas estradas de terra primitivas, fator importante para a preservação dos bens imóveis de excelente qualidade construídos no período colonial e ainda existentes.

O rio Piranga corta o município e, ao se encontrar com o ribeirão do Carmo, forma o Rio Doce que segue para o leste, atravessa o Estado do Espírito Santo e deságua no Oceano Atlântico. Desde 1809, quando John Mawe (1978, p.137) visitou a região, a importância da navegação pelo rio Doce é apontada para facilitar o escoamento da produção local formada pela grande quantidade de açúcar, algodão e a excelente madeira de exportação que formariam uma base comercial e estimulariam a agricultura. Este caminho fluvial foi no início interditado pela Coroa Portuguesa tendo em vista a existência de índios botocudos na região leste da Capitania e, principalmente, para evitar o contrabando e os descaminhos do ouro. As primeiras estradas abertas para o Espírito Santo são tardias, datam de 1816 e foram solicitadas pelo Intendente Câmara (IGLÉSIAS, 1960, p. 379). A rede de caminhos sempre foi melhor articulada com o sul, com o Rio de Janeiro e São Paulo. Hoje, o rio Piranga, o ribeirão do Carmo e o rio Doce não são totalmente navegáveis, no entanto, para estreitar as ligações entre Minas Gerais e o litoral, uma estrada segue de Conselheiro Lafaiete até Ponte Nova acompanhando o leito do rio Piranga e, depois, segue pela bacia do rio Doce, diminuindo as distâncias para quem vem do Rio de Janeiro e pretende alcançar o Espírito Santo.

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Informações disponíveis no sítio eletrônico: INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS APLICADAS (Cidades / Piranga) <http://www.iga.br/mapas/cgi/iga_000.php> Acesso: 22 de junho de 2007.

FIGURA 01: a) Detalhe do mapa de Minas Gerais com a localização de Piranga. b) Piranga e os municípios limítrofes.

Fonte: PIRANGA – MG (Mapas). Disponível em <http://piranga.com.br/>. Acesso: 17/04/2009.

FIGURA 02: Detalhe de mapa rodoviário com as estradas ligando Belo Horizonte à Piranga.

Fonte: DEPARTAMENTO DE ESTRADAS DE RODAGEM DE MINAS GERAIS –DER (Mapa rodoviário)

FIGURA 03: Mapa das Estradas da Corte e Real organizado pelo Engenheiro Demerval José Pimenta. Observa- se a ausência de Piranga que já existia e ficava muito próxima de Santa Rita de Ouro Preto.

Figura 04: Mappa da Comarca de Villa Rica, José Joaquim da Rocha.