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Tanzimat’tan Önce Osmanlı Hukuku (Klasik

2. BÖLÜM: KAPİTÜLASYONLAR ve TARİHSEL GELİŞİM

2.1. Tarihsel Gelişim

3.1.3. Tanzimat’tan Önce Osmanlı Hukuku (Klasik

No modelo proposto por Frisch (1981); Frisch & York (1983); Frisch (1995), a BL ´e parte da superbolha vizinha Loop I. De acordo com esta vis˜ao, diferentes ´epocas suces- sivas de forma¸c˜ao estelar em Sco-Cen teriam gerado diferentes frentes de choque que se expandiram assimetricamente na regi˜ao de baixa densidade entre os bra¸cos espirais da Gal´axia. Uma representa¸c˜ao destas id´eias ´e mostrada na figura 2.10.

Figura 2.10: Representa¸c˜ao esquem´atica do modelo de forma¸c˜ao da BL segundo Frisch (1995), em um corte paralelo ao Plano Gal´actico. A imagem, com raio de 500 pc, mostra trˆes frentes de choque de ´epocas sucessivas de forma¸c˜ao estelar em Sco-Cen, se expandindo assimetricamente na regi˜ao de baixa densidade entre os bra¸cos espirais. A estrutura do bra¸co espiral ´e evidenciada pelas nuvens moleculares, de acordo com o mapeamento de CO de Dame et al. (1987). O Sol se localiza na interse¸c˜ao entre as duas setas, sendo que a azul indica o sentido de movimento da nuvem local e a laranja representa o sentido do movimento do Sol. As curvas “A”, “B” e “C” representam, respectivamente: o limite mais externo da shell de Sco-Cen, que j´a teria passado pela posi¸c˜ao atual do Sol; A shell fragmentada na qual o Sol est´a atualmente imerso; A shell associada `as explos˜oes de SN mais recentes de Sco-Cen.

De acordo com de Geus (1992), o surgimento dos trˆes subgrupos de Sco-Cen est´a relacionado a trˆes diferentes ´epocas de forma¸c˜ao estelar nesta associa¸c˜ao: h´a 14 − 15 milh˜oes de anos atr´as (UCL), h´a 11 − 12 milh˜oes de anos (LCC) e h´a 4 − 5 milh˜oes de anos (US), veja a tabela 2.1. Cada uma destas ´epocas de forma¸c˜ao estelar deve ter dado origem a estrelas massivas que geraram fortes ventos estelares e consequentemente evolu´ıram para explos˜oes de SN, cujas frentes de choque expulsaram o material interestelar em suas proximidades e se expandiram no interior das cavidades formadas pelos eventos anteriores. De acordo com Frisch (1996), a expans˜ao teria sido facilitada na dire¸c˜ao do anticentro Gal´actico, onde as frentes de choque encontraram a regi˜ao de baixa densidade

entre os bra¸cos espirais da Gal´axia. Na dire¸c˜ao de rota¸c˜ao e do centro Gal´actico, no entanto, tal expans˜ao foi inibida pela presen¸ca de um ambiente interestelar mais denso (n ≈ 104 cm−3), associado `a presen¸ca de nuvens moleculares (por exemplo, a regi˜ao de

“Aquila Rift”).

A frente de choque associada `a primeira ´epoca de forma¸c˜ao estelar em Sco-Cen j´a teria passado pela posi¸c˜ao atual do Sol, dando origem `a nuvem vista a cerca de 70 pc na dire¸c˜ao de ´Orion. A segunda ´epoca de explos˜oes de SN teria expandido e reaquecido a cavidade anterior. J´a a terceira ´epoca de forma¸c˜ao estelar, associada ao subgrupo US, deu origem `a remanescente de SN na qual o Sol estaria atualmente imerso. Este cen´ario ´e consistente com o fato de que o fluxo de g´as interestelar na vizinhan¸ca solar, associado `a NIL, possui uma velocidade de 15 − 20 km s−1 vindo de uma dire¸c˜ao de l ≈ 320− 350e

b ≈ 0◦ (Cox & Helenius, 2003), ou seja, a dire¸c˜ao geral do centro de Sco-Cen. Al´em disso,

o ferro e o c´alcio da NIL s˜ao uma ordem de grandeza mais abundantes que em nuvens difusas mais distantes, sugerindo que uma forte onda de choque passou recentemente pela regi˜ao, destruindo os gr˜aos de poeira interestelar e enriquecendo o ambiente gasoso (Frisch, 1981). Frisch (1981) sugere ainda que o CNIL seriam fragmentos da shell em expans˜ao da superbolha Loop I.

Frisch (2008a,b) argumenta que seu modelo ´e consistente com a vis˜ao de Wolleben (2007), que propˆos duas shells emissoras de radia¸c˜ao s´ıncrotron (S1 e S2) centradas em diferentes pontos sobre a associa¸c˜ao Sco-Cen e com diferentes velocidades de expans˜ao, para reproduzir os dados polarim´etricos no r´adio (1,4 GHz e 23 GHz) observados na dire¸c˜ao de Loop I. De acordo com este modelo o Sol estaria de fato imerso no interior da remanescente de SN de S1 (veja a figura 2.7).

Um modelo alternativo dentro deste mesmo contexto foi proposto por Bochkarev (1987). De acordo com esta vis˜ao (figura 2.11), o sistema solar est´a pr´oximo `a borda de uma regi˜ao de baixa densidade (n ≈ 1 × 10−3− 4 × 10−3 cm−3) preenchida com g´as a

altas temperaturas (106 K), nomeada Caverna Local.

Figura 2.11: Modelo do meio interestelar local segundo Bochkarev (1987). O Sol estaria na borda do envelope da regi˜ao de baixa densidade conhecida como Caverna Local, centrada na regi˜ao de Sco-Cen. O envelope da Caverna Local seria constitu´ıdo de diversos filamentos de HI. A representa¸c˜ao simplificada acima foi extra´ıda de Kosarev et al. (1994).

A Caverna Local estaria centrada na regi˜ao da associa¸c˜ao OB Sco-Cen, envolvida por um envelope de g´as constitu´ıdo de diversos filamentos de HI (cada um com massa da ordem de 106 M

⊙). A distˆancia entre o centro da associa¸c˜ao e o envelope seria de 150 − 200 pc.

A presen¸ca da nuvem local (a protuberˆancia vista pr´oxima ao Sol na figura 2.11) separa o sistema solar do g´as quente da Caverna Local. Esta nuvem morna (T ≈ 7000 − 13000 K) e homogˆenea, de densidade nHI < 0,2 cm−3, se extende at´e distˆancias de 3 a 10 pc

do Sol, dependendo da dire¸c˜ao. Nesta vis˜ao, a bolha Loop I se expande no interior do espa¸co da Caverna Local com velocidade entre 530 e 580 km s−1, apresentando um raio

de ∼ 140 pc.

Uma dificuldade associada aos modelos que consideram a BL como um anexo da superbolha Loop I ´e explicar a existˆencia de uma parede de g´as neutro, separando a BL de Loop I (Centurion & Vladilo, 1991; Egger & Aschenbach, 1995), j´a que as primeiras ´epocas de forma¸c˜ao estelar em Sco-Cen teriam expulsado todo o material em suas proxi- midades. Mesmo assim, Frisch (1998) argumenta que n˜ao existem evidˆencias da existˆencia da suposta parede de g´as neutro, com NH ∼ 1020cm−2 entre 40 e 70 pc do Sol, na dire¸c˜ao

de Loop I. A inexistˆencia de tal estrutura de g´as neutro a distˆancias dentro desta faixa foi confirmada por Reis & Corradi (2008) na an´alise do excesso de cor ao longo de toda a regi˜ao.