NESİRLERİNDE KELİME GRUPLARI 3.1. İsim Tamlamaları
3.1.1. Belirtili İsim Tamlamaları
3.1.1.1. Tamlayan ve Tamlanan Unsuru Tek Kelime Olan Belirtili İsim Tamlamaları Tamlamaları
3.1.1.1.1. Tamlayanı ve Tamlananı İsim Olan Belirtili İsim Tamlamaları
A indústria de pneus para automóveis nos EUA é resultado da migração dos negócios das empresas estabelecidas do setor de pneus para bicicletas, que apresentou extraordinário crescimento nos últimos anos do século XIX, que depois do auge, caiu se direcionando para novos mercados. A transição se deu com algumas poucas adaptações, respeitando-se o tamanho e o peso dos automóveis. O sistema, aro mais pneu, praticamente foi o mesmo, com a adoção do aro clincher, tal qual ele funcionava para as bicicletas.
O aro clincher foi adotado pelos principais fabricantes da época, mas logo se mostrou inadequado para os automóveis. Um dos problemas enfrentados pelos primeiros proprietários de veículos era exatamente o reparo dos pneus. O processo para retirar e recolocar o pneu no aro era demorado e envolvia considerável esforço físico. O setor então passou a procurar alternativas de aros (com base no clincher) para solucionar o problema, o que é característico, na definição de Anderson e Tushman (1990), da era das evoluções incrementais ou no que ainda pode ser definido como a fase transitória do setor (UTTERBACK, 1996),
Percebendo a oportunidade, a Goodyear e a Firestone, que possuíam participações muito pequenas de mercado (no caso da Firestone nenhuma participação), desenvolveram, em 1905,
um novo tipo de pneu, o pneu straight-side que exigia um novo tipo de aro, que auxiliou os motoristas no processo de reparo, além de driblar as barreiras impostas a novos entrantes pelas patentes dos grandes fabricantes em torno do aro clincher.
Nos primeiros anos de formação da indústria, a concentração de mercado levou à criação de uma associação dos produtores de pneus clincher. A associação, controlada por quatro empresas, detinha 90% do mercado e determinava os volumes de produção e os preços que deveriam ser praticados pelas empresas. A produção era verticalizada onde aros e pneus eram fabricados de modo praticamente artesanal. Não havia a padronização entre aros e pneus de diferentes fabricantes e, por conseguinte a impossibilidade de intercambiá-los. O que de alguma forma, como foi destacado no caso, detinha o avanço de concorrentes.
Não há relatos evidentes na literatura sobre a relação dos fabricantes de pneus com seus fornecedores (principalmente os de borracha). Nos primeiros anos, na fase da borracha natural, havia uma forte dependência dos preços da commodity, o que mais tarde seria minimizado com a compra de plantações de seringueira pelos grandes produtores. Do ponto de vista da demanda, dois mercados e consequentemente dois tipos de clientes podem ser encontrados neste setor: as montadoras e os proprietários de veículos, que respondiam pelo lucrativo mercado de reposição. Nesta época, ambos ainda incipientes.
O novo pneu e aro straight-side, lançados em 1905 pela Goodyear e pela Firestone, marcam a primeira transição tecnológica do setor que alterou a estrutura da indústria. Ambas as companhias experimentarem vigoroso crescimento e a conquista de expressivas participações de mercado com sua inovação, alavancada pelo exponencial crescimento do setor nas primeiras três décadas do século XX. A Goodyear, por exemplo, viu sua participação de mercado saltar de 3% em 1903 para 21% em 1916 e o número de funcionários quer era de 1.815 em 1906 chegar a 12.318 em 1916 (FRENCH, 1991).
A transição, entretanto, não foi simples. Os aros clincher eram muito populares, equipavam os veículos mais vendidos da época. Mesmo com as vantagens introduzidas pelo pneu e aro straight-side, o novo aro levou cerca de 20 anos para superar em vendas o aro clincher. Junto com o lançamento do pneu straight-side, a Goodyear e a Firestone lançaram um aro híbrido com o nome de aro universal, que poderia ser ajustado para o uso de pneus do tipo clincher ou do tipo straight-side. Especula-se que este aro pode ter ajudado na transição do pneu clincher
para o novo straight-side, dado que o consumidor, ao adquiri-lo, mantinha a opção entre um pneu ou o outro, demonstrando que os aspectos sociais, além dos técnicos, eram importantes para o lançamento e sucesso do novo produto (UTTERBACK, 1996). Dando ao consumidor do pneu clincher uma opção de escolha, uma transição gradativa que poderia reduzir o custo de mudança.
Dado este cenário, não se confirma a primeira proposição (P1), pois Goodyear, tão pouco Firestone, haviam constituído uma base de relacionamentos com fornecedores e clientes em torno de sua influência na cadeia de suprimentos. Sua posição de mercado, pelo contrário, poderia sugerir a inexistência de poder no momento do desenvolvimento do aro universal, dado as inexpressivas participações em um setor amplamente concentrado e dominado por uma associação de produtores do aro clincher.
Do mesmo modo, a segunda proposição (P2) também não pode ser confirmada. A introdução do produto híbrido (aro universal) não se deu no momento da produção em escala, que viria a ocorrer alguns anos depois com o acelerado crescimento do setor, pois nos primeiros anos da indústria o processo de produção não era muito desenvolvido, praticamente artesanal (O’REILLY, 1983). Tão pouco pode ser caracterizado como resultado de uma estratégia defensiva, pois de fato não havia no mercado uma inovação como a proposta pela Goodyear e Firestone a ser seguida, dado que o mercado regulado por uma associação desejava manter o aro clincher com a introdução de melhorias (inovações incrementais) em torno deste. Com isso, a estratégia de ambas, deve ser vista como ofensiva por lançar um produto inovador para fugir às barreiras impostas pelas patentes da associação (FREEMAN; SOETE, 2008),
O exame da terceira proposição (P3) também leva a uma conclusão negativa, pois tanto Goodyear quanto Firestone não eram empresas de grande porte quando do lançamento do aro híbrido. Ambas eram empresas jovens e com pequenas participações de mercado. A Firestone havia sido fundada cinco anos antes e não atuava no mercado de pneus e aros clincher. A Goodyear, fundada em 1898, contava com menos de 2% deste mercado.
Estas constatações também corroboram para que a quarta proposição (P4) também não possa ser confirmada. O contexto do desenvolvimento do aro híbrido (1905), no início da formação da indústria, sugere que ativos complementares ainda não haviam sido desenvolvidos, concentrando-se na utilização de patentes para impedir o avanço de novas empresas no setor de
pneu clincher. Da mesma maneira, não se pode concluir sobre a consolidação de competências tecnológicas e de mercado nesta fase. Soma-se a isso o fato que a inovação introduzida pelo pneu straight side era radical (pois gerou descontinuidades que alteraram não só positivamente o tempo de troca de pneus, mas mudaram o panorama do setor de pneus nos EUA) e geravam incertezas quanto a sua adoção, principalmente pelas montadoras. O aro universal então foi desenvolvido para ajudar na transição e facilitar a adoção do novo pneu straight-side.
Com isto, tem-se o resumo do contexto do desenvolvimento e lançamento do aro híbrido frente as proposições levantadas por esta pesquisa (Quadro 6).
Quadro 6 - Resumo da análise do aro universal
Contexto Proposição Consistência
1. Híbrido desenvolvido:
• por empresas praticamente novatas no setor.
• por empresas sem poder na cadeia de suprimentos (pequeno porte e sem grande participação de mercado).
• quando o setor atravessava um período de evoluções incrementais ou a fase transitória.
2. A magnitude da inovação introduzida (pneu e aro straight-side) foi radical. 3. As empresas que lançaram o aro híbrido
foram as mesmas que lançaram a inovação radical.
4. Setor concentrado.
5. Produção industrial, mas ainda não em grande escala.
6. Setor ainda em formação, não havia claro quais as competências e ativos complementares necessários para competir.
P1 Não é consistente. As empresas que desenvolveram o híbrido não tinham participação expressiva de mercado.
P2 Não é consistente. As empresas ainda não se caracterizavam por serem intensivas em escala. O lançamento do aro universal para impulsionar a venda do pneu straight side se caracteriza como uma estratégia ofensiva.
P3 Não é consistente. Tanto Goodyear quanto Firestone não eram consideradas grandes quando comparadas as empresas rivais.
P4 Não é consistente. No início da formação da indústria não estão claros/consolidados as
competências e ativos complementares necessários para competir e como a empresa responsável por introduzir a inovação radical, a Goodyear não tinha interesse de preservá-los. O aro universal não foi desenvolvido para explorar uma tecnologia, competências e/ou ativos complementares e sim para promover a adoção do novo pneu straight- side.