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Sıfat Unsuru Sıfat Tamlaması Olan Sıfat Tamlamaları

NESİRLERİNDE KELİME GRUPLARI 3.1. İsim Tamlamaları

3.2.3. Sıfat veya İsim Unsuru Kelime Grubu Olan Sıfat Tamlamaları

3.2.3.1. Sıfat Unsuru Kelime Grubu Olan Sıfat Tamlamaları

3.2.3.1.2. Sıfat Unsuru Sıfat Tamlaması Olan Sıfat Tamlamaları

Na fase que antecede o desenvolvimento do sistema bicombustível, as três empresas estudadas apresentaram trajetórias distintas quanto à constituição de sua infraestrutura. A Bosch começou um pouco antes das demais (meados dos anos 1980), se estruturando a partir da ajuda de engenheiros da matriz, que vieram trabalhar no Brasil e trouxeram o know-how em injeção eletrônica que havia sido desenvolvida pela empresa na Europa e EUA. Junto com isso, a empresa construiu e inaugurou laboratórios e contratou engenheiros que posteriormente seriam enviados à Alemanha para treinamento.

No início da década de 1990 foi a vez da Magneti Marelli (MM), ligada a Fiat, fazer seus primeiros movimentos. Com a aquisição mundial dos tradicionais fabricantes de carburadores Solex e Weber e de uma empresa que desenvolvia sistemas aplicados a motores, a ABC

Autronica, todos com filiais no Brasil, a empresa formou seu time de P&D. Embora a MM também contasse com o apoio e a experiência de desenvolvimentos na Europa, inclusive técnicos vieram trabalhar no Brasil, o período que antecede o desenvolvimento do seu sistema

flex pode ter sido conturbado, devido aos processos de fusões e aquisições, que

reconhecidamente, são difíceis de serem gerenciados.

Já Delphi se organizava a partir da General Motors (GM), de quem era uma divisão de negócios. Sofria, com isso, da dependência da montadora e com a centralização da matriz americana, além da falta de uma estrutura para pesquisa e desenvolvimento (P&D) no Brasil. Em 1999, porém a empresa se desvinculou da GM e inaugurou seu centro tecnológico para apoiar suas atividades de DNP.

Embora a formação da infraestrutura, mesmo construído de maneira diversa, tenha alcançado seu objetivo de suporte a P&D, o caso da Bosch é mais significativo para ilustrar a formação de mão de obra qualificada. Tanto MM quanto Delphi optaram pela contratação de pessoal mais experiente do mercado. A MM, por meio da aquisição de empresas e a Delphi, recrutando dos concorrentes. Inversamente, a Bosch apostou em profissionais mais jovens e com pouca ou nenhuma experiência prévia. Embora mais demorada e custosa, pois a escolha implicou em grandes investimentos em treinamentos, viagens e estadias na matriz (onde os técnicos ficavam de 1 a 3 anos), a estratégia revelou-se acertada a longo prazo, pois mesmo perdendo pessoal para a concorrência, seu quadro é renovado com qualidade.

A ideia de um veículo bicombustível dentro das empresas pesquisadas ocorreu em momentos distintos, porém embutia os mesmos conceitos técnicos: o carro a álcool, a injeção eletrônica e a então emergente tecnologia americana para os flexfuel vehicles (FFV), esse último, com menor evidência na MM. Além dos conceitos técnicos serem os mesmos, as ideias emergiram a partir de sinalizações negativas do mercado com relação ao álcool combustível.

A Delphi e a MM revelaram a disposição para o desenvolvimento da tecnologia flex no final dos anos 1990. A MM após perder um contrato na Volkswagen (VW) para sistemas aplicados em veículos a álcool e a Delphi ao perceber o potencial do álcool com o projeto de lei conhecido como “frota verde”. A Bosch visualizou a possibilidade muito antes dos demais, em 1992, após perder um contrato na Autolatina, também envolvendo soluções com motores álcool. Todos, de uma forma ou de outra, foram influenciados pelos FFV lançados no

mercado americano. Bosch e Delphi, principalmente, pois tiveram suas matrizes envolvidas com o desenvolvimento de soluções para estes veículos. Deste modo, em todas as empresas observou-se a conversão de fatos do mercado brasileiro e americano (conhecimento explícito) em insights incorporados pelos membros das equipes de projetos (conhecimento tácito), como o que ocorreu na Bosch:

Reforçou o conceito, a crise de abastecimento do álcool e as dificuldades enfrentadas por consumidores de veículos movidos com o combustível, sendo marcante a reportagem de um taxista, revoltado pela falta de combustível, que em protesto, incendiou seu carro em frente ao congresso nacional em Brasília (BOSCH).

Embora a discussão sobre o início do processo, das primeiras ideias à concepção do projeto, seja relevante, não há como aprofundá-lo. O tema é tratado com muita reserva por todas as empresas pesquisadas que fazem questão de afirmar que de algum modo são inovadores e pioneiros na concepção da ideia. Nenhuma admite, por exemplo, a influência que um paper divulgado ou uma patente requisitada pelo concorrente tenha em seu projeto. Duas questões, porém merecem atenção na análise do pré-desenvolvimento: o modo como as empresas justificam a viabilidade técnica e comercial do projeto. Esta análise é o primeiro passo indicativo para entender como cada uma das empresas desenvolveu seu aprendizado neste projeto.

Os produtos tecnicamente nascem por meio da superação de problemas, em outras palavras, barreiras tecnológicas devem ser vencidas. Com o sistema bicombustível a dificuldade inicial era a viabilidade de se misturar o álcool hidratado, anidro e gasolina. A Bosch, a primeira a se deparar com o problema, foi buscar a resposta na pesquisa e estudos sobre a miscibilidade destes combustíveis:

A mistura de álcool etílico hidratado (4% de água), álcool anidro e gasolina era, entretanto, desacreditada, mas a partir de um estudo publicado pelo físico, matemático e químico Josiah W. Gibbs, a equipe da Bosch mostrou a viabilidade da mistura, graças à miscibilidade de álcool etílico, gasolina e água em temperaturas superiores a -12°C (BOSCH).

A Delphi absorveu este know how com a contratação de ex-funcionários dos concorrentes, mas destaca que a ideia também teve respaldo na literatura técnica:

Neste sentido, foi consultada a norma da American Society for Testing and Material (ASTM D 6422-99) – Standard Test Method for Water Tolerance (Phase Separation) of Gasoline-Alcohol

Blends – que apresenta um diagrama ternário de Gibbs para misturas gasolina, água e etanol

A MM não frisou a pesquisa teórica para justificar a mistura dos combustíveis, preferiu reforçar seu lado prático para a resolução de problemas que passou pelo teste de diferentes misturas para verificar a viabilidade da ideia, embora uma norma e um artigo técnico já a demonstrasse (BORTOLOZZO et al., 1993):

A solução foi testar diversas quantidades até se encontrar a ideal. A mesma metodologia foi empregada para verificar a viabilidade técnica da mistura álcool (hidratado e anidro) e gasolina que foi obtido pela análise empírica promovida nos protótipos (improvisados) construídos, além dos testes conduzidos com um motor no dinamômetro de bancada (MM).

O quadro abaixo resume os principais pontos do projeto na fase de pré-desenvolvimento.

Quadro 12 - Resumo comparativo da fase de pré-desenvolvimento Pré-Desenvolvimento

Pontos de análise Bosch Magneti Marelli Delphi

Antecedentes Laboratórios (combustíveis, eletrônicos e materiais) construídos em 1983 com engenheiros da Alemanha com conhecimento em sistemas de injeção

Compra da Weber, Solex e ABC Autronica (final dos anos 1980, início dos anos 1990). Empresa independente da GM em 1999. Centro Tecnológico inaugurado em 1999. Nova estrutura multifuncional montada em 2001.

Formação da mão de obra Contratação de engenheiros recém formados e intensivo programa de treinamento na matriz

Absorção de pessoal experiente das empresas adquiridas

Contratação de pessoal experiente das empresas concorrentes

Como surgiu a ideia do desenvolvimento

1. Perda do projeto para Autolatina. 2. Percepção para a solução do problema de abastecimento de álcool (taxista na frente do congresso). 3. Solução flex desenvolvida pela matriz para mercado americano. 4. Início em 1992. 1. Percepção do potencial da tecnologia flex a partir do desenvolvimento do concorrente (Ômega 1994 da Bosch no seminário do IPT em 2000). 2. Perda de um contrato para equipar veículos a álcool da VW. 3. Início em 1999.

1. Percepção do potencial da tecnologia flex com a possibilidade da retomada da produção do carro a álcool (Projeto Frota Verde). 2. Solução flex desenvolvida pelo concorrente(Ômega 1994 da Bosch no seminário do IPT em 2000). 3. Solução flex desenvolvida pela matriz para mercado americano.

4. Início: ideia em 1998 e 1999/projeto 2000. Viabilidade técnica Estudo (trabalho de

Josiah W. Gibbs) e testes em laboratório próprio sobre miscibilidade do álcool hidratado, anidro e gasolina

(BORTOLOZZO et al.,

Testes em carros

particulares. Conhecimento importado por ex-funcionários da Bosch e MM.

Consulta à norma da

American Society for Testing and Material

1993). Standard Test Method for Water Tolerance (Phase Separation) of Gasoline- Alcohol Blends

Viabilidade comercial Não havia preocupação a priori. Projeto

Plataforma.

Após convencimento da VW projeto foi aprovado oficialmente, mas projeto já estava em andamento.

Após solicitação da GM projeto foi aprovado oficialmente, mas projeto já estava em andamento.