NESİRLERİNDE KELİME GRUPLARI 3.1. İsim Tamlamaları
3.2.3. Sıfat veya İsim Unsuru Kelime Grubu Olan Sıfat Tamlamaları
3.2.3.1. Sıfat Unsuru Kelime Grubu Olan Sıfat Tamlamaları
3.2.3.1.3. Sıfat Unsuru Sıfat-Fiil Grubu Olan Sıfat Tamlamaları
Dentre os processos de conversão do conhecimento propostas por Nonaka e Takeuchi (2008), a internalização e a socialização apareceram com maior intensidade nesta fase do projeto. Esta pesquisa não obteve dados que sustentassem a evidência dos processos de externalização e combinação no pré-desenvolvimento.
Na Bosch, os engenheiros nessa etapa do processo de desenvolvimento se prepararam estudando, analisando, observando, em outras palavras, acumulando conhecimento para a elaboração do conceito do produto e a comprovação de sua viabilidade técnica e comercial. Parte do know how técnico da companhia que envolvia a injeção eletrônica, havia sido internalizado como conhecimento tácito pelos engenheiros, que posteriormente o utilizariam no projeto flex fuel (SCHULZE; HOEGL, 2008):
[...] somada à adição de 22% de álcool anidro na gasolina brasileira (E22) que forçou os fornecedores de sistemas de injeção a desenvolverem soluções para melhorar o desempenho do motor, com a utilização de sensores, foram os motivadores para a ideia de um veículo capaz de rodar com gasolina e álcool. (BOSCH).
Outra característica marcante do processo de internalização é a incorporação de conhecimento por meio de simulações ou experimentos (NONAKA; TOYAMA; KONNO, 2000), como foi demonstrado anteriormente na MM na questão da miscibilidade dos combustíveis. A empresa manteve o foco nos testes empíricos em detrimento dos estudos teóricos.
Na fase inicial, algum material de referência foi consultado, mas havia muito pouco a ser pesquisado na literatura sobre o tema (MM).
Pela internalização é possível também captar os inputs do mercado e imaginar os produtos em uso e como eles poderão ser vistos pelos consumidores (SCHULZE; HOEGL, 2008). Foi o caso, por exemplo, da Delphi ao visualizar um produto melhor que o carro a álcool:
A ideia para um veículo flex fuel surgiu por volta de 1998 com a notícia sobre o renascimento do Proálcool por meio da criação de uma lei Federal (Lei n° 9660 de 16 de junho de 1998) que criava o que foi denominado como “Frota Verde” (DELPHI).
A socialização é o outro modo de conversão de destaque nesta fase. Ele é suportado na MM a partir da concepção da ideia de um sistema bicombustível que passou por um estágio de compartilhamento de experiências e expectativas entre os membros da organização (NONAKA; TAKEUCHI, 2008):
O Pedro desenvolvia sistemas e havia trabalhado no desenvolvimento da ECU e o Bucci conhecia a aplicação, principalmente calibração. Eles começaram a imaginar o sistema, pois não sabiam se ele seria capaz de reconhecer o combustível utilizado e como iria funcionar (MM).
Na Bosch, as referências não são tão evidentes, mas suportam a tese que a socialização é empregada para a diluição de conhecimentos incorporados (tácitos) entre os engenheiros do projeto devido ao contato próximo e a troca constante de informações (SILVA, 2002) em um projeto anterior ao flex:
O pequeno grupo de engenheiros, que trabalhava no projeto para a Autolatina, recebeu a notícia que a Ford havia optado pela utilização de um fornecedor americano para o desenvolvimento da solução que estava sendo oferecida. Uma parte desta equipe original (oito engenheiros) passou a se dedicar então ao projeto do sistema flex fuel, após o convencimento da diretoria que o álcool ainda poderia ser uma opção interessante de combustível em um futuro próximo (BOSCH).
A ideia do flex fuel nasceu nos níveis intermediários da organização, sendo importante a socialização como instrumento para gerar conhecimento na organização e para conquistar, inclusive, a aprovação da matriz:
O sucesso do projeto passou pelo convencimento da matriz americana, que até aquele momento era o único centro que desenvolvida novas tecnologias, mostrando a viabilidade de desenvolver o projeto no Brasil. O processo de convencimento envolveu pessoas experientes que trabalhavam no Brasil e que tinham respeito junto à direção da companhia (DELPHI).
Os quadros abaixo resumem as referências na transformação do conhecimento nesta fase de pré-desenvolvimento. Os números ao final das frases remetem a referências encontradas na literatura apresentadas no apêndice 4.
Quadro 13- Transformações do conhecimento na fase de pré-desenvolvimento na Bosch Transformação do conhecimento
Socialização
(tácito-tácito) (tácito-explícito) Externalização (explícito-explícito) Combinação (explícito-tácito) Internalização
Transformação do conhecimento Socialização
(tácito-tácito) (tácito-explícito) Externalização (explícito-explícito) Combinação (explícito-tácito) Internalização engenheiros, que
trabalhava no projeto para a Autolatina, recebeu a notícia que a Ford havia optado pela utilização de um fornecedor americano para o desenvolvimento da solução que estava sendo oferecida. Uma parte desta equipe original (oito engenheiros) passou a se dedicar então ao projeto do sistema flex fuel, após o convencimento da diretoria que o álcool ainda poderia ser uma opção interessante de combustível em um futuro próximo. 1,2
P&D brasileira teve acesso a um projeto desenvolvido pela Bosch alemã para a BMW, que consistia em um veículo
flex fuel voltado para o
mercado americano. O motor era equipado com uma electronic control
unit (ECU) que estava ligada a um sensor capacitivo, capaz de informar qual a mistura de combustível utilizada (entre gasolina e metanol) para a correta regulagem do motor. 16
Essa experiência, somada à adição de 22% de álcool anidro na gasolina brasileira (E22) que forçou os fornecedores de sistemas de injeção a desenvolverem soluções para melhorar o desempenho do motor, via utilização de sensores, foram os motivadores para a ideia de um veículo capaz de rodar com gasolina e álcool. 16
Reforçou o conceito, a crise de abastecimento do álcool e as dificuldades enfrentadas por consumidores de veículos movidos com o combustível, sendo marcante a reportagem de um taxista, revoltado pela falta de combustível, que em protesto, incendiou seu carro em frente ao congresso nacional em Brasília. 16
A mistura de álcool etílico hidratado (4% de água), álcool anidro e gasolina era, entretanto, desacreditada, mas a partir de um estudo publicado pelo físico, matemático e químico Josiah W. Gibbs, a equipe
Transformação do conhecimento Socialização
(tácito-tácito) (tácito-explícito) Externalização (explícito-explícito) Combinação (explícito-tácito) Internalização da Bosch mostrou a viabilidade da mistura, graças à miscibilidade de álcool etílico, gasolina e água em temperaturas superiores a -12°C. 16
Quadro 14 - Transformações do conhecimento na fase de pré-desenvolvimento na Magneti Marelli Transformação do conhecimento Socialização (tácito-tácito) Externalização (tácito-explícito) Combinação (explícito-explícito) Internalização (explícito-tácito) Ele conseguiu vender a
ideia para Vagner Gavioli, que era responsável pela área de software e hardware, apesar de resistências internas à ideia. 2 O Pedro desenvolvia sistemas e havia trabalhado no desenvolvimento da ECU e o Bucci conhecia a aplicação, principalmente calibração. Eles começaram a imaginar o sistema, pois não sabiam se ele seria capaz de reconhecer o combustível utilizado e como iria funcionar. 1
Em 1998, após a perda de um contrato para equipar veículos a álcool da VW, parte dos sessenta profissionais da equipe de desenvolvimento teve duas importantes percepções. Primeiro, enxergou uma oportunidade para o desenvolvimento de um novo produto que pudesse ser independente do combustível utilizado no veículo, uma vez que o álcool já não era mais interessante, mas poderia voltar a ser.16
Na ocasião, Fernando Damasceno, ex- engenheiro da VW e na MM há aproximadamente cinco anos enxergou a solução de um modo diferente. Ao invés de fazer o reconhecimento do combustível utilizando o sensor capacitivo (caro e ineficiente para as condições brasileiras), resolveu empregar apenas o sensor de oxigênio (sonda lambda) para identificar, após a queima, a nova composição de combustível que alimenta o veículo, com apoio de mudanças significativas no
software. 16
Na fase inicial, algum material de referência foi consultado, mas havia muito pouco a ser pesquisado na literatura
Transformação do conhecimento Socialização
(tácito-tácito) (tácito-explícito) Externalização (explícito-explícito) Combinação (explícito-tácito) Internalização sobre o tema. 16
A solução foi testar diversas quantidades até se encontrar a ideal. A mesma metodologia foi empregada para verificar a viabilidade técnica da mistura álcool (hidratado e anidro) e gasolina que foi obtido pela análise empírica promovida nos protótipos (improvisados) construídos, além dos testes conduzidos com um motor no dinamômetro de bancada. 15
Quadro 15 - Transformações do conhecimento na fase de pré-desenvolvimento na Delphi Transformação do conhecimento Socialização (tácito-tácito) Externalização (tácito-explícito) Combinação (explícito-explícito) Internalização (explícito-tácito) O sucesso do projeto passou pelo convencimento da matriz americana, que até aquele momento era o único centro que desenvolvida novas tecnologias, mostrando a viabilidade de desenvolver o projeto no Brasil. O processo de convencimento envolveu pessoas experientes que trabalhavam no Brasil e que tinham respeito junto à direção da companhia. 1
A ideia para um veículo
flex fuel surgiu por volta de 1998, com a notícia sobre o renascimento do Proálcool por meio da criação de uma lei Federal (Lei n° 9660 de 16 de junho de 1998) instituindo a denominada “Frota Verde”. 16
Neste sentido, foi consultada a norma da
American Society for Testing and Material
(ASTM D 6422-99) –
Standard Test Method for Water Tolerance (Phase Separation) of Gasoline- Alcohol Blends – que
apresenta um diagrama ternário de Gibbs para misturas gasolina, água e etanol. 16
Com relação à injeção, percebeu-se que ela guardava uma memória de variação do combustível de 10% a 20%. Imaginou-se se o sistema não poderia ser ajustado para suportar variações maiores, na
Transformação do conhecimento Socialização
(tácito-tácito) (tácito-explícito) Externalização (explícito-explícito) Combinação (explícito-tácito) Internalização ordem de 80%, por exemplo. Houve um período em que se
desenvolveu um sistema de injeção que continha mecanismos de memória e ajuste para trabalhar com variações significativas, ou seja, mudanças na
composição do combustível do Brasil (E10, E20, E22 e adulterações), além do conhecimento de injeção para o E100 (desde 1986). A ideia de um carro bicombustível foi
praticamente uma extensão desse conceito. 13