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Tamlayanı Kelime Grubu Olan Belirtisiz İsim Tamlamaları

NESİRLERİNDE KELİME GRUPLARI 3.1. İsim Tamlamaları

3.1.2. Belirtisiz İsim Tamlamaları

3.1.2.3. Tamlayanı veya Tamlananı Kelime Grubu Olan Belirtisiz İsim Tamlamaları Tamlamaları

3.1.2.3.1. Tamlayanı Kelime Grubu Olan Belirtisiz İsim Tamlamaları

A primeira grande transição do setor ocorreu entre o final dos anos 1880 e início dos anos 1890. Até aquele momento, o setor utilizava as chapas de vidro nas máquinas fotográficas e uma empresa recém estabelecida no setor, a Eastman Dry Plate Company (mais tarde conhecida por Kodak), introduziu uma inovação baseada no filme fotográfico promovendo uma descontinuidade tecnológica que mudaria definitivamente a estrutura do setor. Anos antes, a tecnologia de chapas secas havia substituído as chapas de vidro úmidas atraindo uma série de novas empresas para o setor, entre elas a própria Eastman. A produção de chapas secas atingiu escala industrial levando a se tornar um negócio de commodity (UTTERBACK, 1996). A Eastman, por exemplo, havia projetado um processo de produção exclusivamente voltado para esta nova tecnologia e o patenteou. Os concorrentes seguiram se aperfeiçoando e os preços das chapas declinaram, iniciando um movimento que deixaria a fotografia, antes restrita aos círculos profissionais, interessante para alguns amadores que a utilizariam como hobby.

A indústria americana, que começou a se formar em 1839, atendia a uma restrita parcela da população, pois a fotografia necessitava um considerável investimento e conhecimento sobre o processo químico que envolvia a preparação das chapas e de sua revelação. Mesmo ainda pequeno, o setor já contava com uma cadeia de suprimentos formada em torno dos fabricantes de chapas e de câmeras, incluindo os fornecedores de insumos para a indústria e lojas de suprimentos para os fotógrafos da época. Muitas indústrias integravam a produção de chapas e de câmeras (JENKINS, 1987).

Embora as chapas de vidro secas tenham iniciado a popularização da fotografia, a explosão do consumo só viria acontecer com a introdução do filme fotográfico. George Eastman notou que as chapas de vidro ainda eram inconvenientemente pesadas, quebradiças e exigiam câmeras igualmente grandes e pesadas. Eastman introduziu o filme fotográfico (inicialmente em papel) e sua câmera Kodak facilitando a experiência do consumidor com a fotografia, o que atraiu, em grande escala, o fotógrafo amador. Algumas empresas seguiram este desenvolvimento e o inovações ao sistema original foram apresentadas ao emergente mercado por concorrentes como Blair Tourograph and Dry Plate Company, o que caracteriza esta fase da indústria como a fase fluida (UTTERBACK, 1996) ou era da efervescência (ANDERSON; TUSHMAN, 1990).

Logo após introduzir a inovação do filme fotográfico, que levaria sua empresa à liderança do mercado, George Eastman passou a lançar máquinas fotográficas híbridas (os modelos Pocket, Cartridge e Folding) que poderiam utilizar o filme fotográfico ou a chapa de vidro. As chapas de vidro resistiam à nova tecnologia do filme com base em algumas inovações incrementais fazendo com que o número de empresas que apostava nas chapas de vidro crescesse no final dos anos 1890. Estas câmeras híbridas atendiam as necessidades de clientes nos dois mercados que a Eastman atuava, pois embora tenha lançado os filmes fotográficos, a empresa não abandonou sua posição na indústria de chapas de vidro.

Com base no caso, pode se aceitar a primeira proposição (P1) dado que no lançamento das câmeras hibridas, a Eastman Dry Company detinha grande reputação de mercado de chapas secas (JENKINS, 1987), sendo uma empresa representativa neste setor e com influência nos canais de distribuição, mesmo com um pequeno percentual do mercado. A liderança era compartilhada por outras empresas, que diferentemente da Eastman, se dedicavam exclusivamente a produzir chapas de vidro. A Eastman e em menor grau, a Cramer (um outro

importante concorrente da época), buscavam uma estratégia diferente, pautada na diversificação de sua linha de produtos, incluindo além das chapas, câmeras e papéis para os mercados profissional e amador, o que conferia à empresa no final dos anos 1890, aproximadamente, 29% do mercado fotográfico americano (JENKINS, 1987).

O segmento de chapas de vidro era uma indústria já dependente de escala, tanto de produção quanto de distribuição, o que reduziu as chapas a uma commodity. Muito bem posicionadas, as empresas de chapas de vidro resistiam às pressões impostas pela inovação introduzida pelo filme fotográfico, o que resultou em uma expansão do setor. Desse modo, sugere-se que as câmeras híbridas seriam mais uma das ferramentas utilizadas pela Eastman Kodak no esforço de promover o filme fotográfico.

Como havia ocorrido anos antes, na tentativa de introduzir seu filme fotográfico para o público profissional, no início de 1887, a empresa lançou uma câmera adaptada para o uso de filme e chapas de vidro (JENKINS, 1987). Agora posicionada para o mercado amador, a nova tecnologia teria na câmera híbrida uma aliada para uma transição “mais suave”, uma espécie de “ponte” que permitisse ao consumidor, que ainda utilizava a chapa de vidro, pudesse experimentar as vantagens divulgadas pela empresa no uso do filme. Em outras palavras, nesta interpretação George Eastman produziu suas câmeras híbridas para vencer a resistência dos consumidores quanto a novidade introduzida pelo filme fotográfico contemplando uma estratégia ofensiva com a aposta no filme, mas não abandonando ainda a tecnologia existente, da chapa de vidro até que as dúvidas e incertezas sobre o uso e aceitação do filme estivessem em patamares bem menores. Desse modo, dado que se caracterizam estratégias ofensivas e defensivas, se confirma a segunda proposição (P2).

A terceira proposição (P3) também poder ser confirmada. Quando lançou seu produto híbrido em meados dos anos 1890, a Kodak era uma empresa representativa no mercado, com atuação nacional e considerada de grande porte. A introdução do filme fotográfico em 1889 impulsionou o crescimento da empresa que na primeira década do século XX já dominava mais de 40% do mercado norte-americano.

Como aventado na P3, as câmeras híbridas da Kodak dos anos 1890 parecem atender a dois propósitos. Um relacionado à resistência das chapas de vidro que levavam incerteza ao mercado e aos rumos da tecnologia. O outro, a manutenção da coerência com a estratégia de

diversificação e de inovação que a empresa introduziu anos antes. Desse modo, no primeiro caso o híbrido se beneficiou das competências técnicas e os ativos complementares que a empresa desenvolveu para continuar a competir com as câmeras de chapas de vidro, o que daria o significado da exploração. No segundo caso, pode-se especular que a câmera híbrida se prestasse a prospectar não só uma nova tecnologia, mas um novo segmento formado principalmente por fotógrafos amadores (exploration), ao mesmo que tempo que explorava o uso da chapa de vidro utilizada principalmente pelo mercado profissional (exploitation). Considerando a essência da quarta proposição (P4), ela pode ser confirmada.

O Quadro 9 apresenta o extrato do contexto e das proposições analisadas. Quadro 9 - Resumo da análise da máquina fotográfica (chapa e filme)

Contexto Proposição Consistência

1. Híbrido desenvolvido: • por empresa estabelecida.

• por empresa com relativo poder na cadeia de suprimentos (grande porte mas dividindo o mercado com outras grandes empresas).

• durante a fase fluida da indústria ou na era da efervescência.

2. A magnitude da inovação introduzida (filme fotográfico) foi disruptiva. 3. A empresa que introduziu a inovação

disruptiva foi a mesma a lançar o híbrido.

4. Setor concentrado.

5. Produção industrial baseada em ativos e em grande escala.

6. Competências e ativos complementares necessários para competir bem

definidos e consolidados.

P1 Consistente. A Kodak era uma empresa influente e representativa do setor fotográfico. No momento de lançamento do híbrido a empresa detinha uma considerável participação no mercado.

P2 Consistente. O mercado já operava com base na escala de produção e distribuição e a câmera híbrida pode ser vista como uma transição mais suave para o consumidor experimentar o filme fotográfico, como uma forma de quebrar a resistência a algo muito novo. Apesar de usar uma estratégia ofensiva, a Kodak não deixa de defender a tecnologia existente de chapas, enquanto não tem total certeza da aceitação do filme pelo mercado. P3 Consistente. A Kodak de fato era uma das maiores

empresas do setor.

P4 Consistente. A câmera híbrida parece atender a dois propósitos ligados a prospecção (de uma nova tecnologia e um novo segmento de mercado) e exploração (da tecnologia estabelecida e do mercado profissional).