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Talep Toplama Yöntemi

Belgede Pay senetlerinin halka arzı (sayfa 138-144)

A- Pay Senetlerinin Satış Yöntemleri

2- Talep Toplama Yöntemi

Graccho Cardoso, ao se referir à inspeção e à fiscalização do ensino, em 1925, afirmava que, com a divisão do território do estado em cinco dele- gacias regionais de ensino, tudo levava a crer em resultados positivos. Segundo o administrador,

Os delegados regionaes exercem a sua acção inspeccionando os estabelecimentos de ensino onde deixam registradas, em livro a este fim destinado, as impressões recebidas sobre o grau de adiantamento dos alumnos e a maneira como se observam os

34 A documentação do Conselho de Ensino disponível no Arquivo Público do Estado de Sergipe apresenta uma lacuna referente ao período analisado nesta investigação, não sendo possível o contato com nenhum parecer do Presidente do Conselho, o Diretor da Instrução Pública, sobre métodos, sistemas pedagógicos ou livros didáticos.

programmas, horários e os methodos adotados nas lições das classes; apontam a deficiência ou a necessidade da substituição do material escolar; informam a respeito da matricula e da fre- quência, accentuando as causas da variação extrema de ambas, e afinal se referem á assiduidade, capacidade e applicação do pessoal docente (SERGIPE. Mensagem [...], 1925, p. 17). Os delegados regionais do ensino eram auxiliares do diretor da instrução e possuíam a incumbência de inspecionar e fiscalizar o ensino, executando quaisquer medidas referentes à técnica e a processos escolares. Os dele- gados eram obrigados a residir na sede das respectivas regiões sob a sua responsabilidade. A nomeação deles deveria “recahir em pessôa de notorio conhecimento em assumptos pedagogicos, ou que tiver a necessaria pra- tica de ensino como professor publico, ou particular” (SERGIPE. Art. 31.

Regulamento [...], 1924.

A inspeção técnica escolar tinha como finalidade a orientação de diretores e professores quanto à organização das classes, a verificação da frequên- cia do professor e dos alunos, do trabalho com o método de ensino, da duração do período escolar, do asseio da escola, do regime das disciplinas, do estado de conservação de mobiliário, dos métodos de ensino, do mate- rial pedagógico, da classificação pedagógica dos alunos, da localização da escola e necessidade de transferência para pontos diferentes, da população escolar, da aplicação dos programas e horários e, finalmente, a averiguação da competência e das condições do pessoal docente.

Era também da competência dos delegados, entre outras ações: fazer conferências públicas acerca da instrução e da educação cívica do povo; propor, em reservado, ao diretor geral a substituição dos encarregados escolares idôneos; apresentar, anualmente, ao diretor geral relatório minu- cioso das inspeções realizadas, propondo medidas que julgasse necessárias pelo bem do ensino e manifestando opinião sobre a idoneidade dos profes- sores (SERGIPE. Regulamento [...], 1924).

As visitas escolares deveriam ter duração de dois a oito dias em cada locali- dade, conforme o número de escolas e o seu grau de organização. De todas as visitas, deveria emitir relatório para a diretoria da instrução. Era incum- bência ainda do delegado regional a fiscalização dos livros didáticos, não permitindo outros que não os aprovados pelo Conselho do Ensino, e o exame da escrituração dos grupos e escolas, oferecendo instruções para

que tal escrituração fosse realizada com regularidade e segundo os dispo- sitivos regulamentares (SERGIPE. Regulamento [...], 1924).

O encarregado escolar também possuía função de fiscalização do ensino, sua atuação, porém, não se estendia a uma região. O Regulamento da Instrução Pública de 1924 determinava que “haverá nos municipios, para cada cidade, villa, ou povoado, um encarregado escolar, nomeado pelo presidente do estado, sob proposta do director da Instrucção”. O seu trabalho de inspeção, conforme inciso XXV do Regulamento de 1924, deveria ser, no entanto, diário, representando uma inovação em relação ao regulamento de 1921.

A nomeação deveria recair preferencialmente sobre autoridades graduadas da cidade, vila ou distrito. Somente na inexistência destas, em cidadãos de reconhecida competência e moralidade. Nos impedimentos ou faltas destes, seriam substituídos pelo intendente, na sede do município, e pelos juízes de paz, nos distritos.

Exceto a determinação de que a inspeção dos trabalhos escolares do encar- regado escolar deveria ser diária, pelo Regulamento de 1924, todas as demais responsabilidades dos funcionários do serviço de inspeção seguiam sem alteração em comparação à regulamentação de 1921. Essa alteração ocorria mesmo somente em relação à nomenclatura dos dois cargos. No próprio regulamento da instrução de 1924 (p. 115), aparece esse registro. No artigo 3º das Disposições Transitórias, afirmava-se: “Os actuaes ins- pectores escolares techinos e os delegados do Ensino passam a exercer as funcções de delegados regionaes do Ensino e encarregados escolares, res- pectivamente”. Tal mudança demonstrava a relação entre a normatização paulista e a regulamentação do ensino sergipano.

Entre as inovações da reforma de 1920, poderíamos citar a implanta- ção das delegacias regionais, organizadas sob a mesma denominação em Sergipe a partir de 1924. De acordo com Antunha (1976, p. 170), a medida de grande importância para o desenvolvimento da instrução foi a criação das delegacias regionais de ensino, por permitir a descentralização administrativa e o desenvolvimento das iniciativas locais. Em São Paulo, foram criadas quinze delegacias. Em Sergipe, conforme Regulamento de 1924, ficava o estado dividido em três regiões (Art. 38), diferentemente da normatizacao anterior, de 1921, que determinava a existência de quatro regiões.

De acordo com o Regulamento da Instrução Pública de 1924, eram mui- tas as atribuições do encarregado escolar. Em suas visitas diárias, deveria atentar e documentar os eventos relativos, desde a frequência de professo- res e alunos, passando pelas condições físicas da instituição até a promo- ção, por todos os meios ao seu alcance, da manutenção das escolas locais. Cabiam também aos encarregados escolares as ações de presidir os exames nas escolas sob sua jurisdição e assistir às festas escolares; dar atestado de suficiência aos alunos concluintes; auxiliar a diretoria da instrução na organização da estatística escolar, auxiliar na fundação de caixas escolares; propagar pela imprensa, ou por meio de conferências, palestras e reuniões, os benefícios da instrução popular, salientando a conveniência da prática de hábitos de civismo e urbanidade entre os habitantes locais.

Deveria também, entre outras atribuições, velar pela fiel observância das leis e dos dispositivos referentes à instrução; atestar o exercício dos profes- sores; justificar faltas ou conceder dispensa de exercício até o máximo de três dias por mês, não o fazendo em meses seguidos; e impor, dentro de sua alçada, penas disciplinares. Como resultado do seu trabalho, deveria, ao final, comunicar ao diretor da instrução todas as irregularidades que atrapalhassem o funcionamento das escolas. (SERGIPE. Regulamento [...], 1924).

Em relação ao trabalho de delegados do ensino e encarregados escolares, o presidente Graccho Cardoso apresentava opiniões diferentes. Por um lado, elogiava o desempenho dos primeiros ao afirmar, em 1925, que “cumpri- ram todos, mais ou menos pontualmente, o seu dever; informando qual foi o verdadeiro estado do ensino, seus defeitos, sua bôa ou má qualidade, reclamando medidas que reputam necessarias á efficacia do espinhoso cargo que exercem” (SERGIPE. Mensagem [...], 1925, p. 17-18).

Por outro lado, criticava o trabalho dos encarregados escolares. Na sua avaliação,

os encarregados escolares, um ou outro exceptuado, são meras figuras decorativas [...]. Apenas se salientam na concessão repetida de dispensas de exercicio aos professores, prejudi- cando assim o funccionamento das aulas, com a interrupção incessante do andamento dos cursos (SERGIPE. Mensagem [...], 1925, p. 18).

A explicação para o problema aparecia no próprio pronunciamento de Graccho Cardoso, que apontava o fato de os encarregados escolares não serem subordinados à Diretoria Geral da Instrução como funcionários. Diante do exposto, o governante defendia a remuneração dos encarrega- dos escolares e que a nomeação destes recaísse sempre, preferencialmente, em professores jubilados cuja capacidade física possibilitasse o exercício dos trabalhos (SERGIPE. Mensagem [...], 1925, p. 18).

Assim como ocorria com os funcionários diretos da Diretoria Geral da Instrução, nessa regulamentação, também observamos a predominância de atribuições burocráticas sobre as técnico-pedagógicas. A própria defi- nição de fiscalização para suas atividades acarretava prejuízo aos aspectos pedagógicos. Como nos lembra Reis Filho (1995, p. 125), “esse defeito das regulamentações parece ser insanável e leva sempre ao mesmo resultado: burocratizar a ação educativa e fazer incidir sobre a rotina as preocupações do inspetor, que deveriam ser orientadoras”.

Os trabalhos de fiscalização do ensino estendiam-se ainda aos serviços da inspetoria médico-sanitária escolar. Esta deveria ser feita por médicos de livre nomeação do presidente do estado, devendo o compromisso ser prestado perante o diretor geral da instrução, a cuja jurisdição deveriam ficar sujeitos. Entre as finalidades da inspeção sanitária, citamos: inspe- ção médica e profilaxia dos alunos e do pessoal administrativo; vigilân- cia higiênica das escolas e do seu material, especialmente sob o ponto de vista ortopédico; ministrar preceitos de higiene aos alunos e professores; superintender e ensinar educação física nas escolas; e estudar as condições locais, topográficas e higiênicas das escolas, cuidando de sua melhor loca- lização (SERGIPE. Regulamento [...], 1924).

Em junho de cada ano, o inspetor-sanitário deveria apresentar minucioso relatório ao diretor geral da instrução, especificando todos os serviços que tivesse executado (SERGIPE. Regulamento [...], 1924). No entanto, um ano e meio depois de decretada a reforma da instrução pública, a inspe- ção médico-sanitária não havia sido organizada, apesar de o presidente Graccho Cardoso afirmar na Assembleia Legislativa a sua necessidade urgente (SERGIPE. Mensagem […], 1925).

A sua proposição na regulamentação do ensino no governo Graccho Cardoso demonstrava preocupação com os princípios de modernização da sociedade, marcada pelos avanços científicos da medicina e pela influ- ência destes na educação escolar. A atenção a esse tipo de fiscalização já

encontrara espaço na normatização legal no Brasil. Um exemplo disso é o projeto de Rui Barbosa sobre a reforma do ensino primário no Rio de Janeiro no final do século XIX. No projeto, previa-se o serviço denomi- nado de “inspeção higiênica nas escolas”, que deveria ser confiado apenas a profissionais habilitados, remunerados e com a obrigação de assiduidade dos seus deveres (BARBOSA, 1883a, p. 59). Esse tipo de serviço também esteve presente na reforma do ensino paulista de 1920, que estabelecia a criação da inspeção médico-escolar (CAVALIERE, 2003, p. 35). Apesar da preocupação com aspectos de higiene existente em Sergipe antes da Reforma da Instrução de 1924, não foi possível a organização da inspe- ção médico-sanitária. Contudo, os cuidados relativos à higiene perpassa- vam toda a organização técnico-pedagógica das instituições de ensino, iniciando-se já com a necessidade de preenchimento de determinados requisitos dos alunos no momento da realização das matrículas. Constitui exemplo desses requisitos a comprovação de vacinação e da inexistência de doenças transmissíveis.

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