B- Pay Senetlerinin Teslimi ve Pay Sahipliği Sıfatının Kazanılması
III- KOTASYON
As matrículas, limitadas a 50 alunos para cada escola, mantinham-se abertas durante todo o ano letivo, a partir de fevereiro. A obrigatoriedade e a gratuidade da matrícula restringiam-se ao ensino primário elementar. Para tanto, bastava que pais ou responsáveis a solicitassem apresentando atestado de vacinação, certidão de nascimento que comprovasse a idade de 7 a 14 anos e boletim de promoção ou atestado do professor ou diretor do estabelecimento que frequentava, quando não se tratasse de aluno a ser matriculado pela primeira vez (SERGIPE. Regulamento [...], 1924). No curso primário superior, além desses documentos enumerados, requeria- -se, conforme regulamentação de 1924, a apresentação do certificado ofi- cial de suficiência no curso elementar.
A flexibilidade na determinação da idade escolar (7 a 14 anos) para o ensino primário obrigatório e gratuito de três anos decerto foi fator con- tribuinte para a tranquila receptividade das alterações legais em Sergipe. A ausência de críticas na imprensa da época bem como na documentação dos antigos grupos e da Diretoria Geral da Instrução aponta para o fato. Situação diferente da vivida em São Paulo, onde foi estabelecida de forma rígida a idade escolar obrigatória (9 e 10 anos), ocasionando a proscrição escolar às crianças de 7 e 8 anos, à revelia de Sampaio Dória.
A matrícula no curso primário superior estava sujeita à taxa de 3$000, des- tinada ao fundo escolar, sendo isentos os filhos de indigentes, de operários que não fossem mestres, de diretores ou administradores de serviços, de funcionários públicos com vencimentos mensais inferiores a 200$000 e dos que recebessem vencimentos de até 300$000 mensais, uma vez fosse comprovado o fato de possuir mais de três filhos em idade escolar.
Para a obtenção da isenção, os pais ou responsáveis deveriam fazer reque- rimento ao diretor da instrução, provando qualquer das condições de isen- ção (Art. 117). Assim como em São Paulo, após a Reforma de 1920, apenas os primeiros anos do ensino primário seriam gratuitos.
O pagamento da taxa de matrícula era registrado pela direção de grupos escolares (Of. de 16/3/1925, do GEML – Manuscritos – APES) e infor- mado à Diretoria Geral da Instrução. A respeito do assunto, pronunciava- -se assim a direção do Grupo Coelho e Campos, em 1926:
[...] / Tenho em meu poder a quantia de 60$000, taxa de matri- cula de 20 alumnos que si matricularam no curso primario superior, conforme determina o Art. 116 do Regulamento da Intrucção. / Peço dizerdes-me se devo remetter esta importan- cia a essa Directoria ou recolhel-a na Exactoria d’esta cidade (Of. de 6/4/1926, do GECC).
Ao matricular-se em uma escola, o aluno receberia uma caderneta na qual inscreveria seu nome, idade, filiação, naturalidade, domicílio e grau do ensino cursado. Nessa caderneta, seriam consignadas as médias mensais referentes às lições, ao comportamento e à frequência do aluno, e não as médias diárias, como preceituava a Lei 852/23, que estabeleceu as bases da reforma. Esse documento deveria ser devolvido no mesmo mês à institui- ção de ensino, devidamente assinado pelos pais.
Houve grupos escolares, no entanto, que não dispuseram de tais instru- mentos. O delegado do ensino registrava, em abril de 1926, que o Grupo Escolar Olympio Campos não dispunha das devidas cadernetas. (TV de 20/04/1926 do D.E.).
Não eram obrigados à matrícula escolar os menores de sete anos e os maio- res de quatorze, os portadores de doença contagiosa e os que, pela inspe- ção médica, fossem considerados física ou mentalmente incapazes, aqueles cujo domicílio estivesse situado fora de um circuito determinado pelo raio de 1 km em relação à escola mais próxima (distância bem menor que os
3 km preceituados na Lei 852/23), os filhos de pais indigentes, enquanto não providos, oficialmente, do necessário, e os que recebessem instrução na própria residência ou em estabelecimento particular de ensino.
As aulas do ensino primário iniciavam-se em 1º de março e deveriam ter fim em 30 de novembro. Deveriam ocorrer todos os dias úteis das 9 às 13h, com intervalo de vinte minutos, no mínimo, para recreio e atividades físicas dos alunos, sob a vigilância do professor ou diretor. Nos estabeleci- mentos escolares desdobrados, como nas escolas de duas sedes, o funcio- namento das aulas se fazia em dois períodos, um das 9 às 12h e o outro das 14 às 17h. As aulas eram suspensas nos feriados declarados pela União e pelo estado, nos domingos e dias santificados, nos dias de carnaval, Semana Santa, bem como nos dias compreendidos entre 30 de novembro e 1º de março, período de férias escolares (SERGIPE. Regulamento [...], 1924).
Eventos externos, no entanto, impediam o cumprimento da lei, compro- vando tal afirmação o fato ocorrido no Grupo Escolar Fausto Cardoso. Essa unidade de ensino, em 1926, devido às consequências do movimento tenentista em Sergipe, teve a sua sede ocupada pela Força Pública do Estado, o que inviabilizou o início das aulas em 1º de março para parte dos alunos da cidade de Simão Dias. Apesar de breve intervalo de tempo, o Grupo foi novamente ocupado no dia 22 de março, tendo seus trabalhos escolares reiniciados apenas em 12 de abril de 1926 (Ofícios de 1º/3/1926, 16/3/1926, 22/3/1926 e 12/04/1926, do GEFC).
No que se refere às matrículas nos grupos escolares, verificamos, no ano de 1926, seu baixo número em alguns grupos. De acordo com ofício enviado pela direção do Grupo Escolar Coelho e Campos à Diretoria da Instrução Pública, apenas 75 alunos haviam sido matriculados, sendo 25 do sexo masculino e 50 do feminino (Of. de 5/03/1926, do GECC). O problema mostrava-se mais grave em outro grupo escolar, devido à extensão do tempo em que persistiu na instituição. Entre os anos de 1924 e 1926, o funcionamento do Grupo Escolar Gumercindo Bessa foi marcado pela queda nas matrículas, acarretando consequências negativas para a instru- ção primária. O delegado regional do ensino, Antonio X. de Assis, em 1924, registrava a queda nas matrículas. Atribuía esse fato a problemas referentes, em parte, a alterações de horário no funcionamento do Grupo (a ser iniciado às 8h), em decorrência do não aceite da mudança por parte
dos pais dos alunos. No entanto, apesar da manutenção do horário, a pedido dos pais, matrícula e frequência permaneciam baixas.
[...] Tenho mais a acrescentar que apezar da alteração do dito horario, a matricula deste Grupo baixou de um terço sobre a do curso p. findo.
Em 1923 a matricula geral foi de 307 alumnos de ambos os sexos. A deste anno alcançou apenas o numero de 200, havendo, portanto, uma média de 25 crianças para cada anno ou classe. A média de frequencia total no ultimo mês foi de 150,7, sendo 58,8 para os masculinos e 91,9 para os femininos. Urge, portanto, que seja infrentado tal problema, procurando- -se conhecer melhor as razões do decesso da matricula (TV de 08/10/1924 do D.E.).
Assim, outros motivos, no entanto, deveriam contribuir para o fato. No caso em tela, a queda no quantitativo de alunos foi vertiginosa: de 307 alu- nos em 1923 para 200 em 1924. A respeito disso, o delegado já insinuava a necessidade de maiores esclarecimentos e apresentava hipótese, ao afirmar:
A meu ver assenta ella em alto gráo na pobreza da população que veio confiante no auxilio do Grupo quanto á distribuição de roupa aos mais necessitados, á maneira do que se fazia na capital. E uma vez que o fundo escolar não tem recursos, seria bem lembrado que a Directoria desta casa promovesse todos os meios a seu alcance para jugular a crise, realisando, por exem- plo, Kermesses etc. e uma propaganda seria e decidida. [...] Está reunido o 3o. ao 4o. anno, pela falta de alumnos neste ultimo, isto no turno da tarde, que é dedicado ao sexo mascu- lino (TV de 08/10/1924 do D.E.).
O delegado apresentava a importância da realização de eventos para a arrecadação de fundos e mesmo a difusão para a população de Estância de esclarecimentos quanto à necessidade e à relevância da escolarização das crianças. Essa situação revelava-se preocupante ao se considerarem, de modo geral, o desenvolvimento da cidade e, especificamente, a obri- gatoriedade e a gratuidade do ensino primário elementar de três anos. Evidenciamos, a partir da situação descrita, um problema? A falta de demanda por escolarização por parte dessa sociedade, cujas representações sobre escola diferiam daquelas dos administradores da instrução pública? É admissível. No entanto, é preciso registrar a existência, na cidade de
Estância, de diversas escolas isoladas estaduais e municipais, particulares e a escola da Liga Sergipense contra o Analfabetismo. Como consequên- cia direta, os resultados apresentavam-se preocupantes no que se referia aos exames de promoção do Grupo. Da seguinte forma, pronunciava-se o delegado do ensino:
As promoções para estes annos (3o. e 4o.) não foram feitas a rigor, de maneira que sente se falta de verdadeiro aproveita- mento nas lições que vão sendo ministradas, tudo pela fra- queza de base nos annos antecedentes, facto que vae obrigar a repetição das respectivas materias no anno lectivo seguinte (TV de 08/10/1924 do D.E.).
As possíveis diferenças de representações sobre a escola entre a população estanciana e os dirigentes da instrução pública ampliavam-se no que tan- gia provavelmente ao trabalho com base no método intuitivo. O delegado Jessé Fontes considerava o método “exhaustivo” para o corpo docente e, talvez, não plenamente compreendido pelas famílias dos alunos. Algumas dessas famílias dirigiam seus filhos para outras instituições de ensino da cidade – escolas isoladas ou mesmo os estabelecimentos particulares, algu- mas delas sem obediência às normas regulamentares (Cópia do TV de 28/03/1925 do D.E.; Cópia do TV de 31/03/1925 do D.E.).
Na organização do horário das aulas, as lições e exercícios que reclama- vam maior esforço de atenção deveriam ser ministrados primeiramente. A distribuição destes seria feita de modo a variar sempre “a applicação men- tal dos alumnos”. Haveria tempo determinado para as lições, prevendo- -se intervalos entre elas, tendo em vista um período de descanso para os alunos, os quais não podiam ser submetidos a mais de três horas de ativi- dades ininterruptas. Entre as ações, o decreto n. 867, de 11 de março de 1924 (Regulamento do ensino), previa também a promoção de atividades extraclasse, a exemplo de museus, fábricas e fazendas, no intuito de que, sob a orientação do professor, as crianças desenvolvessem a capacidade de observação.
Nas aulas, o mestre tinha como dever imprimir no espírito dos alunos os princípios e sentimentos de moralidade, justiça, verdade e patriotismo, acostumando-os a evitar os atos de covardia, a fugir da mentira; praticar a tolerância e as boas maneiras; cultuar, em suma, a verdadeira noção dos direitos e deveres e da dignidade do cidadão. Para a verificação da frequência, além da chamada, no início dos trabalhos, deveria ser feita
uma outra logo após o recreio. As faltas, os comparecimentos tardios e as retiradas dos alunos antes da hora regulamentar deveriam ser anotados pelo professor ou diretor.
A avaliação dos alunos ocorreria trimestralmente em maio e agosto. De acordo com o Regulamento da Instrução Pública de 1924, importante seria que o professor desse atenção ao ritmo de desenvolvimento próprio de cada aluno, tendo em vista a sua capacidade intelectual. Como na Lei 852/23, o Regulamento de 1924 determinava que a conclusão de qualquer dos cursos, elementar ou superior, “dá direito a um certificado offical de sufficiencia. O certificado de suffiencia na instrucção elementar permit- tirá a matricula na instrucção superior e o desta, na Escola Normal e em outros estabelecimentos de ensino, que não tiverem disposições especiaes a respeito” (Art. 135).
As aulas não deveriam, de acordo com o regulamento, ser interrompidas quando a escola ou classe fosse visitada oficialmente ou por algum parti- cular, a não ser durante o hino de recepção dirigido pelos alunos à autori- dade escolar (Art. 137)35.
O Regulamento da Instrução de 1924 preceituava o método de ensino intuitivo. Para tanto, atentava para a importância dos materiais escolares. De acordo com a orientação do ensino, “cada escola, grupo ou estabele- cimento de instrucção primaria terá os objectos e apparelhos necessários para o ensino intuitivo, para o de geographia, systema metrico, collecções de quadros muraes, dos reinos animal, vegetal e mineral e demais peças indispensáveis a um museu pedagógico” (SERGIPE. Art. 84. Regulamento [...], 1924).
O delegado regional Gomes Netto, ao examinar o Grupo Escolar Olympio Campos, apesar de reconhecer o esforço da direção da instituição dirigida pela professora Olga Bispo, não deixava de registrar, em março de 1925,
35 As atividades cotidianas dos grupos eram demarcadas por hinos. Em Sergipe, a prática do canto de hinos chegou a ser sistematizada em 1913 por meio do Hymnario
dos Grupos Escolares e Escolas Singulares do Estado de Sergipe, aprovado em 1º de agosto
de 1913 pelo Conselho de Ensino. O Hymnario consistia em um complemento do regimento interno das escolas públicas primárias e dividia-se em duas partes: hinos patrióticos e hinos escolares. Foi organizado pelo professor Balthazar Góes, diretor dos dois primeiros grupos escolares da capital. Sobre a prática de canto de hinos nos grupos, ver: Azevedo e Oliva (2003 - 2005).
os problemas existentes, principalmente o relacionado à falta de livros e outros recursos didáticos. À falta de materiais escolares necessários às aulas acrescenta-se não só a ausência mesmo do regulamento e do pro- grama de ensino em vigor, mas também o fato de o Grupo não possuir sequer os livros necessários para a escrituração escolar da instituição (TV de 25/03/1925 do D.E.).
Dois meses depois, o delegado ainda registrava a inexistência de materiais requeridos pelo ensino:
Faltam os livros approvados pelo Conselho Superior da Instrucção, em numero sufficiente para o corpo discente, devendo a Directoria, em breve, fornecel-os a este estebe- lecimento, com o auxilio da caixa escolar, em beneficio da Instrucção do Estado, e facilidade do ensino compromettido n’este Grupo, infelizmente, na falta dos livros adoptados e material pedagogico. / Argui alguns alumnos do 2o. gráu e pouco aproveitamento notei, aguardando-me para examinar os alumnos dos outros gráos n’outra visita (TV de 26/05/1925 do D.E.).
Em síntese, no que diz respeito a materiais didáticos, uma situação relati- vamente diferente da apresentada anteriormente pode ser pressuposta em relação a alguns grupos, principalmente os localizados na capital. Dois fatos servem para basear tal pressuposição: o primeiro, em virtude de não termos encontrado documentos que atestassem ou mesmo levassem a supor a falta de recursos necessários para o ensino. O segundo, por iden- tificarmos relatos de visitas nos quais eram tecidas considerações positi- vas sobre o funcionamento dos grupos. Localizamos tal realidade positiva acerca do provimento de recursos didáticos também em grupos no interior do estado, a exemplo do Grupo Escolar Coelho e Campos36, informação
que se repetia no ano seguinte (Cópia do TV de 16/06/1925 do D.E.). O Grupo enfrentava, porém, outro tipo de dificuldade. O corpo docente apresentava problemas em 1925. Esse fato era responsável, inclusive, pela queda nas matrículas, segundo a direção da instituição.
36 Ascendino Argollo assinava o termo de visita utilizando a nomenclatura anterior do cargo. Inspetor escolar era a antiga denominação para o cargo de delegado do ensino. Ver: TV de 08/09/1924, elaborado pelo inspetor escolar Ascendino X. Ferrão de Argollo em visita ao Grupo Escolar Coelho e Campos.
A causa d’este declino já vos fiz ver em meu officio, sob no. 145 de 15 de setembro do anno próximo passado; tem sido uni- camente a incompetencia das professoras que, ultimamente, teem sido designadas para exercerem o magisterio n’este Grupo, exceptuando-se somente a professora D. Maria da Gloria Motta Cabral. / Os pais notão o pouco aproveitamento de seus filhos e os vão collocando em escolas particulares, que, aqui, estão regorgitando de alumnos! / Podeis acreditar que, ninguem mais do que eu, tem amôr, á instrucção e se interessa pelo seu progresso; porem, infelizmente, não tenho, aqui, auxi- liares para levar a effeito os meus desejos! (Of. de 7/5/1925, do GECC).
O mobiliário também era obrigado a seguir normas específicas. Conforme a regulamentação de 1924, o mobiliário deveria: cumprir rigorosamente preceitos de higiene; facilitar a inspeção escolar; cada escola ou classe teria uma secretária e uma cadeira para o professor, um armário para a guarda dos objetos escolares e bancos e carteiras correspondentes ao número de alunos. A disposição dos bancos e carteiras nas salas das aulas teria por base a projeção da luz, devendo o aluno recebê-la principalmente do alto e pelo lado esquerdo.
De acordo com o regulamento do ensino (1924), ao final das aulas do ensino primário, os alunos eram submetidos a exames de promoção e finais. No curso primário elementar, esses exames deveriam constar de uma prova escrita sobre linguagem e problemas simples de aritimética e de prova oral acerca das disciplinas lecionadas nas aulas, até a época da promoção de seção a seção, ocorrida em julho, ou da promoção de grau a grau, que acontecia após o encerramento das aulas. Os exames de promo- ção no curso primário superior deveriam constar de prova escrita de por- tuguês e aritimética, e prova oral de todas as materias ensinadas nas aulas até o momento da promoção. Os exames finais seriam prestados perante uma comissão de três membros, designada pelo diretor da instrução, na capital. No interior, as comissões deveriam ser nomeadas pelos delegados regionais, nos distritos respectivos. Nos exames (finais), no curso elemen- tar, deveriam constar as seguintes provas: “a) excripta de exercicios de lin- guagem e questões praticas de arithmetica; b) oraes de todas as materias; c) pratica de calligraphia”. No curso primário superior, os exames finais deveriam compreender provas: “a) escripta de português e de arithmetica; b) oral de todas as materias do curso, principalmente chorografia e historia
do Brasil; c) pratica de desenho e trabalhos manuais (SERGIPE. Art. 141 e 142. Regulamento [...], 1924, p. 41).
As notas dos exames variavam de zero a seis, respeitando a seguinte con- venção: “má – de zero a 3, exclusive; soffrivel – de 3 até 4; bôa – de mais de 4 até 5,5; optima – depois de 5,5 até 6”. Para o julgamento definitivo dos exames, em geral, deveria ter-se em conta as provas de exames e as médias do aproveitamento. Considerava-se reprovado o aluno que obtivesse nota inferior a 3; aprovado simplesmente, de 3 até 4; aprovado plenamente o que obtivesse nota entre 4 e 5,5; e entre 5,5 a 6, aprovado com distinção (Art. 143 e Art. 144).
O resultado das promoções e exames finais era lavrado em ata. O julga- mento dos exames de promoção nos grupos escolares era de competência dos respectivos diretores e professores. O professor da escola isolada ou diretor do grupo deveria extrair cópia da ata. Em seguida, remetê-la-ia à Diretoria Geral da Instrução, depois do visto do delegado regional ou encarregado escolar.
Aos alunos aprovados nos exames finais do curso primário deveriam ser conferidos certificados de aprovação ou suficiência. Especificamente no que se referia ao ensino primário superior, ficariam os certificados “sujei- tos à taxa de 3$000, em beneficio do fundo escolar, ou caixa annexa á escola, ou grupo”. Concluídos os exames, as autoridades da instrução, nas respectivas zonas, designariam a data para a entrega dos certificados, devendo a ela comparecer todos os professores da localidade, em um ato público (Art. 147 e 148).
Diferentemente da experiência paulista, em Sergipe mantinha-se, com a Reforma de 1924, toda a estrutura de organização dos exames escolares. Mantinham-se a rigidez das avaliações, a publicidade delas e a participa- ção de comissão examinadora nomeada por uma autoridade do ensino. Em São Paulo, com base na reforma de 1920, um outro formato era esta- belecido. Se o aluno apresentasse um rendimento esperado, eram determi- nadas a progressão automática e a proibição da repetência entre os níveis (CAVALIERE, 2003).
No que se refere às matrículas, quando comparamos as normas da instru- ção pública sergipana de 1924 e de 1921 não encontramos diferenças sig- nificativas, havendo apenas mudanças em relação ao período de matrícula nas escolas.
Da mesma forma, não foram alteradas as determinações quanto ao pro- vimento de material escolar das escolas, o sistema de aulas também não passou por significativas mudanças, as quais ficaram por conta apenas das diferentes datas estabelecidas para o início e o fim do ano letivo. Enquanto em 1921 eram estabelecidas as datas de 15 de fevereiro e 19 de novem- bro, respectivamente, a partir de 1924, passavam para 1º de março e 30 de novembro. O período de 20 a 30 de junho, considerado feriado pela antiga regulamentação, foi extinto pelo Regulamento de 1924. Enfim, as aulas de cinco horas diárias (9h às 14h), com intervalo de 30 minutos para recreio e atividades físicas, foram reduzidas para quatro horas diárias (9h às 13h) com recreio de no mínimo 20 minutos, permanecendo iguais as demais determinações. A redução da carga horária diária de atividades escolares pode ser considerada uma referência à reforma paulista de 1920, porém com diferenças.
No que tange aos exames e promoções, em um olhar comparativo entre os regulamentos sergipanos de 1924 e 1921, as alterações ficavam por conta de uma nova convenção numérica. Conforme a regulamentação de 1921,