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Kuruluşta Halka Arz

Belgede Pay senetlerinin halka arzı (sayfa 96-100)

Em 30 de outubro de 1923, por meio da Lei n. 852, o governo Graccho Cardoso recebia permissão do Poder Legislativo para reformar a instrução pública. Além da autorização, o código legal estabelecia as bases da vin- doura reforma. A Lei dividia-se em apenas cinco artigos. O primeiro era composto por quinze incisos e dedicava-se ao ensino primário. O segundo dividia-se em dois incisos e voltava-se para o ensino normal. O terceiro artigo consistia na determinação de que as escolas primárias fundadas pelos municípios deveriam obedecer ao regime da lei estadual. O quarto artigo determinava que o governo estadual deveria baixar os regulamentos necessários para a execução da nova lei, cujas disposições em contrário, como atestava o seu último artigo, deveriam ser revogadas.

De acordo com as bases da reforma estabelecidas pela Lei e semelhante ao que ocorrera com o ensino em São Paulo, em Sergipe, o ensino primário deveria passar a ser dividido em níveis, como podemos ver no Quadro 1.

Esses níveis deveriam ser ministrados em escolas isoladas, escolas reunidas e em grupos escolares para crianças de ambos os sexos e dos sete aos qua- torze anos (inciso I).

Na experiência sergipana, como preceituava a reforma “reformada” de Sampaio Dória, apenas o ensino elementar de três anos deveria ser obriga- tório e gratuito. Os demais cursos deveriam ficar sujeitos a “taxas modicas de matriculas, com isenção dos alumnos reconhecidamente pobres”28.

REFORMA PAULISTA DE 1920 REFORMA SERGIPANA DE 1924 ensino primário de dois anos (9 e 10

anos, o único obrigatório e gratuito)

ensino primário elementar de três anos (7 a 14 anos, único obrigatório e gratuito ensino médio de dois anos ensino primário superior de três anos ensino complementar de três anos (aco-

plado aos ginásios e escolas normais) --- ensino secundário especial (ginásios e

escolas normais)

ensino secundário especial (ministrado no Atheneu, Escola Normal e particu-

lares). ensino profissional ensino profissional

ensino superior ---

Quadro 1 – Reformas na década de 1920 – Divisão da instrução em SP e em SE (elaborado pela autora)

Fonte: CAVALIERE (2003, p. 32); SERGIPE. Regulamento [...], 1924. A obrigatoriedade da frequência não deveria se estender em quatro situ- ações, quando a criança: fosse física ou mentalmente incapaz; residisse distante da escola a uma distância pelo raio de 3 km; fosse filha de pai indigente não oficialmente provida do necessário para os estudos; e rece- besse instrução na própria residência ou em instituição particular de ensino. Para que a obrigatoriedade tornasse-se viável, a norma previa a responsabilidade do governo de velar pela fundação de caixas escolares e

28 Eram considerados pobres os filhos de indigentes; os filhos de operários que não fossem mestres, diretores ou administradores dos serviços; filhos de funcionários públicos com vencimentos mensais menores de duzentos mil reis ou trezentos mil reis mensais, comprovado o fato de ter o funcionário mais de três filhos em idade escolar. (Lei n. 852/23. Art. 1º, inciso IV).

solicitar recurso ao Fundo Escolar a fim de prover as crianças filhas dos pais reconhecidamente pobres.

O ensino primário era livre à iniciativa privada, desde que os particulares zelassem pelos princípios de higiene, competência e moralidade. As insti- tuições de ensino poderiam ser equiparadas às do governo, caso seguissem precisamente os programas oficiais do ensino e desde que devidamente fiscalizadas (inciso II).

O ensino religioso tinha espaço na Lei. Seu caráter facultativo e dispensá- vel, no entanto, era evidente, à medida que a materialização desse ensino não figurava como responsabilidade dos professores e ocorreria apenas por exigência dos pais, dependendo também de quantidade mínima de alunos e de ministro religioso que, sem ônus ao erário, se dispusesse a oferecer as aulas (inciso III).

As escolas poderiam ser criadas pela iniciativa governamental, por autori- dades competentes ou através de solicitação das populações interessadas, as quais deveriam documentar o pedido. Previa-se que cada escola pública deveria atender a um circuito de 3 km2, podendo ser menor devido à

quantidade de alunos. Na existência de apenas uma escola em um mesmo circuito, seria denominada de escola mista (inciso VI). As escolas pode- riam ser denominadas de “urbanas”, quando localizadas na capital e nas sedes de cidades e vilas; “suburbanas”, nos subúrbios; e de “rurais”, quando situadas em povoados (inciso X). A atenção à necessidade de construção de escolas adequadas às peculiaridades do lugar já havia sido registrada por Graccho Cardoso em seus discursos sobre educação (Diario Official [...], de 5 a 8/3/1922).

As casas onde fossem instaladas escolas deveriam ser convenientemente arejadas e iluminadas, com superfície nunca inferior a 1 m2 por aluno.

Deveriam dispor ainda de jardim ou horta, pátio para recreio, lavatório e banheiros. A lei autorizava o governo a proceder à substituição do mobili- ário escolar nas escolas públicas, acomodando-as às condições adequadas de higiene. Ao preceituar o ensino intuitivo e prático, determinava que “nenhuma escola estará apta a funccionar, desprovida do material peda- gógico indispensavel ao seu objetivo” (inciso VII). As discussões sobre higiene e a relação de seus preceitos com a educação eram uma constante desde o final do século XIX tanto no Brasil, de modo geral, quanto em Sergipe, especificamente.

Os alunos poderiam ser matriculados em qualquer período do ano letivo. Para tanto, consideravam-se como requisitos indispensáveis a solicitação do pai ou responsável, a certidão de nascimento e o atestado de vacinação. Para a matrícula no ensino primário superior, acrescia-se aos documentos mencionados o certificado de conclusão do ensino primário elementar. Em ambos os níveis de ensino primário, o aluno matriculado receberia caderneta escolar com seus respectivos dados, na qual, diariamente, seriam “consignadas as notas diarias das licções, applicação, comportamento, fre- quência relativa a cada alumno” (SERGIPE. Lei n. 852/23. 1929). Ao final dos cursos, o aluno receberia certificado. O aluno de posse do certificado do ensino primário elementar teria a possibilidade de matricular-se no ensino primário superior. Se formado nesse último nível de ensino pri- mário, com o seu respectivo diploma poderia solicitar matrícula na Escola Normal ou em qualquer outro estabelecimento de ensino do estado, sendo profissional ou preparatório para o ensino superior (inciso VIII).

Quanto aos objetivos do ensino, deveria este promover o desenvolvimento tanto das faculdades morais e intelectuais da criança, cultivando-lhe a vontade livre, quanto preparar-lhe fisicamente e assegurar-lhe conheci- mentos úteis à vida. As lições deveriam ser breves e de acordo com a idade dos alunos. Ocupariam um terço do tempo escolar e deveriam ser interca- ladas por intervalos recreativos. Esse ensino deveria ser intuitivo e prático, “partindo de realidades concretas á deducção, comprovação e generaliza- ção das idéas abstractas” (SERGIPE. Lei n. 852/23. 1929).

A cultura moral deveria atentar para o desenvolvimento de hábitos de ordem, asseio, assiduidade e polidez. As datas festivas da história do país e os acontecimentos importantes da história da humanidade bem como os fatos da vida cotidiana ainda deveriam servir de ensejo a comentários do professor a fim de que fossem deduzidos de tais eventos ensinamentos de “honra, dignidade, abnegação, altivez, devotamento, respeito á tradição e á velhice, inclinação ao dever e ao trabalho e o amor á patria e ás institui- ções republicanas” (SERGIPE. Lei n. 852/23. 1929).

Sobre os professores especificamente, a Lei 852/23 chamava a atenção para a administração da autoridade do mestre diante de seus alunos em meio a um processo de ensino valorizador da espontaneidade dos estudantes. Afirmava a carta legal que “sem que a autoridade deste possa soffrer a perda do menor dos seus direitos, far-se-á por onde facilitar sempre aos

alumnos circunstancias em que possam tomar uma decisão por si pró- prios, já individual, já collectivamente”.

A educação física a ser trabalhada por meio de “exercicios da gymnastica racional” era considerada como elemento higiênico e influenciador da for- mação da consciência e do caráter. Os exercícios deveriam ser baseados em ginástica sueca, jogos ao ar livre, exercícios de ordem e marcha, con- siderados indispensáveis ao manejo das classes (inciso IX). Esses aspectos, voltados para o exercício de atividades físicas, remetem-nos a preceitos declarados pelas Ligas Nacionalistas, que, entre outros, defendiam um melhoramento do desenvolvimento da raça. Tal orientação aparecia, ainda que de forma sintetizada, na Lei que autorizou o governo Graccho a refor- mar o ensino primário em Sergipe. No entanto, vale também registrarmos que as experiências com a prática da educação física já eram conhecidas no estado e vividas de forma sistematizada, inclusive pelos diretores da instrução – Abdias Bezerra e José de Alencar Cardoso – quando das suas experiências no Colégio Tobias Barreto.

De acordo com a Lei 852/23, o programa de ensino assim como os horá- rios das escolas primárias, a serem formulados pelo Diretor da Instrução e aprovados pelo governo, deveriam apresentar peculiaridades próprias do tipo de escola – urbana ou rural – e do nível do ensino (elementar ou supe- rior). As escolas elementares, de acordo com o inciso XI do Art. 1º da Lei, deveriam possuir um currículo mínimo de:

leitura, escripta, arithmetica, comprehendidas as quatro ope- rações fundamentaes e o systema métrico decimal, de geogra- phia, chorographia do Brasil e de Sergipe, historia do Brasil e historia de Sergipe. Rudimentos de moral e instrucção civica, urbanidade e hygiene, elementos de trabalho manual, carto- nagem, prendas de agulha e outros misteres domesticos, para meninas, inclusive lavado e engommado, cultivo de hortas e jardins. Por meio de licções de cousas: noções simples acerca da estructura e funcções do corpo humano, molestias mais communs em Sergipe e meio de prevenil-as, plantas, ani- maes e objectos de immediata utilidade e dos phenomenos atmosphericos.

Nas escolas rurais, o programa deveria versar ainda sobre “cria de gado, pequenas industrias annexas á agricultura e á pecuaria, uso dos principaes instrumentos nas industrias fundamentaes, em relação aos meninos”. As

escolas primárias de ensino superior, por sua vez, deveriam possuir pro- grama com base em

elementos de grammatica portuguesa, arithmetica elemen- tar, geographia e chorographia de Sergipe, historia do Brasil, noções de geographia geral e historia universal, elementos das sciencias physicas e naturaes, noções de desenho e musica, instrucção moral e civica, explanação sobre a Constituição Brasileira, urbanidade e hygiene elementar (Lei 852/23). Os exercícios manuais e trabalhos práticos deveriam acentuar suas carac- terísticas agrícola ou profissional, de acordo com o tipo de escola: urbana, suburbana ou rural. O programa de ensino deveria ainda atender à espe- cificidade de cada sexo. Enquanto os trabalhos manuais e as noções de agricultura teriam de ser trabalhados junto aos meninos, os trabalhos de agulha e noções de economia doméstica fariam parte da formação do público feminino.

O horário escolar deveria ser organizado nas escolas elementares de modo que cada lição correspondesse a 30 minutos. A seu turno, nas escolas supe- riores, deveria obedecer ao tempo de 40 a 45 minutos. Entre uma lição e outra, haveria obrigatoriamente um intervalo, sendo este nunca inferior a 15 minutos. De forma alguma, aos alunos deveriam ser impostas mais de três horas consecutivas de trabalhos escolares. Além disso, os horários “podem variar de uma localidade a outra, consoante o exigirem circums- tancias especiaes”.

Nesse sentido, acrescentava ainda em relação às escolas rurais que nes- tas “poderão ser introduzidas as modificações exigidas pelas necessidades, condições, recursos, ou outras circumstancias locaes”, deixando evidente, concomitantemente, que “em nenhum caso, porem nellas se deixarão de incluir, como ensino, as materias de instrucção obrigatória”.

O ensino nas escolas primárias deveria ainda ser complementado por “excursões escolares a logares históricos, fazendas, fabricas, museus, durante as quaes os professores subministrarão ás creanças as explicações necessárias a lhes desenvolver as faculdades de observação”. Os conheci- mentos dos alunos deveriam ser averiguados trimestralmente, na forma prescrita no regulamento da instrução.

Os docentes das escolas localizadas no interior deveriam ser de livre nome- ação do governo, feita a escolha entre os diplomados pela Escola Normal

Ruy Barbosa, recaindo a preferência aos candidatos cujas famílias resi- dissem na localidade onde se encontrava a escola. O diploma da Escola Normal não constituía o único requisito para nomeação do professor das escolas localizadas no interior. Os candidatos não deveriam ter mais de 30 anos, motivo para o qual a lei não apresentava explicações. Em contato com seus alunos, o profissional do ensino primário deveria:

imprimir intimamente, no espirito das creanças, os principios e sentimentos de moralidade, justiça, verdade e patriotismo, acostumal-as a evitar os actos de covardia, a fugir á mentira, a praticar a tolerância e as boâs maneiras, a cultuar, em summa, a verdadeira noção dos direitos e deveres e da perfeita digni- dade do cidadão (Art. 1º, inciso XII. Lei 852/23).

A Lei de 1923 não fazia referência à necessidade de concursos para o pro- vimento dos cargos docentes nas escolas – aspecto também presente na reforma paulista de 1920. A Lei de Sergipe tratava ainda dos direitos dos professores: remoção, permuta e licenças. A jubilação, com o recebimento de todos os vencimentos, também era citada como direito àqueles possui- dores de 30 anos de serviços ao estado (Art. 1º, inciso XIII).

A inspeção escolar era item presente também nas bases para a futura reforma da instrução pública, deixando transparecer a busca por uma organização densa dos serviços de fiscalização nas escolas. As inspetorias escolares, que passariam a constituir as delegacias regionais de ensino, deveriam ser compostas pelos delegados de ensino (antigos inspetores escolares) e pelos encarregados escolares (antigos delegados do ensino). Aos primeiros, em síntese, caberia a responsabilidade de averiguar a situação do estado do ensino e da administração das escolas, questões relativas à localização e provimento das escolas bem como fiscalizar o funcionamento das esco- las informando acerca delas e a maneira pela qual os professores cum- priam seus deveres. Os encarregados escolares ficariam responsáveis pela inspeção diária dos trabalhos nas instituições de ensino (inciso XIV, Lei 852/23). Além dessa inspeção técnico-escolar, a lei determinava a criação pelo governo da inspeção médico-sanitária nas escolas, “encarregada de velar pela saude e hygiene das creanças, quer das escolas publicas, quer das particulares” (inciso XV).

Figurava como uma das bases da reforma, ainda, a preocupação com a existência de biblioteca nas escolas. Dessa maneira, determinava a lei que em cada uma delas deveria haver uma biblioteca formada por obras

didáticas aprovadas pelo Conselho Superior do Ensino. Tal Conselho, a partir da reforma, teria como incumbência apenas a análise e deliberação quanto à aprovação de obras didáticas, bem como quanto à recepção de livros oferecidos por autoridade com fim didático (inciso XV).

Em um olhar comparativo entre a reforma paulista e a lei de 1923 que estabeleceu as bases para a Reforma de 1924 em Sergipe, percebemos ter ocorrido a influência da primeira sobre a segunda. Essa relação deu-se principalmente no que se referiu à redução do período de obrigatoriedade do ensino, que, de quatro anos, passava em São Paulo para dois e em Sergipe para três anos. Outros aspectos como a preocupação com a educa- ção dos sentidos, a atenção à educação física através de exercícios de ginás- tica e de jogos, o ensino intuitivo, a atenção aos aspectos de higiene e de moralização e o respeito à pátria e à República mostraram-se também rela- cionados. Essas experiências, todavia, não apareciam como inauguradoras de práticas e significados. Elas poderiam mesmo ser relacionadas à própria vivência no magistério dos diretores da instrução pública de Sergipe na época, tanto nas atividades de docência quanto na direção de instituições de ensino público e privado.

Dessa forma, a partir das relações estabelecidas entre a reforma paulista e a lei que autorizou o governo de Sergipe a reformar a instrução pública, afirmamos que a relação explícita entre governo sergipano e paulista, em matéria de reforma da instrução, não encobria um processo mais amplo e anterior de apropriação de ideias dos envolvidos com a instrução pública no governo Graccho Cardoso sobre educação escolar. As ações de Graccho Cardoso relativas à educação demonstravam um processo de apropriação de ideias de Rui Barbosa, mas também de sergipanos que fizeram ou pro- puseram ações educacionais, a exemplo de Manoel Luís29. Exemplos que

evidenciavam esse fato podem ser citados. Em relação às proposições do primeiro: a atenção à inspeção médico-sanitária nas escolas e os regis- tros acerca da instituição de escolas urbanas e rurais. No que se refere ao segundo: a determinação de criação de escolas maternais em Sergipe por meio da regulamentação do ensino elaborada quando Diretor da Instrução

29 Assim como Rui Barbosa, Manoel Luís foi também homenageado por Graccho Cardoso com a aposição de seu nome em um dos grupos escolares da capital. Cf. Decreto n. 834 de 19 de julho 1923 – “Declara de utilidade pública a desapropriação de diversas casas, à Avenida Pedro Calazans, na capital, para a construção do Grupo Escolar Dr. Manoel Luiz”.

Pública em 1870 (BARBOSA, 1883b; NUNES, 1984b), no entanto sem efetivação na época.

Diante do exposto, inferimos que a experiência paulista de 1920 influen- ciou a lei que plantou as bases para a reforma do ensino primário de 1924 em Sergipe. Entretanto, tal influência dividiu espaço com as represen- tações dos dirigentes da instrução sergipana. Observamos, todavia, que devido ao relativamente curto texto da Lei n. 852 de 1923, a qual não adentra em especificidades normativas, não foi possível identificarmos o projeto reformador do governo de Sergipe em sua totalidade. Assim, para uma melhor compreensão do alcance da regulamentação do governo Graccho Cardoso, necessário se fez verificar o ordenamento jurídico fruto da regulamentação da Lei n. 852 de 1923 ocorrida em março de 192430.

Da mesma forma, consideramos necessário comparar essa regulamentação com o que já existia institucionalizado em Sergipe, ou seja, a reforma da instrução pública ocorrida em 1921.

30 A Lei n. 852 de 30 de outubro de 1923 que estabeleceu bases para a reforma do ensino primário e normal foi regulamentada em 11 de março de 1924 por meio do Decreto n. 867 que estabeleceu novo regulamento à instrução pública.

III

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