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SINIF MEVCUDU: 15

B.: Takısız isim tamlamalarında da, sıfat tamlamalarında da tamlayan ve tamlanan ek almaz

Pela importância que adquirem no âmbito da arquitectura de segurança continental africana, as três organizações já referidas (CEDEAO, SADC e ECCAS), revestem-se de uma atenção especial no âmbito deste trabalho, contudo importa referir que no âmbito das cinco organizações regionais que partilharam a responsabilidade de assegurara a paz e estabilidade regional, existem ainda a Comunidade dos Estados Sahelo-Sarianos – “Community of Sahel-Saharan States” (CEN-SAD) e a “Intergovernmental Autority for Development” (IGAD).

No entanto podemos associar ainda, fora da arquitectura de segurança mas participando na economia e no desenvolvimento regional, outras organizações regionais, nomeadamente: “Common Market for Eastern and Souther Africa” (COMESA), onde participa Angola; a

“Communauté Économique et Monétaire de l'Afrique Centrale” (CEMAC), onde participa a

Guiné-Bissau e a “Union du Magreb Arabe” (UMA).

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O “Conselho de Paz e Segurança” na África Central, foi criado a 25 de Fevereiro de 1999, em Yaoundé (Camarões), na Cimeira de Chefes de Estado e de Governo, tendo em vista fazer face à proliferação e à persistência de crises políticas e de conflitos armados que representavam uma ameaça à paz e à segurança na sub- região, constituindo-se num órgão de concertação política e militar destes Estados.

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O “Mutual Security Pact for Central Africa”, ao definir os termos de agressão, conflito interno e assistência humanitária em matéria de Defesa, indicando o compromisso assumido pelos Estados-membros de prestarem mutuamente ajuda e assistência para a sua Defesa contra qualquer ameaça de agressão. Em caso de intervenção armada, os Estados-membros colocam a FOMAC ao dispor do Estado agredido como prevê o respectivo protocolo. O pacto prevê ainda a realização periódica de exercícios militares entre duas ou várias unidades das FA dos Estados-membros sob a égide da CDS.

A CEN-SAD89, criada em 1998 por iniciativa do Presidente Líbio, Moammar Kadafi, é considerada a maior organização sub-regional africana (integrando a Guiné-Bissau desde 2004), no entanto no contexto continental não reflecte nas suas estratégias em prol da segurança a dimensão da geografia que representa. A UMA, constitui-se actualmente como o outro pólo alternativo à liderança regional a Norte no continente africano, tendo contudo um enorme constrangimento interno para resolver, integra Marrocos, que se constitui como o único país africano que não aderiu à UA.

O IGAD foi formado em 1986, em torno do combate à desertificação sahariana, vindo-se a constituir desde 1990, num fórum de diálogo político e no veículo principal para a paz e segurança regional90, na região Este de África, vindo a adoptar em 1996, após a Cimeira de Addis Ababa (Etiópia), a actual designação91. Em 2002, a organização criou o “Conflict Early

Warning Unit and Response Mechanism” (CEWARN), estabelecendo três unidades de alerta

precoce em coordenação com as outras ORA, tendo sido considerado operacional em 2003. O mecanismo de resposta é constituído em 2005, à custa da “Eastern African Standby Brigade” – EASBRIG, nos moldes da ASF da UA, tendo sido assinado um “Memorandum of

Undestanding”, estabelecendo que esta seria constituída por 5500 homens, dispondo de uma

componente militar e civil e que estaria pronta a partir dos finais de 2006. O IGAD é o parceiro actual da CI para a resolução de conflitos na região Este do continente africano, intervindo como facilitador do diálogo entre raças, culturas, povos e governos na região.

II.4. Síntese Conclusiva

As intervenções da ONU e da UE em África coincidem num aspecto fulcral, são capazes de projectar uma enorme capacidade logística, financeira e militar, com a legitimidade internacional que lhes é reconhecida, constituindo-se nos principais contribuintes para a consecução dos ODM em África. A UA sendo uma organização política de nível continental estabeleceu a partir de 2002, um nível de governação pan-africana, que fornece um quadro geopolítico e geoestratégico único, sendo por isso o interlocutor primordial da cooperação para África.

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Integrado no Conselho Executivo, dispõe no âmbito da segurança e Defesa do “Interior and Public Security”, para as questões internas e do “External Relations and Cooperation”, para a sua política externa.

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O IGAD concentra no seio da sua organização grande parte dos Estados que tiveram conflitos regionais nesta última década na África Subsariana. Conflitos que envolveram 5 dos seus 7 Estados-membros (Eritreia, Etiópia, Somália, Sudão e Uganda), razão pela qual a dinâmica da organização em torno desta problemática está tão desenvolvida. Muitas das actividades do IGAD estão voltadas para os conflitos na Somália e actualmente no Sudão, onde conjuntamente com a UA líder as negociações relativas ao processo de paz.

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Na Cimeira, o IGAD redefiniu os seus objectivos, tendo considerado como novos objectivos organizacionais o desenvolvimento de infra-estruturas (transportes e comunicações), a segurança alimentar, a protecção ambiental, a prevenção, gestão e resolução de conflitos e os assuntos humanitários.

A arquitectura de segurança e Defesa em África apresenta actualmente dois níveis interligados, o nível regional onde se insere a UA e o nível sub-regional, com as organizações sub-regionais, sendo compostas pelo conjunto dos Estados-membros. Estas ORA representam para a CI os agentes da mudança, serão elas que, irão num futuro próximo assumir os destinos das regiões onde exercem a sua influência, numa missão consentânea com os objectivos e estatutos que lhe deram origem.

A UA, a SADC, CEDEAO, ECCAS, CEN-SAD (onde estão alguns países da CPLP) e o IGAD, encontram-se num processo activo de consolidação das suas capacidades militares, com vista a adquirir as valências e requisitos operacionais que lhe permitam actuar em prol da segurança regional e continental. Numa perspectiva de cooperação multilateral, organizações como a ONU e a UE e alguns Estados (nomeadamente Portugal), têm actualmente projectos e estratégias nestas Organizações Sub-regionais, nomeadamente na aquisição de meios e na formação de quadros e tropas no âmbito das ASF. Existindo contudo vasto espaço de intervenção para outros Estados e Organizações, onde se enquadra nomeadamente a CPLP.

CAPÍTULO III – A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. A Estratégia Africana de