3. LĐTERATÜR ÖZETĐ
3.2 Taşıma Maliyetleri Üzerine Yapılmış Çalışmalar
O levantamento dos dados se deu entre os meses de julho e outubro de 2014, totalizando 200 questionários válidos e totalmente respondidos por colaboradores de projetos exitosos oriundo do consumo colaborativo seja no Brasil, seja em Portugal.
Nos Gráficos de 1 a 6 são apresentados os dados que compõem o perfil sócio demográfico dos respondentes, caracterizando a amostra quanto ao gênero, idade, nível de instrução, preferências, regiões onde residem, tanto no Brasil quanto em Portugal.
Gráfico 1: Faixa etária dos respondentes
Fonte: Elaboração própria.
No Gráfico 1, como se percebe, 52% dos respondentes têm idade acima de 30 anos. Tal perfil já era esperado, pois em pesquisa6 detalhada realizada pelo próprio Catarse ao final de 2013, em parceria com a Chorus, empresa de pesquisa com foco em projetos ligados à cultura e
sociedade, onde foram ouvidos mais de 3.000 apoiadores, foi atestada que a maioria dos consumidores de crowdfunding estão nessa faixa etária.
Gráfico 2: Gênero dos respondentes.
Fonte: Elaboração própria.
No Gráfico 2, demonstra-se que 56% dos respondentes são do gênero masculino, o que representa um total de 112 pessoas desse gênero, enquanto que 44% dos participantes desta pesquisa são do sexo feminino, representando os 88 demais participantes. Esse resultado talvez reflita o que se passa no entorno do próprio consumo colaborativo, uma vez que a maioria dos realizadores de projetos de crowdfunding, até então, são do sexo masculino. Dos 15 projetos apoiados pelo pesquisador para suporte à realização deste, apenas 4 foram idealizados pelas mulheres. Espera-se, no entanto, que esse número tenda a se elevar, dadas às qualidades criativas e de sensibilidade que o gênero feminino possui, essenciais à uma produção diversificada de cultura, principalmente nesse ecossistema que envolve o consumo colaborativo.
Gráfico 3: Nível de instrução dos respondentes.
Fonte: Elaboração própria.
O nível de instrução dos respondentes foi bastante elevado, tendo em vista que a grande maioria tem uma considerável vivência acadêmica. Afora o baixo percentual de 4% dos colaboradores possuírem até o ensino médio, definitivamente o consumo colaborativo é representado, em 96%, por universitários ou graduados com cursos de pós-graduação a níveis de especialização, mestrado e doutorado. Basta perceber que 21% dos respondentes são formados por mestres e doutores. O retrato da formação acadêmica exposto no Gráfico 3, revelou uma consistente distribuição dos níveis de instrução dos respondentes, como um reflexo do que se espera quando se trata de um tema inovador e que envolve pessoas ligadas aos produtos culturais e consequentemente ao conhecimento e constante aprendizado.
O censo demográfico7 de 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, apontou que dentre os que vivenciavam a vida acadêmica naquele ano, ao nível universitário, 87% cursavam cursos de graduação, 9% de especialização, 3% de mestrado e 1% de doutorado, o que, guardadas as devidas proporções, reflete o escalonamento quanto ao nível de instrução percebido nesta pesquisa.
7 Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2010. Disponível em <http://www.ibge.gov.br/home/>. Acesso em 20 out.
Em dados disponíveis no PORDATA8, sítio vinculado à Fundação Francisco Manuel dos Santos, que disponibiliza bases contemporâneas de dados portugueses, verificou-se que em 2013, 80% dos estudantes vivenciavam a vida acadêmica, ao nível universitário, nos cursos de licenciatura ou mestrado integrado; e que 15% cursavam mestrado e 5% de doutoramento. Tal divisão se aproxima ainda mais ao resultado obtido na pesquisa do que o percebido no perfil educacional brasileiro dentre os respondentes. Proporcionalmente falando, em Portugal existe um número mais elevado de estudantes em programas de mestrado e doutorado, do que aqui no Brasil.
Gráfico 4: Regiões brasileiras participantes.
Fonte: Elaboração própria.
Como se pode perceber no Gráfico 4 – acima, mais da metade dos respondentes da pesquisa residem na região sudeste, sendo por isso, essa região, a que mais atua no consumo colaborativo no Brasil. Infelizmente não houve representação da região norte brasileira neste estudo. O censo demográfico realizado em 2010 pelo IBGE9, mostrou que 42% dos brasileiros residem na região sudeste, o que justificaria a maior parte dos respondentes vir daquela região. No entanto, mesmo o sul contando com um percentual de apenas 15% dos brasileiros, teve uma representação de 24% nesta pesquisa; enquanto que na região nordeste, mesmo com 28% da população brasileira, a participação foi ínfima, de apenas 9% dos respondentes.
8 Fonte: PORDATA. Disponível em
<http://www.pordata.pt/Portugal/Alunos+matriculados+no+ensino+superior+total+e+por+nivel+de+formacao- 1023>. Acesso em 24 out. 2014.
9 Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2010. Disponível em <http://www.ibge.gov.br/home/>. Acesso em 20 out.
Gráfico 5: Regiões portuguesas participantes.
Fonte: Elaboração própria.
Em Portugal, conforme demonstrado no Gráfico 5, a grande parte dos respondentes vive na região de Lisboa, totalizando 68%. Em seguidas e equiparadas em números de respondentes, vêm as regiões Norte, Centro e Grande Porto.
Os censos realizados em 2011 pelo Instituto Nacional de Estatística de Portugal10, mostraram que 26,7% dos portugueses residiam na região de Lisboa, de onde vem a maioria dos respondentes portugueses, nesta pesquisa.
No questionário utilizado na coleta de dados, a região da Grande Porto foi separada da região Norte. Juntas, suas populações correspondem a 34,9% do total de habitantes portugueses, o que dá uma média de 17% dos habitantes portugueses para cada uma delas. Em 2011, só a região do Porto, já possuía 237.991 habitantes, praticamente a metade da população de Lisboa, que era de 547.733 habitantes, na mesma época. As regiões de Alentejo de Algarve não tiveram participação neste estudo, talvez pelo baixo índice populacional delas, que somam 11,5%, num efeito semelhante ao ocorrido no Norte do Brasil.
Torna-se oportuno ressaltar que mesmo havendo um índice maior de colaboradores nas regiões mais habitadas desses países, nada impede que habitantes de qualquer região brasileira
10 Fonte: INE. Censos 2011. XV recenseamento geral da população. Disponível em:
ou portuguesa, como de quaisquer países do mundo, colaborem com os projetos dessas plataformas, sobretudo por elas serem virtuais e livres de qualquer espécie de fronteira.