2.2. İlgili Araştırmalar
2.2.1. Türkiye’de Yapılan Araştırmalar
A era da qualidade teve seu início com a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, em 1941. Nessa época, o governo norte-americano criou o Conselho de Produção de Guerra, com a tarefa de ajudar as indústrias que eram fornecedoras do exército a alcançarem o padrão de qualidade exigido para os produtos militares. Devido ao aumento da produção em massa e às quantidades de produção cada vez maiores, tornou-se insustentável o processo de verificação e separação dos bons dos maus produtos, sendo necessária a adoção da estatística para assegurar a qualidade dos itens produzidos, tornando-se o controle estatístico um valioso instrumento de definição de não-conformidades.
Assim, o Conselho teve como principal função treinar as pessoas e as empresas a utilizarem instrumentos estatísticos para o melhoramento da qualidade dessas empresas. Em função disso, além de fornecer um primeiro contato de muitas empresas com os instrumentos estatísticos, uma das principais conseqüências das ações do Conselho foi o surgimento de especialistas em qualidade, que tinham a função de aplicar nas empresas os instrumentos estatísticos. Esses especialistas desenvolveram instrumentos em função da qualidade, iniciando o planejamento da qualidade, a auditoria de qualidade e preparando manuais de procedimentos. Essas atividades, para Juran (1997, p. 96), “ficaram conhecidas como engenharia de controle da qualidade.”
As grandes organizações chegaram a criar um departamento de engenharia de controle da qualidade, específico para abrigar esses especialistas, que juntamente com o departamento de inspeção, formaram o setor de Controle da Qualidade.
Já na época do fim da Segunda Guerra Mundial, como influência dos treinamentos oferecidos durante a guerra, surgiu a American Society for Quality Control (Associação Americana de Controle da Qualidade), iniciada através de um congresso que reuniu profissionais que trabalhavam com controle de qualidade para discutir e trocar experiências sobre o tema. A ASQC caracteriza-se como sendo uma: Associação profissional sem fins lucrativos, líder em âmbito mundial no desenvolvimento, promoção e aplicação da qualidade e de tecnologias a ela relacionadas. Fundada em 1945, foi formada com o intuito de melhorar a qualidade de materiais de defesa. Nesse período pós-guerra, ocorreram mundialmente dois eventos simultâneos importantes. Um seria o desenvolvimento industrial do Japão e como potência de qualidade; o outro, o desenvolvimento mercadológico na própria América.
A revolução japonesa da qualidade teve início após o término da Segunda Guerra Mundial, fase em que, com o incentivo de reconstrução do país pelos norte-americanos, os japoneses tentaram alterar a imagem que seus produtos possuíam no mercado, como sendo de baixa qualidade, mal-feitos e baratos. O pensador Ishikawa (1993) descreve a situação do país na época:
O Japão estava devastado pela derrota na Segunda Guerra Mundial. Praticamente todas as nossas indústrias haviam sido destruídas e não havia comida, nem roupas, nem habitações. O povo estava próximo da fome. Quando as forças americanas de ocupação aterrissaram no Japão, defrontaram-se imediatamente com um grande obstáculo: as falhas do sistema telefônico eram muito comuns. O telefone japonês não era uma ferramenta confiável para comunicação. O problema não se devia somente à guerra que acabara de ser travada; a qualidade do equipamento era irregular e medíocre. Conhecendo esses defeitos, as forças americanas ordenaram que a indústria de telecomunicações japonesa começasse a usar o moderno controle de qualidade e começou a educar o setor. Maio de 1946 – esse foi o início do controle de qualidade estatístico no Japão. (ISHIKAWA, 1993, p. 15).
Para realizar essa mudança necessária ao país alguns dos grupos de cientistas que haviam sido formados no esforço da Segunda Guerra Mundial (1941-1945) foram mantidos, após a Guerra, com um novo objetivo: a reconstrução do Japão. “Desses grupos, o mais importante foi o que passou a ser denominado JUSE – Japanese Union of Scientists and Engineers (Sindicato Japonês de Cientistas e Engenheiros) –, fundado em 1946.” (PRAZERES, 1996, p. 341).
Em conseqüência disso, no fim da guerra, em 1945, os bens para a população civil eram escassos. “A prioridade máxima das empresas passou a ser, então, o cumprimento dos prazos de entrega para garantir uma fatia maior do mercado, e a qualidade dos produtos foi se deteriorando de forma escandalosa.” (JURAN, 1997, p. 100). Já empresários brasileiros, preocupados com o contexto de deterioração da qualidade no Brasil, com o começo do crescimento econômico, percebem a necessidade da integração social, organizaram-se e fundam uma entidade de prestação de serviços industrial (SENAI) e comercial (SENAC).
4.5 QUALIDADES EM PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS: NASCIMENTO DO SENAC
Numa época marcada pelo fim da Segunda Guerra Mundial e o começo do crescimento econômico brasileiro, surge a necessidade pela integração social e o incremento da produtividade do trabalhador brasileiro. Foi quando os empresários do comércio, reunidos em maio de 1945, em Teresópolis (RJ), elaboraram a Carta da Paz Social. O documento que reivindica o combate à miséria, o aumento da renda nacional, a democracia econômica, o desenvolvimento das forças econômicas e a justiça social, foi um passo importante para os empresários brasileiros organizarem e manterem uma entidade nacional, de caráter privado, voltada à formação profissional para o setor terciário.
Assim nasceu o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), em 10 de janeiro de 1946. A partir dessa data, a história da Instituição caminha não somente com o crescimento do Setor do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, mas também com a da Educação do Brasil, numa trajetória de tantas conquistas.
No Brasil, no contexto mundial já referido, foi criado e oficializado, em 10 de janeiro de 1946, através de um decreto-lei de número 8.621 assinado pelo então presidente da República, José Linhares, o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial. O Comércio Nacional, no pós-guerra mundial, aprovara a iniciativa do Senac e seguiu o mesmo caminho da indústria, que quatro anos antes tinha fundado o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – o Senai.
Se os industriários brasileiros em meio à Segunda Grande Guerra Mundial, em 1942, tinham se dado conta do novo cenário socioeconômico do país, exemplo típico estava na Fundação da Indústria Siderúrgica Nacional pelo governo Vargas, exigia-se então mão-de-obra qualificada nas fábricas e, por conseqüência, a melhoria do sistema de aprendizagem dos seus operários. As lideranças do setor de comércio e serviços logo perceberam que o caminho a ser trilhado baseava-se na melhoria da formação profissional e na busca da qualidade na prestação de serviços.
O Brasil acostumado a exportar produtos agrícolas e importar artigos manufaturados vindo dos países agora destroçados pela guerra forçou se a satisfazer as necessidades do mercado interno. Era necessário fabricar no Brasil o que não mais se podia comercializar no estrangeiro. A industrialização se expandia rapidamente e o comércio se modificava. Esse processo de industrialização reivindicava farta mão-de- obra e era estimulada pela migração do homem do campo para as áreas urbanas. As cidades cresceram formando novos mercados consumidores. Tecnologias inovadoras de produção e de novas formas de comércio começaram a ser adotadas nas práticas industriais e comerciais no país. A indústria automatizava-se e acelerou-se o comércio interno no país. Necessitava-se, assim, de uma nova força de trabalho com maior especialização profissional e com mais qualidade.
Em 1943, no I Congresso Brasileiro de Economia, surge a idéia da criação de “um serviço de educação escolar comercial” semelhante ao Senai, o qual já alcançava bons resultados. Em 1945, na Conferência Econômica de Teresópolis, é redigida a Carta de Teresópolis, a qual declara princípios e recomendações vindas da Conferência das Classes Produtoras do Brasil. Nessa conferência, realizada no Teatro Nacional do Rio de Janeiro, em 10 de janeiro de 1946, foi criada a Confederação Nacional do Comércio, e eleito seu primeiro
presidente o Sr. João Daudt D'Oliveira, empresário gaúcho radicado no Rio de Janeiro, que no discurso de posse exortou o rejuvenescimento do capital dando-lhe novos deveres e responsabilidades (SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL-RS, 1997).
A Carta de Teresópolis, também chamada de Carta da Paz Social, passa a valorizar a função da atividade comercial, até então relegada a uma posição subalterna, na qual, aliás, estava imerso todo o trabalho, especialmente o manual, no país com uma crítica contundente, “pois o comércio até pouco tempo era considerado reservado aos inaptos, aos rebeldes ao estudo, aos ignorantes. Os desprovidos de ambição ou energia encontravam como solução melancólica de suas vidas, o destino de caixeiro [...]”, disse Daudt D'Oliveira. “Os bem- nascidos, filhos das famílias importantes, dos tempos do Império, até bem pouco se destinavam com exclusividade à medicina, ao direito, à burocracia, ao clero, à política, às profissões liberais e, alguns poucos, à engenharia.” Propunha que só uma sólida paz social poderia levar, principalmente, a uma obra educativa e, em conseqüência, a sentimentos de solidariedade e de confiança entre as classes.” (SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL-RS,1997, p. 102-105).
A exemplo do Senai, o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) surgiu com a concordância irrestrita do Governo Federal, mas é organizado, mantido e administrado pela iniciativa privada. São as empresas que viabilizam o organismo, financiando-o com a contribuição de 1 % sobre o total dos rendimentos pagos aos empregados do setor.
O Senac-RS nasce oficialmente em 13 de setembro de 1946, na primeira reunião dos membros do Conselho Regional do Senac no Rio Grande do Sul. Essa aconteceu em sua sede provisória no edifício Bier & Ullmann, na rua Uruguai, número 91. Nessa ocasião, instalou-se o Conselho formado pelo então proprietário das alfaiatarias Soares e irmãos & Cia e Presidente da Federação do Comércio Varejista do Estado do Rio Grande do Sul, Rubens Soares, que era também o presidente regional do Senac, Luiz Siegmann, proprietário das Lojas Bromberg, o representante do grupo econômico do comércio atacadista, pelo Antonio Ângelo Carraro, proprietário do Hotel Carraro e representante do setor turístico e pelo advogado Gastão Loureiro Chaves, representante do Ministério da Educação e Saúde, órgão integrante do serviço em criação. Em 11 de junho de 1946, João Daudt Oliveira nomeia o já Presidente da Federação do Comércio Varejista do Estado do Rio Grande do Sul, Rubens Soares, “como articulador e incentivador da nova organização Senac, delegando a ele o cargo
de presidente regional do Senac, cargo que permanece até 1954.” 59 (SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL-RS, 1997, p.102-105).
Em 19 de dezembro de 1946, acontece a instalação do Senac do Rio Grande do Sul, no Salão Nobre da Associação do Comércio de Porto Alegre o Palácio do Comércio. Porto Alegre contava com 313.900 habitantes e 3.906 empresas de comércio.
A bibliografia encontrada refere-se aos primeiros cursos profissionalizantes, do Senac no Rio Grande do Sul, nestes termos:
[...] No início, os cursos profissionalizantes foram ministrados através de acordos de cooperação. Em 1947 foi feito acordo de cooperação com o Sindicato dos Empregados no Comércio de Porto Alegre, que já possuía uma Escola Técnica de Comércio. Se fez também acordo com a Associação Cristã de Moços, que também tinha uma Escola Comercial. Acordos foram realizados com o Colégio do Rosário e o Colégio Anchieta. Nesse tempo, também se iniciou a implantação de cursos profissionalizantes nas cidades do interior. Em Porto Alegre, em 1947 já funcionavam 21 turmas, num total de 613 alunos. Em 1948, o Senac já estava em 24 cidades gaúchas e totalizava o atendimento de 2.800 alunos. Foram criados os cursos fundamentais, de Prática de escritório e datilógrafos. Cria-se o primeiro curso de Turismo e Hospitalidade do país. Em 1949 já estava em 26 cidades gaúchas, atendendo a 3.211 alunos em seus cursos. (SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL-RS, 1997, p. 56).
A experiência com educação à distância teve início em 1946, ano da criação do SENAC, e sempre desfrutou de posição de destaque como uma modalidade educativa capaz de ampliar a democratização de oportunidades na educação profissional. Em 1947, o SENAC, junto com o SESC e com a colaboração de emissoras associadas, criou a Universidade do AR, em São Paulo, cujo objetivo era oferecer cursos radiofônicos. Os programas, gravados em discos de vinil, eram repassados às emissoras, que programavam as emissões das aulas nos radiopostos, três vezes por semana e, nos dias alternados, os alunos estudavam nas apostilas e corrigiam exercícios, com o auxílio dos monitores. A “série radiofônica era composta de 96 aulas.” (SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL-DN, 2004, p. 38).
Nesse período, a implantação do Senac-RS no Estado já estava consolidada e caminhando na busca de uma melhor qualidade na prestação de serviços educacionais. Nessa década, o Senac nacional e regional se caracterizaram pela intensa colaboração com o ensino comercial do sistema regular e pelo esforço para se implantar, a nível nacional, nos diversos estados do país, assim como por apostar no ensino à distância como uma das alternativas para
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Presidentes do Senac RS. Ruben Soares (1946/1954);Manuel Alfeu Silva (1954/1964); Placido Lopes da Fonte (1964/1989);Zildo de Marchi (1989/1992);Darci AlvesPereira (1992/1993); Luiz Fernando Vieira (1993) – (SENAC, 1997, p. 1997).
o conhecimento e a busca da qualidade na formação. Em 1949, o Senac-RS, já prestava serviços em 26 cidades do Estado.