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4. TÜRKİYE-RUSYA SİYASİ VE TİCARİ İLİŞKİLERİ (1991 2001)

5.1. Türk Müteahhitleri Rusya Pazarında (1991-2001)

No Brasil, como se destacou anteriormente, não existe um órgão nacional que cuide especificamente das bibliotecas escolares. A administração destas fica a cargo das Secretarias Estaduais e Municipais de Educação. No que se refere ao município de Belo Horizonte, as bibliotecas escolares são gerenciadas pelo Núcleo de Coordenação de Bibliotecas, que desde 2004 esteve vinculado à Gerência de Coordenação da Política Pedagógica e de Formação (GCPF), da Secretaria Municipal de Educação.

Esse núcleo coordena um Programa de Bibliotecas na Secretaria Municipal de Educação (inicialmente chamado de Programa de Revitalização das Bibliotecas Escolares da RME-BH), implantado a partir de 1997, que atribui um papel importante à biblioteca escolar dentro da proposta da Escola Plural:

O Programa de Bibliotecas, visa à implementação dessa nova proposta pedagógica [Escola Plural]: pelas possibilidades de múltiplas leituras que a biblioteca oferece, pela contestação e diálogo com o conhecimento e, principalmente, pelo papel estimulador de propor novas questões, que podem ser objeto de pesquisa. A biblioteca deveria estar bem equipada, possuir diversos recursos materiais e com profissional especializado e qualificado para atuar nesse espaço, sendo parte integrante do processo de ensino- aprendizagem (SANTOS, 2007, p. 01).

O Núcleo de Coordenação de Bibliotecas, da Secretaria Municipal de Educação, é responsável pelo monitoramento das atividades do Programa de Bibliotecas: das atividades culturais realizadas, dos dados sobre empréstimo e pesquisa, além de

promover reuniões mensais com bibliotecários e encontros anuais com os profissionais que atuam em bibliotecas escolares.

O Programa de Bibliotecas, segundo Santos (2007), foi idealizado com o objetivo de modificar o quadro crítico das bibliotecas escolares municipais de Belo Horizonte até aquele momento. De acordo com Santos (2007), ―até então, a maioria das bibliotecas encontrava-se em estado de abandono, totalmente desassociadas da proposta político pedagógica da escola‖ (p.01). Conforme dados de uma pesquisa de dezembro de 1994 (apud SANTOS, 2007, p.01), que teve como critérios de análise a existência de acervo diversificado e atualizado e a adequação de mobiliário e do espaço físico, apenas 3,5% das bibliotecas escolares podiam ser consideradas muito boas; 13% das bibliotecas podiam ser consideradas boas; 34,9%, regulares; 39,6%, fracas; 4,1%, muito fracas; e, em 4,1% das escolas não havia biblioteca escolar.

O número total de livros das 174 escolas municipais de Belo Horizonte era, em 1994, 476.679 (SANTOS, 2007, p.01). Percebe-se que havia, em média, menos de 3.000 volumes por escola e muitos desses volumes que integravam os acervos das bibliotecas eram livros didáticos ou vários exemplares de um mesmo título. Além disso, das 174 escolas municipais existentes em Belo Horizonte naquele ano, apenas duas contavam com bibliotecários; nas outras escolas, as bibliotecas ficavam sob a responsabilidade de professores em readaptação funcional, funcionários em desvio de função ou estagiários.

Uma das primeiras ações do Programa de Bibliotecas foi a nomeação de 22 bibliotecários e 170 auxiliares de biblioteca, pois funcionários com vínculos profissionais mais duradouros e formação específica23 poderiam contribuir para a ressignificação do trabalho em biblioteca escolar .

Esse Programa de Bibliotecas se organiza também a partir do conceito de bibliotecas-pólo, um grupo de bibliotecas escolares que têm caráter especial quanto ao público atendido e quanto às ações desenvolvidas.

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Um dos eixos norteadores do Núcleo de Coordenação de Bibliotecas, segundo Santos (2007, p.3), é a formação de pessoal. Ao ingressarem na Rede Municipal, bibliotecários e auxiliares de Biblioteca recebem uma formação inicial com palestras sobre a Escola Plural e o Programa de Bibliotecas, oficinas de ação cultural e de organização de bibliotecas escolares. A formação continuada e em serviço ocorre por meio de reuniões periódicas, encontros para trocas de experiências, além de formações oferecidas regularmente.

O nome pólo deve-se ao fato de, primeiro, agregarem em torno de si outras bibliotecas escolares de uma mesma regional, coordenando o trabalho delas, e, segundo, de estar desenvolvendo um trabalho de extensão típico de uma biblioteca pública regional nas comunidades a que estará servindo, em horários estabelecidos pelas escolas. Nelas, estarão lotados, além de auxiliares de biblioteca, um bibliotecário (PIMENTA, AIRES, RIBEIRO, 1999, p.77).

A biblioteca-pólo tem ainda, segundo as diretrizes do Programa de Bibliotecas (SANTOS, 2007), a responsabilidade de centralizar o acervo voltado para professores daquela região e de promover o intercâmbio entre as bibliotecas escolares sob sua responsabilidade e as outras bibliotecas. Além disso, ―parte-se então do princípio de que a Biblioteca-Pólo é modelo de crescimento para as outras. Deve, portanto, receber equipamento multimídia para pesquisa de alunos e comunidade e, se for o caso, a ampliação de instalações na frente das outras bibliotecas escolares‖ (PIMENTA, AIRES, RIBEIRO, 1999, p.78).

Em 2010, a Rede Municipal de Ensino de Belo Horizonte conta com 184 escolas, cada uma delas com uma biblioteca. Destas, 38 são consideradas bibliotecas- pólo e estão distribuídas nas nove regionais administrativas da cidade. Em cada uma das bibliotecas-pólo, além de um auxiliar de biblioteca por turno, está lotado um bibliotecário coordenador, profissional formado em biblioteconomia. Além das bibliotecas escolares, o programa está vinculado à Biblioteca do Professor, sediada no prédio da Secretaria Municipal de Educação, que tem como finalidade contribuir com referências e complementar materiais bibliográficos para todos os profissionais da educação.

Cabe aqui destacar o conceito de biblioteca escolar que orientou o Programa de Revitalização das Bibliotecas das Escolas da Rede Municipal de Ensino de Belo Horizonte implementado em 1997:

A biblioteca escolar é um espaço centralizador de acervo bibliográfico e de material especial da unidade escolar, servindo como apoio à construção do conhecimento, oferecendo suporte a pesquisas que ampliem, contestem e dialoguem com o conhecimento adquirido em classe por meio da leitura de jornais, periódicos, textos científicos ou literários; é espaço de lazer, podendo ser usado para leitura, jogos, reunião; é espaço de atividades culturais, para a realização de encontros de alunos com escritores, de contação de histórias, de exposição de trabalhos de alunos e professores, de exibição de peças de teatro (se contar com auditório) (PIMENTA, AIRES e RIBEIRO, 1999, p.69).

E ainda:

Inserida no espaço da unidade educacional, há que se ressaltar o caráter eminentemente pedagógico da Biblioteca Escolar. Ela deve ser organizada para ajudar os alunos a aprender como usá-la e o seu material, como encontrar informações e como estudar, sendo uma iniciação no uso da Biblioteca Pública e uma fonte de experiência e formação para utilizar esses serviços durante toda a vida (PIMENTA, AIRES e RIBEIRO, 1999, p.69).

Outro aspecto importante das diretrizes do Programa de Bibliotecas é o incentivo à composição e à melhoria do acervo. Desde 2001 as bibliotecas das escolas municipais de Belo Horizonte passaram a contar com uma verba própria para a ampliação e manutenção do acervo, garantida pelo § 2º do artigo nº 163 da Lei Orgânica do Município de Belo Horizonte: ―§ 2º - Cada escola municipal aplicará pelo menos dez por cento da verba referida no art. 161 na manutenção e ampliação do acervo de sua

biblioteca‖.

Além de fazerem uso de sua verba própria, as escolas ainda recebem livros, por parte da Secretaria Municipal de Educação. Em 2003, foram enviados, em média, 1000 livros para cada escola. Eram livros de literatura infantil, infanto-juvenil, adulta, além de obras da literatura afro-brasileira (56 títulos que perfaziam o primeiro Kit de Literatura Afro-Brasileira) e de formação do professor.

As diretrizes para composição de acervo das bibliotecas escolares das escolas municipais de Belo Horizonte, como ressalta Santos (2007), indicam que o acervo deve ser escolhido a partir do projeto político-pedagógico de cada escola, atendendo à demanda de informação e lazer daquela comunidade escolar. Para isso, cada escola deve formar uma comissão para seleção de acervos com representantes de todos os segmentos da escola. O acervo deve, também, apresentar uma diversidade de tendências, gêneros, tamanhos e temas.

As especificidades da Escola Plural e do Programa de Bibliotecas, em Belo Horizonte, fazem das bibliotecas das escolas municipais de Belo Horizonte um universo de pesquisa interessante a respeito da implementação da Lei 10.639/03.

CAPÍTULO 5 ANÁLISE DOS DADOS: A LEI 10.639/03 SEGUNDO A