2.4. Satın Alma Davranışları ve Kuşaklar
2.4.2. Tüketici Satın Alma Kararları
2.3.1 – Habitat e Etologia
Os conchostráceos ocorrem em fácies não marinhas desde o Devoniano até o Recente. Eles habitam pequenos corpos de água doce a oligo- halinos, rasos, com menos de um metro de profundidade, planície s costeiras, pântanos, fontes, lagos de tundras e cavernas, pequenos lagos permanentes e lagunas próximas da costa (Webb, 1979, Che n & Hudson, 1991) (figura 23).
Tasch (1962, 1969) afirmou que os conchostráceos apenas viveriam em poças e corpos d’água temporários, e chegou a relacionar o número de linhas de crescimento com o número de dias em que o corpo d’água teria perdurado antes do ressecamento. Estimando-se o intervalo de tempo entre as ecdises e contando-se o número de linhas de crescimento, seria possível calcular a duração de um corpo d’água.
As águas onde os conchostráceos habitam podem ser claras ou lamosas, com vegetação ou não. O pH da água normalmente varia do neutro (pH = 7,0) a alcalino (pH = 9,7), ocasionalmente ligeiramente ácido (pH = 6,0) (Paul & Nayar, 1977). Tasch & Zimmerman (1961) observaram que, em aquários, os conchostráceos migraram para as porções superiores da água quando o fundo lamoso se tornou ácido.
Espécies atuais estão geralmente confinadas a pequenos corpos de água doce temporários, mas com pH básico e baixa salinidade. Mckenzie (1981) apontou a salinidade máxima da água para a sobrevivência dos conchostráceos atuais como sendo da ordem de 3,2 ppm.
Figura 23- Local de coleta de conchostráceos atuais, em Baja Califórnia, México (Wetzer, 2002).
Os ambientes onde vivem os conchostráceos atuais podem ser subdivididos em três tipos de acordo com a persistência dos corpos d’água e da predação por peixes (adaptado de Olsen, 1984):
a) Depressões, poças d’água:
Ambientes efêmeros que secam, no mínimo, uma vez por ano. São valas normalmente pequenas, onde não há predadores (figura 24).
Figura 24 – Poça d’água efêmera, sem predadores, onde se encontram conchostráceos atuais (Wetzer, 2002).
b) Corpos d’água permanentes sem peixes predadores (lagos) (figura 25).
Figura 25 – Lago onde se encontram conchostráceos atuais (Wetzer, 2002).
c) Lagos perenes com porções densamente vegetadas (figura 26).
Os conchostráceos protegem-se de predadores escondendo-se na vegetação submersa e flutuante.
Figura 26 – Lago densamente vegetado onde se encontram conchostráceos atuais (Wetzer, 2000).
2.3.2 - Distribuição Geográfica
Os conchostráceos viventes são cosmopolitas, principalmente distribuídos nas zonas temperadas e tropicais. A família Cyc lestheriidae somente aparece nos trópicos e subtrópicos.
Há registros de ocorrência de diversas famílias de conchostráceos no Brasil. Da Família Cyzidae, Cyzicus brasiliensis Baird, C. dallazi Baird e C. jonesi Baird foram descritos para o Brasil. Da Família Cyclestheridae, Cyclestheria hislopi Baird foi registrada na represa de Curuá-Una em Santarém, Estado do Pará (Ferreira, 1984). Organismos pertencentes a este grupo têm sido observados também nas canaletas que abastecem os tanques de piscicultura do Centro de Pesquisa e Treinamento em Aqüicultura (CEPTA), em Pirassununga, Estado de São Paulo e nas lagoas marginais do rio Moji-Guaçu, na Estação Ecológica de Jataí, município de Luiz Antônio (Rocha & Güntzel, 2001).
Da Família Limnadidae, Eulimnadia brasiliensis Sars é a única espécie registrada até o momento. Eulimnadia sp. foi recentemente encontrada nas lagoas temporárias de interdunas nos Lençóis Maranhenses (Rocha et al., 1998). Em um trabalho de campo realizado no decorrer da presente pesquisa, logrou-se encontrar duas espécies distintas de Eulimnadia na região de Nova Lima, Estado de Minas Gerais, porém ainda será feita a identificação específica destes exemplares.
Em regiões sub-áridas, os conchostráceos viventes freqüentemente são mais comuns e têm sido registrados em todos os continentes, menos na Antártica. Brtek (1977) registrou seis espécies na Tchecoslováquia e Mattox (1959) forneceu uma chave para 27 espécies nos Estados Unidos; uma única espécie foi registrada no Subártico (Bartonek & Murdy, 1970).
Algumas espécies são endêmicas, como Eulimnadia oryzae (Mattox, 1954) ou Caenestheriella gynecia (Mattox, 1950), restritas a pequenos lagos ou pequenas depressões. Outras espécies têm distribuição global, como Cyclestheria hislopi. Uma espécie européia foi encontrada na ilha mediterrânea de Mallorca (Espanha), Lepthestheria dalahacensis Mayol, 1975.
Conchostráceos fósseis são encontrados em todo o mundo. Leaia e Lioestheria são registrados junto a elementos da Flora Glossopteris do Permiano da Antártica (Tasch, 1965). No Paleozóico e no Triássico da Europa, os conchostráceos são encontrados em maior quantidade do que no Jurássico e Cretáceo. De outro modo, na Ásia, os conchostráceos fósseis floresceram no Mesozóico. Leaídeos foram encontrados na Amé rica do Norte, Europa, Ásia Central, Sibéria, África do Sul, América do Sul, Austrália e Antártica. Na China, eles foram encontrados em sedimentos desde o Devoniano Médio e Superior até o Permiano Superior (Chen & Shen, 1985).
2.3.3 - Clima e Temperatura da Água
Os Branchiopoda são muito sensíveis a diversos fatores ecológicos. Entre os conchostráceos, são encontrados indivíduos euritérmicos (sobrevivendo a temperaturas variando entre 1º e 41º C) e estenotérmicos. A maioria das espécies viventes é encontrada nas regiões temperadas quentes, a temperaturas entre 20º e 30º C. A temperatura é, certamente, um dos fatores limitantes e decisivos para o desenvolvimento e controle de várias espécies de conchostráceos.
Atualmente, encontra-se grande variedade de espécies de conchostráceos nas bacias hidrográficas interiores, o que permite inferir que um clima continental seria mais favorável a eles do que um clima oceânico (Carvalho, 1993).
O clima, atuando sobre a duração dos lagos temporários, interfere também na duração do tempo de vida de algumas espécies, que sobrevivem o mesmo tempo que duram estes lagos (Tasch & Zimmerman, 1962).
A temperatura também limita a eclosão dos ovos. Pesquisas feitas com espécies atuais mostraram que os ovos eclodiram apenas após a água de um pequeno lago temporário alcançar uma temperatura mínima, de 7,5º C para Limnadia stanleyana (Bishop, 1968) e de 13º C para Caenestheriella gynecia (Mattox & Velardo, 1950).
2.3.4 - Fatores Limitantes do Crescimento
Após a eclosão dos náuplios, os conchostráceos podem crescer rapidamente e alcançar o estágio de reprodução em poucos dias. Isso geralmente ocorre com as espécies que habitam poças d’água sujeitas a ressecamento (Tasch & Zimmerman, 1962).
O tamanho médio dos conchostráceos viventes varia de milímetros a alguns poucos centímetros. Os cizicídeos têm período de desenvolvimento mais longo e a duração de vida maior que os limnadiídeos. Isto significa que, num lago contendo limnadiídeos e cizicídeos, os primeiros podem rapidamente atingir um pico e então morrer, enquanto que os últimos atingem o pico de biomassa posteriormente e mantêm sua população por um tempo maior (Frank, 1988).
Um fator que poderia estar relacionado ao tamanho dos conchostráceos, segundo Kobayashi (1954) seria a temperatura da água, sendo tanto maior o tamanho quanto mais altas as temperaturas. Porém, Rohn (1990) observa que não são encontrados exemplares de grandes dimensões na Formação Rio do Rasto, apesar da deposição nesta formação ter ocorrido sob condições relativamente quentes, o que leva a crer que outros fatores também influenciam no crescimento.
2.3.5 – Substrato
Geralmente, os conchostráceos são encontrados junto a substratos argilosos ou associados a certos vegetais aquáticos, que são usados como subtrato.
As atividades de escavação e filtração nos cizicídeos podem produzir uma turbidez suficiente para que seja possível distinguir os lagos nos quais eles estão presentes dos que não possuem cizicídeos. A turbulência causada na água por algumas espécies de conchostráceos parece ser causada para colocar partículas alimentares em suspensão e filtrá- las em seguida (Frank, 1988).