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Sunulan Hizmetler

BAKAN YARDIMCISI

MÜSTEŞAR YARDIMCILARI

1.3.7. Sunulan Hizmetler

O PAIUB foi o primeiro contato verdadeiro que as instituições de Ensino Superior no Brasil (IES) tiveram com a avaliação institucional após o PARU. Sob a liderança do

professor Hélgio Trindade, então reitor e à frente da ANDIFES, e do prof. José Dias Sobrinho, dentre outros, a implantação desse programa nos anos 1993/1994 entrou para história da avaliação institucional no Brasil com ampla repercussão no meio acadêmico.

Essa movimentação no Brasil o situou à frente do que ocorria na América Latina nos anos 90, em termos de avaliação institucional, não somente pela experiência PAIUB, mas especialmente pela experiência realizada pela CAPES.

O modelo de avaliação PAIUB que surgiu das bases universitárias dedicou-se ao ensino de graduação, visto que a pós-graduação já vinha sendo avaliada pela CAPES e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O programa tinha dotação orçamentária própria e se realizava nas universidades por meio de adesão voluntária destas, com o envio de projetos à SESu/MEC para concorrer com os demais. Tais projetos eram aprovados pela Comissão Nacional de Avaliação e pelo Comitê Assessor do Programa. Do recurso destinado a financiar a avaliação nas universidades, após a provação do projeto, eram prestadas contas por meio de relatórios técnicos encaminhados ao Comitê Assessor.

Das 57 universidades/IES públicas brasileiras existentes em 1996, 48 haviam aderido ao PAIUB. Receberam recursos para avaliação 118 instituições públicas e comunitárias, 16 centros e escolas e 4 CEFETs. (LEITE, 2005, p. 52).

Quando os recursos do PAIUB foram cortados, depois de 1996, muitas universidades ainda realizaram avaliações internas e externas, com base nas diretrizes do referido Programa.

José Sobrinho (2002, p. 84-85) enfatiza que o PAIUB foi um Programa ativo enquanto não foi abafado pelo Exame Nacional de Cursos – o “Provão” - e por outras práticas de avaliação postas em prática, a partir de 1996, tomando maior corpo nos anos seguintes.

Em sua visão otimista do potencial do Programa, reforça o seu caráter democrático, uma vez que estava sendo edificado socialmente pela comunidade universitária, desde meados de 1993, apesar das dificuldades, mas lamenta que ele tenha sido alterado em 1997.

Os ajustes propostos posteriormente pela SESu/MEC não respeitam os princípios e postulados do PAIUB tal como foi pensado. [...] o PAIUB que ainda consta como uma política oficial quase nada tem a ver com o original [...] À medida que faltou o apoio oficial e outros procedimentos avaliativos se foram tornando obrigatórios e impondo padrões a serem cumpridos pelas instituições, o PAIUB foi se enfraquecendo na maioria das universidades [...] resta como saudade e como aspiração (JOSÉ SOBRINHO 2002, p. 84- 85).

Concordamos com o autor sobre o cuidado que a ANDIFES, a Comissão Nacional e o Comitê Assessor tiveram na elaboração dos princípios e postulados do Programa. Na leitura pessoal que Ristoff (2000, p. 40) faz sobre o PAIUB, ele admite que a globalidade, a

comparabilidade, o respeito à identidade institucional, a não premiação ou punição, a adesão voluntária, a legitimidade e a continuidade são os princípios que subjazem ao

Programa. Diz ele: “Nesses princípios, creio, está o cerne da concepção do PAIUB, e é o que deveria nortear cada um dos projetos das universidades brasileiras”.

Em abril de 2000, o Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras propôs um modelo de avaliação para examinar a qualidade do ensino e da formação oferecidas, bem como a relevância social das instituições de Ensino Superior.

Na seqüência, surgem outros formatos de avaliação com objetivos bem definidos. O Exame Nacional de Ensino Médio (ENEM) é um deles. É realizado anualmente e coordenado pelo INEP/MEC. Não é obrigatório e se destina aos alunos da 3ª série do Ensino Médio. Tem como objetivo regular a oferta de ensino, visando ao ingresso nos cursos superiores. Destina-se a alunos que querem conhecer suas possibilidades individuais após terem concluído o 3º ano.

O Exame Nacional de Cursos (ENC), o Provão, implantado pela MP 1018/1995, tinha como objetivo medir as aprendizagens realizadas em cada curso de graduação pelos estudantes do último ano com o fim de avaliar o curso. O exame era obrigatório e o aluno não podia deixar de comparecer à prova sob pena de não receber o certificado.

Experiência como a Avaliação das Condições de Ensino (ACE) tinha por objetivo avaliar in loco os cursos para verificar as condições de oferta de ensino de cada IES ou curso superior. Os dados dessa avaliação auxiliaram na composição da classificação nacional de cursos de graduação, junto aos resultados do Provão. Esses resultados eram expressos nos seguintes conceitos: CMB – Condições Muito Boas; CB – Condições Boas;– Condições Regulares; CR – Condições Insuficientes - CI.

O formato de avaliação da pós-graduação instituído pela CAPES, desde a década de 1970, tinha inicialmente periodicidade anual depois, bianual, e desenvolveu suas práticas de avaliação da pós-graduação, mensurando o desempenho dos cursos de mestrado e doutorado, permitindo que estes mesmos obtivessem pontuações que os classificavam em conceitos A, B, C, D, e E., ou seja, do melhor ao pior desempenho.

Leite, (2005, p. 56, citando Polidori, 2000) apresenta breve histórico das alterações pelas quais passou esse formato de avaliação: Em 1980, iniciaram-se as visitas de pares aos

programas de pós-graduação; em 1982, os resultados passaram a ser divulgados individualmente; em 1984, os cursos adquiriram o direito de solicitar reconsideração de suas avaliações; em 1985, os conceitos foram divulgados para todos os cursos e não apenas para aqueles que haviam sido avaliados; em 1988, por meio da informática, a avaliação passou, em parte, a ser realizada por meio eletrônico; em 1992, foram incluídos indicadores qualitativos e quantitativos; em 1994, as avaliações passaram a ser feitas em duas etapas.

Nova modificação em 1998 permitiu que os procedimentos de avaliação passassem a “incluir novos e mais ajustados critérios de aferição de qualidade dos programas de pós-graduação” [...] esse formato avaliativo contribuiu para desenvolver uma pós- graduação de qualidade e mesmo de excelência”. (LEITE, 2005, p. 57-58).

Contrário a outros formatos de avaliação já mencionados neste capítulo, e que tomaram corpo no Brasil, o de supervisão ou acreditação, desenvolvido com êxito nos Estados Unidos, no Chile e na Inglaterra, não se desenvolveu no Brasil.

Ainda que não se possa falar em Acreditação em nosso país, confirma-se a idéia de que as IES que foram credenciadas e recredenciadas merecem confiança, pois sofreram, por parte do governo, sob o olhar dos pares acadêmicos, especialistas, um cuidadoso e escalonado processo de supervisão e avaliação, legalmente instituído, para assegurar certa uniformidade e qualidade mínima ao sistema. (LEITE, 2005, 63).