STRATEJİK AMAÇLAR
Hedef 4.4: Uluslararası ilişkiler ve Avrupa Birliği müktesebatı uyumlaştırma çalışmaları kapsamında kurumsal kapasite artırılmasına yönelik çalışmalar ve ulusal yükümlülüklerin
3. FAALİYETLERE İLİŞKİN BİLGİ VE DEĞERLENDİRMELER 56
3.1. Mali Bilgiler
3.1.2. Mali Denetim Sonuçları İç Denetim İç Denetim
3.2.1.2. COĞRAFİ BİLGİ SİSTEMLERİ GENEL MÜDÜRLÜĞÜ
Os dados foram analisados tendo em vista pontos comuns em métodos de pesquisa-ação, alguns aspectos da Teoria da Ação Comunicativa, de Habermas, e alguns princípios da pesquisa cooperativa em se tratando de compreender os conteúdos e os discursos dos co-pesquisadores.
Para tais análises, realizamos dois procedimentos básicos: a releitura e análise dos depoimentos dos participantes dos grupos, bem como de todos os produtos gerados nesse trabalho, incluindo unidade de significado, categorias e textos elaborados; a análise do discurso presente nos encontros. Empregamos princípios metodológicos da pesquisa cooperativa, conhecimentos da pesquisa qualitativa, em especial, da análise do conteúdo, bem como valorações de alguns dados que entendemos pertinentes em nossas análises e característicos de abordagem quantitativa.
Ao utilizarmos o método da pesquisa-ação entendemos como Thiollent (2003, p.102), que ele se caracteriza como uma “forma de raciocínio e um tipo de intervenção que são adequados para produzir e difundir conhecimentos intermediários relacionados com os problemas concretos encontrados nas várias áreas consideradas”. Neste sentido, entende que a resolução de problemas efetivos se encontra na “coletividade e só pode ser levado adiante com a participação dos seus membros”. Lembra ainda que, mesmo que as soluções não sejam
imediatamente aplicadas, poderão ser aproveitadas como meio de sensibilização e tomada de consciência.
Durante os encontros, fomos identificando que um dos problemas nos grupos era a quase-ausência do conhecimento e da operacionalização do planejamento e da auto- avaliação reflexivas e participativas que poderiam tanto melhorar os processos, como os relacionamentos intrapessoal e interpessoal e os produtos de seus trabalhos.
Por outro lado, na formulação da Teoria da Ação Comunicativa, em Habermas, é valorizado uma comunicação livre nos grupos, onde os sujeitos se expressam livremente, longe das amarras da censura. A censura é um ato de violência, na medida em que aliena o sujeito de seu próprio discurso, pois a “comunicação do sujeito que fala e age está interrompida com ele mesmo” (HABERMAS, 1982, p. 245). Nos dois grupos de pesquisa, apesar dos chefes presentes, houve certa falta de censura, pois os falantes pouco se importavam se o que diziam atingisse às chefias; percebia-se apenas um cuidado com as palavras durante a oralidade e até mesmo algumas justificativas.
Para entendermos as falas dos sujeitos, é necessário interpretar as “descontinuidades lingüísticas” no dizer de Habermas, ou seja, os atos falhos de sua comunicação, e ao mesmo tempo, também, pedir que sejam os analistas do seu texto, a raciocinarem interpretando lacunas, omissões, sentimentos contidos nas falas. Neste sentido, os sujeitos serão capazes de compreender, pela auto-reflexão individual e grupal os fundamentos que validam suas ações e sentimentos. Durante as reflexões coletivas nós lhes fazíamos muitas perguntas sobre o que diziam, algumas para ficarem mais bem explicitadas e compreendidas pelo grupo todo, outras para que os próprios agentes analisassem o próprio discurso.
Importante é considerar que a hermenêutica de Habermas comporta a totalidade do ser no que ele traz de expectativas, vivências, sentimentos, afetos, valores, normas, crenças, enfim todos os aspectos que contextualizam seu mundo vital. O agir comunicativo de Habermas, ao que parece, não está acabado em sua obra, continua sendo elaborado. O importante de sua teoria em nossas análises, porém, foi a possibilidade desse agir comunicativo apresentar condições para que todos aqueles que participaram da discussão pudessem formar suas opiniões sobre a realidade.
Ao mesmo tempo, consideramos alguns consensos que, necessariamente, não objetivavam uma certa validação nos atos de fala, como pondera Habermas, mas que foram importantes para que se estabelecesse uma comunicação sincera, verdadeira, autêntica. As
exigências de validade habermasianas são:
a) verdade proposicional – pretensão de verdade nos proferimentos cognitivos e constatativos dos sujeitos relativos ao mundo objetivo;
b) correção normativa – ao fazer proferimentos o falante deve agir de acordo com as normas já justificadas no grupo;
c) veracidade - ser autêntico e sincero consigo mesmo e com os outros nas vivências subjetivas a que tem acesso privilegiado e que são explicitadas em atos de fala expressivos; d) inteligibilidade dos proferimentos – que as mensagens contidas nos proferimentos comunicativos sejam passiveis de ser compreendidas.
Quanto aos aspectos da pesquisa cooperativa, buscamos compreender a realidade, mediante a interpretação de textos ou discursos que tivessem vínculos com essa mesma realidade. A análise de conteúdo é fundamental neste tipo de pesquisa, pois ela é uma possibilidade científica de extrairmos o conteúdo, tanto o explícito como o latente, de textos, geralmente, escritos, mas aqui consideramos também os conteúdos.
Olabuenaga e Ispizua (1989) dizem que análise de conteúdo é uma técnica para ler e interpretar o conteúdo de documentos. A leitura deve se realizar de maneira sistemática, ou seja, científica, objetiva, válida, total e completa. É preciso buscar o conteúdo latente do texto e não apenas captar o seu sentido manifesto.
Várias concepções e abordagens dessa metodologia são apresentadas em virtude da percepção de vários autores e é empregada desde o final do século XX com evolução mais acentuada nos últimos cinqüenta anos. Em Bardin (1977), encontramos um histórico mais completo desta metodologia até os anos 1960. Moraes (1994) faz breve resumo apontando as principais definições para Análise de Conteúdo até os anos 1990. Para ela, a análise de conteúdo constitui-se de um conjunto de técnicas e instrumentos empregados na fase de análise e interpretação de dados de uma pesquisa, aplicando-se, de modo especial, ao exame de documentos escritos, discursos, dados de comunicação e semelhantes, com a finalidade de uma leitura crítica e aprofundada, levando à descrição e interpretação destes materiais, assim como inferências sobre suas condições de produção e recepção (MORAES, 1994, p. 104). Para análise de conteúdo, procedemos da seguinte forma:
1 organização do material capturado durante a recolha dos dados e que foi alvo de estudo; 2 análise do material com destaque para identificação de unidades de significado,
categorização das unidades e elaboração de textos descritivos ou sínteses; e, finalmente, 3 interpretação das informações descritas.
Os dados que apresentaremos a seguir foram coletados e analisados considerando as abordagens explicitadas e organizados de forma que possam melhor ser compreendida.
Não pretendeu ser extensa nem simplória, mas seu conteúdo deve ser compreendido como processo e constante vir-a-ser. Jamais como verdade a ser generalizada, até porque em pesquisas orientadas em função de objetivos práticos nem sempre a generalização é o seu objetivo principal. Somente a partir de dificuldades e soluções encontradas em várias situações é que podemos imaginar o segundo passo no sentido de uma generalização.