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ÇEVRE YÖNETİMİ GENEL MÜDÜRLÜĞÜ

STRATEJİK AMAÇLAR

Hedef 4.4: Uluslararası ilişkiler ve Avrupa Birliği müktesebatı uyumlaştırma çalışmaları kapsamında kurumsal kapasite artırılmasına yönelik çalışmalar ve ulusal yükümlülüklerin

3. FAALİYETLERE İLİŞKİN BİLGİ VE DEĞERLENDİRMELER 56

3.1. Mali Bilgiler

3.1.2. Mali Denetim Sonuçları İç Denetim İç Denetim

3.2.1.3. ÇEVRE YÖNETİMİ GENEL MÜDÜRLÜĞÜ

A pós-graduação no Brasil é considerada a parte mais exitosa da constituição da Educação Superior no país, principalmente quando consideramos a tardia implantação desse nível de ensino e o próprio surgimento das universidades brasileiras. Mesmo em um sistema que se originou de escolas isoladas que não tinham, inicialmente, seu foco na pesquisa, a pós-graduação desenvolveu-se com sucesso graças a esforços de agentes ligados ao Estado, comunidade científi ca e professores de IES interessados na pesquisa

científi ca. Esse empreendimento emergiu com certa difi culdade, pois havia problemas relacionados à constituição histórica do Ensino Superior, já mencionada.

Sobre sua estrutura, consideramos a referência inicial a este nível de ensino na LDB de 1961, ao mencionar, no artigo 69, que, nos estabelecimentos de Ensino Superior, poderiam ser ministrados cursos de pós-graduação, abertos à matrícula de candidatos que hajam concluído a graduação e a obtido os respectivos diplomas. Os títulos de mestre e doutor foram implantados no ano de 1965, ao ser solicitado pelo Ministério da Educação sua defi nição e regulamentação. Também foi exposta a demanda ministerial por uma formação de alto nível a ser ministrada nesses cursos, uma vez que havia uma carência nacional relacionada ao desenvolvimento científi co tecnológico no País naquela época. O modelo de formação na pós-graduação seguiu, e ainda segue, os moldes norte-americanos, que formam estudantes como master (mestre) e doctor(doutor).

A distinção que temos entre os cursos lato sensu e stricto sensu foi defi nida por parecer emitido pela Câmara de Ensino Superior, também no ano de 1965, sinalizando que a primeira categoria engloba os cursos de Especialização, Aperfeiçoamento e Extensão, todos com o objetivo de tratar de uma formação de caráter prático, concedendo certifi cado aos concluintes. O segundo grupo incluí os cursos de mestrado e doutorado. De natureza essencialmente acadêmica, objetivando a pesquisa e a cultura, constituiriam a área das universidades com maior responsabilidade pela criação e avanço do saber. Sua certifi cação aconteceria por meio dos diplomas de mestre e de doutor. O parecer em questão (nº 977/65, também chamado de Parecer Sucupira por conta do nome de seu autor Newton Sucupira) trata ainda com fl exibilidade as variações que podem ser manifestadas pelas universidades na oferta desses cursos. “Após essa regulamentação, tem-se início a criação de cursos no País.” (MARTINS, 2002, p. 70-72).

Essa regulamentação, ocorrida durante a ditadura militar, foi permeada por um nacionalismo que, estrategicamente, entendia a importância do avanço desse nível de formação, visto que o crescimento da pós-graduação proporcionaria uma qualifi cação menos onerosa aos professores universitários da rede federal que se encontrava em expansão naquele período.

Mesmo com a reforma universitária de 1968, a relação entre os professores dos cursos de mestrado e doutorado e seus estudantes pós-graduandos ainda permanecia numa relação dita “tutorial”, como resquício do antigo modelo universitário. Com a instituição de sistema de créditos e disciplinas, entretanto, os estudantes desse nível de ensino precisavam cumprir um mínimo de disciplinas especializadas, como também

33 necessitariam passar pelos momentos de qualifi cação de suas pesquisas, bem como defesa pública de tese, diante de banca formada por membros externos e internos da instituição. Balbachevsky(2005) chama a atenção para explicações que fundamentam o sucesso da pós-graduação no Brasil, afi rmando que tal qualidade só pode ser atingida com a inclusão dos programas de mestrado e doutorado nas políticas de ciência e tecnologia dos anos 70, a partir da articulação das chamadas lideranças científi cas com o setor nacionalista das Forças Armadas, ambos interessados em ter acesso a tecnologias avançadas por meio da formação, no Exterior, de pesquisadores brasileiros, incentivados a obter formação pós-graduada em outros países. Com fi nanciamento nacional esses estudantes trouxeram o retorno de uma visão mais ampla para essa área do Ensino Superior, contribuindo, inclusive na criação de outros programas.

O fi nanciamento dos planos de desenvolvimento tecnológico e científi co foi consolidados por meio da criação do FNDTC, Fundo Nacional de Desenvolvimento Científi co e Tecnológico, 1969, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico – BNDE. Isto ocasionou a implantação da FINEP, Financiadora de Estudos e Projetos, como agência especializada, no ano de 1971. O fi nanciamento passou a ser um item permanente no orçamento do Governo Federal, ocasionando também o fortalecimento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científi co e Tecnológico, CNPq.

Com o foco voltado para as universidades, as agências de fomento adotaram a estratégia de levar o fi nanciamento para as pesquisas diretamente para as mãos dos pesquisadores. Dessa forma, a burocracia das universidades era contornada, evitando o desperdício e garantindo recursos nos locais, de forma precisa. Tal fato criou nas universidades dois cenários distintos, onde se observava alta qualidade de materiais e equipamentos nos programas de pós-graduação, enquanto os departamento dos cursos de graduação continuavam num certo estado de sucateamento. Com a adoção dos procedimentos mencionados, o País teve notório crescimento no âmbito dos cursos de pós-graduação, obtendo número de programas que variaram num intervalo de tempo de 10 anos (1965-1975) de 38(27 mestrados e 11 doutorados) para 429 programas de mestrado e 149 de doutorado, sendo que em 2002 obteve-se a marca de 1.506 mestrados e 841 doutorados no País (BALBACHEVSKY, 2005, p. 290-291).

Com a referida expansão, o então Conselho Federal de Educação – CEF, que guardava a responsabilidade de reconhecer e avaliar os programas de pós-graduação, não contemplava com a necessária agilidade as demandas de tamanho crescimento, levando assim as agências de fomento a uma carência de informações sobre os programas de

mestrado e doutorado que subsidiassem a concessão de recursos. Somente em 1976, a CAPES implantou um processo de avaliação dos programas que inicialmente objetivava a coleta de informações que dessem indicativos acerca da concessão de bolsas de estudo. Para tanto, dados sobre a produção científi ca dos pesquisados dos programas avaliados passaram a ser objeto de atenção, tendo, para cada área do conhecimento, um comitê de especialistas de renome, que analisariam tais informações. Com o respaldo desses pesquisadores de alto nível, ao longo do tempo, os comitês passaram a orientar os padrões de qualidade das pesquisas, passando a consolidar referências para as respectivas áreas.

Essa sistemática de avaliação criou interessante relação entre o desempenho dos pesquisadores e o sucesso na obtenção de fi nanciamentos, conforme explica Balbachevsky, ao acentuar que “(...) quanto melhor a avaliação alcançada pelo programa, maior eram as chances e as de seus pesquisadores de alcançar apoio, tanto em bolsas de estudo como em recursos para pesquisa e infra-estrutura” (2005, p. 293).

Por mais positivas que tenham sido as conseqüências da sistemática de avaliação que a CAPES adotou para os programas de pós-graduação, a comunidade científi ca brasileira não comportou a quantidade de programas, levando assim a agência para uma situação no qual a avaliação passou a ser concedida mais freqüentemente com pareceres favoráveis. Isto levou a uma reformulação geral de seu sistema em 1998, que passou a ser mais rigoroso, tomando como parâmetros indicadores e normas mais claras. (BALBACHEVSKY, 2005, p. 293). Com referenciais internacionais, os procedimentos avaliativos passaram a observar mais cuidadosamente a produção acadêmica dos programas de pós-graduação. A mudança da periodicidade de 2 para 3 anos também foi adotada. Outra mudança importante foi a alteração da escala das notas, que ia de 01 a 05, passou a ter seu máximo no número 07. As maiores pontuações (seis e sete) aferidas apenas classifi cariam programas que tivessem cursos de mestrado e doutorado na mesma área qualifi cados em ótimos ou excelentes, tendo como referência padrões de qualidade internacionais. A nota mínima para reconhecimento seria três. (DURHAM & SCHWARTZMAN, 1992)

As modifi cações citadas tornaram as avaliações mais rápidas e aumentou a qualidade dos programas no País, tornando a pós-graduação, e seu modelo de avaliação, no Brasil, objeto de orgulho e referência para outros países.

4 O SISTEMA NACIONAL DE AVALIAÇÃO E A UFC – ANÁLISE