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2.2 SPOR ENDÜSTRİSİNDE ARZ TALEP VE DENGE FİYAT

VI. BÖLÜM: SPOR PAZARLAMAS

4.1. SPOR PAZARLAMASI KAVRAM

O plano que seguiu ao golpe de 1964 foi o Plano de Ação Econômica do Governo (1964-1966). Moreira (1989) ressalta que o cenário de 1963 era de baixo crescimento (de 3,1% ao ano ante 7% no quinquênio que se encerrara no ano anterior) e de inflação de 80% ao ano. O período inflacionário que estava se estendendo afetava fortemente a classe trabalhadora e aumentava a pressão dos sindicatos e o clima de insatisfação popular. O plano alcançou parcialmente as metas de crescimento e controle dos preços. Na esfera administrativa, Mello e Souza apud Moreira (1989) acreditam que este plano significou avanços quanto ao diagnóstico do contexto, seleção de estratégias e ações e instrumentação do setor público para as ações de política econômica do governo. Para Celso L. Martone (1970), o alcance pleno das metas foi comprometido por erros no diagnóstico da situação inflacionária e pelo uso inadequado dos instrumentos de política econômicos para conter a inflação. De acordo com o autor, a principal contribuição deste plano quanto à experiência do planejamento refere-se ao desenvolvimento de uma mentalidade acerca da importância de ações coordenadas do governo em função de um objetivo comum: o combate à inflação.

Nos primeiros anos do golpe de 1964, a educação estava sob as primeiras impressões do primeiro plano nacional de educação. Durante o período do Plano de Ação Econômica do Governo, duas revisões foram realizadas no PNE. A primeira ocorreu em 1965 devido (a) às mudanças na forma de financiamento do ensino decorrentes da criação do salário-educação (Lei 4.440/1965); (b) à realização do censo escolar em 1964; (c) ao não cumprimento de metas e (d) à falta de suporte orçamentário para atender as expectativas do plano (AZANHA,

2004; MOREIRA, 1989). O plano sofreu outra alteração em 1966 devido à nova orientação na política educacional que passou a destinar mais verbas para a alfabetização de adultos.

Os objetivos do Plano Decenal de Desenvolvimento Econômico e Social (1967-1976) anunciados pelo presidente Castelo Branco, quais sejam, aumentar a eficácia e racionalidade da política econômica em aspectos quantitativos e qualitativos e gerar a consciência acerca dos objetivos nacionais nas forças representativas do país, demonstram que foram aprendidas algumas lições com o plano anterior. Do ponto de vista administrativo, houve preocupação com a coordenação de esforços entre as esferas de governo e o setor privado a fim de evitar duplicação de esforços e desperdícios, além de dar um caráter nacional ao plano. O diagnóstico para subsidiar o plano abarcou aspectos econômicos, sociais e regionais (em parceira com órgãos regionais e estaduais de planejamento). Como descreve Moreira (1989, p.41) estavam previstas os seguintes estágios para a elaboração do plano decenal:

(a) Coleta de informações estatísticas básicas e elaboração dos estudos diagnósticos; (b) Formulação do modelo global; (c) Preparação dos planos e projetos parciais (regionais e setoriais); (d) Coordenação e revisão dos estudos parciais e integração do plano; (e) Definição de políticas; (f) Indicação das modificações institucionais necessárias.

Contudo, este plano deixou apenas a experiência do seu processo de formulação, uma vez que a saída do referido presidente da república, no primeiro ano de sua vigência, inviabilizou politicamente a execução do plano. De toda maneira, no projeto de plano esboçado era possível perceber, claramente, as influencias da teoria do capital humano no capítulo intitulado “Educação e Mão-de-obra”, reservado às metas educacionais (MOREIRA, 1989).

Na época da formulação do Plano Estratégico de Desenvolvimento (1968-1970), a administração pública brasileira contava com melhor estrutura técnica nas autarquias, fundações e outros órgãos da administração indireta, devido à “reforma administrativa” implantada com base no Decreto-Lei 200/1967. Além disso, contava com o know-how do

Escritório de Pesquisa Econômica Aplicada (EPEA)32 para a elaboração de diagnósticos do contexto econômico desde o plano anterior. As prioridades básicas continuavam sendo o crescimento econômico (de pelo menos 6% ao ano) e o controle da inflação. Visando a consecução dos objetivos, foram estabelecidas políticas nas áreas monetária, fiscal, mercado de capitais, comércio exterior, capital estrangeiro, reforma da administração pública, emprego e desenvolvimento científico-tecnológico. Também foram estabelecidas políticas de cunho social nas áreas da educação, saúde, saneamento e habitação. Quanto aos resultados, o plano foi eficaz no tocante às metas econômicas, mas falhou em relação às metas sociais (MOREIRA, 1989; ALVES E SAYAD, 1970). De acordo com Vermulm (1985), o início do processo de modernização produtiva acompanhada de altas taxas de crescimento ocorreu via concentração de renda e sacrifício (marginalização e deterioração das condições de vida) das camadas socioeconomicamente desfavorecidas da população.

A educação no contexto deste plano tinha, novamente, o papel principal de formar recursos humanos qualificados para apoiar o desenvolvimento econômico do país. O plano reconheceu a existência do PNE em curso e previa executá-lo. Do ponto de vista técnico, o Plano Estratégico de Desenvolvimento na área da educação (PED-Educação) se mostrava bastante estruturado com a definição clara de prazos, custos e resultados de cada programa e projeto previsto.

Na virada da década, seguindo a cronologia dos planos, as Metas e Bases para a Ação do Governo (1970) foi o programa que definiu as diretrizes para o Plano Nacional de Desenvolvimento que deveria ser implantado durante a década de 1970. A expectativa era de lançar as bases econômicas, sociais e políticas para a condução do Brasil à condição de país desenvolvido (e grande potência) até o final do século XX (BRASIL, 1970). As quatro

32 Fundado em 1964, é atualmente o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) - fundação pública

federal vinculada à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. O órgão, após algumas descontinuidades, tem consolidado, principalmente nos últimos 10 anos, sua estrutura técnica, administrativa, além de legitimidade e tradição nos assuntos econômicos.

grandes prioridades consubstanciadas nas ideias desenvolvimentistas da época eram: (a) Revolução na educação e aceleração do crescimento da saúde; (b) Revolução na agricultura- abastecimento; (c) Aceleração do desenvolvimento científico e tecnológico e (d) Fortalecimento do poder de competição da indústria nacional. Estas ideias permearam, em alguma medida, os planos que seguiram: I Plano Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – PND I (1972-1974); II Plano Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – PND II (1975-1979); III Plano Nacional de Desenvolvimento – PND III (1980-1985); e o Plano Nacional de Desenvolvimento Econômico da Nova República – PND-NR (1986-1989).

A “revolução da educação”, constante do Planejamento Setorial elaborado pelo MEC dentro das Metas e Bases para atuação do Governo, consistia no aumento do número de vagas em todos os níveis de ensino, mas também na melhoria da qualidade do ensino, na produtividade do sistema e integração entre educação e desenvolvimento científico e tecnológico, com vistas ao desenvolvimento do país como um todo (MOREIRA, 1989). Foram previstas dez estratégias para esta “revolução”, entre as quais se destacam (a) o aumento das verbas destinadas ao setor educacional; (b) implantação de um sistema financeiro para educação por intermédio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE); (c) implantação do ensino fundamental (integração do curso primário e ginasial) e sua universalização; e (d) política de expansão e valorização do magistério. As ações foram delineadas em 10 programas e 21 projetos com prazos, metas e mecanismos de financiamento. No ano seguinte da elaboração deste plano setorial para educação dentro das Metas e Bases para Ação do Governo, foi aprovada a segunda Lei de Diretrizes e Bases da educação brasileira (Lei 5.692/1971) que, entre outras disposições, estabeleceu escolarização obrigatória para a população entre 7 a 14 anos.

No período que compreendeu o PND I (1972-1974) foram alcançadas as metas de crescimento da economia, modernização da produção e diversificação das exportações. O

crescimento médio do país no período de 1971 a 1974 foi de 11,6% ao ano (12,6% para o setor industrial). Contudo, segundo avalia Vermulm (1985), o êxito do plano na economia neste período foi novamente obtido em detrimento à sociedade, diante dos mecanismos de arrocho salarial, concentração de renda, concessões ao capital privado, incentivos fiscais e financeiros. O PND I deu continuidade às estratégias para o setor educacional estabelecidas no programa de metas por meio do Plano Setorial de Educação e Cultura, com destaque para o Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL), que previa: um processo de alfabetização em massa da população de 15 a 35 anos; construção, ampliação e reforma de escolas e dos campi universitários; formação de professores; instituição de planos de carreira para o pessoal do magistério e melhoria da remuneração dos professores. Os projetos do plano foram detalhados quanto a objetivos, condições de execução e financiamento (MOREIRA, 1989).

O PND II (1975-1979) vigorou num período de turbulência econômica internacional decorrente da crise do petróleo, crises políticas internas e início do processo de redemocratização. Quanto aos resultados, de acordo com Moreira (1989), o plano só alcançou o objetivo de investir nas indústrias de base. Outros objetivos econômicos como o crescimento econômico (com altas taxas), controle da inflação e equilíbrio do balanço de pagamento não foram alcançados. O objetivo que impactaria a situação da classe popular (desconcentração da renda) também não foi alcançado. Quanto à educação, os objetivos, metas, estratégias e medidas complementares foram detalhadas no II Plano Setorial de Educação e Cultura. A integração dos sistemas e etapas de ensino, do pré-escolar à pós- graduação, “de modo a dar força, coesão e unidade ao conjunto de atividades voltadas para educação do homem brasileiro”, foi uma das orientações do plano (MOREIRA, 1989, p.146). As ações previstas foram norteadas em cinco eixos: (a) inovação e renovação do ensino; (b) preparação de recursos humanos; (c) expansão e melhoria da rede física; (d) planejamento e

administração; e (e) ações de apoio. Vale ressaltar que, segundo Moreira (1989), a reforma administrativa dos órgãos educacionais e a eficiência no uso dos recursos foram duas preocupações que permearam este plano. Igualmente, verificou-se que, diferentemente dos planos anteriores, não houve a definição de prazos e determinação de fontes de financiamento para as metas.