2.2 SPOR ENDÜSTRİSİNDE ARZ TALEP VE DENGE FİYAT
VI. BÖLÜM: SPOR PAZARLAMAS
4.3. SPOR PAZARLAMASI KARMAS
4.3.3. Tutundurma Kavramı
4.3.3.1. Spor Pazarlamasında Tutundurma:
4.3.1.1.4. Doğrudan Pazarlama:
Custo é um termo “consagrado” pelo uso nas pesquisas sobre financiamento da educação. Mas, ainda assim, às vezes há certa dúvida sobre a terminologia mais adequada para se referir aos dispêndios com os sistemas de ensino. Frequentemente, custo, gasto e
despesa são utilizados como sinônimos. Há quem advogue que, quando se trata de educação,
a palavra investimento é mais apropriada, uma vez que oferece retornos (e não apenas econômicos). Outros termos como perda, desembolso e preço também podem remeter a ideias semelhantes e fazer parte deste emaranhado de vocábulos relacionados à aplicação de dinheiro em algum empreendimento. A dúvida que pode surgir é se eles reportam às mesmas ideias ou designam coisas diferentes.
Diante desta profusão de nomes, Martins (2003) lembra que a área social muitas vezes produz diversas terminologias para um único conceito e, em outras situações, ao contrário, conceitos diferentes para um único termo. Neste ponto, algumas definições da contabilidade de custos são úteis para lançar luz sobre as ideias comunicadas em cada vocábulo.
Antes disso, vale esclarecer que a Contabilidade de Custos é uma disciplina oriunda da tradicional Contabilidade Financeira (ou geral). Esta disciplina, apesar de seus primórdios remontarem ao surgimento das grandes indústrias na época da Revolução Industrial,
desenvolveu nas últimas décadas sua concepção moderna motivada pelo aumento da complexidade das atividades empresariais, acirramento da competitividade e pela demanda por transparência decorrente da relação das empresas com investidores via mercado de capitais. Porém, atualmente, tanto as organizações do setor privado quanto público utilizam a contabilidade de custo para produzir informações gerenciais. Desse modo, seus métodos e técnicas têm sido empregados com duas finalidades principais: (a) auxílio ao controle - gerar informações para o estabelecimento de padrões, orçamentos e outras formas de previsão; e (b) subsídio à tomada de decisão - produzir dados sobre as consequências de curto, médio e longo prazo da alocação de recursos na produção de produtos e serviços desejados (MARTINS, 2003). Sendo assim, este é um campo que pode contribuir muito para a administração dos sistemas públicos de ensino, especialmente para a área do financiamento da educação, que tem buscado gerar conhecimentos sobre os custos das secretarias de educação.
De volta às definições dos termos, de acordo com Martins (2003, p.24), gasto significa “compra de um produto ou serviço qualquer que gera sacrifício financeiro (...) representado por entrega ou promessa de entrega de ativos (normalmente dinheiro)”. É um conceito amplo atribuível à aquisição de qualquer tipo de bem ou serviço. Para Silva et al. (2007), pode-se distinguir os gastos em ativados e não-ativados. Os ativados são aqueles que geram benefícios futuros (guardam relação com os conceitos de investimento e despesa de capital apresentados adiante). Os não-ativados são gastos relativos a benefícios do período em que ocorrem. Outro conceito amplo é desembolso. Para Martins (2003), trata-se do pagamento decorrente do gasto ou aquisição de qualquer bem ou serviço.
O termo investimento é um conceito abrangente quanto à finalidade, porém específico quanto à natureza do bem adquirido. De acordo com Martins (2003), investimento é um ativo (bem adquirido por meio de um gasto) “estocado” que gera benefícios futuros durante toda a sua vida útil. No sentido econômico, como afirma Vaizey e Chesswas (1974, p.51),
investimento é um gasto que “produz um fluxo de benefícios durante um longo período de tempo”. Por isso, conforme a legislação que rege as finanças e a contabilidade pública no Brasil (Lei 4.320/1964), apenas os bens duráveis (construções, equipamentos e imobilizados em geral, etc.) são gastos classificados como investimento. Neste sentido, conforme será apresentado nos parágrafos seguintes, dependendo da análise, um investimento pode ser também um custo.
Em consonância com o conceito proposto por Silva et al. (2007) anteriormente apresentado, custo, segundo Martins (2003, p.25), é um “gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços”. O conceito enfatiza o caráter específico do termo, o que é reforçado por Silva et al. (2007), quando afirmam que a terminologia custo deve ser atribuída apenas a gastos destinados a atingir um determinado fim. Ou seja, para ser caracterizado como custo, um gasto deve ter um objeto de custo (produto ou serviço) específico. Por isso, os autores afirmam que todo custo a princípio foi um gasto, mas nem todo gasto será um custo.
Desse modo, na tentativa de extrair as ideias de cada termo comunicadas acima, seguem alguns exemplos didáticos oferecidos por Martins (2003), adaptados para o contexto de uma escola. Um computador é um gasto quando adquirido pela secretaria de educação, torna-se um investimento ao ser entregue a uma escola (pois lá fica “estocado” para gerar benefícios por toda sua vida útil) e é um custo quando passa a ser utilizado em aulas, pois o valor do gasto será dividido sob a forma de custo em tantas parcelas quantos forem os períodos, geralmente em anos, de uso deste computador na escola. Igualmente, a conta de energia mensal de uma escola é um gasto no momento em que é paga e um custo quando o serviço de fornecimento de energia elétrica é utilizado em sala de aula para fazer funcionar um ventilador, por exemplo. Neste segundo exemplo, devido a sua natureza, o gasto/custo não passa pelo estágio de investimento.
Restam ainda os termos preço, perda e despesa. A palavra preço é utilizada no senso comum, em muitas situações, como sinônimo de custo. Não raro ouvem-se expressões como “custo da passagem de ônibus” ou “custo da cesta básica”. Nestas situações, o emprego do termo preço seria mais apropriado, por se referir ao valor pelo qual um bem ou serviço é vendido no mercado e, também, porque o gasto não está relacionado, necessariamente, com a produção de outro bem ou serviço. De todo modo, nos princípios contábeis do Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon) consta que “custo é o preço pelo qual se obtém um bem, direito ou serviço. Por extensão, é o montante do preço da matéria-prima, mão-de- obra e outros encargos incorridos para a produção de bens ou serviços” (IBRACON, 1994, p.113). Em outras palavras, considera-se preço como o valor pelo qual um bem ou serviço é adquirido ou contratado no mercado. Contudo, quando o bem ou serviço adquirido é utilizado na produção de outro bem ou serviço, o preço do primeiro passa a compor os custos do segundo.
A palavra perda comunica uma ideia bastante peculiar em relação aos demais termos até agora mencionados. Ela representa gastos, consumo de bens ou serviços que não resultaram em benefícios (SILVA, et al., 2007). As perdas são gastos em situações anormais, não previstas e involuntárias e, por isso, não se confundem com o conceito de custo. A perda de computadores por efeito das chuvas ou do acervo de uma biblioteca devido a incêndio são alguns exemplos. Martins (2003) orienta que perdas de pequena monta decorrentes do processo normal da produção de um produto ou prestação de um serviço, como, por exemplo, a perda de algumas folhas de papel na máquina copiadora da escola, devem ser classificadas como custo, pois são perdas em pequena magnitude que podem ser consideradas como parte do processo de elaboração de um produto ou prestação de serviço e, por isso, são até previsíveis, embora indesejáveis.
Por fim, segue a definição do termo despesa. Antes, contudo, é preciso frisar que, diferente dos termos anteriores, há grande diferença entre os conceitos de despesa prescritos pelos manuais de contabilidade do setor público e do setor privado43. Por isso, aqui será apresentada apenas a definição relativa ao setor público, pois é esta que será útil no decorrer do trabalho.
Entre os termos apresentados, este, certamente, é o termo mais utilizado em finanças públicas. Nas palavras de Baleeiro (2006, p.73), despesa pública “designa o conjunto de dispêndios do Estado, ou de outra pessoa de direito público, para o funcionamento dos serviços públicos”. Como se vê, é um conceito amplo que, de forma objetiva, comunica a mesma ideia abrangente do termo gasto, apresentado em parágrafos anteriores. Neste sentido, Cruz (2002, p.71) lembra que “na contabilidade pública todos os gastos são tratados genericamente como despesa”. A noção de gasto e despesa é tão semelhante que há reciprocidade inclusive entre suas classificações. Se os gastos podem ser categorizados em ativados e não ativados, de forma equivalente, as despesas podem ser classificadas em duas categorias econômicas: correntes e de capital. A noção de despesa de capital engloba o conceito de investimento, já mencionado.
Esclarecidas as relações entre as definições de gasto, despesa e investimento, resta esclarecer se há relação entre o conceito de custo e despesa no setor público. Quanto a isso, aplica-se a mesma lógica da relação entre gasto e custo: todo custo a princípio foi uma
despesa, mas nem toda despesa será um custo. Por isso, verifica-se que quando o interesse é a
apuração do custo de um serviço público, as peças orçamentárias e balanços das entidades públicas tem pouca ou nenhuma utilidade, pois apresentam apenas os gastos classificados por
43 Segundo Martins (2003, p.25), nas empresas privadas, as despesas representam “sacrifícios no processo de
obtenção de receitas”, por isso Michael Maher (2001, p.64) define despesa com o “custo lançado contra a receita de um período contábil”. Na tentativa de separar o que é despesa e o que é custo, nos balanços das empresas, muitas vezes, as despesas figuram como gastos com as atividades meio (de administração, venda, etc.) e os custos com gastos relacionados à área de produção.
categorias econômicas e elementos de despesas em um nível de agregação que não permite relacioná-los à prestação de um serviço público específico.