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2.2 SPOR ENDÜSTRİSİNDE ARZ TALEP VE DENGE FİYAT

VI. BÖLÜM: SPOR PAZARLAMAS

4.3. SPOR PAZARLAMASI KARMAS

4.3.1. Ürün Kavram

4.3.1.1. Spor Ürünü:

O documento do PND III (1980-1985) traz contribuições para a definição do planejamento econômico e social ao afirmar que o “planejamento é o instrumento que auxilia a sociedade a ordenar os seus esforços no sentido de atender às suas aspirações” (MOREIRA, 1989, p.63-64). O anseio expresso no plano, segundo Moreira (1989, p.63), a título de objetivo-síntese, foi “a construção de uma sociedade desenvolvida, livre, equilibrada e estável, em benefício de todos os brasileiros”. Quatro setores foram priorizados neste plano: agricultura, abastecimento, energético e social. Quanto ao último, as metas não atingidas nos planos anteriores fez com que inúmeras questões não resolvidas se acumulassem para o novo plano. Entretanto, os resultados deste plano foram modestos, uma vez que vigorou num período marcado pela crise de energia, desequilíbrio no balanço de pagamentos, aceleração da inflação, acentuado aumento da dívida externa, redemocratização política etc. As disparidades sociais e a concentração da renda persistiam. Para Vermulm (1985), este plano foi prejudicado por problemas administrativos, por causa da excessiva concentração de poderes na Secretaria do Planejamento. Para o autor, este órgão não deu a devida importância ao planejamento e desmantelou esta função no aparelho do Estado naquele período.

Neste contexto, o III Plano Setorial de Educação e Cultura visava fazer com que a educação, o desporto e a cultura atuassem como um mecanismo de diminuição das disparidades sociais. O foco da política era a população socioeconomicamente desfavorecida.

O diagnóstico que precedeu a elaboração do plano verificou o caráter seletivo da educação básica, uma vez que (a) 25% da população escolarizável em idade de frequentar o ensino fundamental não conseguia acessar o sistema; (b) foram verificadas altas taxas de repetência e evasão na 1ª série do 1º grau33; (c) os alunos mais pobres tinham dificuldades para avançar pelas etapas de ensino e muitas vezes evadiam antes de concluir a educação básica; (d) era baixo o percentual de jovens de 15 anos com acesso ao ensino médio; e (e) o pré-escolar era um “privilégio da classe abastada” (MOREIRA, 1989). Críticas também foram endereçadas ao ensino superior, também considerado excessivamente elitista (MOREIRA, 1989). O diagnóstico que subsidiou o plano apontava também a necessidade de reformar o sistema para que as metas educacionais não alcançadas desde os planos anteriores pudessem ser finalmente cumpridas e surtissem os efeitos sociais esperados. Cinco eixos nortearam o plano: (a) Educação no meio rural; (b) Educação nas periferias urbanas; (c) Desenvolvimento cultural; (d) Valorização dos recursos humanos e (e) Compromisso da universidade em assumir sua vocação social e regional. A descentralização das ações, a participação e a valorização das diferenças regionais eram valores presentes no texto do plano. Igualmente, merecem destaque, neste período, a opção do MEC em detalhar suas ações anuais em documentos apartados dos planos publicados ano a ano, além da não apresentação de metas quantitativas, prazos de cumprimento, fontes e formas de financiamento.

Encerrando o ciclo de planos de desenvolvimento iniciados no início da década de 1970, o PND-NR (1986-1989), diante da peculiaridade de seu momento histórico, apresentou três metas estratégicas: reforma administrativa, crescimento econômico (acompanhado de controle do nível de preços) e combate à pobreza (que havia chegado a níveis intoleráveis). O plano sofreu com os problemas de aparelhamento do Estado para realizar a tarefa de planejamento, o que ficou evidente na falta de estudos para subsidiar o plano com

33 Uma análise mais ampla sobre a questão da repetência e evasão no sistema educacional brasileiro foi realizada

informações da realidade econômica e social e na falta de indicadores e metas quantitativas para orientá-lo (MOREIRA, 1989; REZENDE, 2011). Neste sentido, na opinião de Vermulm (1985), não foi elaborado um plano de desenvolvimento e sim um documento com diretrizes gerais para o governo. Um dos pontos fracos do plano, segundo Moreira (1989), foi a não especificação da responsabilidade entre Estado e iniciativa privada quanto ao financiamento das despesas e investimentos, uma vez que a concepção do plano, numa época de crise do desenvolvimentismo, previa a redução da participação do Estado na economia.

A situação inflacionária brasileira naquele meio de década merece um aparte, uma vez que impactava como maior magnitude a mesma classe credora da dívida social do Estado no campo da educação: os mais pobres. Naquela época, o Brasil já convivia com uma trajetória histórica de inflação superior a dois dígitos desde 1957 e acima de 50% ao ano desde 1979 (SACHS E ZINI Jr, 1995). Entretanto, no período da Nova República, a aceleração da inflação chegou a níveis altíssimos (933,62% no acumulado anual de 1988 e 1.198% em 1990, por exemplo). Por isso, governo federal lançou cinco planos econômicos entre os anos de 1986 e 1991 com ações específicas de curto prazo (congelamento de preços, indexadores para economia, regras para reajustes de salários, substituição de moedas, ações utilizando instrumentos de política fiscal e monetária, etc.) para conter a alta dos preços: Plano Cruzado (1986); Plano Bresser (1987); Plano Maílson (1988); Plano Verão (1989); Plano Collor I e II (1990-1991) (MOREIRA, 1989). Estes planos (ou pacotes econômicos, para uma caracterização mais precisa) não alcançaram o principal objetivo que permeava todos eles. Isso porque nenhum deles continham, segundo Jeffrey Sachs e Álvaro Zini Jr. (1995, p.26- 27), simultaneamente, os três componentes que toda estabilização eficaz deve conter:

(i) uma solução para os problemas orçamentários que quase sempre estão na origem da inflação elevada; (ii) um método de eliminar os elementos inerciais da inflação elevada no início da estabilização, principalmente a indexação de preços e salários; e (iii) a introdução de uma ou mais ´âncoras nominais’ ao nível de preços”.

Planos setoriais foram elaborados como estratégia para sanar problemas específicos e, como ressalta Moreira (1989), a educação ocupou um papel de destaque no plano, especialmente no capítulo nomeado de “Desenvolvimento Social”. O texto do plano ressaltava a existência de uma enorme dívida social por parte do Estado brasileiro e, diante do quadro social do país, divergia da ideia de que o desenvolvimento social se dá como “um subproduto-automático do crescimento econômico” (concepção presente nos planos retro apresentados), conforme destaca o mesmo autor (1989, p. 165). No diagnóstico, também foi verificado a dificuldade em cumprir a meta de universalização do ensino fundamental estabelecida na LDB em 1971 (cerca de 6 milhões de potenciais alunos na faixa de 7 a 14 anos estavam fora das escolas naquela época). Além disso, outros problemas no sistema foram detectados, tais como a baixa remuneração do magistério e a ausência de programas de formação docente. Os objetivos do plano foram cobertos por oito programas. Estes continham diretrizes gerais e intenções, mas não previam metas quantitativas, prazos e necessidades de financiamento.

Enquanto tentava estancar o processo inflacionário com medidas de curto prazo, o governo federal também propôs outro plano de maior abrangência (embora o anterior tivesse sido proposto há apenas um ano) para coordenar as ações governamentais: o Programa de Ação Governamental (1987-1991). As prioridades do plano estavam, novamente, voltadas ao atendimento das classes mais desfavorecidas da sociedade, com ênfase na (a) geração de empregos e na (b) distribuição de renda, aliado a (c) contenção da inflação, ao (d) desenvolvimento do mercado interno e das exportações e, por consequência, da (e) retomada do crescimento da economia. Outro foco do plano era a reestruturação da administração pública, tendo o planejamento e o acompanhamento permanentes das ações do governo como instrumentos de gestão.

Entretanto, os objetivos deste plano não foram alcançados, pois muitas de suas ações só poderiam ser viabilizadas a partir do controle da inflação e da estabilidade administrativa. Quanto à educação, o MEC divulgou um novo documento de planejamento em maio de 1988, às vésperas da promulgação da Constituição vigente34: as Diretrizes para a Ação Programada: Educação e Desporto (1987/1991). Talvez motivada pelo contexto da constituinte, o documento aborda a questão da participação real dos estados e municípios no planejamento e gestão do sistema nacional de ensino, o que contrapõe a postura centralizadora adotada nos planos precedentes. Este plano mais uma vez consistiu numa lista de objetivos (que visavam resultados semelhantes aos planos anteriores) desdobrados em linhas gerais de ação sem metas quantitativas, cronograma das ações e estimativa do montante de recursos necessários para consecução dos objetivos.