2.2 SPOR ENDÜSTRİSİNDE ARZ TALEP VE DENGE FİYAT
III. BÖLÜM: PAZARLAMA KAVRAM
3.3. PAZARLAMA İLE İLGİLİ KAVRAMLAR 1 Tüketic
Na segunda metade da década de 1950, os trabalhos da Comissão Mista Brasil e Estados Unidos também subsidiaram a formulação do Plano de Metas (1956-1961) que vigorou durante o governo de Juscelino Kubistchek. Inspirado na concepção desenvolvimentista difundida na época pela Comisión Económica para América Latina (CEPAL), o plano contemplou cinco setores estratégicos: energia, transporte, alimentação, indústrias de base e educação (REZENDE, 2011). Este plano cumpriu várias metas e foi considerado exitoso em diversos aspectos. Além do crescimento de cerca de 7% do PIB entre 1957-1962, outros indicadores corroboraram a afirmação de Celso Lafer (1970, p.49) de que “(...) o Plano de Metas foi um caso bastante bem sucedido na formulação e implementação de planejamento”. Bresser-Pereira (1979) também faz uma avaliação positiva do plano. O autor considera que o plano colaborou para que a economia brasileira avançasse bastante naquela época. Segundo Celso Lafer (1970), a competência burocrática da administração brasileira em alguns órgãos considerados “de ponta” naquele contexto e o financiamento estrangeiro do plano (diante das condições gerais da administração pública naquele momento) são alguns dos fatores que colaboraram para o êxito do plano. Como ressalta Moreira (1989), a falta de
29 Esta ideia de um fundo único com aporte de recursos de todos os entes federados inspirou mais tarde a criação
do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF) e do FUNDEB.
crédito nos órgãos da administração pública existentes na época era tal que o poder executivo optou pela criação de uma estrutura administrativa paralela, sob a forma de grupos executivos, para gerir o Plano de Metas. Estes eram considerados órgãos de ponta devido ao quadro de pessoal e a flexibilidade da estrutura administrativa30. O órgão paralelo da educação federal foi criado em 1959 sob a denominação de Grupo Executivo do Ensino e Aperfeiçoamento Técnico (ENATEC). De todo modo, esta competência difusa da máquina administrativa e a inflação decorrente do período desenvolvimentista foram questões a serem equalizadas pelos governos e planos subsequentes.
O plano de metas foi importante para a educação pelo fato de que, pela primeira vez, o setor foi considerado prioritário em um plano do governo federal, embora o foco tenha sido na formação técnica da mão-de-obra para a indústria nascente (MOREIRA, 1989). Assim, é possível verificar que esta prioridade estava orientada pelos pressupostos da teoria do capital humano (que estava em fase de formulação) que orientaria, a partir da década de 1960, muitas decisões da política educacional dos países centrais e não centrais incentivados por organismos multilaterais. A discussão central da teoria do capital humano visa justificar o investimento dos Estados em educação devido às externalidades positivas geradas para o desenvolvimento econômico dos países em decorrência da formação para o mundo do trabalho. O desenvolvimento da Economia da Educação como área de estudo e pesquisa da economia se deu, inicialmente, na década de 1960, a partir de estudos de Charles Benson, Theodore Schultz e Gary Becker, sobre a produtividade econômica da educação. Estes estudos apresentavam o conceito de capital humano e, a partir da suposição de que as
30 A tendência de criação de estruturas paralelas na administração pública brasileira, ao invés de uma reforma
administrativa que tornasse toda a máquina pública eficiente e eficaz, se confirmaria mais tarde com a publicação do Decreto-Lei 200 em 1967. Esta legislação instituiu a administração pública indireta com órgãos com estrutura administrativa e financeira descentralizada com vistas à flexibilização, racionalização, desburocratização e desconcentração. Estes órgãos são denominados de fundações públicas, autarquias, sociedades de economia mista e empresas públicas. A estratégia também visava à implantação de uma adminitração pública gerencial e menos burocrática. Contudo, segundo José Matias-Pereira (2008), esta estratégia não surtiu efeito sobre a administração pública direita (considerada arcaica e ineficiente), o que fez com que coexistissem duas estruturas no Estado brasileiro.
habilidades e conhecimentos adquiridos pelo homem por meio da educação poderiam ser a explicação para o aumento da produtividade econômica, surgiram vários “estudos confirmatórios” da ideia de que a educação é um dos investimentos de mais alto retorno tanto para os indivíduos como para as coletividades (WOODHALL, 1987b; VELLOSO, 2001). O que os estudos críticos sobre esta teoria questionam é a estreiteza de propósitos da educação quando esta é tratada apenas como preparação para o mundo do trabalho e não como direito fundamental inalienável necessário ao pleno desenvolvimento da pessoa, o exercício da cidadania e o acesso a uma vida digna em todos os âmbitos de inserção social do indivíduo (ou seja, independente do mundo do trabalho).
Mas voltando à educação no Plano de Metas, para Moreira (1989), além do foco na formação para o trabalho, a destinação de apenas 3,4% dos recursos previstos para custear o plano para a educação (ante 43,4% para o setor energético; 29,6% para os transportes; 20,4% para a indústria; e 3,2% para alimentação) indicava que esta era uma “prioridade menor”, que parece ter sido explicitada na “coincidência” do fato de a educação ser a meta de número 30 entre as 30 metas do plano (o que poderia parecer apenas uma questão de ordem de redação). No último ano de vigência do Plano de Metas foi finalmente sancionada a primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 4.024/1961). Esta Lei instituiu a criação de conselhos estaduais de educação e explicitou em seu texto a obrigação do Conselho Federal de Educação quanto à formulação de um plano para gerir os fundos do ensino primário, médio e superior previstos naquela lei.
O Plano Nacional de Educação de 1962 previu metas quantitativas e qualitativas para o período de oito anos (1962-1970) e estabelecia critérios para coordenar os esforços conjuntos da União, Estados e Municípios para aplicação de recursos. Do ponto de vista quantitativo, o plano previa inserir percentuais da população nas faixas de 7 a 11, 12 a 14 e 15 a 18 anos. Com destaque para a universalização do ensino entre a população em idade de
frequentar o ensino primário31 até o ano de 1970. Também previu metas qualitativas como a formação de professores, ampliação da jornada discente (turno integral pelo menos para a 5ª e 6ª séries do ensino fundamental e 6 horas de atividades diárias para o ensino médio). Sobre as metas daquele plano, Darcy Ribeiro (então ministro da educação) citado por Moreira (1989), na ocasião de lançamento do plano, considerava um motivo de vergonha a fixação de metas educacionais que outras nações já haviam alcançado antes de atingir o nível de desenvolvimento econômico que o Brasil se encontrava naquela época. Passados 50 anos do lançamento do plano, o descompasso entre o nível de desenvolvimento econômico e social brasileiro ainda não foi superado.
A próxima experiência na cronologia dos planos governamentais brasileiros foi o Plano Trienal de Desenvolvimento Econômico e Social (1963-1965). Elaborado por uma equipe liderada por Celso Furtado (então ministro extraordinário do planejamento), o período do plano foi caracterizado por intensa instabilidade política. Para Roberto Macedo (1970), o plano foi um esforço para efetivar o planejamento econômico no país, manter o crescimento econômico na ordem de 7% ao ano e conter a elevada inflação. Entretanto, conseguiu apenas dar continuidade ao esforço de planejamento, o que, para o autor, é significativo naquele contexto de “ebulição” política. Segundo Macedo (1970, p.67), o país sofria com
a dificuldade de informações estatísticas detalhadas e de boa qualidade, a deficiência da estrutura governamental para suportar a organização necessária ao planejamento, a falta de experiência, a inexistência de adequados instrumentos de ação, o desconhecimento dos efeitos das políticas executadas, a resistência dos empresários (...).
A educação no Plano Trienal recebeu metas ainda mais ambiciosas que no PNE/1962: reconheceu a necessidade de um reforma administrativa no MEC; de expansão do número de escolas e do número de professores com formação (em nível médio e superior), elevou a taxa de cobertura para a população de 12 a 18 anos prevista no PNE e previu maior aporte de
31 Que corresponde atualmente aos anos iniciais do ensino fundamental cuja frequência em idade “ideal” se dá
recursos para a educação oriundos do orçamento da União. As metas do plano geral do governo e do PNE não se contrapunham e, por isso, coexistiram até que o golpe militar de 1964 mudasse o cenário político e impedisse a implantação do plano trienal.