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3. MATERYAL VE YÖNTEM

3.1. Materyal

3.1.3. Sosyal ve ekonomik yapı

Durante a implementação das ações utilizou-se a roda de conversa e seminários nas três reuniões educativas e o grupo focal na construção dos protocolos. A roda de conversa foi elencada para o desenvolvimento das reuniões junto aos participantes, por ser uma técnica que não possui um limite de participante, além de seu caráter criador, dialógico e integrador. Também favorece a articulação dos processos de reflexão, discussão, análise e socialização de idéias (RYCKEBUSCH, 2011). Os encontros aconteceram no refeitório do CMEI em estudo e tiveram duração aproximada de três horas.

Concomitantemente, utilizou-se a técnica de observação participante. Nesta o pesquisador acompanha sistematicamente indivíduos e rotinas, em contato direto com os observados, com a intenção de analisar o comportamento e relacionamentos ocorridos no cotidiano (POPE; MAYS, 2009).

Para a realização desta técnica, foi preparado um roteiro de observação participante construído previamente para o uso dos observadores (APÊNDICE F). Estes foram alunas de graduação previamente treinadas, as quais também utilizaram câmera e gravador digital de voz, a fim de registrar as sessões com maior riqueza de detalhes. É relevante destacar que a

enfermeira responsável pela área da ESF que abrange o CMEI também participou como observadora e palestrante nas oficinas. Cada encontro contou ainda com um roteiro de avaliação, obedecendo a um padrão único (APÊNDICE G), que foi aplicado ao final de cada sessão.

Assim, a partir da avaliação realizada ao final de cada sessão foram feitos planejamentos e (re) planejamentos dos encontros entre os participantes e o pesquisador, levando em consideração os conteúdos abordados e a metodologia de trabalho.

Devido às especificidades contidas em cada ação realizada, detalhar-se-á a metodologia educativa abordada em cada atividade.

a) Ação 1 – Cuidar e prevenir: boas práticas de higiene e cuidado à saúde.

O primeiro encontro ocorreu no mês de maio no refeitório do CMEI, pois foi solicitado pela direção que os encontros ocorressem neste ambiente. Para tanto, o espaço foi organizado em forma de semicírculo, a fim de melhorar a interação entre os participantes, com uma mesa ao centro para auxiliar no desenvolvimento da dinâmica.

Ao chegarem, os participantes recebiam crachás, viabilizando assim a comunicação entre as mesmas durante a realização da ação, visto que alguns membros do grupo não se conheciam. Além disso, estes crachás possuíam duas cores diferentes, com o intuito de dividir o grupo em dois subgrupos, compostos por 12 participantes do subgrupo azul e 12 do amarelo, com a finalidade de melhorar a interação e o desempenho destes durante a realização da atividade educativa.

Após este momento, realizou-se a apresentação da mestranda e das bolsistas que estavam auxiliando, assim como esclarecimentos sobre a pesquisa e a temática a ser discutida naquela manhã. Optamos por utilizar como estratégia educativa o jogo da memória, cujas figuras foram impressas da internet. Tal Jogo foi composto por oito figuras que representavam situações de risco para a aquisição de doenças e de prevenção das mesmas.

A utilização de jogos terapêuticos representa um recurso valioso nas práticas de educação em saúde devido minimizar a monotonia no decorrer do processo de ensino- aprendizagem. Além disso, busca diminuir as tensões de modo a deixar os participantes livres para expressar conceitos, sentimentos e modificar comportamentos através de uma comunicação efetiva (ALVARENGA et al, 2012).

As figuras do jogo da memória tratavam de formas de transmissão de doenças, através de perdigotos, mau armazenamento de lixo e ingestão de água contaminada, contato direto com pessoas ou objetos contaminados, uso de objetos pessoais de forma compartilhada. Além

disso, havia imagens que demonstravam situações preventivas, como lavagem adequada de frutas e verduras, higiene corporal e escovação dos dentes, lavagem das mãos, ambiente limpo e bem cuidado.

Para avaliar o conhecimento prévio e se a ação foi efetiva, antes e depois da discussão, as participantes responderam a um instrumento contendo as mesmas figuras do jogo da memória (ANEXO H). Cada figura continha dois quadrados dispostos abaixo de cada imagem, um de cor preta e outro de cor azul. Se a figura representasse uma atitude de proteção, eles deveriam assinalar no quadrado de cor azul, mas caso eles a julgassem como um ato de risco à saúde, deveriam marcar o quadrado preto. Dessa forma, as participantes que tinham dificuldades em ler e/ou escrever conseguiram responder ao instrumento sem prejuízo de entendimento.

Após apreensão do conhecimento prévio das participantes, a mestranda fez um sorteio para saber qual grupo iria começar e, depois, iniciou-se a ação. À medida que os pares das figuras eram encontrados, realizávamos uma discussão sobre o conteúdo da imagem, sempre associando às fases de desenvolvimento infantil e promoção à saúde.

b) Ação 2 – Medidas caseiras no cuidado à saúde da criança.

Neste encontro realizou-se uma dinâmica denominada “Barraca do conto”. Esta foi inspirada em um estudo realizado por Gadelha (2007), a qual criou a “Tenda do conto” na perspectiva de construir espaços abertos para compartilhar saberes e práticas.

Assim, foi montada uma mesa contendo vários tipos de plantas, frutas, verduras e legumes, simulando uma barraca de feira livre (APÊNDICE I). Ao lado da barraca, uma cadeira foi colocada a fim de que cada pessoa sentasse e relatasse alguma receita com a medida caseira que usava para o tratamento de enfermidades ou prevenção de doenças no seu filho.

Para tanto, solicitou-se que as participantes seguissem um roteiro, de forma a explanar sobre as seguintes questões: quem me ensinou a fazer? Pra quê serve? Como é que eu faço? Em quantos dias eu tomo aquele medicamento? Aconteceu alguma reação com meu filho? Ficou melhor em quantos dias? Após a exposição das participantes, realizou-se um debate e preparo ao vivo de dois tipos de medidas caseiras, seguido de degustação.

A ação foi planejada de modo a abarcar os principais acidentes que ocorrem no período da infância, com ênfase nos aspectos do crescimento e desenvolvimento, das fases de infante e pré-escolar.

Utilizou-se como metodologia simulações, quando pertinentes, e seminário, que versou sobre os seguintes aspectos: obstrução de vias aéreas por corpo estranho; fraturas e contusões; hemorragias; convulsões; quedas; intoxicações; queimadura. Os temas foram propostos pelos próprios participantes como pela mestranda, a fim de dar espaço às experiências e necessidades de cada pessoa.

Adotou-se como material didático: travesseiros, colchonetes, lençóis, sacos com gelo e os próprios participantes como manequins. Dessa forma, buscou-se construir um aprendizado a partir das experiências e condições de cada contexto.

Inicialmente, buscou-se apreender os conhecimentos e atitudes que as participantes teriam diante de algumas situações que necessitasse de primeiros socorros. Para tanto, mostrou-se figuras de crianças em diversas situações que poderiam ser visualizadas no cotidiano, como quedas, sangramentos, fraturas. À medida que as imagens iam sendo expostas no projetor multimídia, a facilitadora relatava o contexto que aquele evento havia ocorrido e indagava o que as participantes fariam ao presenciarem aquele acidente.

d) Ação 4 – A sistematização do cuidar: elaboração de protocolos para a prevenção de doenças e o cuidado imediato da criança.

Para esta ação, utilizou-se grupos focais para a leitura e discussão de sinais e sintomas que as crianças poderão apresentar nas dependências do CMEI e as supostas ações que poderiam ser tomadas para amenizá-las. Assim, eram realizados, em conjunto com pais, educadores, enfermeiras e gestores do CMEI, leituras de livros e artigos científicos pesquisados no Periódico Capes. Posteriormente, foram construídos protocolos e Procedimentos Operacionais Padrão (POPs).