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2. HAVZA PLANLAMASI VE YÖNETĠMĠ YAKLAġIMLARI

2.1. Temel Tanımlar

2.1.3. Havza planlaması ve yönetimi

ESCOLAR

O nome Umarizal foi definido “[...] devido às inúmeras umarizeiras30 existentes, antigamente, às margens dos rios Umari e Gavião” (ONOFRE Jr., 2004). Caracteriza-se por ser um município que tem como principal fonte de renda, a agricultura familiar; clima quente de semiárido que torna a agricultura convencional um pouco difícil de ser trabalhada, mas com algumas tecnologias adaptadas ao semiárido, é possível se conviver bem na região. Possui uma indústria de Carrocerias (Vicunha) de pequenos e médios caminhões, sendo essa uma das principais referências nos estados de Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba. Tem um peso significativo na economia local. Desenvolve, também, a formação de aprendizes no ofício da marcenaria e trabalhos afins na produção de carrocerias.

O município apresenta uma área de 225 km2 o que representa 0, 42% da superfície estadual, e está localizado na microrregião de Umarizal juntamente com os municípios de Almino Afonso, Antonio Martins, Frutuoso Gomes, João Dias, Lucrécia, Martins, Olho d‟Água do Borges, Patu, Rafael Godeiro e Serrinha dos Pintos (RIO GRANDE DO NORTE, 1980). Segundo dados do INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA- IBGE, (2009), a população é de 10.640 habitantes, resultando numa densidade demográfica de 49,50 habitantes por km2. O índice de Desenvolvimento Humano - IDH31 do município é de 0, 643, abaixo do índice nacional, 0, 813, dentre os padrões favoráveis, pois esse padrão situa-se entre 0, 500 e 0, 799. Umarizal ocupa o 60º lugar no Estado.

A distância em relação à capital – Natal – é de 405 km rodoviários e de 283 km em linha reta. Limita-se com nove (09) municípios: ao norte com os municípios de Caraúbas e Apodi; ao sul, com os municípios de Lucrécia e Martins; ao leste, com os municípios de

30 Planta de porte arbóreo ou arbustivo silvestre que pode ser encontrada em regiões subtropicais e tropicais, vem do tupi guarani, existentes, antigamente, em grande quantidade às margens do Rio Umari e Gavião (NATAL, 1999). 31 De acordo com as informações do IPEA, o IDH que é medido a partir de indicadores de educação (alfabetização e taxa de matrícula), longevidade (esperança de vida ao nascer) e renda (PIB per capta). O índice varia de 0 (nenhum desenvolvimento humano) a 1(um desenvolvimento humano total). Regiões com IDH até 0,499 têm desenvolvimento humano considerado baixo; aqueles com índices entre 0,500 e 0, 799 são considerados de médio desenvolvimento humano; regiões com IDH maior que 0,800 têm desenvolvimento humano considerado alto. O índice brasileiro é de 0, 813, sendo colocado no grupo dos países de alto desenvolvimento segundo estudos divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o desenvolvimento – PNUD/2007. Lista disponível em <http://www.ipea.go.br>. Acesso em: 22 nov. 2009.

Rafael Godeiro e Olho D‟ água do Borges; e a oeste, com os municípios de Viçosa, Riacho da Cruz e Itaú.

Ao aprofundar o conhecimento da história de Umarizal, identificamos os seus primeiros sinais de povoamento e evolução com o desenvolvimento socioeconômico e cultural. Os registros nos documentos apontam para o surgimento de Umarizal, nas primeiras décadas do século XVIII, quando “[...] originou-se de uma pequena povoação às margens do Riacho Gavian. Diversas fazendas de criar e plantar, existentes nas redondezas [...] determinaram o povoamento e a consequente formação do arruado” (ONOFRE JÚNIOR, 2004, p. 17).

Boa parte das terras que, atualmente, formam o município de Umarizal - segundo alguns documentos32 - na metade do século XIX, pertenciam ao Pe. Antonio de Souza Martins, vigário da Paróquia de Martins33. De acordo com Onofre Jr. (2004), essas propriedades compreendiam oito lotes. O lote que mais se destacou recebeu a denominação de Campos, sendo as primeiras edificações formadas de quatro casas, curral e açude que ficavam às margens do já citado Riacho Gaviam. No ano de 1889, já se estendiam na região circunvizinha. O autor relata, também, em seu livro, Umarizal Síntese Histórica e Biográfica que o Pe. Antonio viveu, maritalmente, com D. Claudina Teodora de Freitas. O padre veio a falecer, em 1867, deixando terras nos sítios Gavião, Campos, Tapera e Lagoa do Serrote34.

“Em 1902, o povoado Gavião, assim denominado, já contava com cemitério, capela e algumas casas de taipa e palha” (CASCUDO, 1968, p, 264). Esse mesmo autor, com base nos registros do historiador Nestor Lima, salienta que, no ano do centenário (1922), aquele arruado era constituído de 96 residências, totalizando 364 moradores. Nessa época, já não eram apenas casas de taipa; já existiam casas de tijolos caiadas e bonitas.

Dessas primeiras edificações, merece destaque a capela do Sagrado Coração de Jesus construída, em 1902, por iniciativa do Pe. Abdon Melibeu. Essa capela passou por várias reformas; hoje, recebe nome de Igreja Matriz, assume o posto de Paróquia do Sagrado Coração de Jesus desde 1959. Os registros acentuam a evolução do desenvolvimento do povoado em ritmo bastante acelerado constatando-se a importância da feira semanal como fator de progresso, conforme relato de Onofre Júnior (2004, p. 18).

32 Manuscritos encontrados na biblioteca municipal. Prefeitura municipal de Umarizal. 33 Quando iniciou era comarca do Município de Martins.

Vale ressaltar a importância da feira semanal, como fator de progresso. Essa feira viria a tornar-se uma das maiores da zona oeste do Estado. E tanto é o desenvolvimento que a povoação, já então denominado Divinópolis, passou a categoria de vila e sede de distrito administrativo e judiciário pelo decreto- lei nº 603, de 31 de outubro de 1938, instalado a 1º de janeiro de 1939. A nova denominação segundo o historiador Nestor Lima foi sugerida pelo Monsenhor Joaquim Honorário da Silveira, quando da visita de D. José Pereira Alves, bispo de Natal, em 1925.

Dessa forma, julgamos importante realçar que a pequena vila cresceu sempre em função da feira e disso, resultou a sua emancipação política e administrativa. Foi, então que, no dia 27 de novembro de 1958, criou-se o município de Umarizal pela Lei nº 2.312.

Cascudo (1968) nos diz que, desde as primeiras povoações, o município demonstrava grande importância comercial de crescente desenvolvimento econômico e populacional. Observamos a relação desse crescimento com o que acontecia em termos mais amplos. Estudos mostram que, entre os Censos de 1940 e 2000, a população brasileira cresceu quatro vezes. O Brasil rural tornou-se urbano de 31,3% aumentou para 81,2% a taxa de urbanização. (INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA, 2009). No decorrer desse período, já em 1958, depois da sua emancipação política, Umarizal se sobressai entre as cidades vizinhas, tendo um crescimento urbano acelerado que culminou no seu rápido crescimento econômico e populacional. Esse fato pode estar também relacionado com o “[...] processo migratório, cada vez mais intenso, entre o campo e a cidade” (QUEIROZ, 2004, p.150), que ocorria no país, configurando-se, assim, uma grande preocupação em nível de governo nacional, cujos planos tinham metas para abranger tais movimentos, conforme observamos no Plano Nacional de Desenvolvimento do período 1980/1985 (BRASIL, 1979, p. 17).

Esta é a razão da ênfase que o III PND dá ao desenvolvimento agropecuário e a ampliação da infraestrutura social, buscando criar mais empregos com menores investimentos; reduzir o hipercrescimento urbano; elevados níveis de subemprego e desemprego nas cidades e seus reflexos negativos na qualidade da vida urbana.

Segundo Onofre Júnior (2004), o município seguia em ritmo acelerado e, em 1975, sua sede contava, além de outros melhoramentos, com três agências bancárias, um hospital e vários postos de saúde, escolas em número suficiente, largas avenidas e três praças arborizadas, uma

modelar cooperativa agropecuária e usina de beneficiamento de algodão. Destacamos, na paisagem urbana, numerosas edificações: um centro administrativo, um Fórum que abriga todos os serviços da Justiça, apresentando razoáveis condições urbanistas. Acrescente-se a isso o fato de que, nesse período, era a única cidade do Oeste que não possuía casa de taipa35.

Nos aspectos econômicos, Umarizal, na década de 1970, conseguiu destaque devido ao pleno desenvolvimento da cooperativa agropecuária e da Usina de Desenvolvimento de Algodão. Fica evidente, no Plano Estadual de Desenvolvimento do quadriênio 1980/1983, que nesse período, houve o incentivo ao desenvolvimento do cooperativismo. “Assim tem merecido atenção especial o estímulo ao cooperativismo, incentivo à participação comunitária, o apoio ao sindicalismo, a ajuda ao estudante pobre, a promoção ao menor” (RIO GRANDE DO NORTE, 1980, p. 61).

Observamos, ainda, que nesse mesmo período, o município de Umarizal era um dos envolvidos nos programas de governo do Estado. “Neste ano de 1979, o PROARTE envolveu 2.200 artesãos ligados a seis cooperativas, sendo duas em Natal e uma em cada um dos municípios de Touros, Caicó, Umarizal e Açu.” (Idem, p. 62). Esse município, no entanto, começa a apresentar sinais de decadência econômica. Assistiu ao fechamento das agências bancárias (restando apenas uma), como também ao fechamento da usina e da cooperativa. “A praga do bicudo, nos anos 1980, acabou com os algodoais, provocando a decadência econômica de Umarizal. Da Cooperativa e da usina resta hoje somente a lembrança. Sobrevive, em 2004, a agência do Banco do Brasil” (ONOFRE JÚNIOR, 2004, p. 49).

No que diz respeito aos aspectos políticos, o Município é regido pela Lei Orgânica nº 221, votada e aprovada em 30 de março de 1990 e promulgada pela Câmara Municipal, de acordo com o art. 29 da Constituição Federal. O Poder Legislativo é exercido pela Câmara Municipal, composta por nove vereadores. O Poder Executivo é exercido pelo prefeito e vice- prefeito, eleitos para um mandato de quatro anos. Ressaltamos que, no campo político, Umarizal reúne uma diversidade de interesses marcados por influências diversas, sendo administrado, por 02 mandatos pelo Prefeito José Rogério de Souza Fonseca36 – PSB, considerado, pela maioria da população, o gestor da modernidade.

35 Sistema construtivo que emprega terra úmida ou molhada para confecção de paredes e muros. Taipa de mão ou de sopapo, engradamento de varas perpendiculares e equidistantes (paus-a-pique) onde o barro é atirado com as mãos, simultaneamente, pelas duas faces; sebe pau-a-pique (DICIONÁRIO LAROUSSE CULTURAL). 36 O prefeito anterior era o Sr. Adson Luís Dias de Sousa Martins - PMDB (2001-2004) deu início a um estilo moderno de administração, logo no primeiro ano de seu governo é elaborado pela primeira vez no município o Plano Plurianual-PPA (2002-2005), feito a partir de um estudo técnico e minucioso que permitiu o diagnóstico que visualizou construir o perfil socioeconômico do município cujas diretrizes orientaram as ações administrativas dos anos subsequentes. O compromisso era com o princípio da sustentabilidade do desenvolvimento socioeconômico

O sistema de educação no município é formado pelas redes estadual, municipal e particular, abrangendo atividades nos níveis da Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio e a modalidade Educação de Jovens e Adultos. A cidade conta, também, com cursos superiores de um Núcleo Avançado de Ensino Superior – NAESU/ UERN ligado diretamente ao Campus Avançado da cidade de Pau dos Ferros. Nesse núcleo, estão instalados e funcionando, atualmente, os cursos de Letras, com habilitação em Português e Inglês, e Ciências Econômicas. Esses cursos, além de conferirem uma melhor formação cultural à população local, atendem a uma demanda da região por um ensino superior público e próximo de suas cidades.

A rede estadual possui 5 (cinco) estabelecimentos de ensino, todos localizados na zona urbana. Apresenta um quadro que se constitui de 319 educadores, 37 salas de aula, 56 turmas e 2.931 alunos matriculados na Educação Básica. A rede municipal dispõe de 26 estabelecimentos de ensino, sendo 07 localizados na zona urbana e 19 na zona rural. Apresenta um quadro constituído de 90 educadores, 37 salas de aula, 56 turmas, 2.204 alunos matriculados. A rede particular dispõe de 2 (dois) estabelecimentos de ensino localizados na zona urbana. Apresenta um quadro constituído de 30 educadores, 14 salas de aula, 20 turmas e 305 alunos matriculados (UMARIZAL, 2007c).

Analisando os dados da matrícula do censo escolar, referente ao período 2005-2008, observamos um movimento decrescente bastante significativo no número de alunos matriculados de um ano para o outro nesse intervalo de tempo37. No entanto, verificando a agenda do Plano de Ações Articuladas (PAR)38, (Umarizal, 2007a), elaboradas para o período de 2007 a 2010, não se encontra nenhuma meta ou ação que aponte para a investigação de tal fenômeno, considerando que são desenvolvidos vários projetos (merenda escolar, kit escolares para aluno, Programa de transporte escolar, Adesão ao PAR, entre outros), para auxiliarem o aumento dos índices educacionais.

alicerçado em cinco eixos basilares: a sustentabilidade social, a sustentabilidade econômica, a sustentabilidade ecológica, a sustentabilidade ambiental e a sustentabilidade política.

37 Verificamos, no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – Inep, que o censo Escolar apresenta os seguintes resultados de matrícula para os alunos da escola básica nesse período: Ano 2005, total de alunos matriculados 3.627; Ano de 2006, total de alunos matriculados 3.505; Ano de 2007, total de alunos matriculados 3.212; Ano de 2008, total de alunos matriculados 3.165. As diferenças de um ano para o outro são de: 122, 293, e, 45 alunos respectivamente.

38 O PAR (Plano de Ações Articuladas) é uma ferramenta de planejamento da política educacional brasileira comandada pelo Ministério da Educação (MEC). Assim que um município ou estado adere ao Compromisso Todos Pela Educação - programa de 28 diretrizes para a melhoria do ensino nacional -, o secretário responsável por essa área automaticamente se compromete a elaborar um diagnóstico e uma série de objetivos para a rede de ensino local. Essas metas devem ser alcançadas em até quatro anos e são estipuladas junto aos diretores, coordenadores, professores e membros da comunidade.

No Plano de Suporte Estratégico (UMARIZAL, 2007c) – documento com 31 ações, elaborado para viabilizar as ações do PAR nesse município constam, nos objetivos estratégicos, estratégias e metas para elevar o nível de aprendizagem dos alunos, voltados para “Elevar o nível de aprendizagem dos alunos”; “Condensar os dados estatísticos e disponibilizar resultados”, “Implementar um programa de avaliação dos conteúdos trabalhados por disciplina e série”.

Constatamos, nos dados disponibilizados pelo Inep, referentes aos anos de 2005 e 2007, que os Índices de Desenvolvimento da Educação Básica – Ideb do município evidenciam um movimento ascendente, considerando que tais índices sobem de 2,2 em 2005 para 2,5 em 2007, ficando acima da projeção nacional que seria de 2,3 para o ano de 2007 (BRASIL, 2009).

No aspecto gestão escolar, da rede municipal de ensino, observamos que, ainda, são bastante embrionárias as ideias de democratização da gestão, considerando que, das trinta e uma (31) ações do Plano de Suporte Estratégico da Secretaria Municipal de Educação e Cultura – Semec, uma está relacionada à gestão escolar da rede municipal de ensino e aponta para democratização, porém, de forma muito vaga, conforme descrição: “Adequar os critérios de escolha de diretores, fundamentado nos princípios democráticos” (UMARIZAL, 2007a). Podemos, no entanto, constatar que o único critério de escolha do gestor, nessa rede de ensino, ainda é a indicação política com traços de clientelismo e patrimonialismo, visto que a condição sine qua non para ser nomeado e exercer o cargo de diretor é pertencer ao grupo político do representante do poder executivo local.

Analisando as modalidades de provimento da gestão pública da década de 1980, Dourado, (2008, p, 83) afirma com muita propriedade:

[...] a livre indicação dos diretores pelos poderes públicos se configurava como a que mais coadunava e contemplava as formas mais usuais de clientelismo. Esta modalidade permitia a transformação da escola naquilo que, numa linguagem do quotidiano político, pode ser designada como “curral” eleitoral, por distinguir-se pela política do favoritismo e marginalização das oposições, em que o papel do diretor, ao prescindir do respaldo da “comunidade escolar”, caracterizava-se como instrumentalizador de práticas autoritárias, evidenciando forte ingerência do Estado na gestão escolar.

Nesse ponto, verificamos que a despeito de constatarmos alguns avanços em relação à gestão democrática com eleições diretas, em Umarizal mantém-se a tradição. A comunidade

escolar da rede pública municipal de ensino de Umarizal ainda vivencia práticas autoritárias e clientelistas, e, até o momento, ainda não conseguiu eleger seus dirigentes. Significa dizer que a perspectiva no que se refere à escolha de gestores no sistema municipal de ensino ainda é, de fato, uma batalha a ser enfrentada pelos profissionais da educação. Considerando que a Lei de Diretrizes e Bases de Educação nº 9.394/96 deixa os municípios livres para decidirem sobre seus sistemas, “[...] os Municípios poderão optar, ainda, por se integrar ao sistema estadual de ensino ou compor com ele um sistema único de educação básica” (BRASIL, 1996).

O município não optou, ainda, por um sistema único de educação básica diferenciando-se em alguns aspectos, da rede estadual de ensino. Nesse contexto, a Lei Complementar nº 290/02/2005 do governo do Estado do Rio Grande do Norte (RIO GRANDE DO NORTE, 2005a), que dispõe sobre a eleição para gestores escolares não abrange a rede municipal de ensino. No município, mantém-se a indicação dos gestores como cargo de confiança dos políticos locais, prefeito e vereadores. Ao contrário da rede pública municipal, a rede estadual de ensino em Umarizal, como no restante do Estado avançou em alguns aspectos. Além de outras tentativas de implementação de eleições diretas para diretores de escolas, ocorridas no final da década de 1980 e início da década de 1990, a Escola Estadual 11 de Agosto/Umarizal, vem sendo exemplo de democracia desde o ano de 2005, definindo o provimento da função de gestor, pela modalidade de eleições direta.

O processo de eleição para gestores das escolas estaduais, instituído pela Lei Complementar nº 290/02/2005 e regulamentada pelo Decreto nº. 18.463/08/2005 (RIO GRANDE DO NORTE, 2005b) dispõe sobre a democratização da gestão escolar no âmbito da Rede Pública Estadual do Ensino do Rio Grande do Norte. Iniciou sua implantação em duas etapas, sendo a primeira ainda, no ano de 2005. Dessa forma, no final do ano de 2006, todas as escolas estaduais que atendiam aos critérios estabelecidos pela referida legislação havia realizado eleições diretas para diretor.

Na Escola Estadual 11 de Agosto, o processo foi acompanhado diretamente pela 14ª Diretoria Regional de Ensino (Dired) órgão intermediário da Secretaria Estadual de Educação que funciona como um polo e congrega em sua circunscrição39 15 municípios, tendo Umarizal como sua sede.

A Dired tem, em sua infraestrutura, setores que correspondem ao organograma da Secretaria de Educação Cultura, Coordenadorias e Subcoordenadorias responsáveis pelos setores administrativos e pedagógicos das escolas. Tais setores estão ligados às ações

39 Terminologia utilizada pela Secretaria de Educação e Cultura – SEC/DIRED, para designar o espaço geográfico e os municípios que devem ser atendidos por essa diretoria de ensino.

desenvolvidas nas escolas, inclusive, o grupo de gestão escolar que acompanha o processo de implementação da eleição dos gestores.

3.2 A IMPLEMENTAÇÃO DO CONSELHO DIRETOR E DO CONSELHO DE ESCOLA: