2. AKTÜERYAL DEĞERLEME, AKTÜERYAL MODEL VE KAMU
2.2. Kamu Emeklilik Sistemlerinin Aktüeryal Modellemesi
2.2.1. Etkileşilen alanlar
2.2.1.3. Sosyal güvenlik mevzuatı
Patrimônio são aquelas obras antigas que hoje restam e que são poucas. Antigas significa bem antes de mim. Pra mim na época das minhas avós, bisavós.
Áurea
Patrimônio é resgatar a memória de um lugar onde os turistas possam ter acesso, é preservar algum símbolo da cidade. Coisa nova também pode ser patrimônio.
Emília
Patrimônio é a história da cidade, do local, recordações. Patrimônio tá ligado com o passado. Coisa nova não tem como ser patrimônio.
Élida
Patrimônio é algo que nós temos e que remete às pessoas que já passaram por ali. Penso patrimônio muito como lembrança, recordação.
Juliana
Aquilo que a pessoa ou a comunidade tem de mais valor. Não só um objeto, pode ser uma cultura também. Não necessariamente pode estar ligado ao passado. Uma coisa atual também pode ser patrimônio. Não precisa ser velho.
Rita
Quando falo em patrimônio lembro do lugar que eu vivo. Me faz lembrar do presente.
Greice
É uma coisa que a gente tem que preservar. Alguém deixou pra gente e que é importante pra gente continuar conservando. É uma relíquia. Pode ser do presente ou do passado. Foi muito bem no passado e pode se renovar no presente.
Fábio Junior
O que entendo por patrimônio é uma coisa que vem da pátria, do nosso país. Que faz parte da nossa vida, da nossa cultura. Há um tempo atrás pessoas fizeram alguma obra, algum monumento e com o passar do tempo essa coisa foi tendo um valor muito grande, uma valor sentimental, até mesmo um valor econômico.
Thamiris
São coisas tipo casas ou imagens que pertenciam a alguém que seja um grupo ou uma pessoa.
Olívia Um bem histórico da cidade, uma coisa importante para as pessoas.
Cintia
Patrimônio fala de coisas antigas, da nossa cultura, do nosso passado, dos nossos pais, dos nossos avós que também passaram por ali. Não lembro de coisas do presente não. Só do passado.
Fonte: Entrevistas, 2009.
O que chama a atenção nas definições acima é a representação contraditória do patrimônio como um bem do passado e do presente. Alguns dos jovens concebem o patrimônio como uma herança recebida e que cabe ao presente apenas preservá-lo. Já
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outros jovens se inserem numa linha do tempo em que deve haver continuidade na produção do patrimônio inclusive no presente, onde eles se situam. Ou seja, há jovens que se consideram guardiães do patrimônio e outros que, além disso, consideram-se também participantes da história e de sua herança para o futuro. Os dados coletados durante a entrevista confirmaram as representações construídas durante a oficina fotográfica. Nas respostas, os bens a serem preservados foram agrupados nas categorias de bens materiais e imateriais, naturais, mesclando a importância desses bens tanto para a memória individual como para a memória coletiva.
Os jovens foram questionados também sobre os meios de informação e comunicação através dos quais eles recebem informação sobre patrimônio. As respostas foram diversificadas, como demonstra o gráfico abaixo:
Gráfico 01: Meios de informação sobre patrimônio
Fonte: Entrevistas, 2009.
Os dados do gráfico mostram que os meios mais tradicionais de ensino e transmissão de conhecimento como a escola e os livros são os menos citados, ao passo que os meios de comunicação de massa e as novas TICs são citados por todos os jovens. Ao perguntarmos sobre o que os jovens desejariam guardar da história de Pedra do Anta, houve uma distribuição equilibrada entre as respostas, agrupadas em três categorias como mostra o gráfico a seguir:
116 Gráfico 02: O que guardar da História
Fonte: Entrevistas, 2009.
Percebe-se que os jovens estão preocupados em preservar o que ainda resta do patrimônio arquitetônico local, representado pelas igrejas e pelos casarões do século XIX. Na categoria de manifestações culturais, os entrevistados se referiram tanto a festas presentes, das quais eles participam, como festas que já não são mais realizadas em Pedra do Anta, mas das quais eles têm conhecimento através dos relatos de família, como é o caso do carnaval por exemplo. Vale ressaltar que nessa categoria também foi lembrado o cinema que hoje já não existe mais, mas que os jovens gostariam que tivesse sido preservado. Já na categoria de Pessoas foram citados os fundadores da cidade e o memorialista José Pedro de Alcântara (Seu Juca), cujo livro “História de Pedra do Anta” é conhecido por todos os jovens entrevistados.
Segundo os jovens, a responsabilidade pela preservação do patrimônio local recai principalmente no poder público municipal e também na própria população. Destacamos que na avaliação que fizeram sobre o processo de restauração os jovens não mencionaram a prefeitura municipal como um ator participante ou necessário naquele momento. Entretanto, nesse outro bloco de questões a quase totalidade dos entrevistados cobrou da prefeitura uma atuação mais firme na área da preservação patrimonial. Uma hipótese para essa diferença de respostas pode estar no fato de que o processo de restauração era uma novidade e naquele momento ainda não havia precedentes em outras áreas da cultura e do patrimônio. Hoje, com mais informações é possível que os
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jovens tenham percebido a necessidade de maior envolvimento interinstitucional nas atividades de preservação.
Da mesma forma que os jovens colocaram a população como co-responsáveis pela preservação, eles destacaram que os próprios habitantes, particularmente os jovens, são responsáveis pela depredação do patrimônio da cidade. Como afirmou uma entrevistada “é chato isso né, mas geralmente são os jovens. A gente não vê os velhos
fazendo isso.” (Juliana, entrevista, 2009). Os motivos elencados giram em torno do
vandalismo, da falta de conscientização e uso de drogas por parte de alguns adolescentes do município.
Outra questão procurou identificar o conhecimento que os jovens tinham sobre patrimônios perdidos de Pedra do Anta. O quadro abaixo mostra em ordem decrescente os bens citados:
Quadro 06: Bens perdidos de Pedra do Anta