1. GİRİŞ
2.7. Bazı Ülkelerde Kentsel Dönüşüm Atıkları Yönetimi Uygulamaları
2.7.3. Singapur’da Kentsel Dönüşüm Atıklarının Değerlendirilmesi
1. O que é que pensa sobre a avaliação?
Entendendo avaliação enquanto processo de análise dos conhecimentos adquiridos pelos alunos, penso ser um processo angustiante para todos os professores. Por um lado, o confronto com aquilo que os alunos sabem. Por outro lado, a retrospetiva daquilo que foi ensinado. Duas questões se colocam perante uma avaliação clássica e sumativa como é a do teste escrito: o aluno não aprendeu? Ou o professor não ensinou? Para um professor mais experiente, que já consegue centrar-se no aluno e nas suas aprendizagens, e não só no seu desempenho enquanto docente, é mais fácil distanciar-se e perceber quais as suas falhas e quais as falhas dos alunos. No entanto, ter que atribuir uma classificação qualitativa, e agora no 4º ano, quantitativa, leva-nos à reflexão inicial: é um processo angustiante. A solução passa por entender a avaliação enquanto um processo e não como um resultado de um teste. Para mim, avaliação é um processo no qual diversos fatores (sociais, emocionais, cognitivos) têm que ser considerados. No entanto, não devemos esquecer o papel principal da escola: ensinar (embora seja também socializar), transmitir conhecimentos concretos que possam ser mobilizados nas mais diversas situações. A avaliação dos conhecimentos deve ser imparcial e assentar num contrato entre o aluno e o professor. O aluno deve saber exatamente o que o professor pretende avaliar e o professor deve ser justo no sentido de apenas incluir na sua avaliação aquilo que ensinou.
2. Para si, quais são finalidades da avaliação?
Verificar se os alunos estão a aprender o que está a ser ensinado. Perceber quais as dificuldades sentidas e como podem ser ultrapassadas. Levar o aluno a refletir sobre as suas próprias falhas, mas também sobre os seus sucessos.
3. O que pensa do portefólio enquanto instrumento de avaliação?
Considero o portefólio um instrumento de avaliação por excelência. É através da observação da evolução do seu desempenho que o aluno encontra motivação para superar as suas dificuldades. Por vezes, um aluno apenas vê os retrocessos ou as suas falhas. Através de um portefólio reflexivo, o aluno poderá ver que, ao longo de um determinado período de tempo, o seu desempenho melhorou. Dificilmente se assiste ao processo contrário, pois por pior que seja o desempenho do aluno ou do professor, é normal que ao
184 longo de um ano letivo, por exemplo, o aluno aprenda sempre mais qualquer coisa, nem que seja uma nova letra, sílaba, palavra ou texto. Cabe ao professor fazer com que o aluno tenha um contato com essa realidade. Cabe ao professor, através de um processo reflexivo, confrontar o aluno com os seus sucessos. Principalmente e sempre apostando numa pedagogia positiva.
4. Porque estava interessada em utilizar portefólios?
A avaliação através de portefólios, em que o portefólio não é entendido como uma seleção apenas dos melhores trabalhos do aluno, mas sim como uma compilação de trabalhos significativos para o aluno, foi uma ideia que apenas recentemente tomei consciência. Interessei-me e tenho vindo a pesquisar alguns artigos que abordam esta forma de avaliação. Deve ser introduzida nos primeiros anos de escolaridade e deve ser explicada aos pais e encarregados de educação. Deverá tornar-se uma rotina no quotidiano escolar para que se torne um processo natural e intuitivo para o professor e aluno.
5. O portefólio que gostava de implementar corresponde ao que implementei?
Sim. Tanto que houve uma partilha e um consenso entre estagiária e cooperante. Em contexto de sala de aula e enquanto professora e por motivos de tempo e burocracias a que estamos sujeitos, optaria por uma avaliação através de uma grelha, que poderia ser construída com os alunos no início do ano e que sofreria alterações ao longo do ano. Uma avaliação descritiva reservaria apenas para alguns momentos. Embora considere que a descrição seja o método ideal. Mas infelizmente, a escola ideal é aquela que nós conseguimos articular com a nossa vida pessoal.
6. O que achou da dinamização do portefólio na turma 4ºB?
Penso que a dinamização do portefólio foi excelente. Foi notória a entrega daquele que implementou e evidente o interesse dos alunos. Senti também que contatei com alguns aspetos de como o aluno se via a si próprio e ao seu processo de formação, que não tinha ainda refletido sobre eles. Penso que os próprios alunos confrontaram-se também com um processo de reflexão diferente do que estavam habituados o que os levou a contatarem com alguns aspetos emocionais que poderiam estar a funcionar como o principal bloqueador cognitivo.
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7. Como viu e sentiu os alunos na concretização desta proposta de trabalho? (Evoluíram?)
Tendo em conta que os alunos foram levados a refletir sobre aspetos positivos e negativos do seu desempenho, das suas aprendizagens, das suas emoções e da forma como se relacionam com as mais diversas estratégias de trabalho, penso que evoluíram bastante. O importante é que a reflexão partiu deles e não daquilo que o professor disse. Para mim essa foi a principal vantagem desta proposta de trabalho: ensinar os alunos a pensar e a refletir sobre o próprio trabalho e sobre si mesmos. Esta competência será de grande utilidade na sociedade atual em permanente mudança, em que cada vez mais é necessário uma adaptabilidade permanente no contexto laboral e não só.
8. Na sua opinião, esta estratégia (a utilização do portefólio enquanto instrumento de avaliação formativa) funcionou como instrumento de aprendizagem?
Sim. Funcionou. Embora ache que este processo deva ser iniciado o mais precocemente possível.
9. Quer referir ou acrescentar mais algum assunto que considere importante?
Avaliar será sempre angustiante. O portefólio reflexivo é sem dúvida um método de avaliação que trará uma maior tranquilidade ao professor quando chegar a altura de atribuir um número ao aluno. Que não seja apenas uma experiência de estágio que se converterá numa nota e no terminar de um mestrado. Que seja também uma aprendizagem que leves contigo e para os teus futuros alunos.