3.6. Hekim Sağlama ve Seçme Değişkenlerinin Oluşturduğu Boyutlar
3.6.2. Hekim Seçiminde Dikkate Alınan Hususlar
PRIMEIRO ANNO SEGUNDO ANNO
Arithmetica Álgebra Portuguez Portuguez
Cultura Physica Cultura Physica
Costura Costura Musica Musica Calligraphia Calligraphia Cosinha Cosinha
Historia do Brazil Historia Universal
Geografia Agricultura
Francez ou Inglez Leiteria
Frances ou Inglez Anatomia e Physiologia
TERCEIRO ANNO: QUARTO ANNO:
Álgebra Contabilidade Portuguez Portuguez
Cultura Physica Cultura Physica
Costura Costura Musica Musica
Criação Educação Social
Jardinagem Cosinha artística
Francez ou Inglez Methodologia
Hygiene Economia da Casa
Lavagem Francez ou Inglez
Puericultura e Medicina Pratica Chimica alimentar
Fonte: ESCOLA DOMÉSTICA DE NATAL. Prospecto da Escola Doméstica de Natal. Rio de Janeiro: Typ. do Jornal do Commercio, 1919. (Acervo particular da Escola Doméstica de Natal).
Essa estrutura curricular vigorou até meados da década de 20, do século XX, pois um documento datado de 1922 da Liga de Ensino do RN revelou algumas alterações da estrutura curricular original, tendo em vista terem sido acrescentadas algumas matérias antes não privilegiadas nos ensinamentos da escola, a exemplo do primeiro ano do Curso Preparatório que passou a contemplar a matéria de Desenho e no segundo ano Cozinha Teórica e Prática. O Curso Doméstico passou a incorporar no primeiro ano de estudos as matérias Higiene e Desenho, no segundo ano Desenho e Medicina Prática e no terceiro ano Agricultura, Medicina Prática, Desenho, Lavagem e Engomado. A matéria Higiene passou a
ser estudada no primeiro ano do Curso Doméstico. A importância atribuída aos conteúdos dessa matéria fez com que ela, mesmo sendo ensinada nos anos posteriores, fosse também requisitada nos momentos iniciais do currículo, funcionando como pré-requisito essencial para as demais matérias.
Apesar de os documentos não revelarem o motivo dessa alteração da estrutura curricular, acreditamos que ela não ocorreu ao acaso. As matérias de caráter mais pragmático estavam inclusas nos primeiros anos de estudo, o que, na nossa percepção, deu-se pelo fato de proporcionar nos primeiros momentos de aprendizado das alunas, a vivência prática das unidades de estudo. Ao mesmo tempo em que, por exemplo, a discente cursava as matérias de Anatomia e Fisiologia no segundo ano do Curso Doméstico, aprendia também a Medicina Prática que lhe daria suporte para associar teoria e empiria.
Fontes pesquisadas apontam para grandes mudanças no currículo da ED na década de 20. O Plano Geral de Ensino da instituição datado de 1922 cita, por exemplo, a criação dos chamados Cursos Anexos nesse período. Esses, segundo as informações contidas nesta fonte, complementariam as matérias até então existentes no Curso Doméstico de quatro anos. A direção da escola, nos anos de 1919 a 1922, esteve sob a responsabilidade da norte- americana Leora James, lembrada pelo espírito empreendedor e cultural. É importante destacar que o surgimento dos cursos anexos, em nossa compreensão, contribuiu para ampliar e estimular a parte cultural e artística da escola.
As mudanças na Escola Doméstica de Natal ocorriam independentes das reformas educacionais no Brasil. Os documentos revelam que a instituição parecia ter total independência na sua estruturação curricular e nos saberes específicos a serem ensinados.
Em 1927, houve a especificação dos cursos anexos registrados no Plano de Ensino, onde ressaltava-se que:
No intuito de satisfazer o pendor das moças brasileiras e o constante reclamo das mães de família, resolvemos crar Cursos Annexos para o cultivo das matérias de pianno, violino, violoncelo, desenho, pintura, bem como um curso commercial. Não obstante a finalidade da Escola ser o estudo domestico, julgamos de alta conveniência attender a taes reclamos, dado o papel educativo desses cursos. O desenho, o solfejo e o canto são matérias obrigatórias ás alumnas das categorias a e b, mas as que se desejarem aprofundar nas matérias acima alludidas creamos esta secção, na qual se fará um curso inteno de 5 annos em cada matéria, denominada de categoria c. (LIGA DE ENSINO DO RN, 1927a, p. 24-25).
Os Cursos anexos deveriam funcionar segundo o mesmo regulamento já existente da escola, com exceção dos cursos de piano, violino e violoncelo que deveriam estar de acordo com o programa do Instituto Nacional de Música do Rio de Janeiro, sob a direção, na época, do maestro Thomaz Babini. A partir desse incentivo ao estudo da música, na década de 20 do século XX, surgiu a orquestra musical da ED composta pelas próprias alunas da instituição, sob a coordenação dos professores:
Maestro Luigi Maria Smido (Conservatório Real de Leipzig); Maestro Thomaz Babini (Conservatório de Bologna, Itália); Adeline Leitão (Collegio Cardoso – Rio de Janeiro, Brasil);
Doralice Barros (Diplomada pela primeira turma concluinte da ED de Natal, em 1919).
No ano de 1927, encontramos uma nova alteração na estrutura curricular da ED. Dessa vez, o curso sofreu uma redução da carga horária: antes a aluna passava seis anos estudando e nesse período cursava dois anos de Curso Preparatório e quatro de Doméstico; o documento de 1927 da LERN informa que a Escola Doméstica passou a mencionar a duração de cinco anos de curso completo, sendo abolidos os dois anos introdutórios ao Curso Doméstico, o chamado Preparatório. Os dois anos que deveriam ser cursados anteriormente foram incorporados ao curso completo de cinco anos, de forma que as matérias deveriam ser trabalhadas num período mais curto de ensino.
Com essa nova organização, percebemos uma ampliação do currículo nas disciplinas específicas da formação doméstica, com o surgimento de algumas matérias como Direito Usual que tinha como objetivo orientar sobre os princípios gerais que norteavam as leis do período colonial, a formação da monarquia, da república, os direitos dos cidadãos, a Constituição da República, o Código Civil (principalmente no que se referia à família, ao casamento, às relações de parentesco, propriedade, contratos, inventários, testamento). Outra mudança foi a ênfase na separação das matérias de ensino: foram agrupadas em matérias de caráter mais técnico e matérias de preparo intelectual. “O curso completo é de 5 annos, sendo um destinado quase exclusivamente ao preparo intellectual, e 4 á continuação do mesmo preparo e aos estudos de caracter technico.” (LIGA DE ENSINO DO RIO GRANDE DO NORTE, 1927a, p. 7).
A matéria intitulada Costura prevalecia no currículo, mas com a seguinte denominação: Costura Teórica e Prática. Essa pequena alteração, no nosso entendimento, pareceu ser uma forma de a instituição assegurar essa relação de teoria e prática para o
professor que fosse lecionar a matéria indicada. Francês e inglês passaram a compor o último ano do curso, mas como matérias facultativas. Educação social e Pedagogia deveriam ser estudadas no quinto ano doméstico; elas também vêm a somar-se como novidade no currículo. Cozinha teórica e prática deveria ser dada no quarto ano e no quinto a matéria Cozinha Artística.
Ao cursar a matéria de Pedagogia, a discente passaria a estudar sobre educação e suas fases, os princípios pedagógicos gerais, os fatores que interferem nos problemas da educação do aluno, educação moral, instintos, formação de hábitos e alguns princípios da Psicologia referentes à mente, cérebro, percepção, memória, impulso, sistema nervoso, fenômenos mentais e outros saberes que tinham por finalidade inserir as mulheres no conhecimento humano sobre aprendizagem, conhecimento e desenvolvimento humano. (LIGA DE ENSINO DO RN, 1927a). Esses saberes foram distribuídos na seguinte estruturação:
QUADRO 7