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Hastane Büyüklüğü ve Hekim Sağlama Araçları

3.4. Hastanelerde Hekim Bulma Kaynakları

3.4.1. Hastane Büyüklüğü ve Hekim Sağlama Araçları

11h – Almoço 11h – Almoço 12h – Almoço

12h – Chamada 12h – Serviço doméstico 14h – Silêncio 12h10min às 15h50min– Aulas 12h – Serviço doméstico 14h – Silêncio 15h50min às 16h30min –

Descanso

16h Descanso 16h30min – Recreio 16h30min – Jantar 16h30min – Jantar 18h30min – Ceia

17h – Recreio 17h – Recreio 20: 30 - Silêncio

18h30min às 20h - Estudo 18h30min – Estudo ou seção recreativa

20h - Silêncio 20h – Ceia

20h40min - Silêncio

Adaptado do documento: LIGA DE ENSINO DO RIO GRANDE DO NORTE. Plano geral de ensino. Quadro de horários. Natal: Typ. e Pap. A. Leite, 1927b, p. 7-25.

Ao fazer uma leitura do quadro mencionado, no que se refere à distribuição dos horários das atividades das alunas no decorrer da semana, percebemos que houve uma grande preocupação da ED em manter as alunas ocupadas em alguma prática no decorrer do dia, de forma que a ociosidade não fosse uma constância. Toda a prática escolar era organizada conforme uma racionalizada organização, de forma que de uma atividade para a outra houvesse pequenos intervalos intercalados para o mínimo de descanso e lazer. Como demonstrado no quadro de horários, nos finais de semana, a aluna teria uma agenda menos rígida, preferencialmente aos domingos, principalmente para os casos das internas, para que pudessem receber visita de familiares ou pessoas conhecidas, com a expressa autorização dos responsáveis pela aluna.

Um dos dados destacados no Regimento Interno da Escola sobre a distribuição das matrículas das alunas era o item que tratava sobre uma subdivisão de duas categorias: as classificadas do grupo A - internas e B - semi-internas, (matriculadas a partir de onze anos de idade) e ainda o chamado ‘Grupo C’ - alunas externas.

As alunas internas constituíam-se por aquelas que, em sua maioria, eram oriundas do interior do Estado do Rio Grande do Norte e de outros Estados. Esse era um pré- requisito necessário para que a instituição matriculasse a discente em Regime de internato, não admitindo à aluna que residisse na cidade de Natal fazer parte desse grupo. Na categoria ‘ B ’ estavam as semi-internas, fazendo parte desse grupo as que se distribuíam em período

integral de estudo, não dormindo no estabelecimento por motivo de residirem em Natal. Ainda as alunas do grupo ‘ C ’, as denominadas externas, as que freqüentavam o ambiente escolar por um turno de aula, sendo manhã ou tarde.

No Brasil, o Censo de 1920 contabilizava uma população estimada em 30 milhões de habitantes, dentre os quais apenas 10% residiam no meio urbano. Desejos e utopias eram criados no imaginário popular em torno da cidade e do campo sendo as cidades os celeiros do desenvolvimento e o campo ainda marcado pelo desenvolvimento tardio. Não há também como negar que, nesse período, muitos municípios não dispunham de escolas de nível secundário, onde a população pudesse dar continuidade aos estudos; além disso, algumas cidades brasileiras apresentavam condições estruturais (escola, hospitais, lojas comerciais) mais avançadas do que o meio rural, apesar de ainda carecerem de necessidades básicas como saneamento, serviços públicos de higiene, transporte, segurança, iluminação.

Os familiares das alunas da Escola Doméstica de Natal que optassem pelo sistema de internato na Escola teriam que aguardar que sua filha tivesse necessariamente a idade mínima de 11 para seguir uma rotina estabelecida pelo Regimento Interno Escolar, a parte do Regimento sobre o internato especifica algumas recomendações que firmavam determinados comportamentos, como por exemplo:

Para passar a noite fora do Estabelecimento, é preciso ter consentimento dos pais, por escrito. Qualquer concessão, além dos privilégios acima mencionados, somente será feita, como prêmio, à aluna que o merecer. O Regulamento interno não permite às alunas, sobre pretexto algum, receber visitas de pessoas estranhas, visita-las em suas casas, nem ter correspondência com pessoa alguma, fora da recomendação familiar. É proibido o uso do fumo e de bebidas alcoólicas, sob pena de severa punição. As alunas da Escola terão saída conforme as médias de comportamento e aproveitamento. Sairão para as casas dos seus pais ou correspondentes. (ESCOLA DOMÉSTICA DE NATAL, 1914-1964, p. 37).

Todas as discentes tinham que se adaptar a uma rotina escolar permeada por muito rigor na disciplina, no comportamento, conduta, incluindo os horários rigorosos de estudo, horários de acordar e dormir e de recebimento de visitas no local e no caso específico das internas: os horários de refeição, de entrada e saída e permanência na escola. A vigilância, a formação de hábitos disciplinares e de valores morais eram nesse contexto ações a seguir para serem postas em prática na convivência com os outros, seja na relação aluna/aluna, aluna/direção, aluna/funcionários, devendo haver, no ambiente escolar, práticas afetivas

amigáveis, de cooperação, de entendimentos e não de desavenças. Assim a cultura escolar, ou seja, a vida da escola seria cada vez mais aperfeiçoada por uma harmonia interna, representada por uma pequena família composta dos que lá conviviam diariamente.

Na entrevista da ex-aluna, Sra. Neide Galvão, ela lembra com carinho os momentos vividos com a turma desses anos. Recorda alguns raros momentos em que a turma saía da escola para breves passeios, sempre acompanhada da diretora ou professora. Segundo ela, os passeios sem a presença dos familiares eram bastante limitados; aos domingos, durante o dia geralmente assistiam à missa no Colégio Salesiano São José (instituição privada localizada próximo à ED); às vezes passeavam nas ruas da Cidade Alta (tomavam café no Grande Ponto, local muito visitado pelos natalenses) e os eventos dos quais geralmente participavam eram restritos às solenidades da própria instituição.

Na imagem a seguir, destacamos a ex-aluna Neide Galvão (primeira do lado esquerdo para a direita) ao lado de mais quatro alunas de turma. Observamos os detalhes do vestido, de comprimento longo, uso de sandálias e sapatos fechados, uma exigência que atendia aos modismos de época e ao rigor nos modos de se vestir apregoados pela escola. A época da II Guerra Mundial afastou a extravagância dos estilos da moda para pensar-se em criar modelos segundo o regulamento da economia dos tecidos. Essa era uma marca presente nos momentos de criação das coleções de moda no mundo, concentrando-se mais na tendência em estilos de roupa mais baratos e acessíveis à população. As roupas de uma peça só, como, por exemplo, os vestidos, caíram nos modismos da época no cotidiano feminino, fundindo numa só relação a funcionalidade, feminilidade, economia e praticidade. (MENDES, DE LA HAYE, 2003).

O uso de vestidos chamadas popularmente de ‘roupas de uma peça só’ era uma rotina das discentes da ED. Modelos simples, sem muitos detalhes, em cores suaves, faziam parte das vestimentas privilegiadas tanto em momentos de algumas solenidades quanto nas saídas (acompanhada pela professora) de lazer.

FOTO 6 - Alunas internas da ED em momento de descontração extra sala de aula, 1945. FONTE: Acervo particular da ex. aluna da Escola Doméstica de Natal, Sra. Neide Galvão.

As alunas deveriam assimilar na cultura escolar a ordem moral e social reinante no estabelecimento de ensino, transmitida pelas docentes e demais funcionárias, bem como passar por aprendizagens de ver, observar, experimentar, como forma de aprender conhecimentos úteis para praticá-los no seu dia-a-dia na vida fora da escola. As alunas, por sua vez, deveriam perceber a escola como um organismo vivo, capaz de refletir o seu meio.

Desde suas origens, a Escola Doméstica de Natal não apresentou inicialmente grande número de alunas matriculadas e diplomadas. Uma das suas características era o pequeno número das que passavam anualmente pela instituição. Esse reduzido número

somente sofreu um acréscimo significativo a partir da década de 50 do século XX, onde as turmas discentes passaram a ser compostas por um número estável de vinte ou mais alunas. Antes desse período, tínhamos uma quantidade variável mais reduzida de alunas, como destacamos a seguir:

QUADRO 5

REFERENTE AO PERCENTUAL DE ALUNAS DIPLOMADAS PELA ESCOLA