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BULGULAR VE TARTIŞMA

4. Sayılar/Sayma Alt Testi 1 Geçerlik

Atualmente, não há nenhum instrumento validado capaz de medir o conhecimento do HIV/ AIDS em diferentes populações no Brasil. Este estudo optou pela escolha do método da TRI para a análise do conhecimento de HIV/Aids entre os HSH, pois oferece vantagens importantes, particularmente na análise individual dos itens e na precisão da informação (exatidão) com que os itens medem o traço latente (validade do teste). A psicometria da TRI oferece uma abordagem adequada para estudar a capacidade de um instrumento de detectar mudanças. Segundo Reise & Haviland, 2005, a TRI proporciona o potencial para novas formas de interpretar mudanças individuais e melhorar as propriedades de escala, a fim de melhor determinar os escores da medida. Neste estudo, a análise da TRI forneceu informações muito úteis em relação ao escore de conhecimento, bem como a análise individual dos itens, incluindo as curvas características dos itens, as curvas de informação dos itens, a identificação

de itens com problemas, sua distribuição na escala, e o quanto cada item contribuiu para a medida do conhecimento.

Observou-se que os itens mais problemáticos foram aqueles relacionados ao tratamento da Aids (item 1, O risco de transmissão do HIV é pequeno se a pessoa fizer o tratamento corretamente e item 2, As pessoas estão usando menos preservativo por causa do tratamento para a Aids). Ambos exigem conhecimento em duas questões distintas, risco ou prevenção e tratamento, e, portanto apresentaram maior grau de dificuldade, baixo poder de discriminação e também o menor percentual de respostas corretas. Muito provavelmente, os respondentes não distinguiram ou não compreenderam completamente os seus conteúdos, lançando dúvidas sobre onde predominou a falta de conhecimento, e indicando uma dificuldade excessiva para uma resposta correta. Por outro lado, o item 6, também relacionado ao risco de mães soropositivas de infectarem seus bebês e ao tratamento da Aids, não pareceu ser totalmente desconhecido pelos respondentes. Vian et al.(2012) mostraram que as populações de maior risco (UDI, HSH e profissionais do sexo) apresentaram baixo conhecimento sobre questões referentes a tratamento do HIV/Aids, e que, a população de HSH quando comparada as demais populações de maior risco mostraram significativamente menor conhecimento.

A ausência de itens difíceis neste estudo contribuiu para a imprecisão da medida de conhecimento entre as pessoas com nível médio e superior, como mostrada pela curva de informação total dos itens. Um estudo recente que analisou as propriedades psicométricas de uma escala de conhecimento sobre o HIV/Aids entre os adolescentes mostrou que, para melhorar a precisão do instrumento, novos itens devem ser adicionados a escala, em especial itens que fornecem informações sobre os níveis mais altos do traço latente, ou seja, itens mais difíceis para responder. Além disso, a fim de melhorar o desempenho global da escala de conhecimento, deve-se incluir um maior número de itens, com maior poder de discriminação e com diferentes graus de dificuldade, que possam proporcionar informação ao longo de toda a escala, ou seja, contribuir de forma homogênea com a medida de todos os níveis individuais (AARØ et al. 2012).

A análise do funcionamento diferencial do item (DIF) identificou itens que tendem a beneficiar um grupo mais do que outros. Estudos mostram que a análise dos padrões de itens que apresentam DIF é uma ferramenta útil para identificar e entender melhor as diferenças entre os grupos étnicos e raciais (HAGMAN et al., 2009; RAO et al., 2008). A análise dos

itens com DIF pode contribuir para o desenvolvimento de estratégias de ensino na abordagem dos domínios dos itens em que o DIF foi detectado. Em nosso estudo, os itens 3 e 5 mostraram-se mais favoráveis aos HSH menores de 25 anos e de maior escolaridade, mostrando maiores chances de acerto desses itens. O domínio dos itens 3 e 5 com DIF uniforme refere-se à transmissão indireta do HIV (usar banheiros públicos e compartilhar refeições). No entanto, torna-se mais complexo quando se tenta entender o DIF cruzado, como no caso dos itens 1, 2, 6 e 7. Como esses itens também apresentaram baixo poder de discriminação, uma análise mais aprofundada é justificada para uma melhor compreensão dos efeitos do DIF. Sugerimos que eles sejam revistos no que diz respeito ao conteúdo, linguagem e formato, uma vez que contêm palavras (por exemplo, pequeno, menos, menor, reduzido) que podem ter causado ambiguidade, trazendo confusão, indecisão e insegurança para os respondentes.

Embora existam problemas substanciais na estrutura destes itens, o resultado da análise unidimensional nos levou a admitir a existência de um traço ou fator dominante (ou seja, o conhecimento do HIV), responsável pelo desempenho do conjunto de itens e que o instrumento utilizado foi capaz de medir os níveis de conhecimento latente. Análise do componente principal e das outras parcelas é uma forma comum de avaliar o teste de dimensionalidade e tem sido usado por décadas. A percentagem da variância total explicada pelo primeiro componente princípio é frequentemente considerado como um índice de unidimensionalidade. Reckase (1979), relatado por Deng et al. (2008), recomenda que uma percentagem de 20% ou mais da variância explicada pelo primeiro componente principal é necessário para os dados serem visualizados como unidimensional. O ideal seria buscar para o primeiro componente principal, um maior percentual da variância total explicada, o que indica que o conjunto de itens está mais associado com o fator dominante, que é o traço latente medido. Sendo assim, enfatizamos a necessidade de rever os itens 1, 2, 6 e 7, a fim de melhor compor a escala de conhecimento com valores de maior carga no primeiro fator. Além disso, é importante ressaltar que para promover a unidimensionalidade, também é recomendado o uso de construtos que esteja na mesma direção, isto é, que os itens sejam construídos de forma a serem estritamente negativos ou positivos (ANDRADE et al., 2000).