IX. Tahâvî’nin Yaşadığı Asırda Usûl-i Fıkıh
2.1. ASLÎ DELİLLER
2.1.2. Sünnet
Decidi falar sobre este tema por duas razões, no âmbito do trabalho que desenvolvi no site e da cadeira de edição electrónica lecionada pelo meu orientador de estágio o professor Fernando Clara.
A importância de uma casa editorial possuir um site explica, no fundo, o porquê de eu achar que uma editora como a Âncora Editora deveria apostar mais na sua página virtual e até pensar na construção de um blogue com o objectivo de se tornar uma grande empresa no mercado. Possui, no entanto, como compensação ao blogue uma página de facebook onde descrimina todo o tipo de eventos que realiza através de post's de fotografias e texto escrito. Isto permite ao cliente criar uma relação mais próxima com a sua empresa podendo acompanhar os eventos realizados, comunicar as suas opiniões ou dúvidas e, o mais importante, obter resposta. Mais à frente vamos descobrir a importância deste mecanismo de comunicação entre empresa-‐cliente.
A página da Âncora Editora estava e ainda está muito incompleta. A Editora obteu o seu modelo através de construtores de websites, ficando à sua responsabilidade terminá-‐la. No entanto, não podendo contratar mais um profissional e tendo este se revelado um trabalho tão exaustivo e demorado não houve outra hipótese senão colocá-‐lo em segundo plano.
Nota-‐se ainda, uma mentalidade mais conservadora por parte do editor relativamente aos novos meios, não lhe atribuindo a importância devida. A empresa ainda depende de comunicados de empresa/notas de divulgação/notas informativas.
Pretendo mostrar a seguir a mais valia que um meio de divulgação como o Website poderá ser para uma empresa como a Âncora Editora, assim como a adoção da nova realidade e das novas regras do marketing.
O tipo de marketing mais conhecido pela nossa sociedade era a publicidade e basicamente se resumia a ela. É claro que a TV não era o único meio de comunicação, os jornais, as revistas, as rádios também faziam o seu dever apesar de não atingirem tão grandes massas.
Hoje, com o enorme avanço tecnológico que a internet nos trouxe todo este conceito está prestes a mudar.
Aquela publicidade conhecida por: apelar às massas; roubar a atenção de maneira forçada através de técnicas de interrupção20; que se baseava apenas na criatividade (isto é, o seu único objectivo era vender o produto e não transmitir as informações necessárias sobre ele ao consumidor, que é aquilo que realmente lhe interessa. Não se via uma preocupação assídua na construção de conteúdos com informação indispensável, para o comprador, sobre o produto. Por vezes eram e ainda são intencionalmente escondidas, ou seja, quanto mais o anúncio cativasse a atenção de quem o visionasse, melhor!); está a ser rejeitada e substituída pelo marketing "virtual". O público está a aceder cada vez mais aos websites, podcasts, blogues e notas informativas enviadas directamente ao cliente.
"Advertisers know the old model is broken, and that the old rules do not apply. As broadband has proliferated, the promise of interactivity and creativity on the Web has come to fruition. Consumers are finally in control, and they have become the programmers, consuming media when they want, where they want, and how they want. Video-‐on-‐demand, Podcast, TiVo, Yahoo!Go, Google Video, blogs, and more."21
Todas estas inovações além de criarem um cliente muito mais exigente – exigência essa à qual as empresas têm de se adaptar para competir no mercado pelas melhores posições – criaram um conceito de marketing completamente novo, também. Deixou de ser só publicidade. O consumidor está cansado de propaganda! O objectivo da publicidade passou a ser beneficiar o cliente e não o vendedor. A maior preocupação de uma empresa deverá ser, a partir de agora, a conquista de clientes através da visualização da sua página e do envio directo das notas informativas. Estes novos meios permitem que:
♦ A informação circule em dois sentidos – a empresa transmite a informação que pretende e do outro lado o consumidor tem possibilidade de deixar a sua opinião sobre aquilo que leu ou visionou. Assim ganha oportunidade de evoluir através da opinião do público – o seu verdadeiro cliente;
♦ Que seja selecionada – sem necessidade de olhar a custos, pois deixa de ser paga às famosas agências de publicidade e outras entidades, as empresas podem, agora, e devem dirigir-‐se ao público de forma diferente.
20 Este tipo de estratégias consiste em desviar a atenção do consumir daquilo que realmente lhe
interessa para algo que é do interesse do vendedor. Todos os anúncios publicitários passados a meio do programa, artigos de revistas e jornais que encaminham o leitor para o anúncio colocado num ponto estratégico como por exemplo ao virar da página, são exemplos das mesmas.
21 Muray Gaylord in Eisenberg, Jeffrey, Eisenberg, Bryan, Waiting for your cat to bark?: Persuading
customers when they ignore marketing, with Lisa T. Davis, 2006, Nashville, Tennessee.
É necessário que em primeiro lugar haja uma noção específica dos diferentes tipos de público, e dos gostos que lhe estão associados. Para a partir dessa informação as empresas poderem dirigir-‐se a eles já com conteúdos adequados e preparados. Assim sendo, basta dar assas à imaginação e criatividade criando mensagens com conteúdos interessantes e informativos. A sociedade dá valor à autenticidade e não a mensagens pré-‐fabricadas que servem de modelo para todo o tipo de produto. Um bom conteúdo pode criar uma relação de confiança e lealdade entre a empresa e o consumidor permitindo-‐lhe angariar fiéis clientes e regulares.
Outra alteração provocada por este avanço foi o estatuto de um profissional de relações públicas. A sua função de fazer publicidade à instituição limitava-‐se a possuir uma abastada lista de contactos nos meios de comunicação, sabe-‐los usar e fazer com que o seu responsável visse o resultado final. No entanto, isso mudou, sendo obrigados a comunicar diretamente para o consumidor através dos novos meios, a sua maior preocupação a nível profissional é, agora, o cliente.
No mundo físico as relações públicas e o marketing encontram-‐se em áreas separadas mas no virtual já não é assim.
Segundo Jeffrey Eisenberg a sua estratégia de relações públicas, e a do seu irmão Bryan para chamar a atenção ao seu livro (ainda não publicado na altura da campanha) Waiting for your cat to Bark? foi provocar o inicio da circulação de ideias presentes no livro, não apenas tentar vendê-‐lo, e a «tentativa de incentivo nas pessoas através da criação de funis e pontos de entrada no livro através de notas noticiosas e do marketing on-‐line.» 22
Após ter sido publicada, a obra, ficou em primeiro lugar na lista de livros de negócios mais vendidos no Wall Street Journal. Este exemplo prova-‐nos não só as mudanças que estão a acontecer dentro deste ramo profissional mas também a adesão do cliente às novas regras de marketing. Sem esta estratégia de circulação de excelentes conteúdos sobre o livro e do livro este massivo número de vendas nunca teria sido atingido com tanta "facilidade".
«From pre-‐click (search) to post-‐click (persuasion) Bryan and Jeffrey are masters. And because they have such strong marketing backgrounds (like Jim Sterne also) we have some very interesting conversations about search marketing and what really works to increase query streams and follow up with persuasion architecture developed to induce the highest rates of conversion.»23
22 Scott, Meerman, As Novas Regras de Marketing e Relações Públicas, 2007, adaptado por Vasco
Pereira.
Começamos a entender que para uma casa editorial assim como para outro tipo de entidade ser bem sucedida, e com isto digo angariar clientes, é necessário que conheça bem o seu público-‐alvo, assim como os seus interesses e as suas necessidades, de forma a produzir conteúdos que o atinjam.
«Os conteúdos dos sítios da internet limitam-‐se frequentemente a descrever o que uma organização ou um produto faz, e isto a partir de um ponto de vista egocêntrico. Embora informações sobre a sua organização e os seus produtos sejam certamente valiosas nas páginas interiores do seu sítio, o que os visitantes procuram verdadeiramente são conteúdos que descrevam antes demais questões e problemas com que se depararam e que ofereçam em seguida detalhes sobre como resolver esses mesmos problemas.»24
Segundo David Meerman Scott que realizou um estudo em nome da associação internacional de comunicadores on-‐line através do blog IAOC25 onde verificou que comunicadores profissionais preferem o nome de notas noticiosas para a famosa expressão comunicados de empresa. O estudo consistiu na recolha da opinião de profissionais da área da comunicação sobre o envio das notas noticiosas diretamente para o cliente. O autor, premiado pela dominação extraordinária de meios on-‐line e considerado pelo ganho de mais de mil milhões de euros pela venda de produtos e serviços, defende que «a partir de 1995, a vasta disponibilidade da internet significou que qualquer pessoa com uma ligação à internet e a um browser poderia aceder gratuitamente a todos os comunicados de imprensa. Milhões de pessoas leem comunicados de empresa sem que sejam filtrados pelos meios de comunicação. É imperativo dirigirmo-‐nos diretamente a essas pessoas!»
Como já referi, no ponto «A Editora», esta envia pedidos de divulgação para mais de dez entidades comunicativas e outras que surjam em oportunidade. Verifica-‐se a sua dependência nesta rotina, mas não os seus resultados.
Inês Figueiras, que executa além das tarefas que lhe estão atribuídas na profissão de assistente editorial as funções de relações públicas da empresa tem sido responsável pelo envio das notas assim como o agendamento de apresentações e outros tipos de eventos. Segundo a sua experiência nesta área muitas vezes, a maior parte, não recebe respostas dos meios que utiliza, e as que recebe são de entidades mais modestas que não têm um público tão abastado.
24Scott, Meerman, As Novas Regras de Marketing e Relações Públicas, 2007, adaptado por Vasco
Pereira.
25 www.iaocblog.com
No entanto, a Âncora Editora possui uma página de facebook, com inicio de registos de actividade em Janeiro de 2010, o que é uma mais valia para completar o site, uma vez que através deste não é possível receber qualquer tipo de mensagem nem possui opção de registo de visitantes.
Lá está disponível informação sobre a localização da Editora, o endereço do site, vídeos de várias matérias, artigos, entrevistas, apresentações, feiras do livro, entre outros. Tem demonstrado ser um bom investimento, pois, sendo uma página de angariação de gostos, em vez de amigos, está neste momento com cerca de 2500.
Assim, concluímos que o comerciante tem de se adaptar às novas formas de marketing, pois isso pode determinar o seu sucesso no mercado. Que a comunicação directa com o seu cliente é indispensável assim como a demostração de preocupação com os seus problemas e as suas dúvidas apresentando-‐lhe boas e várias soluções. Através do envio de bons conteúdos irá criar-‐se uma boa relação vendedor-‐consumidor e consequentemente uma excelente imagem ficará associada à empresa.
CONCLUSÃO
Tal como refiro no titulo deste relatório Âncora Editora uma experiência diversificada assim foi o meu estágio. Este trimestre permitiu-‐me experienciar diferentes prácticas relacionadas com a área de edição de texto e consequentemente preparar-‐me para um próximo futuro profissional.
Fiquei, assim, a conhecer todo o processo envolvente do livro relativamente às funções de assistente editorial. Sendo-‐me entregues as obras Ecos do Grande Norte e Que Ensino Superior para o séc. XXI, em Portugal e no Espaço Lusófono? em formato Word, já com revisão linguística, pude concentrar-‐me nos processos posteriores da produção do livro, a preparação do original, paginação, revisão, e provas.
Frequentemente, quando fazemos algo pela primeira vez cometemos erros e eu, não fui excepção. Que Ensino Superior para o séc. XXI, em Portugal e no Espaço Lusófono? foi o meu maior desafio, como já tinha dito, uma recepção consecutiva de novas correcções próximas da data de apresentação do livro fez com que cometesse um erro, a perca de informação. Felizmente, fui bem acompanhada o que me facilitou a ultrapassagem deste lapso, terminar segundas provas (já estava longe de serem as segundas) e evitar a modificação de datas. "Depressa e bem não há quem", no entanto, com o tempo, dedicação e experiência muitas estratégias para nos tornarmos melhores e mais rápidos podem ser desenvolvidas.
Com este episódio, e outros, posso dizer que aprendi a lidar com o stress, a ansiedade, e de uma forma geral a trabalhar em ambientes menos agradáveis.
A Webpage foi um recordar da matéria dada no âmbito da cadeira de Edição Electrónica leccionada pelo professor Fernando Clara. Embora noutra perspectiva, pois em vez de ser direcionada para o site era para o blog, sem as bases já adquiridas não me teria sido possível aceitar esta tarefa. Quando temos consciência de que não possuímos conhecimentos suficientes para realizar o que nos é pedido é sempre preferível admiti-‐lo perante os nossos supervisores e avançar para uma possível solução do que ficar em silêncio e associarmos uma má imagem a nós próprios quando o nosso trabalho for avaliado como não satisfatório.
Além do processo editorial do livro pude também ficar a conhecer o funcionamento de uma média-‐pequena editora. Não nos esqueçamos que casas maiores implicam funcionamentos diferentes.
Uma das características desta casa editorial que mais me agradou foi fazer justiça àquilo que dizem sobre si próprios na página da Âncora Editora . Atribui o valor
devido aos autores portugueses acarinhando-‐os e acompanhando-‐os da melhor forma em relação ao livro, muitas vezes arriscando datas para proporcionar o melhor atendimento.
Como falei nos momentos menos bons, sinto-‐me na obrigação de partilhar também os melhores, encerrando assim este meu trabalho. O melhor momento/experiência, sem dúvida alguma, foi o receber de ambas as obras acabadas de sair da gráfica. O sentimento de realização pessoal é inexplicável.
BIBLIOGRAFIA
Martins, Jorge, Profissões do Livro: editores e gráficos, críticos e livreiros, 2005, Verbo.
Scott, Meerman, As Novas Regras de Marketing e Relações Públicas, 2007, adaptado por Vasco Pereira.
Faria, Maria e Pericão, Graça, Dicionário do Livro: da escrita ao livro electrónico, 2008, Almedina.
INTERNACIONAL DO ISBN (2005), Manual do Utilizador do ISBN, Edição Internacional, 5.a edição. Berlim: Preussischer Kulturbesitz.
Marcelino, Nanci, Relatório de estágio Âncora Editora, Lda., 2010.
Prontuário da Língua Portuguesa, 2013, Porto Editora.
Lupton, Ellen, Pensar com Tipos: Guia para designers, escritores, editores e estudantes, traduzido por André Stolarski, 2006.
Eisenberg, Jeffrey, Eisenberg, Bryan, Waiting for your cat to bark? : Persuading customers when they ignore marketing, with Lisa T. Davis, 2006, Nashville, Tennessee. Websites consultados http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/escolas/livrostexto.php?idLivrosAres https://ciist.ist.utl.pt/docs_da/codigo_direito_autor_republicado.pdf http://www.mikegrehan.com/?p=78#sthash.RTsj5lHP.dpuf
http://www.joomla.org/about-‐joomla.html, visitado a 8 de Março. http://www.ancoraeditora.pt http://www.ancoraeditora.pt/administrator/index.php?option=com_hikashop&ctrl=p roduct&task=edit&cid[]=14
ANEXOS
Texto da badana da contracapa da obra Ecos do Grande Norte
«Os Ecos do Grande Norte são, assim, sussurros de um espaço mítico, dessa gélida área oceânica que vai do mar da Terra Nova às bordas do Árctico, mares que a poesia lusa, mais interessada nos mares do grande sul, nunca adoptou nem decantou. Não deveria o decantado “mar português” incluir o “grande norte” e a saga não menos heróica e assaz contemporânea da pesca do bacalhau? As suculentas “estórias” incluídas no livro decorrem em territórios distintos. Umas são passadas a bordo, na cabeça e na alma dos homens que pescavam e penavam no Grande Norte; outras inspiram-‐se em episódios sombrios passados em Ílhavo, terra de muitos silêncios e segredos que faziam uma comunidade fracturada e estratificada por ausências e rigores próprios de quem anda ao mar. Com o desassombro e rectidão que caracterizam o autor, o livro sugere que a nostalgia dos homens do mar e o seu incansável desfio de histórias vividas a bordo são expressões fecundas de uma ânsia libertadora que só no mar se consuma. Por muito que procuremos interpretar esta história à luz da Razão, são quase místicas estas invocações da “grande pesca”. Talvez porque elas exprimem estados de alma, revolta e amargura, raramente uma paz de espírito. Porque essa, afinal, é no mar que se encontra ou reencontra.»
Álvaro Garrido, do Prefácio Valdemar Aveiro Apoios:
Valdemar aVeiro nasceu em Dezembro de 1934, em Ílhavo, no seio de uma família de pescadores. Terminada a instrução primária, começou a trabalhar como aprendiz de barbeiro, passados 10 meses empregou-se numa oficina de serralharia civil e, mais tarde, na construção civil. Aos 15 anos concorreu à Escola Profissional de Pesca, ganhou uma bolsa de estudo que lhe deu acesso ao liceu e, posteriormente, à Escola Náutica, onde concluiu o Curso de Pilotagem. Entretanto, embarcou como moço a bordo do lugre- -motor Viriato para fazer uma viagem à pesca do bacalhau no sentido de suportar as despesas da sua formação.
Em 1957 embarcou como praticante de piloto no navio
Santa Mafalda, da Empresa de Pesca de Aveiro,
sendo promovido no ano seguinte a piloto, a bordo do mesmo navio, e em 1960 passou a oficial imediato do navio Santa Joana.
Emigrou para o Canadá, em Abril de 1964, na per- secução de se licenciar em Medicina, um sonho que não logrou cumprir, tendo regressado a Portugal no ano seguinte.
Em 1966 embarcou no navio São Gonçalo e no ano seguinte passou para um navio moderno, Santa
Isabel, comandado pelo capitão David Calão.
Assumiu, em 1970, o comando do mais velho arras- tão português, Santa Joana, e, dois anos depois, foi convidado para comandar o navio Coimbra, então em construção nos Estaleiros de S. Jacinto, tendo-se retirado por doença em 1988. Depois de recuperado, foi convidado a colaborar com a administração da Empresa de Pescas S. Jacinto, SA, sendo, desde 1991, membro do seu conselho de administração. ISBN: 978 972 780 481 8 Va ld e m a r A v e ir o
Ecos do Grande Norte
RECORDAÇÕES DA PESCA DO BACALHAU
«Os Ecos do Grande Norte são, assim, sus- surros de um espaço mítico, dessa gélida área oceânica que vai do mar da Terra Nova às bordas do Árctico, mares que a poesia lusa, mais interessada nos mares do grande sul, nunca adoptou nem decantou. Não deveria o decantado “mar português” incluir o “grande norte” e a saga não menos heróica e assaz contemporânea da pesca do bacalhau? As suculentas “estórias” incluídas no livro decorrem em territórios distintos. Umas são passadas a bordo, na cabeça e na alma dos homens que pescavam e penavam no Grande Norte; outras inspiram-se em episódios sombrios passados em Ílhavo, terra de muitos silêncios e segredos que faziam uma comuni- dade fracturada e estratificada por ausências e rigores próprios de quem anda ao mar. Com o desassombro e rectidão que caracte- rizam o autor, o livro sugere que a nostalgia dos homens do mar e o seu incansável desfio de histórias vividas a bordo são expressões fecundas de uma ânsia libertadora que só no mar se consuma. Por muito que procuremos interpretar esta história à luz da Razão, são quase místicas estas invocações da “grande pesca”. Talvez porque elas exprimem estados de alma, revolta e amargura, raramente uma paz de espírito. Porque essa, afinal, é no mar que se encontra ou reencontra.»
Álvaro Garrido,
do Prefácio
9 789727 804818
Alguns exemplos das fichas de livros criadas no âmbito do Website
Título: Meia dúzia de contos tão alegres como tontos Preço: 8€ Altura: 22 cm Largura: 22 cm Peso: 166 g ISBN: 978 972 780 472 6 Nº de páginas: 40 Edição: 1.ª
15013 (arca de histórias) Autores: Alexandre Parafita
«São histórias brincalhonas, com origem, na cultura do povo rural. Ao longo de muitos anos, estiveram guardadas no baú das memórias dos antigos narradores. Noutros tempos encantaram gerações de meninos, que as ouviam ao serão, na voz dos seus avós quando não havia televisão, nem computadores.
E são agora recontadas e recriadas com muita graça e humor, bem ao jeito das crianças de hoje. Brincalhonas sim, mas muito didácticas também, com mensagens valiosas que perduram nos tempos.»