BÖLGELERİNDEKİ TÜRKMEN AŞİRETLERİ ÜZERİNDEKİ DİNİ VE SİYASİ PROPAGANDAS
3. Erdebil Tekkesinin Türkmen Aşiretleri Üzerindeki Dini ve Siyasi Propagandaları
3.2. Dinî Propaganda
As ações do Pacto São Paulo foram iniciadas com a identificação de 60 profissionais das áreas de saúde, direito, justiça, segurança, psicologia e serviço social34 que atuam na da infância e juventude nas 15 regiões administrativas do Estado (regiões: Metropolitana, Araçatuba, Araraquara, Baixada Santista, Barretos, Bauru, Campinas, Franca, Marília, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Sorocaba, Vale do Paraíba e Vale do Ribeira). Tais profissionais foram capacitados no ano seguinte para atuar como “agentes multiplicadores” das ações do Pacto São Paulo em suas respectivas regiões,
33 Esta deliberação foi publicada no Diário Oficial do Estado em 25 de out. de 2002 (DO Volume 112, n. 205) 34 Tais profissionais estão assim distribuídos: 48,3% de organizações não governamentais, 20% de organizações
governamentais, 11,7% de universidades, 11,7% de Conselhos Municipais dos Direitos da Infância, 6,5% de Conselhos Tutelares e 1,8% de profissionais liberais.
garantindo que todas as regiões fossem atingidas.
O treinamento destes profissionais para que pudessem apresentar o Pacto São Paulo e sua missão, mobilizar os profissionais de suas regiões e sensibilizar a sociedade em relação à problemática, fez-se necessária neste primeiro momento. Isso porque era fundamental que cada região elaborasse seu próprio Plano Regional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, para que as especificidades de cada região pudessem ser atendidas por meio de políticas e ações bem focadas, aumentando a possibilidade de bons resultados.
No entanto, apenas a elaboração dos planos não seria suficiente. Era imprescindível que eles fossem aprovados pelos conselhos municipais dos direitos da criança e do adolescente e reconhecidos pelos governos municipais como políticas públicas, comprometendo-os diretamente com sua implementação. Dessa forma, a sensibilização da sociedade para o problema e a pressão da opinião pública desempenhariam papéis de destaque para garantir a inclusão do tema na agenda pública e a responsabilização dos municípios no combate à violência sexual infanto-juvenil.
A ação multiplicadora das ações do Pacto São Paulo foi possibilitada por meio de seminários realizados em cada uma das 15 regiões. Com o apoio da Secretaria Executiva Estadual, os agentes multiplicadores apresentavam o Pacto São Paulo e sua missão, expondo a questão da violência sexual de forma didática a profissionais de organizações governamentais e não governamentais, mídia e sociedade em geral, e, principalmente, procuravam conscientizar este público sobre a importância dos planos regionais, seguindo as diretrizes do Plano Estadual de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, e incentivando-os a elaborá-los.
Os seminários eram realizados em parcerias com Conselhos de Direitos, OAB regional, Conselhos Tutelares, Secretarias Municipais, Varas da Infância, entre outros. Para garantir o comprometimento destes atores, os eventos foram elaborados em conjunto com eles, possibilitando que se sentissem parte do processo e não meros observadores. Os participantes dos seminários eram incentivados a trabalharem em grupos divididos de acordo com os seis eixos estratégicos do Plano Nacional, tendo o Plano Estadual como base, adequando-os às necessidades locais. Todas as propostas foram apresentadas e aprovadas em plenária.
A segunda fase do processo de articulação e mobilização dos atores sociais nas regiões consistiu na realização de capacitações para profissionais das áreas de justiça e
segurança, saúde, educação, conselhos de direitos e tutelares, psicologia, assistência social, entre outros cuja atuação está relacionada com o enfrentamento da violência sexual infanto- juvenil.
As capacitações envolveram também a elaboração do “marco zero”, ou seja, a análise da situação da violência sexual na região. Tal diagnóstico é fundamental para a avaliação dos resultados das políticas realizadas, permitindo a elaboração de indicadores de avaliação de impacto das políticas adotadas e o acompanhamento da evolução da situação.
O levantamento inicial da situação e o desenvolvimento de indicadores, com posterior avaliação de resultados e impactos, são instrumentos fundamentais para promover a responsabilização não apenas dos atores governamentais, mas também dos não- governamentais, que também devem prestar contas de suas ações e resultados e submeter-se ao escrutínio público. A responsabilização das organizações da sociedade civil organizada é fundamental para garantir a transparência de suas ações (assim como é exigido do Estado) de modo a minimizar a ineficiência e a corrupção.
Esta exigência por parte do Estado e da sociedade é legítima porque as organizações não governamentais podem receber diretamente recursos públicos e devem, assim, prestar contas de sua utilização e resultados obtidos, assim como fazem com financiadores privados. Há também um financiamento indireto se considerarmos as isenções fiscais a que têm direito. Dessa forma, tais organizações devem prestar contas de suas ações e aplicação dos recursos não somente nos casos em que o Estado atua como financiador, mas sim, de todas as suas atividades.
Por meio dos seminários e capacitações, as ações do Pacto São Paulo contribuem para a construção de um ambiente mais “responsabilizável” ao capacitar profissionais para o exercício de suas funções como “parte do Estado”, de forma que as metas estabelecidas no Plano Regional possam ser atingidas. Também exercem papel importante em relação à população, trabalhando a questão do direito do cidadão de exigir que os compromissos governamentais assumidos sejam compridos e que os atores governamentais e não governamentais prestem as devidas contas de suas ações (e omissões) de forma transparente.
A atuação da região de Ribeirão Preto pode ser considerada como um exemplo no qual o controle social é exercido (ainda que em processo inicial e de forma parcial). Os atores dos municípios da região, depois das capacitações, atuam de forma articulada e realizam reuniões mensais para discutir questões relativas à violência sexual, capacitando outros
profissionais e monitorando a estruturação dos planos municipais, tendo sido pioneiros na publicação do Plano Regional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes. Partindo desta estrutura regionalizada e mais bem articulada e capacitada, estão aptos a acompanhar as ações de implementação dos planos, monitorar os resultados obtidos, interferindo de forma corretiva, fazendo propostas de mudança no processo.
Tendo em vista que os planos foram elaborados e publicados recentemente, ainda não foi possível realizar avaliações sobre o alcance das metas definidas e cobrar dos governos prestação de contas relativas a elas. As ações dos governos até o momento restringiram-se ao compromisso em participar das ações de combate à violência sexual infanto-juvenil, ao envolvimento em discussões e estruturação dos planos de ações, além do envio de manifestações de congratulações ao Pacto São Paulo, como é o caso da Câmara Municipal de Votorantim que, por meio de requerimento especial, solicita à Mesa que congratule em Plenário os realizadores do seminário realizado sobre violência sexual e que isso conste nos anais.
Naturalmente que o reconhecimento do poder público da importância do movimento e da problemática já constituem um grande passo na história dos direitos da infância e juventude. No entanto, ele não é o suficiente para garantir maior responsabilização no cumprimento das diretrizes traçadas pelo Plano Nacional (e respectivos planos estaduais, regionais e municipais) e da legislação vigente, sendo necessária a intervenção de mecanismos institucionais (ex.: Ministério Público) para constrangê-lo a agir de tal forma.
Mesmo não exercendo o controle do governo por meio de mecanismos institucionalizados, o Pacto São Paulo é uma figura que mobiliza atores em todo o estado no combate à violência sexual, atuando como “porta-voz” dos atores sociais (sejam eles governamentais ou não governamentais) e exigindo dos governos o cumprimento de compromissos assumidos e garantidos em lei.