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PKK / PJAK Sorunu ve İşbirliği Odaklı Ortak Operasyonlar

3.2. AHMEDİNEJAD DÖNEMİ TÜRKİYE – İRAN SİYASİ VE GÜVENLİK

3.2.3. PKK / PJAK Sorunu ve İşbirliği Odaklı Ortak Operasyonlar

será acolhido o termo “paricipação cidadã”, conforme proposto por TEIXEIRA (2001:30): “processo complexo e contraditório entre

sociedade civil, Estado e mercado, em que os papéis se redeinem pelo “Mas nós temos que cobrar dos

nossos gestores que eles aproveitem as brechas de fato, e pensem em como criar alianças que avancem esse processo. (...) no passado se quesionava muito o socialismo, enquanto modelo de uma estrutura nova de poder, muito mais

democráica, muito mais eiciente, muito mais cabida, mais justa, que iria gerar mais oportunidades para todo mundo, etc (...) o que eu estou vendo é que nós avançamos em muitas coisas no Brasil depois da ditadura, mas ainda estamos sonhando em poder uilizar esses novos instrumentos, à parir da base da Consituição e da base do Estatuto da Cidade, para teimar em fazer modiicações e avançar num processo mais democráico”.”

fortalecimento dessa sociedade civil mediante atuação organizada dos indivíduos, grupos e associações” para melhor delimitar o conceito

uilizado. Neste senido, o que o autor denomina como “paricipação

cidadã” não se reduz à prestação de serviços à comunidade ou a uma

organização isolada, da defesa de interesses especíicos ou expressão de idenidades. Seu processo pode conter os elementos citados, porém seus objeivos são mais amplos: “embora essencialmente políica,

consituindo-se numa aividade pública e de interação com o Estado, disingue-se da aividade políica ‘stricto sensu’, uma vez que se sustenta na sociedade civil e não se reduz aos mecanismos insitucionais nem busca o exercício do poder” (TEIXEIRA, 2002:31).

A respeito das formas de paricipação praicadas no Brasil, também é fato exisir uma discussão teórica em torno de suas várias modalidades. Assim, nesta abordagem serão consideradas as duas principais adotadas por CARVALHO (1998:13): as ‘experiências de cogestão’, referente àquelas cujas práicas ocorrem por meio da cogestão entre Estado e Sociedade, dentre as quais se destacam as experiências dos Conselhos Gestores, Orçamento paricipaivo, e Parceria entre Estado e Sociedade; e, ‘paricipação não insitucionalizada na gestão da sociedade’, caracterizada por práicas cuja incidência sobre as políicas públicas ainda que relevante, não se dá através de canais insitucionalizados. São ações que provocam mudanças na agenda pública, incluindo nelas novas questões perinentes e relevantes como a Reforma Agrária, o combate à mortalidade infanil, a segurança pública e a segurança alimentar2.

Além destas, CARVALHO (1998) menciona a “paricipação no exercício do poder estatal” como a presença de lideranças formadas fora

da tradição políico-paridária brasileira, nos parlamentos e governos municipais, a parir dos movimentos sociais democráicos. Porém,

2 - Como paricipação não insitucionalizada, a autora cita o Movimento dos Sem Terra, a Pastoral da Criança, os fóruns de iniciaiva civil, como, por exemplo, o Fórum em Defesa da Vida e Contra a Violência, de Campo Limpo, na zona Sul de São Paulo, campanhas como a Ação da Cidadania.

trata-se de uma forma de paricipação mais voltada para o Estado que as anteriores.

Destacando que tais práicas paricipaivas não são excludentes, ao contrário, TEIXEIRA (2002) recomenda contar com outros formatos de paricipação além dos insitucionais:

“os insitucionais podem conferir-lhe um caráter de permanência e regularidade, mas contém o risco de envolver os agentes sociais na lógica própria do poder, na racionalidade técnico-burocráica. Daí a necessidade de outros, oriundos dos movimentos sociais, que possam garanir autonomia e potencializar a ação frente ao Estado, à sociedade políica, ao mercado. Esses mecanismos, mais lexíveis e menos formais, têm sido criados, ao longo do tempo, pelos movimentos e organizações sociais”. (TEIXEIRA, 2002:29)

Da mesma forma, MARICATO (2011) reconhece o valor dos espaços insitucionais, porém aponta para a importância de ampliar as conquistas por demandas sociais e complementa:

“ao contrário do que pensam muitos intelectuais que veem ali um desprezível reformismo, as conquistas de reivindicações concretas imediatas são alimento essencial para qualquer movimento reivindicatório de massas. Mas é preciso entender o que é o Estado em sua complexidade, especialmente numa sociedade como a nossa, patrimonialista e desigual (...). Não se trata, portanto, de ignorar a luta por espaços insitucionais por via eleitoral ou qualquer outra via, mas de dar a ela a devida dimensão no processo de construção de um outro mundo marcado por outras relações sociais”. (MARICATO, 2011:93)

Como visto, ambos os autores apontam para a necessidade de mecanismos não insitucionais como importante complemento para minimizar, inclusive, o risco de cooptação dos agentes sociais na lógica do poder. Por outro prisma, CARVALHO (1998) indica para uma

tendência dos movimentos e paricipação social em migrar entre as duas formas como estratégia de adaptação aos disintos cenários políicos: “quando o Estado é ditatorial, muito pouco permeável às

demandas da sociedade, a tendência dos movimentos e da paricipação social é centrar-se neste ipo de ação autorreferida, às vezes até mesmo subsituiva da ação estatal. Mas em tempos mais democráicos, em que o Estado, os paridos, os espaços políicos insituídos, se tornam mais permeáveis à sociedade, a paricipação social concentra-se na busca de democraizar o Estado e as políicas públicas. Esta democraização tem reirado do Estado o monopólio da gestão da sociedade, que é assumida e parilhada cada vez mais por ela mesma”.

Porém, apesar dos esforços no avanço da democracia representados pela criação dos espaços formais de paricipação, os processos paricipaivos têm obido mais força no campo da retórica do que na práica, quando o assunto é a resistência contra a lógica capitalista. Tal diiculdade ocorre porque, segundo JACOBI (1999:32), os processos

“estão permeados pelos condicionantes da cultura políica, tanto do Brasil como demais países da América Laina, marcados por tradições estaistas, centralizadoras, patrimonialistas e, por padrões de relações clientelistas, meritocráicos e de interesses criados entre Sociedade e Estado”.

Na proposta de ação conjunta entre a Sociedade Civil e o Estado, tendo em vista efeivo comparilhamento de propósitos, levanta- se uma questão central sobre a relação entre dois projetos políicos antagônicos, chamada por DAGNINO (2004) de “conluência perversa”,

onde um projeto paricipatório, construído a parir da ampliação da cidadania e da paricipação da Sociedade Civil, conlui para o projeto pautado na lógica neoliberal que exige a consituição de um Estado mínimo que se isenta gradaivamente de seu papel de garanidor de direitos, reduzindo os fundos públicos e uilizando o argumento de transferência de responsabilidades para a sociedade civil que antes

eram a ele vinculados: “a coincidência na exigência de uma sociedade civil aiva e proposiiva, que estes dois projetos antagônicos apresentam, é, de fato, emblemáica de uma série de outras ‘coincidências’ no nível do discurso, referências comuns que, examinadas com cuidado, escondem disinções e divergências fundamentais. Assim, o que essa ‘conluência perversa’ determina é um obscurecimento dessas disinções e divergências, por meio de um vocabulário comum e de procedimentos e mecanismos insitucionais que guardam uma similaridade signiicaiva”

(DAGNINO, 2005:99).

Nesse contexto, a maioria dos movimentos sociais3 e outros pontos que compõem o universo paricipaivo se inserem em uma situação de vulnerável atuação sustentada no debate esvaziado das questões estruturais4, que segundo MARICATO (2011:90), decorre da maneira como os movimentos investem suas energias buscando melhores condições de vida, por meio de uma abordagem dividida e fragmentada, tomando as partes como o todo dentro de limites de um horizonte restritos sem tratar do presente ou do futuro do capitalismo. Além dessa fragilidade, muitos movimentos incorrem no equívoco de negligenciar a ampliação e renovação de suas lideranças, valorizando demasiadamente a práica paricipaiva por si só: “os processos pedagógicos ligados à

idenidade e compreensão cieníica e ideológica do mundo têm sido 3 - Com exceção do MST, que é referencia pela priorização que dá a formação políica do grupo, segundo MARICATO, “O MST é alimentado pela forte prioridade que é dada a formação políica ou educação. A importância dada à informação, que contraria o que parece ser de senso comum, revela o lugar essencial ocupado pela comunicação.”

4 - Para exempliicar o esvaziamento do debate de temas estruturais, MARICATO relata um pronunciamento de uma representante do Banco Mundial em uma mesa redonda denominada Poverty Alleviaion and Paricipaion, no World Urban Forum de 2006 , quando ‘fervorosamente’ favorável à paricipação democráica, reduzia à paricipação dos moradores na busca de soluções para aplicar de forma eiciente, e sem corrupção, os parcos recursos desinados a melhorar o local de moradia da comunidade, mas em nenhum momento houve espaço para debater “a gigantesca transferência de recursos públicos para a esfera inanceira por meio de pagamento de juros da dívida pública”

esquecidos. Nota-se uma atração muito forte pelo espaço insitucional ou pela insitucionalização de práicas paricipaivas, como se isso fosse um im em si” (MARICATO, 2011: 93).

Importante parte da crise citada pode ser superada5 a parir da sólida construção da formação políica dos atores sociais, onde o acesso ao conhecimento pode vir a ser o meio para ampliação do discernimento e fortalecimento da atuação da sociedade civil frente às adversidades que inibem o real comparilhamento de projetos entre Estado e Sociedade Civil.

Esta questão será abordada a parir da gestão das APPs urbanas, cujo tema traz em sua complexidade, a necessidade de atuação conjunta entre a sociedade civil e o Estado para o enfrentamento das tensões urbanoambientais, inseridas em sua essência e, por isso pode consisir em um interessante exercício de superação da “crise do discurso paricipaivo” no meio urbano.

Considerando os prejuízos que decorrem da atuação social sob uma visão fragmentada do mundo, entende-se relevante releir sobre a forma como tem acontecido a paricipação das pessoas em processos que dizem respeito ao seu coidiano e que vão decidir suas vidas. É nesse ponto que até mesmo gestores bem intencionados e favoráveis ao projeto democráico acabam por contribuir para a consolidação do sistema do capital, quando reduzem o objeivo de luta das comunidades às necessidades básicas.

Quando a luta tem por foco exclusivo às premências e carências das classes de baixa renda, ica diícil para as pessoas submeidas à tamanha vulnerabilidade social perceber o papel das APPs, por exemplo, e sua

5 - É claro que se reconhece a necessidade de uma série de outras iniciaivas, dentro e fora da sociedade civil, para o devido enfrentamento da “crise”, como por exemplo, a importância da presença de agentes chaves dentro do aparelho estatal favoráveis aos processos paricipaivos para garanir o efeivo comparilhamento de projetos, porém o a questão não será aprofundada neste trabalho.

contribuição para promoção da “qualidade de vida” na cidade, à qual

elas devem ter acesso também. O que, muitas vezes, não se leva em consideração é que “despencar no córrego sujo” não é opção, mas a falta desta, o que é relexo da ausência de políicas públicas capazes de fazer frente ao impasse de acomodar moradia e outras funções às custas da redução da biota, das áreas de várzea, dos serviços ambientais que elas desempenham, para não falar do “apagar a memória da paisagem”, desconectando a cultura, as pessoas, de seu suporte de vida etc.

A respeito do desenho urbano que se praica, muitas vezes sem relexão sobre suas consequências para a cidade, Boucinhas (2011) argumenta:

“... no urbanismo que vai sendo feito nessa correlação de forças, está criando cidades que negam o espaço público, por exemplo, as APPs urbanas, que devem estar em espaço urbano e é interesse de todo mundo! Esse espaço público com seus rios, seus córregos, suas nascentes, sua vegetação, seja arbórea, seja arbusiva, seja de forração, seja qual for a vegetação (mais adequada no solo mais adequado, no uso mais adequado para aquele espaço), esse espaço deve ter usos adequados. As pessoas devem ser bem-vindas nesse espaço, recuperando a cidade como lugar da urbanidade, do encontro das pessoas, da diversidade, do conhecimento, das aividades mais signiicaivas de arte de paricipação, de postura políica, de passeatas, de comemorações, de celebrações à vida. A recuperação do espaço público está ligada à recuperação e ao respeito aos recursos naturais no tecido urbano”.

Sem o acesso a esse conhecimento, sem a discussão sobre a dialéica da cidade, sobre a correlação de forças e a consciência ambiental é como “paricipar às escuras”, não liberta para pensar! É nesse nível que o conhecimento precisa ser democraizado. As pessoas precisam saber que elas têm direito à cidade no amplo senido para que seu posicionamento críico também possa ser ampliado, tendo em vista

interagir de modo mais qualiicado sobre os rumos da Sociedade. Por outro lado, MARICATO (2011:97) vislumbra a superação da fragmentação dos movimentos sociais citadinos na uniicação das agendas urbana e ambiental: “a questão ambiental parece ser a única

via de enfrentamento do capitalismo no mundo atual. Embora parte do movimento ambientalista desconheça a realidade empírica (social e territorial) e se oponha a muitas das propostas que os movimentos ligados à Reforma Urbana defendem, em especial, no Brasil, a de regularização fundiária, é preciso insisir na busca da unidade daqueles que querem um mundo baseado em padrões de consumo menos predatórios, mais éicos, mais igualitários, mais humanos, mais sustentáveis. A dinâmica avassaladora do capital ignora totalmente esses valores, submetendo o mundo - territórios, sociedades, culturas, recursos naturais - ao feichismo da mercadoria. Esse pode ser o caminho para superarmos a fragmentação que nos enfraquece”. Essa aposta tem perinência,

inclusive se considerarmos a força que a questão ambiental conquistou na escala mundial, ao mesmo tempo em que, cada vez mais, encontra abrangência na escala do coidiano. Esta discussão apresenta potencial musculatura para o enfrentamento contra a lógica do capital.

No enfrentamento da crise, além da real ideniicação da lógica neoliberal e do eicaz comparilhamento de projetos entre a sociedade civil e o Estado, é preciso entender que um processo pedagógico precisa ser construído que considere a democraização do conhecimento como forma de capacitação da sociedade a respeito das questões urbanas, ambientais e de paisagem por uma visão que supere a forma fragmentada de atuar.

A gestão do conlito entre a ocupação das APPs e a preservação de sua integridade ambiental é entendida por Boucinhas (2011) como um processo de aprendizado que se dá a parir da consciência que se vai tomando sobre o assunto. “A forma como se projetava a cidade há cinquenta anos não pode ser como se deve projetar no contexto

atual. Mas essa mudança de postura só acontece a medida que se adquire mais conhecimento sobre a questão ambiental”. Neste senido

quesiona, “como democraizar o conhecimento da questão ambiental

urbana, quando cada vez mais, paricipação signiica democraização do conhecimento?”.

A democraização do conhecimento deve objeivar uma construção coleiva para formação e transformação cultural, social e políica, promovendo fundamentação suiciente para decodiicar o que está sendo proposto - inclusive quanto ao discernimento no que diz respeito a prestações de contas públicas - e, dar condições de qualiicar as proposições de modo mais poliizado e autônomo6.

3.2. AS APPs FLUVIAIS DA SUB-BACIA DO CÓRREGO TAIÓCA E OS