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A partir da comparação entre os métodos adotados nesta fase, foram identificados diferentes resultados entre as combinações. A parede (C) demonstrou o pior desempenho na maioria dos métodos, enquanto a parede (B) demonstrou o melhor desempenho. Quanto à coberta, os desempenhos foram inversos, conforme Quadro 4.

Quadro 4 - Comparação entre métodos - João Pessoa Variável resposta 1 analisada: Temperatura Operativa

Métodos Resultado

Comportamento Anual

Maior influência das cobertas.

Coberta D = maiores oscilações de temperatura operativa. Parede B = menores medianas.

Percentual de horas de desconforto

Maior influência da parede (C) = aumento das horas de desconforto.

Parede (C) com coberta (C) = pior desempenho Parede (B) com coberta (D) = melhor desempenho Graus-hora para Resfriamento

Maior influência da coberta (D) = aumento dos GhR. Parede (C) com coberta (D) = pior desempenho Parede (B) com coberta (C) = melhor desempenho Regressão Logística

Maior influência da coberta (C).

Parede (C) com coberta (C) = pior desempenho Parede (B) com coberta (D) = melhor desempenho Variável resposta 2 analisada: Ganhos de calor

Métodos Resultado

Comportamento Anual

Maior influência da coberta

Todas as paredes combinadas com a coberta (D) possuem ganhos de calor negativo

A coberta (D) possui as maiores oscilações. Teste de Hipótese de Wilcoxon Parede (B) menor ganho de calor

Coberta (D) menor ganho de calor Fonte: Autor

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Para as simulações da fase 2, foram definidas duas combinações de fechamentos opacos com maior relevância nos métodos aplicados. Destaca-se que, estes desempenhos não estão relacionados com os métodos aplicados. Foram selecionados os desempenhos extremos (melhor e pior) para que sejam aplicados métodos de avaliação mais detalhados, que contribuem na análise dos fechamentos opacos, e permitir as simulações da fase 2, em relação às aberturas.

A partir do método de Percentual de horas de desconforto, pôde-se observar que o melhor desempenho entre as combinações foi a parede (B)_coberta(D), que caracterizam os sistemas construtivos com valores de transmitância térmica mais elevados. O pior desempenho resultante das simulações da fase 1 foi a combinação parede (C)_coberta(C), com os menores valores de transmitância térmica analisados. A partir destas combinações, foram aplicados dois métodos de avaliação de desempenho: o método de De Dear e Brager e o método de Regressão Linear.

A partir do método de De Dear e Brager, pôde-se observar mais claramente como as temperaturas se comportaram ao longo do ano, conforme Gráfico 26 abaixo, com a ocorrência de temperaturas em quatro zonas distintas.

Gráfico 26 - Percentual de ocorrência da Temperatura Operativa - PB_CD / João Pessoa

Fonte: Adaptado de NEGREIROS (2010)

Observam-se maiores ocorrências na zona cold, das 2hs às 7hs. A maior ocorrência em todas as horas do dia resulta na zona de conforto. Das 19hs às 24hs, mais de 80% de ocorrência está dentro da zona de conforto, que pode ser visualizada no Gráfico 26 na cor verde, conforme legenda. A partir das 09hs, o percentual de ocorrência na zona de calor predomina, alcançando mais de 80% até às 16hs.

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Ao comparar as temperaturas do ar interna, temperatura radiante e temperatura operativa com a temperatura do ar externa, observa-se um comportamento distinto, principalmente nas temperaturas acima dos 30°C, conforme Gráfico 27 abaixo. A maior frequência das temperaturas internas ocorre em 25°C, com 12% a 13% do número de horas, sendo um valor mais baixo que a predominância da temperatura externa com 18% a 27°C. A diferença é significativa nas temperaturas mais elevadas, pois a temperatura externa demonstrou ocorrências até 32°C, enquanto as temperaturas internas demonstram ocorrências em torno de 3%, nas temperaturas acima de 30°C até 40°C.

Gráfico 27 - Comparação da Temperatura interna PB_CD com a temperatura externa - João Pessoa

Fonte: Adaptado de NEGREIROS (2010)

Na combinação com pior desempenho, a diferença entre as temperaturas, demonstrou o menor percentual de ocorrência da zona de conforto, constante em torno de 60% entre as 01hs e 12hs da manhã, como pode ser observada no Gráfico 28. A partir das 13hs, o percentual de ocorrência diminui, chegando a 55% e mantendo uma frequência aproximadamente constante ate o fim do dia.

Comparando o Gráfico 26 e o Gráfico 28, que demonstram as frequências de ocorrência dentro da zona de conforto nos dois desempenhos resultantes da fase 1, observa-se que o melhor desempenho, parede(B)_coberta(D), apresentou maiores percentuais de ocorrência dentro da zona de conforto com um intervalo de 55% a 98%, enquanto o pior desempenho, parede (C)_coberta (C), apresentou a maior parte dos percentuais de ocorrência aproximadamente constante em torno de 60%, com maior necessidade de ventilação inclusive no período da noite, em função do menor poder de trocas térmicas, pelos elevados valores de atraso térmico da parede, com ᶲ = 10,8 hs, e da coberta, com ᶲ = 13,4 hs.

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Gráfico 28 - Percentual de ocorrência da Temperatura operativa PC_CC / João Pessoa

Fonte: Adaptado de NEGREIROS (2010)

Com os dados do Gráfico 29 pode-se comparar a temperatura do ar interno, temperatura radiante e temperatura operativa com a temperatura do ar externo. A temperatura operativa esteve entre 24°C e 32°C, com a maior frequência de horas em torno de 30°C, representando 24% das horas. Percebe-se que as temperaturas relativas ao ambiente interno alcançam valores até 32°C, finalizando sua curva no mesmo ponto da temperatura externa, diferente da combinação parede (B)_coberta (D), que demonstrou temperaturas mais altas que o ambiente externo.

Gráfico 29 - Comparação da Temperatura interna PC_CC com a temperatura externa - João Pessoa

Fonte: Adaptado de NEGREIROS (2010)

Aplicando o método de regressão linear, pôde-se observar a correlação entre a temperatura operativa e a temperatura do ar externa nas duas combinações e comparar a diferença entre elas. Percebe-se que a maior relação ocorre na parede (B)_coberta(D), com

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melhor desempenho térmico, que indicou um coeficiente de determinação R² = 0,79, enquanto a parede(C)_coberta(C), com pior desempenho, resultou no coeficiente de determinação R² = 0,33, conforme gráficos de dispersão abaixo:

Gráfico 30 - Gráficos de Dispersão (a) PB_CD (b) PC_CC- JP

Fonte: Autor